Apostila de Cuidados com Feridas

Apostila de Cuidados com Feridas

(Parte 1 de 8)

Protocolo de Assistência para Portadores de Ferida 0

Prefeitura Municipal de Belo Horizonte Secretaria Municipal de Políticas Sociais Secretaria Municipal de Saúde Gerência de Assistência – Coordenação de Atenção à Saúde do Adulto e do Idoso

Belo Horizonte - Revisão 2006 -

Sistema Único de Saúde

Protocolo de Assistência para Portadores de Ferida SMSA/PBH 1

Sistema Único de Saúde

Fernando Damata Pimentel Prefeito Municipal de Belo Horizonte

Helvécio Miranda Magalhães Júnior Secretário Municipal de Saúde

Sônia Gesteira e Matos Gerente de Assistência

Maria Cecília de Souza Rajão Coordenadora da Atenção à Saúde do Adulto e do Idoso

Comissão Elaboradora - 2003 Adriana Ferreira Pereira – Enfermeira – Coordenação da Comissão de Assistência aos Portadores de Feridas Ana Paula Aparecida Coelho Lorenzato – Enfermeira/Centro de Saúde 1º de Maio/DISAN Elizabeth Rosa – Enfermeira/PAM Padre Eustáquio/DISANO Kelly Viviane da Silva – Enfermeira/Centro de Saúde Miramar/DISAB Sônia Márcia Campolina – Enfermeira/DISAB Soraya Almeida de Carvalho – Enfermeira/Centro de Saúde Betânia/DISAO

Assessoria Técnica Eline Lima Borges – Enfermeira/Docente da Escola de Enfermagem da UFMG

Colaboradores Silma Maria Cunha Pereira – Enfermeira do Hospital Felício Rocho Sandra Lyon – Médica dermatologista do Centro de Saúde Barreiro e Hospital Eduardo de Menezes Júnia Maria Oliveira Cordeiro – Médica endocrinologista do PAM Padre Eustáquio Paulo de Tarso Silveira Fonseca – Médico dermatologista da Atenção ao Adulto da SMSA

Apoio Assessoria Jurídica/SMSA Gerência de Compras e Licitações/SMSA Gerência Administrativa/SMSA Almoxarifado Central/SMSA Laboratório de Manipulação/SMSA

REVISÃO – 2006 Adriana Ferreira Pereira – Enfermeira – Coordenação da Assistência aos Portadores de Feridas Adriana Gollner Bayão – Enfermeira/Centro de Saúde Menino Jesus/GERSA-CS Alessandra Santos Costa Miranda – Enfermeira/Centro de Saúde Santa Terezinha/GERSA-P Elizabeth Rosa – Enfermeira/PAM Padre Eustáquio/GERSA-NO Kelly Viviane da Silva – Enfermeira/GERASA/GERSA-B Soraya Almeida de Carvalho – Enfermeira/Centro de Saúde Palmeiras/GERSA-O

Colaboradora Adriana Pinheiro Guerra – Médica angiologista e cirurgiã vascular/PAM Padre Eustáquio/GERSA-NO Tatiane Caetano – Enfermeira/PAD Oeste/GERSA-O

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1. ÍND ICE2
2. APRE SENTAÇÃO4
3. OPER ACIONALIZAÇÃO5
3.1. I NSERÇÃO5
3.1.1. Público alvo5
3.1.2. Critérios5
3.1.3 Capacidade operacional5
3.2. A COMPANHAMENTO5
3.3. C RITÉRIOS DE DESLIGAMENTO5
4. ATRIB UIÇÕES6
4.1. A UXILIAR DE ENFERMAGEM6
4.2. E NFERMEIRO6
4.3. M ÉDICO6
5. ATENDIMENTO NA UNIDADE BÁSICA7
5.1FLUXO DO ATENDIMENTO ............................................................................................................................... ...........7
5.2. FLUXO PARA AQUISIÇÃO DE COBERTURAS, CREMES E SOLUÇÕES8
5.3. E NCAMINHAMENTOS9
5.3.1. Fluxo encaminhamento para Ambulatório do Pé Diabético9
5.3.2. Encaminhamento para Suspeita de Leishimaniose Tegumentar9
5.4. C ONSULTA DE ENFERMAGEM10
5.4.1. Primeira consulta10
5.4.2. Consulta subseqüente10
6. FERIDAS ULCEROSAS MAIS COMUNS1
6.1. Ú LCERAS DE PERNA1
6.1.1. Tratamento específico de úlcera venosa12
6.1.2. Tratamento específico para úlcera neurotrófica de MI12
6.2. Ú LCERAS DE PRESSÃO13
6.2.1. Conceito e fisiopatologia13
6.2.2. Classificação13
6.2.3. Localizações mais comuns das úlceras de pressão14
6.2.4. Cuidados preventivos14
6.3. Q UEIMADURAS15
6.3.1. Classificação15
6.3.2. Cálculo da superfície15
6.3.3. Critérios para atendimento nas unidades básicas de saúde15
6.3.4. Cuidados em pacientes queimados16
7. ORIE NTAÇÕES GERAIS17
7.1. T ÉCNICA DE LIMPEZA DA FERIDA17
7.1.1. Realização de curativo na unidade de saúde17
7.1.2. Realização de curativo no domicílio18
7.2. D ESBRIDAMENTO19
7.3. T ÉCNICA DE MENSURAÇÃO DA ÁREA LESADA19
7.4. TÉCNICA DE MENSURAÇÃO DA PROFUNDIDADE DA FERIDA19
7.5. TÉCNICA DE MENSURAÇÃO DO SOLAPAMENTO DA FERIDA19
7.6. TÉCNICA DE MENSURAÇÃO DA CIRCUNFERÊNCIA DE MEMBROS INFERIORES20
7.7. E SCALAS DE AVALIAÇÃO20
7.7.1. Dor20
7.7.2. Classificação da úlcera de pressão20
7.7.3. Edema20
7.7.4. Tecido necrótico20
7.7.5. Exsudato20
7.7.6. Pele ao redor da ferida21

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7.7.8. Teste de sensibilidade21
7.8. T ÉCNICA DE ENFAIXAMENTO2
7.9. E XAMES COMPLEMENTARES23
7.9.1. Hemograma completo23
7.9.2. Albumina sérica23
7.9.3. Glicemia de jejum23
7.9.4. Cultura com antibiograma24
7.10. O RIENTAÇÃO DIETÉTICA24
7.10.1 Os nutrientes e suas contribuições no processo cicatricial24
7.10.2. Alimentos ricos em vitaminas e sais minerais24
7.1. COBERTURAS, SOLUÇÕES E CREMES PADRONIZADAS PELA SMSA/PBH25
7.1.1. Solução fisiológica a 0,9% (curativo convencional)25
7.1.2. Creme de sulfadiazina de prata + nitrato de cério25
7.1.3. Placa de hidrocolóide25
7.1.4. Alginato de cálcio26
7.1.5. Fibra de carboximetilcelulose26
7.1.6. Fibra de carboximetilcelulose com prata26
7.1.7. Espuma com prata27
7.1.8. Carvão ativado e prata27
7.1.9. Filme transparente27
7.1.10. Hidrogel amorfo28
7.1.1. Bota de Unna28
7.1.12. Creme hidratante29
7.12. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO PARA INDICAÇÃO DE COBERTURAS29
8. ANE XOS31
8.1. ANEXO I – PRODUTOS NÃO PADRONIZADOS PELA SMSA/PBH31
8.2. ANEXO I – REVISÃO BIBLIOGRÁFICA – ANTISSÉPTICOS32
8.3. ANEXO I – UTILIZAÇÃO DE AÇÚCAR NO TRATAMENTO DE FERIDAS3
8.4. ANEXO IV – CUIDADO COM OS PÉS37
8.5. A NEXO V – ÍNDICE TORNOZELO BRAÇO39
CUIDADORES40
ENFERMEIRO41
8.7.1. Deliberação COREN-MG -65/041
8.7.2. Resolução COFEN - 1594
8.7.3. Resolução COFEN - 1954
8.7.4. Resolução COFEN – 279/200345
8.7.5. Portaria SMSA/SUS-BH N.º 013/200645
8.8. ANEXO VIII – ATENDIMENTO AO PORTADOR DE FERIDAS46
1. TERMO DE COMPROMISSO46
2. FICHA DE REGISTRO47
3. EVOLUÇÃO48
4. CONTROLE E DISPENSAÇÃO49
TRATAMENTO DE FERIDAS50

8.6. ANEXO VI – CARTILHA DE PREVENÇÃO DE ÚLCERAS DE PRESSÃO – ORIENTAÇÕES PARA O PACIENTE E 8.7. ANEXO VII – DELIBERAÇÕES E RESOLUÇÕES SOBRE ATENDIMENTO DE ENFERMAGEM REALIZADO PELO 8.9. ANEXO IX – MAPA MENSAL DE REQUISIÇÃO DE COBERTURAS, CREMES E SOLUÇÕES PARA 9. REFERÊ NCIA BIBLIOGRÁFICA.................................................................................................... .....................51

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2. APRESENTAÇÃO

O tratamento do portador de ferida é dinâmico e deve acompanhar a evolução científico-tecnológica. Na

Prefeitura de Belo Horizonte foi criada, em 1998, uma Comissão de Curativos, composta por enfermeiros representantes dos serviços básicos e secundários da SMSA. Este grupo elaborou o Manual de Tratamento de Feridas, publicado em 2002.

Com a utilização deste manual pelos profissionais da rede básica, percebeu-se algumas lacunas em relação à abordagem do paciente, à indicação do tratamento para o mesmo, à dificuldade de organizar e sistematizar a assistência prestada ao paciente portador de ferida.

Diante destas demandas evidenciou-se a necessidade de redirecionar o enfoque até então dado ao tratamento dos portadores de ferida. A Comissão de Curativo se reuniu e discutiu com alguns enfermeiros e médicos das unidades básicas a necessidade de disponibilizar um padrão de abordagem multidisciplinar, para que uma assistência mais satisfatória ao portador de ferida fosse alcançada. Em acordo com este grupo e com apoio da Gerência de Assistência, optou-se por sensibilizar os médicos e capacitar os enfermeiros das unidades básicas e secundárias e elaborar um Protocolo de Assistência aos Portadores de Feridas.

Este protocolo visa a instrumentalizar as ações dos profissionais e sistematizar a assistência a ser prestada ao portador de ferida, além de fornecer subsídios para implementação desta assistência.

Ocorreu também uma mudança de denominação de “Comissão de Curativos” para “Comissão de

Assistência aos Portadores de Ferida”, uma vez que os objetos de estudo, deliberações e ações desta Comissão também se ampliaram.

Após 3 anos da implantação da primeira versão do protocolo houve a necessidade de revisá-lo, considerando que ocorreram mudanças na operacionalização, acréscimo de tópicos teóricos, remodelação dos impressos e inclusão de outros produtos para tratamento de feridas.

Este protocolo continua sujeito a avaliações periódicas e reformulações necessárias à adequação aos avanços tecnológico e científico e à política de saúde vigentes na SMSA/PBH.

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3. OPERACIONALIZAÇÃO

3.1. Inserção

3.1.1. Público alvo Pacientes portadores de feridas, cadastrados pelo sistema de saúde do município de Belo Horizonte.

3.1.2. Critérios

- Enquadrar-se no público alvo; - Existir vaga disponível conforme capacidade operacional da unidade;

- Assumir compromisso de continuidade do tratamento, através do preenchimento do Termo de Compromisso (anexo VIII – p. 46)*.

* Os pacientes que não aceitarem assinar o Termo de Compromisso não serão tratados com coberturas, mas com tratamento convencional (p. 25).

3.1.3. Capacidade operacional

O acompanhamento dos pacientes será de acordo com a disponibilidade dos profissionais das Unidades de Saúde.

A admissão de novos pacientes pressupõe existência de vaga na agenda do enfermeiro que o acompanhará bem como dos outros membros da equipe. Enquanto o paciente aguarda a vaga fará o tratamento convencional (p. 25).

3.2. Acompanhamento

Os pacientes serão acompanhados por toda equipe de saúde, levando em consideração as atribuições de cada profissional e as particularidades de cada paciente.

A primeira avaliação será realizada pelo enfermeiro, que o encaminhará ao médico após suas condutas iniciais (Deliberação COREN-MG -65/0 - anexo VII, p. 41).

As trocas das coberturas, cremes e soluções ocorrerão de acordo com a necessidade do paciente e critério do profissional de saúde, não podendo extrapolar o máximo preconizado para cada produto.

Os retornos ao médico ocorrerão no período máximo de 60 dias ou quando necessário. Os pacientes que receberem alta do curativo devem comparecer a dois retornos: o primeiro com 15 dias, e o segundo com 30 dias para reavaliação da região afetada bem como o seu estado geral.

Aqueles pacientes cuja ferida apresentar estagnação total por três meses consecutivos não associada a infecção ou comprometimentos sistêmicos, deverão ser encaminhados pelo médico para cirurgia ambulatorial para realização de biópsia para diagnóstico diferencial.

3.3. Critérios de Desligamento

Motivos: - Cura: epitelização completa da ferida.

- faltar ao retorno agendado por duas vezes consecutivas, ou três vezes alternadas sem comunicação prévia; - não seguir corretamente as orientações dadas pelos profissionais da equipe de saúde ou não concordar com elas. - A pedido: quando o desligamento é solicitado pelo paciente.

- Encaminhamento.

- Falência do tratamento: após 6 meses de tratamento sem evolução. Manter curativo convencional após este desligamento. - Óbito.

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4. ATRIBUIÇÕES

4.1. Auxiliar de Enfermagem

- organizar e manter a sala de curativo em condições adequadas para o atendimento; - receber o paciente, acomodando-o em posição confortável que permita boa visualização da ferida;

- orientar o paciente quanto ao procedimento a ser executado;

- explicar a técnica do soro em jato para o paciente no primeiro atendimento;

- executar o curativo conforme prescrição do enfermeiro ou médico e sempre sob a supervisão do enfermeiro; - orientar o paciente quanto à data do retorno, cuidados específicos e gerais;

- registrar o procedimento executado no prontuário, caracterizando o aspecto da ferida, queixas do paciente e conduta; - organizar a sala de atendimento;

- proceder à limpeza do instrumental;

- fazer a desinfecção de superfície.

4.2. Enfermeiro

- fazer consulta de enfermagem; - prescrever o tipo de curativo, padronizado pela SMSA/PBH (p. 25);

- solicitar, quando necessário, os seguintes exames laboratoriais: hemograma completo, albumina sérica, glicemia jejum e cultura do exsudato com antibiograma; - prescrever, quando indicado, as coberturas, soluções e cremes para curativo das feridas, bem como terapia compressiva e creme hidratante, conforme padronizado neste protocolo; - executar o curativo;

- encaminhar o paciente para clínico ou generalista para avaliação clínica e determinação da etiologia da ferida e em caso de intercorrências; - definir o desligamento do paciente conforme os critérios estabelecidos;

- capacitar e supervisionar a equipe de enfermagem nos procedimentos de curativo;

- registrar a dispensação e verificar o consumo dos produtos de curativo através do impresso Controle e Dispensação (Anexo VIII, p. 49). - fazer a previsão dos produtos de curativo utilizando o Mapa Mensal de Requisição de Coberturas, Cremes e Soluções para Tratamento de Feridas (anexo IX, p. 50);

4.3. Médico

- avaliar clinicamente o paciente e definir a etiologia da ferida; - prescrever, quando indicadas coberturas, soluções e cremes para curativo das feridas, bem como terapia compressiva e creme hidratante, conforme padronizado neste protocolo (p.28-29); - solicitar, quando necessário, os seguintes exames: hemograma completo, albumina sérica, glicemia jejum e cultura do exsudato com antibiograma e outros, conforme fluxos na SMSA/PBH; - encaminhar o paciente para avaliação por especialista, quando necessário;

- acompanhar a evolução do quadro clínico junto ao especialista e à equipe de enfermagem da unidade de saúde; - programar retorno no período máximo de 60 dias ou quando necessário; OBS.: em caso de suspeita de infecção local, deverá sempre ser solicitada cultura com antibiograma. O tratamento com antibiótico sistêmico deverá ser iniciado logo após a coleta de material. O principal valor da cultura é guiar o tratamento quando houver falha terapêutica após um esquema inicial.

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5. ATENDIMENTO NA UNIDADE BÁSICA

TODOS OS IMPRESSOS DESTE PROTOCOLO PARA ATENDIMENTO AO PORTADOR DE FERIDA DEVERÃO SER MANTIDOS ANEXADOS AO PRONTUÁRIO (Anexo VIII – p. 46-49).

5.1. Fluxo do Atendimento PAC IE NT E

Avaliação o rientação

Enfermeiro Avaliação Médica

Aguarda Vaga (Curativo C o nven cio nal)

Avaliação do EnfermeiroAvaliação Médica

Retorno em 30 dias

Retorno em 15 dias

Cu ra

Cu rativo

Conv en cio nal

Se m aco mpa nh am en to

Ab andono

Cu rativ o

Conv encion al

Se m ac om panha mento

A pe di do Enca minh am en to

Avaliação MédicaAvaliação orientação Enfermeiro

Cu rativo C onvencion al

Falência Ób ito Desligam ento

Inserção no Programa (Curativo com Cobertura)

Consulta de Enfermagem

Ac olhi mento Sala de Curativo

Re cepção UNIDADE DE SAÚDE

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5.2. Fluxo para Aquisição de Coberturas, Cremes e Soluções

Previsão Mensal das Coberturas, Cremes e Soluções baseado no consolidado da Ficha Atendimento ao Portador de Ferida - Controle e Dispensação

Preenchimento pelo enfermeiro do Mapa Mensal de Requisição de Coberturas, Cremes e Soluções para Feridas (Anexo IX).

Encaminhamento do Mapa preenchido na data prevista pelo Cronograma (definido pela Coordenação de Assis. Portadores de Feridas) para o Distrito Sanitário.

Encaminhamento, pelo Distrito, dos Mapas preenchidos à Coordenação de Assistência aos Portadores de Feridas na Secretaria Municipal de Saúde, conforme Cronograma.

Consolidação e avaliação dos Mapas Mensais pela Coordenação de Assis. Portadores de Feridas.

Autorização de dispensação das Coberturas, Cremes e Soluções para o Almoxarifado Central da Saúde.

Distribuição das Coberturas, Cremes e Soluções do Almoxarifado para as Unidades de Saúde.

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5.3. Encaminhamentos

Seguir o fluxo e orientações de encaminhamentos para especialidades que deverá ser feito pelo médico conforme sua avaliação e discussão com a equipe de enfermagem.

5.3.1. Fluxo encaminhamento para Ambulatório do Pé Diabético

Critério de admissão:

Serão aceitos no Ambulatório apenas pacientes diabéticos, que estejam na categoria 2 e 3 da classificação de risco abaixo:

Sistema de classificação do risco Categoria Risco

0 Neuropatia ausente 1 Neuropatia presente 2 Neuropatia presente, sinais de doença vascular periférica e/ou deformidades nos pés 3 Amputação /úlcera prévia

Serão aceitos para tratamento da ferida apenas, sem acompanhamento endocrinológico: - paciente grávida – Pré-natal de alto-risco;

- - paciente adolescente – marcar para o endocrinologista das unidades de atenção secundária. Não serão aceitos: - paciente com diabetes de difícil controle, que não estejam na classificação de risco 2 e 3. Marcar para o endocrinologista das unidades de atenção secundária - complicações agudas do Pé Diabético que configurem urgências clínicas e cirúrgicas – o APD não dispõe de estrutura para atendimento de urgências. Esses pacientes deverão ser encaminhados dentro do protocolo de urgências para as unidades de urgência.

Fluxo Para ser encaminhado ao Ambulatório do Pé Diabético o médico ou enfermeiro da unidade (básica, atenção secundária, UPA ou hospital) deverá preencher a Guia de Referência, constando justificativa do encaminhamento e situação do paciente (exames e tratamentos realizados, medicamentos em uso). O paciente dever trazer os últimos exames realizados e a última receita e no caso de egresso hospitalar o Sumário de Alta completo.

Para agendar o atendimento, a unidade deverá ligar para o Ambulatório no telefone 3411.3550 – ramal 229 (de 8:0 às 18:0 horas). A consulta de admissão será agendada e deve ser comunicada ao paciente por escrito. A primeira consulta será feita pela enfermeira da equipe do APD, que prescreverá o atendimento de enfermagem e definirá os encaminhamentos internos na equipe (para Fisioterapeuta, Endocrinologista e Cirurgião Vascular).

Os encaminhamentos para a primeira consulta com os especialistas de apoio (cardiologista, cirurgião plástico, dermatologista e ortopedista) serão feitos pelo Cirurgião Vascular e pelo Endocrinologista na própria unidade ou na unidade básica (demais especialidades e retornos).

5.3.2. Encaminhamento para Suspeita de Leishimaniose Tegumentar

O diagnóstico laboratorial deverá ser parte fundamental para conclusão do diagnóstico de Leishimaniose

Tegumentar. Tendo suspeitas desta patologia encaminhar o paciente para:

Centro de Pesquisa “René Rachou - Fiocruz/MG - Centro de Referência e Treinamento em Leishmanioses - Laboratório de Pesquisas Clínicas

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