Comandos Elétricos Industriais

Comandos Elétricos Industriais

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127V CA

3.3 FUNCIONAMENTO DO CONTATOR.

Conforme definido e comentado anteriormente, o contator é um dispositivo de manobra não manual e com desligamento remoto e automático, seja perante sobrecarga (através do relé de sobrecarga) seja perante curto-circuito (através de fusíveis). Quem liga e desliga o contator é a condição de operação de uma bobina eletromagnética, indicada por (2) no desenho em corte, abaixo. Essa bobina, no estado de desligado do contator, ou seja, contato fixo (4) e contato móvel (5) abertos, também está desligada ou desenergizada. Quando, por exemplo, através de uma botoeira a bobina eletromagnética é energizada, o campo magnético criado e que envolve o núcleo magnético fixo (1), atrai o núcleo móvel (3), fazendo com que se desloque o suporte de contatos com os contatos principais móveis (5), assim encontram os contatos principais fixos (4), fechando o circuito. Estando o contator ligado (a bobina alimentada), e havendo uma condição de sobrecarga prejudicial aos componentes do sistema, o relé de proteção contra sobrecarga (bimetálico ou eletrônico) interromperá um contato NF desse relé, que está em série com a bobina do contator, no circuito de comando. Com a abertura do contato é desenergizada a bobina eletromagnética, o contator abre e a carga é desligada. Para efeito de religação, essa pode ser automática ou de comando remoto, dependendo das condições a serem atendidas pelo processo produtivo ao qual esses componentes pertencem. Além dos contatos principais, um contator possui contatos auxiliares dos tipos NA e NF, em número variável e informado no respectivo catálogo do fabricante. (Lembrando: NA significa Normalmente Aberto e NF, Normalmente Fechado). As peças de contato têm seus contatos feitos de metal de baixo índice de oxidação e elevada condutividade elétrica, para evitar a criação de focos de elevada temperatura, o que poderia vir a prejudicar o seu funcionamento. Nesse sentido, o mais freqüente é o uso de liga de prata.

Figura 42 – Interior de um Contator. 42

3.4 CONTATORES, CATEGORIAS DE EMPREGO - IEC 947

AC - 1 Cargas não indutivas ou de baixa indutividade Resistores AC - 2 Motores com rotor bobinado (anéis) Partida com desligamento na partida e regime nominal AC - 3 Motores com rotor em curto-circuito (gaiola) Partida com desligamento em regime nominal AC - 4 Motor com rotor em curto-circuito (gaiola) Partida com desligamento na partida, partida com inversão de rotação, manobras intermitentes AC - 5a Lâmpadas de descarga em gás (fluorescentes, vapor de mercúrio, vapor de sódio) AC - 5b Lâmpadas incadescentes AC - 6a Transformadores AC - 6b Banco de capacitores AC - 7a Cargas de aparelhos residenciais ou similares de baixa indutividade AC - 7b Motores de aparelhos residenciais AC - 8 Motores-compressores para refrigeração com proteção de sobrecarga DC - 1 Cargas não indutivas ou de baixa indutividade Resistores DC - 3 Motores de derivação ( shunt) Partidas normais, partidas com inversão de rotação, manobras intermitentes, frenagem DC - 5 Motores série Partidas normais, partidas com inversão de rotação, manobras intermitentes, frenagem DC - 6 Lâmpadas incandescentes

Contatores auxiliares, categorias de emprego - IEC 947

Corrente alternada Especificação das cargas AC - 12 Cargas resistivas e eletrônicas

AC - 13 Cargas eletrônicas com transformador de isolação AC - 14 Cargas eletromagnéticas = 72 VA AC - 15 Cargas eletromagnéticas > 72 VA Corrente contínua Especificação das cargas DC - 12 Cargas resistivas e eletrônicas DC - 13 Cargas eletromagnéticas

DC - 14 Cargas eletromagnéticas com resistores de limitação

3.5 DURABILIDADE OU VIDA ÚTIL.

A durabilidade é expressa segundo dois aspectos: a mecânica e a elétrica. A durabilidade mecânicas é um valor fixo, definido pelo projeto e pelas características de desgaste dos materiais utilizados. Na prática, o seu valor é de 10 a 15 milhões de manobras, para contatores de pequeno porte. De qualquer modo, o valor correspondente está indicado no catálogo do fabricante. A durabilidade elétrica, ao contrário, é um valor variável, função da freqüência de manobras da carga á qual o contator está sujeito, ao número total de manobras que o contator é capaz de fazer, a sua categoria de emprego e aos efeitos do arco elétrico, que dependem da tensão e da corrente elétricas. Normalmente, perante condições de desligamento com corrente nominal na categoria de emprego AC-3, esse valor varia de 1 a 1,5 milhão de manobras.

Tabela 4 – Defeitos X Causas. 4

4 RELÉS DE TEMPO (TEMPORIZADOR)

São temporizadores para controle de tempos de curta duração. Utilizados na automação de máquinas e processos industriais, especialmente em sequenciamento, interrupções de comandos e em chaves de partida. No painel desse relé se encontra um botão pelo qual se seleciona o tempo de retardo.

Figura 43 – Exemplo de Relé Temporizado.

RETARDADO NA ENERGIZAÇÃO – Esse tipo atua suas chaves um tempo após a ligação, ou energização do relé e as retorna ao repouso imediatamente após seu desligamento ou desenergização.

RETARDADO NA DESENERGIZAÇÃO – Este atua as chaves imediatamente na ativação, porém estas chaves só retornam ao repouso um tempo após a desativação. Não foi usado o termo energização e sim ativação por que existe um tipo de temporizador na desenergização que constantemente energizado e na realidade sua ativação e desativação se fazem por intermédio da interligação e do desligamento respectivamente de dois terminais específicos.

bobinaChaves NA e NF

contatos do relé acionados relé acionado

Gráficos de acionamento x tempo, das bobinas e dos contatos dos relés temporizados.

bobina tempo Contatos tempo bobina tempo Contatos tempo

Retardo na energização Retardo na desenergização

4.1 SÍMBOLOS DOS RELÉS

Alguns relés têm simbologia própria como é o caso dos temporizadores e dos de sobre corrente térmicos. As chaves desses relés quando separadas de seu atuador também têm símbolos específicos.

Figura 4 - Símbolo de Relé Temporizado com retardo na energização. Figura 45 - Símbolo de Relé Temporizado com retardo na desenergização.

Figura 46 - Símbolo de Relé Térmico.

4.2 RELÉ DE TEMPO ESTRELA-TRIÂNGULO

Especialmente fabricado para utilização em chaves de partida estrelatriângulo. Este relé possui dois contatos reversores e dois circuitos de temporização em separado, sendo um de tempo variável para controle do contator que executa a conexão estrela, e outro, com tempo pré-estabelecido e fixo (100ms) para controle do contator que executa a conexão triângulo.

Após aplicada tensão nominal aos terminais A1 e A2, o contato de saída da etapa de temporização estrela comuta (15–18). Após decorrida a temporização selecionada (0 a 30s), o contato de saída da etapa estrela retorna ao repouso (15–16), principiando então a contagem do tempo fixo (100ms), ao fim do qual é atuado o contato de saída da etapa triângulo (25–28).

Figura 47 - Relé Temporizado estrela-triângulo. 48

5 CIRCUITOS DE COMANDOS E FORÇA

SISTEMAS SIMPLES DE COMANDOS Comando de motor trifásico com botão de retenção mecânica.

F1 F2 F3 C1

Comando de motor trifásico com auto-retenção, sinalização e proteção por relé térmico.

F1 F2 F3

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