Curso de Montagem e Manutencao de Computadores

Curso de Montagem e Manutencao de Computadores

(Parte 1 de 9)

Descrição dos Componentes2
Placa Mãe (Motherboard)2
Clock3
Memória RAM, DRAM ou Memória Principal7
BIOS (Basic Input Output System)9
Memória CMOS (Complementary Metal-Oxide Semicondutor)10
Chipset10
Controladores de Vídeo10
Controladores de Drive e Winchester1
Teclado12
Gabinetes12
Sistema Operacional13
Montagem14
Etapas da Montagem14
Fixação dos Drives e Winchester16
Ligando o Equipamento e Verificando o Funcionamento19
Instalação19
Teste Inicial ao Ligar20
BOOT21
Periféricos para Gravação e Leitura de Dados21
Floppy Drive2
Hard Disk ou Winchester2
Drives de CD-ROM23
Discos Virtuais24
Dispositivos de Entrada e Saída de Dados25
Porta Serial25
Porta Paralela25
SCSI (Small Computer System Interface)25
Interface USB (Universal Serial Bus)25
Device Bay26
Monitor26
Mouse e Joystick27
Placas Fax-Modem27
Fabricantes37
Placa Mãe (Motherboard)37
Microprocessador37
Drive de Disco Flexível (Floppy Drive)37
Drive de Disco Rígido (Hard Drive)37
Drive de CD-ROM37
Placa de Áudio38
Placa de Vídeo38
Monitor de Vídeo38
Modem38

Placa Mãe (Motherboard)

A motherboard é possivelmente a parte mais importante do computador. Ela gerencia toda a transação de dados entre a CPU e os periféricos. Mantém a CPU, sua memória cache secundária, o chipset, BIOS, memória principal, chips I/O, portas de teclado, serial, paralela, discos e placas plugin.

Os microcomputadores diferenciam-se principalmente pelo processador instalado na motherboard e pelos padrões dos barramentos de expansão: ISA, EISA, MCA (proprietária IBM), VLBUS e PCI em ordem crescente de performance.

Como anualmente tem-se o lançamento de um novo processador com novas tecnologias para acelerar o processamento (duplo cache interno, maior velocidade de clock, etc.), muitas motherboards permitem o upgrade (atualização do processador sem a troca de qualquer outro componente do microcomputador). A grande maioria tem jumpers de configuração onde podemos modificar a velocidade do clock, tipo de processador, etc.

Padrões de barramento das motherboards Padrão ISA

Os dados são transmitidos em 8 ou 16 bits dependendo do tipo de placa adaptadora que está sendo utilizada. Normalmente este barramento opera a 8 MHz e apesar de ser o mais utilizado padrão de barramento de expansão, suas origens remontam o PC XT com processador 8086/8 e atualmente é uma limitação dos mais recentes programas, especialmente em multimídia, servidores de rede, CAD/CAM. Daí a necessidade do desenvolvimento de novos projetos de barramento. Apesar disso, este padrão ainda é viável para a conexão de placas de áudio, modems e outros dispositivos que não demandam grandes pré-requisitos de desempenho.

Padrão EISA e MCA Bus

Os slots são de 32 bits. No caso do EISA, que é uma modificação do ISA, podemos também conectar placas padrão ISA, pois a filosofia do EISA é justamente manter a compatibilidade e preservar investimentos em placas já feitos. O MCA, desenvolvido pela IBM e de pouca aceitação no mercado, apenas aceita placas do mesmo padrão.

Devido ao maior custo das motherboards, geralmente esses padrões são utilizados em servidores de rede e em situações onde se necessita uma alta taxa de transferência dos dados. As configurações são feitas via software e tem muitas vantagens técnicas com relação ao padrão ISA.

Padrão VLBUS (VESA Local Bus)

O barramento VESA Local Bus é uma extensão física do barramento ISA capaz de executar transferência de dados de 32 bits, podendo ainda aceitar placas adaptadoras de 8 ou 16 bits ISA. Desenvolvido principalmente para os processadores 486, não permitem mais que 3 slots VLBUS nas motherboards, ou seja, o micro somente poderá ter no máximo 3 placas Local Bus em seu microcomputador.

Além disso, existe uma limitação quanto ao clock da motherboard. Sem a utilização de circuitos adicionais (buffers), a 50 MHz podemos conectar apenas uma placa VLBUS no micro.

Apesar de recente, este barramento vem sendo substituído pelo padrão PCI. Padrão PCI (Peripheral Component Interconnect)

Desenvolvido inicialmente pela Intel, os slots são de 32 bits e só aceitam placas desenvolvidas para esse padrão, sendo uma mudança radical no projeto dos barramentos de expansão, abolindo totalmente a dependência de slot ISA. Permite as melhores taxas de transferência estando presente principalmente nos micros com chips Pentium.

Este barramento é independente do processador podendo ser implementado em qualquer arquitetura de processamento, ao contrário do VESA Local Bus, que foi desenvolvido especialmente para os 486.

Clock

Toda placa tem um cristal piezelétrico (ou um circuito integrado) para a geração dos sinais de sincronismo e determinação da velocidade de processamento. O cristal fornece um pulso de alta precisão cuja freqüência depende do processador em uso.

Assim como o processador, outros sinais são obtidos do clock para os circuitos da motherboard via divisão de frequência. Exceção feita ao barramento de expansão que tem um cristal de 14,31818 MHz independente para seu funcionamento.

Microprocessador Clock Pentium 7550 MHz (x1,5) Pentium 9060 MHz (x1,5) Pentium 10066 MHz ou 50 MHz (x1,5 ou x2,0) Pentium 12060 MHz (x2,0) Pentium 13366 MHz (x2,0) Pentium 15060 MHz (x2,5) Pentium 16666 MHz (x2,5) Pentium 20066 MHz (x3,0) AMD K5-PR7550 MHz (x1,5)

AMD K5-PR10066 MHz (x1,5) AMD K5-PR12060 MHz (x2,0) AMD K5-PR13366 MHz (x2,0) AMD K5-PR16666 MHz (x2,5) Cyrix PR120 (100 MHz)50 MHz (x2,0) Cyrix PR133 (110 MHz)5 MHz (x2,0) Cyrix PR150 (120 MHz)60 MHz (x2,0) Cyrix PR166 (133 MHz)66MHz (x2,0)

Cyrix PR200 (150 MHz)75 MHz (x2,0)

OBS: A AMD e a Cyrix utilizam a classificação "P" (performance rating) para medir o nível de performance dos processadores, dentro do sistema operacional Windows. A classificação "P" é baseada em testes de desempenho extremamente rigorosos e reproduzíveis, realizados pelo benchmark Ziff-Davis Winstone 96 geralmente utilizado pela indústria.

O sistema de avaliação relaciona os resultados dos testes com o que é alcançado pelo processador Pentium (da Intel) de uma dada frequência. Como exemplo, o processador AMD K5-PR166 recebe uma classificação de "PR166" tomando-se por base um processador Pentium 166 MHz. Ou seja, este processador AMD-K5 oferece um desempenho igual ou superior ao Pentium 166 MHz. Concentrando no desempenho do sistema em lugar da velocidade do CPU, a classificação "P" é a maneira mais precisa e constante para comparar o verdadeiro nível de performance do sistema dos processadoresalternativos.

Microprocessador (CPU)

O Microprocessador ou Unidade Central de Processamento é o coração de um microcomputador. Desde o advento do processador Intel 8088 (Linha PC-XT) até o atual Pentium I passando pelos 80286, 80386 e 80486, apresentam sempre uma evolução exponencial em relação ao seu antecessor, medido atualmente em milhões de transistores e paradoxalmente em mícrons de espessura de trilha. Confira os dados abaixo a respeito dos chips Intel.

Processador

Ano de lançamento Transistores

8088197829 mil 2861982134 mil 386DX1985275 mil 486DX 1989 1,2 milhões Pentium 1993 3,3 milhões Pentium Pro19955,5 milhões Pentium MMX19964,5 milhões Pentium II19977,5 milhões

Ano Processador Comentário

19788088 (8/16 bits, 5 MHz)O processador inicial dos PCs rodava DOS e manipulava textos e números, mas os gráficos eram muito pobres.

198280286 (16 bits, 6 a 12 MHz)De três a seis vezes mais rápido que o 8088, foi a plataforma básica para as primeiras redes de micros.

19 85 386 (16/32 bits, 16 a 3 MHz)O 386 já tinha potência suficiente para suportar uma interface gráfica - foi o início da era Windows.

1989486 (32 bits, 25 a 100 MHz)Rodando DOS e Windows 3.x, o 486 possibilitou o desenvolvimento das aplicações multimídia.

1993Pentium (64 bits, 60 a 200 MHz)Com o Windows 95, facilitou a popularização da Internet e permitiu rodar aplicativos de 32 bits.

1995Pentium Pro (64 bits, 150 a 200 MHz)Criado para o Windows NT, permitiu a montagem de grandes bancos de dados em servidores PC.

1997Pentium I (64 bits, 233 a 3 MHz)A promessa é que esse chip vai impulsionar a computação 3D e a videoconferência.

Cabe lembrar que estes processadores Intel são de tecnologia CISC (Complex Instruction Set Computer). O processador mantém compatibilidade do microcódigo (sub-rotinas internas ao próprio chip) com toda a linha de processadores anteriores a ele, isto é, um programa feito para o 8088 dos micros XT deve rodar num Pentium sem problemas (obviamente muito mais rápido). O inverso não é possível. O microcódigo deve analisar todas as instruções de outros processadores além de incorporar as suas próprias que não são poucas.

Além disso, os programas compilados nesses processadores tem instruções de comprimento em bytes variável.

Esse processo gera atrasos que são totalmente eliminados com os chips de tecnologia RISC (Reduced Instruction Set Computing) onde o próprio software em execução faz o trabalho pesado.

Acontece que o aumento de performance do chip compensa em muito esse trabalho extra do programa.

Os chips RISC dissipam menos calor e rodam a frequências de clock maiores que os chips CICS (Complex Instruction Set Computing). Estes últimos são usados em PCs da Intel, mainframes IBM e a maioria das outras plataformas.

Os chips RISC são utilizados em Workstations, um tipo de computador mais caro e com muito maior performance rodando normalmente sob o UNIX e utilizados em processamento científico, grandes bases de dados e aplicações que exijam proteção absoluta dos dados e processamento Real-Time (tipo transações da Bolsa de Valores).

A IBM foi a pioneira dessa tecnologia na década de 1970, o que resultou numa arquitetura de processador chamada POWER (Performance Optimized With Enhanced RISC), a qual foi inicialmente implementada na primeira Workstation IBM RS/6000 (RISC System/6000) introduzida em Fevereiro de 1990, e eventualmente formou a base para os processadores PowerPC da Apple/IBM/Motorola.

A idéia do chip RISC é que, por simplificar a lógica necessária para implementar um processador (fazendo este capaz de executar apenas simples instruções e modos de endereçamento), o processador pode ser menor, menos caro, e mais rápido, usando inclusive menos energia.

Através do uso de um compilador eficiente, o processador pode ainda processar qualquer tarefa requerida (por combinar simples instruções em tempo de compilação).

Exemplos de chips RISC: Intel i860, i960, Digital Alpha 21064, HPPA-RISC, MIPS, Sun Sparc PC (Macintosh), etc.

Muitas modificações implantadas atualmente no Pentium são oriundas dos chips RISC tornando-se na verdade um chip CRISC.

Clock Speed ou Clock Rate

É a velocidade pela à qual um microprocessador executa instruções. Quanto mais rápido o clock, mais instruções uma CPU pode executar por segundo. A velocidade de clock é expressada em megahertz (MHz), 1 MHz sendo igual a 1 milhão de ciclos por segundo.

Usualmente, a taxa de clock é uma característica fixa do processador. Porém, alguns computadores tem uma "chave" que permite 2 ou mais diferentes velocidades de clock. Isto é útil porque programas desenvolvidos para trabalhar em uma máquina com alta velocidade de clock pode não trabalhar corretamente em uma máquina com velocidade de clock mais lenta, e vice versa. Além disso, alguns componentes de expansão podem não ser capazes de trabalhar a alta velocidade de clock.

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