Tipos de memória informática

Tipos de memória informática

1. INTRODUÇÃO

  • 1. INTRODUÇÃO

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  • Memória é um termo genérico usado para designar as partes do computador ou dos dispositivos periféricos onde os dados e programas são armazenados. Sem uma memória de onde os processadores podem ler e escrever informações, não haveria nenhum computador digital de programa armazenado.

  • A memória do computador pode ser dividida em duas categorias:

  • Principal: de acesso mais rápido, mas de capacidade mais restrita. Armazena informações temporariamente durante um processamento realizado pela UCP.

  • Secundária: de acesso mais lento, mas de capacidade bem maior. Armazena grande conjunto de dados que a memória principal não suporta.

2. UNIDADE BÁSICA DE MEMÓRIA

  • 2. UNIDADE BÁSICA DE MEMÓRIA

  • O computador só pode identificar a informação através de sua restrita capacidade de destinguir entre dois estados, por exemplo, algo está imantado num sentido ou está imantado no sentido oposto. A uma dessas opções o computador associa o valor 1, e ao outro estado, o valor 0.

  • Os dígitos 0 e 1 são os únicos elementos do sistema de numeração de base 2, sendo então chamados de dígitos binários, ou abreviadamente, bit. Entenda-se por bit a unidade básica de memória, ou seja, a menor unidade de informação que pode ser armazenada num computador.

3. ORGANIZAÇÃO DA MEMÓRIA

  • 3. ORGANIZAÇÃO DA MEMÓRIA

  • Como o valor de um bit tem pouco significado, as memórias são estruturadas e divididas em conjuntos ordenados de bits, denominados células, cada uma podendo armazenar uma parte da informação.

  • Cada célula deve ficar num local certo e sabido, ou seja, a cada célula associa-se um número chamado de seu endereço. Só assim torna-se possível a busca na memória exatamente do que se estiver querendo a cada momento(acesso aleatório). Sendo assim, célula pode ser definida como a menor parte de memória endereçável.

  • A maioria dos fabricantes de computador padronizaram o tamanho da célula em 8 bits(Byte).

4. O TAMANHO DA MEMÓRIA

  • 4. O TAMANHO DA MEMÓRIA

  • Esse é o indicador da capacidade de um computador. Quanto maior ela for, mais informação poderá guardar. Ou seja, quanto mais bytes a memória tiver, mais caracteres poderá conter e, consequentemente, maior o número de informação que guardará.

  • A memória é geralmente apresentada em múltiplos de K, M(mega), G(giga) ou T(tera).

  • Em geral, o tamanho da célula depende da aplicação desejada para a máquina.

4. O TAMANHO DA MEMÓRIA

  • 4. O TAMANHO DA MEMÓRIA

  • Emprega-se células pequenas em máquinas mais voltadas para aplicações comerciais ou pouco cientificas. Uma memória com células de 1 byte permite o processamento individual de caracter, o que facilita o processamento de aplicações como editores de textos.

  • Por outro lado, cálculos científicos seriam desvantajosos em células pequenas pois números desse tipo precisariam de mais de uma célula para armazena-los.

  • A capacidade propriamente dita da memória está relacionada diretamente à quantidade de células endereçáveis.

5. FUNCIONAMENTO DA MEMÓRIA PRINCIPAL

  • 5. FUNCIONAMENTO DA MEMÓRIA PRINCIPAL

  • Toda memória, seja Secundária ou Principal, permite a realização de dois tipos de operações: escrita e leitura.

  • Entende por leitura a recuperação da informação armazenada e a escrita é a gravação (ou armazenamento) da informação na memória.

  • No caso da Memória Principal (MP), essas operações são realizadas pela UCP e efetuada por células, não sendo possível trabalhar com parte dela.

  • A leitura não é uma operação destrutiva, pois ela consiste em copiar a informação contida em uma célula da MP para a UCP, através de um comando desta.

  • Pelo contrário a escrita é uma operação destrutiva, por que toda vez que se grava uma informação em uma célula da MP, o seu contudo anterior de eliminado.

6. OPERAÇÒES DE I/O NA MEMÓRIA

  • 6. OPERAÇÒES DE I/O NA MEMÓRIA

  • Para a ligação entre MP e UCP é realizada através de dois registradores: o REM e o RDM e suas respectivas vias. É feito apenas um acesso por vez.

OPERAÇÒES DE I/O NA MEMÓRIA

  • OPERAÇÒES DE I/O NA MEMÓRIA

  • Operação de escrita

  • A UCP envia para o REM o endereço da memória onde a palavra será gravada, e para o RDM a informação (palavra) da posição a ser gravada.

  • A UCP comanda uma gravação (sinal write).

  • A palavra armazenada no RDM é, então, transferida para a posição de memória, cujo endereço está no REM.

  • Operação de leitura

  • A UCP armazena no REM o endereço da posição, onde a informação a ser lida está localizada.

  • A UCP comanda uma leitura (sinal de controle para memória - READ).

  • O conteúdo (palavra) da posição identificada pelo endereço contido no REM é, então, transferido para o RDM; deste, é enviado para a UCP, pela barra de dados.

7. TIPOS DE MEMÓRIA

  • 7. TIPOS DE MEMÓRIA

  • Memória RAM– É um tipo de memória essencial para o computador, sendo usada para guardar dados e instruções de um programa. Tem como características fundamentais, a volatilidade, ou seja, o seu conteúdo é perdido quando o computador é desligado; o acesso aleatório aos dados e o suporte à leitura e gravação de dados, sendo o processo de gravação um processo destrutivo e a leitura um processo não destrutivo. Existem dois tipos básicos de memória RAM, RAM Dinâmica e RAM Estática.

7. TIPOS DE MEMÓRIA

  • 7. TIPOS DE MEMÓRIA

  • Dinâmica - Esta é uma memória baseada na tecnologia de capacitores e requer a atualização periódica do conteúdo de cada célula do chip consumindo assim pequenas quantidades de energia, no entanto possui um acesso lento aos dados. Uma importante vantagem é a grande capacidade de armazenamento oferecida por este tipo de tecnologia.

  • Estática - É uma memória baseada na tecnologia de transistores e não requer atualização dos dados. Consome mais energia (o que gera mais calor) comparando-se com a memória dinâmica sendo significativamente mais rápida. É frequentemente usada em computadores rápidos. Possui uma capacidade de armazenamento bem menor que a memória dinâmica.

7. TIPOS DE MEMÓRIA

  • 7. TIPOS DE MEMÓRIA

  • Vídeo RAM- É uma área especializada da memória RAM onde a CPU compõe, detalhadamente, a imagem mostrada no monitor. É especialmente organizada para manipular tanto a qualidade de apresentação quanto a cor. O buffer de vídeo inicia com 640K, mas seu tamanho e sua localização na memória depende do tipo de modo de vídeo em uso.

  • Os modos de vídeo são: modo texto e modo gráfico. No modo texto, a CPU usa um conjunto de bytes do buffer de vídeo para prescrever que conjunto de bytes do buffer de vídeo para prescrever que caractere aparecerá, em que posição da tela e com que cor. No modo gráfico, a CPU deve especificar o valor da cor de cada pixel ou ponto da tela. O Adaptador de vídeo encarrega-se de formar os caracteres.

7. TIPOS DE MEMÓRIA

  • 7. TIPOS DE MEMÓRIA

  • Memória ROM- É um tipo de memória que contém instruções imutáveis, nela estão localizadas rotinas que inicializam o computador quando este é ligado; É não-volátil, ou seja, os dados não são perdidos com a ausência de energia; É também de acesso aleatório. Alguns dos tipos de memória ROM são: EPROM e EEPROM.

  • EPROM- É um tipo de ROM especial que pode ser programada pelo usuário. Seu conteúdo pode ser apagado pela exposição a raios ultravioletas.

  • EEPROM- É também um tipo especial de ROM muito semelhante á EPROM, tendo como diferença apenas o fato de que seu conteúdo é apagado aplicando-se uma voltagem específica em um dos seus pinos de entrada.

7. TIPOS DE MEMÓRIA

  • 7. TIPOS DE MEMÓRIA

  • Memória Cache - É uma memória de alta velocidade que faz a interface entre o processador e a memória do sistema.

  • A memória RAM dinâmica é frequentemente usada em computadores modernos. Isto, é devido a características como: Baixo consumo, Chips de alta densidade, e baixo custo. No entanto, é uma memória lenta não podendo assim suportar processadores velozes. Quando um processador requer dados da memória, ele espera recebê-los num tempo máximo. Isto é chamado ciclo de clock.

  • Para usar uma memória dinâmica lenta com um processador rápido é necessário um hardware extra (chamado de memória cache) que fica entre o processador e a memória.

  • Todos os acessos da memória pelo processador são alimentados pelo sistema de cache. Ela compreende um comparador de endereços que monitora as requisições do processador, alta velocidade da RAM estática e chips extras de hardware.

  • 8. MEMÓRIA SECUNDÁRIA

  • A memória principal (ram) não é o único meio de armazenamento existente. Devido a algumas características que são peculiares a este tipo de, surgiu a necessidade de implementação de outro tipo de memória, chamado memória secundária. Este tipo de memória, não volátil, tem maior capacidade de armazenamento. Estas memórias podem ser removíveis ou não. Neste contexto, "removíveis" significa que ela pode ser retirada do computador e transportada facilmente para outro. O winchester ou disco rígido, por exemplo, não é removível. Já os demais podem ser chamados de removíveis.

8. MEMÓRIA SECUNDÁRIA

  • 8. MEMÓRIA SECUNDÁRIA

  • Tipos e características:

  • Fitas streamer

  • Foi o primeiro tipo de memória secundária. Elas são usadas para armazenamento off-line de dados (backups de dados, programas, etc.). A aparência da fita magnética é similar à das fitas usadas em gravadores antigos. Ela é feita de material plástico coberto com uma substância magnetizável.

8. MEMÓRIA SECUNDÁRIA

  • 8. MEMÓRIA SECUNDÁRIA

  • 2. Fitas dat

  • São a segunda geração das fitas magnéticas. Menores, mais fáceis de armazenar e mais seguras, permitem um armazenamento maior de dados. Sua grande capacidade (2 a 4GB) a torna ótima para backup de grandes volumes de dados. Sua aparência assemelha-se à de uma fita de vídeo, mas com um tamanho bem menor. Uma fita de 2 GB custa 15 dólares, enquanto que seu acionador (drive) custa em torno de 1000 dólares.

  • 8. MEMÓRIA SECUNDÁRIA

  • 3. Discos Flexíveis ou disquetes

  • Seu "inventor" foi a IBM, para guardar informações sobre a manutenção dos Mainframes. Logo depois, começou a ser usado pelos fabricantes de software para distribuição de programas. Consistem de um disco plástico recoberto por uma camada de material magnético. Eles são logicamente divididos em setores e trilhas.

8. MEMÓRIA SECUNDÁRIA

  • 8. MEMÓRIA SECUNDÁRIA

  • 4. Discos rígidos (winchesters)

  • Consistem de um conjunto de discos magnéticos empilhados, dentro de uma caixa de metal blindada a vácuo. Cada disco possui duas faces, cada face tendo sua cabeça de leitura/gravação exclusiva. A divisão lógica de cada disco é a mesma dos disquetes, mas, devido ao empilhamento dos discos, surgiu um novo conceito: cilindro. Um cilindro nada mais é do que o conjunto de trilhas que estão na mesma posição em cada disco.

8. MEMÓRIA SECUNDÁRIA

  • 8. MEMÓRIA SECUNDÁRIA

  • 5. Cd-rom

  • Desenvolvido inicialmente pela Philips, e em seguida com a colaboração da Sony, os cd-roms se tornaram muito populares. Seguros, duráveis, fáceis de armazenar e com alta capacidade de armazenamento, eles se tornaram um grande meio de distribuição de programas.

  • O nome cd-rom vem de compact disk read only memory. Como o próprio nome diz, ele é uma memória rom, isto é, memória somente leitura que não pode ser alterada.

  • Os cd´s são muito usados na distribuição de programas, clipes multimídia, enciclopédias multimídia, etc. Algumas capacidades: 600Mb, 650Mb, 700Mb.

  • Sua velocidade de acesso depende da velocidade do drive de cd (8x, 16x, 20x, 22x).

8. MEMÓRIA SECUNDÁRIA

  • 8. MEMÓRIA SECUNDÁRIA

  • 6. Cd-r (worm)

  • A sigla Cd-r significa cd recordable. Um cd deste tipo pode ser gravado somente uma vez. Representaram uma evolução dos Cd-rom comuns justamente pela capacidade de serem graváveis pelo usuário comum. Gravação, não regravação, pois cada pit, quando é feito (queimado), não tem condições de ser apagado. Por isso, este tipo de cd permite que seja gravado somente uma vez.

8. MEMÓRIA SECUNDÁRIA

  • 8. MEMÓRIA SECUNDÁRIA

  • 6. Cd-r (worm)

  • A terceira fase da evolução dos discos óticos é o cd ótico apagável. Com este tipo de mídia, podem ser realizadas várias gravações. Como? Utilizando-se ligas metálicas exóticas, que mudam suas propriedades de acordo com a temperatura. Na temperatura ambiente, suas propriedades não são alteradas, mas, a altas temperaturas, estas ligas (térbio, gadolínio), ficam sensíveis a campos magnéticos. Então, para gravar nestes cds, basta que se eleve a temperatura a um nível que sensibilize estas ligas (utilizando laser), e aí, é só aplicar o campo magnético (através da cabeça magnética) devidamente, gravando os dados.

8. MEMÓRIA SECUNDÁRIA

  • 8. MEMÓRIA SECUNDÁRIA

  • 7. DVD

  • DVD significa (Digital Versatile Disc), ou "Disco digital versátil". Contém informações digitais, tendo uma maior capacidade de armazenamento que o CD áudio ou CD-ROM, devido a uma tecnologia óptica superior, além de padrões melhorados de compressão de dados.

  • 8. Zip disks

  • Zip disks - Zip disks são como "disquetes" de alta capacidade. Surgiram da necessidade de transporte e backup de grande quantidade de dados que não cabiam em um único disquete.. A empresa pioneira neste tipo de mídia foi a Iomega, com o seu Zip drive (5,25 polegadas de tamanho).

  • Capacidade 200 a 250 MB.

8. MEMÓRIA SECUNDÁRIA

  • 8. MEMÓRIA SECUNDÁRIA

  • 9. Pen Drive

  • Memória USB Flash Drive (comumente conhecido como pen drive, pen, disco removível ou chaveiro de memória) é um dispositivo de armazenamento constituído por uma memória flash tendo aparência semelhante à de um isqueiro ou chaveiro e uma ligação USB permitindo a sua conexão a uma porta USB de um computador. As capacidades atuais de armazenamento são 64 MB a 256 GB. A velocidade de transferência de dados pode variar dependendo do tipo de entrada.

  • 8. MEMÓRIA SECUNDÁRIA

  • 10. HD externo

  • O HD externo é uma ótima opção para liberar espaço em seu PC e proteger aqueles filmes e músicas que tanto ama. Ao fazer backups periodicamente do PC para o HD externo, você assegura a preservação dos seus documentos, fotos e tudo mais que armazenar.

  • Outra vantagem do uso do HD externo é que ele é mais prático de ser instalado e pode ser usado em mais de um computador. E para aqueles que usam notebook, o HD externo é uma maneira mais segura de transportar os dados, pois mesmo que seja roubado, os arquivos confidenciais podem ser protegidos por softwares de criptografia ou biometria, que reconhece a impressão digital do usuário.

BIBLIOGRAFIA

  • BIBLIOGRAFIA

  • CLAYBROOK, Billy. Técnicas de gerenciamento de arquivos.

  • TANENBAUM, Andrews S. Organização Estruturada de Computadores. P. 21-42.

  • VELLOSO, Fernando de Castro. Informática: conceitos básicos. Rio de Janeiro: Editora Campus, 1994, p. 15-27.

  • TOLEDO, N. Introdução a Organização de Computadores. P. 37-56.

  • SITES NA INTERNET

  • http://www.cit.ac.nz/smac/hf100/hf100m4.htm

  • http://www.well.com/user/memory/memtypes.htm#UKM

  • http://www.inf.ufsm.br/~bonella/m.html

  • http://www.kingston.com/king/mg3.htm

  • http://www.ime.usp.br/~weslley/memoria.htm

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