Telecurso 2000 - Curso Profissionalizante de Mecânica - Leitura e Interpretação de Desenho Técnico - Volume II

Telecurso 2000 - Curso Profissionalizante de Mecânica - Leitura e Interpretação...

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Introduçªo Corte total Qualquer pessoa que jÆ tenha visto um regis-regis-regis-regis-regis- tro de gavetatro de gavetatro de gavetatro de gavetatro de gaveta, como o que Ø mostrado a seguir, sabe que se trata de uma peça complexa, com muitos elementos internos.

Se fôssemos representar o registro de gaveta em vista frontal, com os recursos que conhecemos atØ agora (linha contínua larga para arestas e contornos visíveis e linha tracejada estreita para arestas e contornos nªo visíveis), a interpretaçªo ficaria bastante prejudicada, como mostra o desenho a seguir.

AULA 1

Nossa aula

Analise novamente as duas figuras anteriores. Pela foto, vocŒ forma uma idØia do aspecto exterior do objeto. JÆ a vista frontal mostra tambØm o interior do objeto, por meio da linha tracejada estreita. PorØm, com tantas linhas tracejadas se cruzando, fica difícil interpretar esta vista ortogrÆfica.

Para representar um conjunto complexo como esse, com muitos elementos internos, o desenhista utiliza recursos que permitem mostrar seu interior com clareza.

Nesta aula, vocŒ conhecerÆ o recurso utilizado em desenho tØcnico para mostrar elementos internos de modelos complexos com maior clareza: trata-se da representaçªo em corteem corteem corteem corteem corte. As representaçıes em corteem corteem corteem corteem corte sªo normalizadas pela ABNT, por meio da norma NBR 10.067 /1987.

Corte

Cortar quer dizer dividir, secionar, separar partes de um todo. Corte Ø um recurso utilizado em diversas Æreas do ensino, para facilitar o estudo do interior dos objetos. Veja alguns exemplos usados em CiŒncias.

Sem tais cortes, nªo seria possível analisar os detalhes internos dos objetos mostrados.

Em Mecânica, tambØm se utilizam modelos representados em corte para facilitar o estudo de sua estrutura interna e de seu funcionamento.

AULA11

Mas, nem sempre Ø possível aplicar cortes reais reais reais reais reais nos objetos, para seu estudo. Em certos casos, vocŒ deve apenas imaginarimaginarimaginarimaginarimaginar que os cortes foram feitos. É o que acontece em desenho tØcnico mecânico. Compare as representaçıes a seguir.

Mesmo sem saber interpretar a vista frontal em corte, vocŒ deve concordar que a forma de representaçªo da direita Ø mais simples e clara do que a outra. Fica mais fÆcil analisar o desenho em corte porque nesta forma de representaçªo usamos a linha para arestas e contornos visíveis em vezem vezem vezem vezem vez da linha para arestas e contornos nªo nªo nªo nªo nªo visíveis.

Na indœstria, a representaçªo em corte só Ø utilizada quando a complexidade dos detalhes internos da peça torna difícil sua compreensªo por meio da representaçªo normal, como vocŒ viu no caso do registro de gaveta.

Mas, para que vocΠentenda bem o assunto, utilizaremos modelos mais simples que, na verdade, nem precisariam ser representados em corte.

Quando dominar a interpretaçªo de cortes em modelos simples, vocŒ estarÆ preparado para entender representaçªo em corte em qualquer tipo de modelo ou peça.

Existem vÆrios tipos de corte. Nesta aula, vocŒ aprenderÆ a interpretar corte total.

Corte total Corte total Ø aquele que atinge a peça em toda a sua extensªo. Veja.

AULA11

Lembre-se que em desenho tØcnico mecânico os cortes sªo apenas imaginÆ-imaginÆ-imaginÆ-imaginÆ-imaginÆ- riosriosriosriosrios.

Os cortes sªo imaginados e representados sempre que for necessÆrio mostrar elementos internos da peça ou elementos que nªo estejam visíveis na posiçªo em que se encontra o observador.

VocŒ deve considerar o corte realizado por um plano de corteplano de corteplano de corteplano de corteplano de corte, tambØm imaginÆrio.

No caso de corte total, o plano de corte atravessa completamente a peça, atingindo suas partes maciças, como mostra a figura a seguir.

Corte nas vistas do desenho tØcnico

Os cortes podem ser representados em qualquer das vistas do desenho tØcnico mecânico. A escolha da vista onde o corte Ø representado depende dos elementos que se quer destacar e da posiçªo de onde o observador imagina o corte.

Corte na vista frontal Considere o modelo abaixo, visto de frente por um observador.

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Nesta posiçªo, o observador nªonªonªonªonªo vŒ os furos redondos nem o furo quadrado da base. Para que estes elementos sejam visíveis, Ø necessÆrio imaginar o cortecortecortecortecorte. Imagine o modelo secionadosecionadosecionadosecionadosecionado, isto Ø, atravessado por um plano de corte, como mostra a ilustraçªo.

O plano de corte paralelo ao plano de projeçªo vertical Ø chamado planoplanoplanoplanoplano longitudinal verticallongitudinal verticallongitudinal verticallongitudinal verticallongitudinal vertical. Este plano de corte divide o modelo ao meio, em toda sua extensªo, atingindo todos os elementos da peça.

Veja as partes em que ficou dividido o modelo atingido pelo plano de corte longitudinal vertical.

Imagine que a parte anterior do modelo foi removida. Assim, vocŒ poderÆ analisar com maior facilidade os elementos atingidos pelo corte. Acompanhe a projeçªo do modelo secionado no plano de projeçªo vertical.

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Na projeçªo do modelo cortado, no plano vertical, os elementos atingidos pelo corte sªo representados pela linha para arestas e contornos visíveis.

A vista frontal do modelo analisado, com corte, deve ser representada como segue.

As partes maciças do modelo, atingidas pelo plano de corte, sªo representadas hachuradashachuradashachuradashachuradashachuradas .

Neste exemplo, as hachurashachurashachurashachurashachuras sªo formadas por linhas estreitas inclinadas e paralelas entre si.

As hachuras sªo formas convencionais de representar as partes maciças atingidas pelo corte. A ABNT estabelece o tipo de hachura para cada material. Mais adiante, vocŒ conhecerÆ a norma tØcnica que trata deste assunto.

O tipo de hachura usado no desenho anterior indica que o material empregado na confecçªo deste modelo Ø metalmetalmetalmetalmetal.

Os furos nªo recebem hachuras, pois sªo partes partes ocas partes ocas partes ocas partes ocas partes ocas que nªo foram atingidas pelo plano de corte. Os centros dos furos sªo determinados pelas linhas de centrolinhas de centrolinhas de centrolinhas de centrolinhas de centro, que tambØm devem ser representadas nas vistas em corte.

Indicaçªo do plano de corte Observe novamente o modelo secionado e, ao lado, suas vistas ortogrÆficas.

A vista superior e a vista lateral esquerda nªonªonªonªonªo devem ser representadas em corte porque o observador nªo as imaginou atingidas pelo plano de corte. A vista frontal estÆ representada em corte porque o observador imaginou o corte vendo o modelo de frente.

Sob a vista representada em corte, no caso a vista frontalvista frontalvista frontalvista frontalvista frontal, Ø indicado o nomenomenomenomenome do corte: CorteCorteCorteCorteCorte A.

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Observe, na figura anterior, que a vista superior Ø atravessada por uma linha traço e ponto estreita, com dois traços largos nas extremidades. Esta linha indicaindicaindicaindicaindica o local por onde se imaginou passar o plano de corte.

As setas sob os traços largos indicam a direçªodireçªodireçªodireçªodireçªo em que o observador imaginou o corte.

As letras do alfabeto, próximas às setas,dªo o nome ao corte. A ABNT determina o uso de duas letras maiœsculas repetidas para designar o corte: A, B, C etc.

Quando o corte Ø representado na vista frontal, a indicaçªoindicaçªoindicaçªoindicaçªoindicaçªo do corte pode ser feita na vista superior, como no exemplo anterior, ou na vista lateral esquerda, como mostra a ilustraçªo a seguir.

Segundo a ABNT, sempre que a representaçªo do corte for clara, nªo hÆ necessidade de indicar o plano de corte em outra vista.

Verificando o entendimento Analise o desenho tØcnico abaixo e responda: a)a)a)a)a) em que vista estÆ representado o corte?; b) b) b) b) b) em que vista aparece indicado o corte? c) c) c) c) c) qual o nome deste corte?

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