BACIA DA BAÍA DE SEPETIBA - Livro 4 Publicações SERLA

BACIA DA BAÍA DE SEPETIBA - Livro 4 Publicações SERLA

(Parte 1 de 12)

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Projeto PLANÁGUA SEMADS / GTZ de Cooperação Técnica Brasil – Alemanha Maio de 2001

Depósito legal na Biblioteca Nacional conforme decreto no 1.825 de 20 de dezembro de 1907.

Bacias Hidrográficas e Recursos Hídricos da Macrorregião
79p.: il.
ISBN 85-87206-07-9
Cooperação Técnica Brasil-Alemanha, Projeto PLANÁGUA-
Inclui Bibliografia.
1. Meio Ambiente. 2. Recursos Hídricos. 3. Macrorregiões

SEMADS Ambiental 2 - Bacia da Baía de Sepetiba Rio de Janeiro: SEMADS 2001 SEMADS/GTZ Ambientais. 4. Bacias Hidrográficas. 5. Sepetiba. I. PLANÁGUA. I Título.

CDD 3.91

Capa Publicidade RJ 2001

Foto da Capa: Pedra de Guaratiba FEEMA

Revisão Mônica de Aquino Massera da Hora

Editoração Jackeline Motta dos Santos Raul Lardosa Rebelo

O Projeto PLANÁGUA SEMADS/GTZ, de Cooperação Técnica Brasil – Alemanha vem apoiando o Estado do Rio de Janeiro no Gerenciamento dos Recursos Hídricos com enfoque na proteção dos ecossistemas aquáticos.

Coordenadores:Antônio da Hora, Subsecretário Adjunto de Meio Ambiente SEMADS Wilfried Teuber, Planco Consulting/GTZ

SERLA - Fundação Superintendência Estadual de Rios e Lagoas Campo de São Cristóvão, 138/315 20.921-440 Rio de Janeiro - Brasil Tel/Fax [05] (21) 2580-0198 E-mail: serla@montreal.com.br

O presente documento resume os principais aspectos físicos e ambientais relacionados aos recursos hídricos inseridos na bacia da Baía de Sepetiba, também denominada de Macrorregião Ambiental – MRA-2.

Esta publicação, elaborada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável com o apoio do Projeto Planágua Semads/GTZ, faz parte de uma série cujo objetivo é consolidar e disponibilizar informações relacionadas a hidrografia, hidrologia, qualidade da água e usos/disponibilidade dos principais recursos hídricos que integram as Macrorregiões Ambientais do Estado do Rio de Janeiro.

O público alvo desta série é constituído sobretudo pelos técnicos da Fundação Superintendência Estadual de Rios e Lagoas – Serla, da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente – Feema e da Fundação Instituto Estadual de Florestas – IEF que atuam nas Agências de Gestão Ambiental da Semads alocadas no interior do Estado, além de técnicos e extensionistas rurais da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural – Emater, assim como funcionários das Prefeituras que atuam nos setores ambientais e de obras.

Trata-se de instrumento fundamental para que os membros dos comitês de bacias hidrográficas e dos consórcios intermunicipais de Gestão Ambiental e demais usuários de recursos hídricos, a partir das informações disponíveis nesta publicação, assumam a indispensável mobilização comunitária, fazendo valer os direitos individuais e coletivos, em pleno exercício de cidadania.

Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável

Colaboração

Consultor do Projeto PLANÁGUA SEMADS / GTZPaulo Bidegain

Foto da Capa: Pedra de Guaratiba

SEMADS – Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável Palácio Guanabara – Prédio Anexo – sala 210 Rua Pinheiro Machado s/no - Laranjeiras 2.238-900 – Rio de Janeiro Tel (21) 29-5290

5 MACRORREGIÃO AMBIENT

AL DA BACIA CONTRIBUINTE A BAÍA DE SEPETIBA – MRA-2

1 Panorama Geral9
1.1 Características Gerais9
1.1.1 Divisores de Água10
1.1.2 Bacias Confrontantes10
1.1.3Municípios, Cidades, Vilas e Povoados10
1.1.4 Relevo, Geologia e Solos10
1.1.5 Clima12
1.1.6Cobertura Vegetal e Uso do Solo13
1.1.7Principais Sub-Bacias e Rios Constituintes15
1.2Rede de Estações Fluviométricas e Pluviométricas18
1.3Rede de Estações de Qualidade da Água20
2Hidrografia das Unidades de Planejamento21
2.1Região Hidrográfica do Litoral Oeste: UP.121
2.1.1 Córrego Caratuacaia2
2.1.2 Rio Jacareí2
2.1.3 Rio Grande2
2.1.4Rios Ingaíba e São Bráz2
2.1.5Rio do Saco (ou da Lapa)23
2.1.6 Rio Saí24
2.1.7 Rio João Gago24
2.1.8 Córrego da Praia Grande24
2.1.9Rio Muriqui (ou da Prata) e Catumbi24
2.1.10Rios Muxiconga (ou Santana), da Draga e Botafogo25
2.1.1 Rio Tingussu e Timirim25
2.1.12Córrego Coroa Grande e Rio dos Pereiras25
2.1.13Córregos Vermelho e Briza Mar25
2.2Região Hidrográfica de Itaguaí: UP.2 e UP.325
2.2.1 Rio Mazomba-Cação: UP.226
2.2.2Rio da Guarda (ou Itaguaí): UP.327
2.3Região Hidrográfica do Guandu: UP.4 e UP.530
2.3.1 Rio Guandu: UP .430
2.3.2Rio Guandu-Mirim - Canal de São Fernando: UP.545
2.4Região Hidrográfica do Litoral Leste: UP.6, UP.7, UP.8 e UP.950
2.4.1 Canal do Itá: UP .650
2.4.2Rio das Flechas e do Ponto: UP.751
2.4.3 Rio Piraquê-Cabuçu-Gatos: UP.852
2.4.4Rios Piracão, Potinho e João Correia: UP.952
3Características das Principais Atividades Potencialmente Poluidoras ......5
3.1 Esgotos Domésticos5
3.1.1Caracterização da Situação Atual dos Principais Municípios5
3.2 Efluentes da Atividade Agropecuária57
3.3 Efluentes Industriais58
3.4 Extração de Areia59
da Bacia Hidrográfica no Período 1990-199761
4.1 Rio Guandu61
4.2Rios da Baixada da Bacia da Baía de Sepetiba62
da Bacia de Sepetiba65
5.1 Bacia do Rio Guandu65
5.2Bacia do Rio Guandu Mirim6
5.3Bacia do Rio da Guarda6
5.4 Bacia do Rio Piraquê6
5.5Bacia do Rio Cação Vermelho67
6 Erosão e Sedimentação69
7 Bibliografia71

1PANORAMA GERAL Neste item serão abordados os aspectos relacionados às características gerais da bacia.

A bacia hidrográfica contribuinte à Baía de Sepetiba abrange cerca de 2.711 km2. Inclui-se nesta Restinga de Marambaia e ilhas no interior da baía. As cotas altimétricas da bacia variam de 0 a 1.800 metros, sendo o ponto culminante na Serra do Couto. O Quadro 1.1, a seguir, resume as características do corpo receptor da bacia hidrográfica.

QUADRO 1.1 – CARACTERÍSTICAS DA BAÍA DE SEPETIBA

Origem e Formação: Formada na última regressão do nível do mar, há cerca de 3500 anos.

Restinga da Marambaia:

É uma imensa barragem de areia que, apesar de seus poucos metros acima do nível do mar, funciona como um dique, isolando a baía. Tem 40 km de extensão e largura máxima de 5 km.

Superfície: 520 km² Perímetro: 170,5 km. Largura máxima: 12,5 (norte-sul) Comprimento máximo: 25,0 (leste – oeste) Volume: 3,5 x 10 9 m³

Batimetria:

Possui de 2 a 12 m de profundidade, exceto nos canais, onde é maior. Aproximadamente 50% de sua área é inferior a 6 metros. A baía possui três canais no seu setor oeste. O primeiro na entrada, entre a Ilha Guaíba e a Ilha da Marambaia, com máximo de 31 metros de profundidade, que é uma via de acesso ao Porto de Sepetiba. O segundo e principal, entre as ilhas de Itacurussá e Jaguanum, utilizado também como acesso ao porto de Sepetiba, possui profundidade máxima de 24 metros. O terceiro, entre a Ilha de Itacurussá e o continente, atinge 5 metros de profundidade.

Regime de maré: Do tipo semi-diurno, com desigualdade diurna, apresentando-se assim com duas preamares e duas baixa mares de diferentes alturas.

Penetração de Ondas Oceânicas:

Pequena ou desprezível. As ondas no interior da baía são geradas pelos ventos incidentes sobre o corpo líquido, basicamente os de leste, sudeste e nordeste, que provocam as perturbações na superfície da água. Cerca de 9% das ocorrências são de ondas com altura abaixo de 0,75 m, com período compreendido entre 3 a 5 segundos, com raras ocorrências de ondas com alturas entre 1,3 e 1,0 m.

Ligação com o

Oceano, Circulação e Renovação da Água

A entrada de água do mar se dá através de passagens e canais existentes entre o continente e as Ilhas de Itacuruçá, Jaguanum e Pombeba. O canal mais importante fica entre a Ponta dos Castelhanos, na Ilha Grande, e a Ponta Grossa, na Ilha da Marambaia. Na extremidade leste da baía há pequenos canais (Pau Torto, Pedrinho e Bacalhau) com baixas profundidades que estabelece a ligação desta com o oceano, através da “barra de Guaratiba”. Considera-se em ordem crescente de importância, as seguintes áreas de entrada de correntes na baía: canais em Barra de Guaratiba; área entre a Ilha Grande e o Morro da Marambaia e a Ilha Juaguanum e; a região entre as ilhas de Jaguanum e Itacuruçá e o continente. A circulação de água na baía é regida pelo fluxo e refluxo da maré. Como na maioria das baías e estuários, a onda de maré na Baía de Sepetiba é do tipo estacionária, que não dependem tanto da profundidade, mas sim da amplitude e de outros fatores físicos, como ventos, morfologia de fundo e configuração de canais. No caso da Baía de Sepetiba, os fatores determinantes da circulação são a maré, as morfologias costeiras e de fundo e o vento. O padrão de circulação da Baía de Sepetiba resulta em um pequeno tempo de residência da água, O (4,17 dias), uma grande mistura da coluna d’água e a ausência de estratificação.

Qualidade da Água e Salinidade

Corpo de águas salinas e salobras semi-enclausurado. A invasão das águas do mar pelas correntes de maré e o aporte fluvial do Canal de São Francisco e do Rio Piracão tem uma influência significativa na distribuição da salinidade dentro da baía. De forma geral, a salinidade está compreendida entre 34% e 20%, sendo que o fundo da baía e as áreas costeiras apresentam salinidade inferior a 30%. Na parte central, e próximo ao cordão rochoso da ilha de Jaguanum a salinidade varia entre 30% e 34%.

Sedimentos

São compostos de bancos arenosos, siltosos e argilosos. Os sedimentos dominantes são representados pelos clásticos finos, argilo-sílticos e areno-sílticos. Em alguns trechos, os sedimentos são arenosos e mais grosseiros, principalmente ao longo da restinga, próximo às áreas onde se faz a ligação com o mar e junto à foz do Canal de São Francisco, onde se forma pequeno delta e atuam processos fluviais. Cerca de 70 % da área de distribuição dos sedimentos são compostos de silte e argila, característica apresentada também em áreas circunvizinhas à ilha da Madeira e, principalmente, no interior do Saco da Coroa Grande, bem como na Baía da Marambaia. A taxa de sedimentação da baía é estimada entre 0,30 a 1,0 cm por ano.

Número de Praias: 5 praias continentais e 40 insulares

Ilhas: 49 ilhas e ilhotas, sendo as principais as de Itacurussá, Madeira, Jaguanum, Guaíba, Furtada, Martins, Cutiatá-Acú, Vigia Grande, Bonita, Saracura e Jardins.

Fonte: SEMADS. Macroplano de Gestão e Saneamento Ambiental, 1998.

1.1.1Divisores de Água

Os divisores de água, partindo da Pedra de Guaratiba, passam pelas Serras Preto do Cabuçu, Madureira, Gericinó, Tinguá, do Couto, São Pedro, Catumbi, Araras, Caçador, Leandro, Itaguaçu e Lajes, terminando na Ponta de Gambelo, em Mangaratiba.

1.1.2 Bacias Confrontantes

Confronta-se à oeste com a Bacia do Rio Jacuacanga (Bacia da Baía da Ilha Grande), ao norte com a Bacia do Rio Paraíba do Sul (sub-bacias dos Rios Piraí, Alegre, Ubá e Piabanha), a leste com a Bacia da Baía de Guanabara e a sudeste com bacia da Baixada de Jacarepaguá.

1.1.3Municípios, Cidades, Vilas e Povoados

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