Drenagem Agricola

Drenagem Agricola

DRENAGEM CONCEITOS, MATERIAIS E INSTALAÇÃO

  • Eng. Agrônomo Lucas de Paula Mera

Terras Úmidas

  • As terras úmidas são áreas com inundações intermitentes. A vegetação que predomina é diferente daquela de áreas sem inundações.

  • Quando os solos se saturam de água, o acesso ao oxigênio atmosférico se restringe e os solos se tornam anaeróbicos. As raízes comuns não podem respirar e a maior parte das plantas não podem viver nestes locais.

Terras úmidas e agricultura

  • Em algumas bacias hidrográficas, nas margens dos cursos de água, encontramos muitas vezes áreas de várzeas ou de pântanos.

  • Em condições naturais, essas áreas úmidas apresentam excesso de umidade por períodos longos o suficiente para trazer prejuízos à atividade agrícola.

Problemas que limitam o uso agrícola das várzeas

  • Água que infiltra no solo e alimenta o aqüífero, elevando o lençol freático.

  • Declividade baixa, fazendo com que a drenagem superficial seja lenta.

  • AGRAVANTE: Quando o solo apresenta elevado teor de argila, a permeabilidade pode ser significativamente baixa, tornando a drenagem natural muito lenta.

Problemas que limitam o uso agrícola das várzeas

  • Diques marginais

  • A deposição de material transportado pelo rio durante as cheias em suas margens, cria extensos diques.

  • Estes diques podem impedir a água que chega à várzea de escoar para o dreno natural da bacia (curso d’ água).

  • Isto pode fazer com que a água fique acumulada por períodos longos.

Formação de dique natural nas margens de um rio.

Problemas que limitam o uso agrícola das várzeas

  • Inundações periódicas devido ao transbordamento de cursos d’água.

Área com problema de drenagem pode trazer prejuízo?

  • Área com problema de drenagem pode trazer prejuízo?

Efeitos da falta de Drenagem

  • Baixa aeração do solo;

  • Compactação do solo (Umidade alta + máquinas);

  • Diminuição da condutividade hidráulica do solo;

  • Diminuição da temperatura do solo;

  • Favorece o aparecimento de agentes fitopatogênicos.

Características de uma área com falta de Drenagem

  • Lençol freático alto;

  • Água na superfície;

  • Água com elevada concentração de sais;

  • Coloração verde escuro das plantas, com posterior amarelecimento;

  • Queda de flores;

  • Queda de produtividade.

DRENAGEM SUBSUPERFICIAL OU SUBTERRÂNEA

  • Objetivo: controlar o nível freático de modo a manter a zona do solo ocupada pelas raízes com boa aeração.

  • Modo: Implantação de uma rede de drenagem dimensionada para rebaixar o nível freático num tempo pré-estabelecido, assegurando sua permanência.

DRENAGEM SUBSUPERFICIAL OU SUBTERRÂNEA

  • Componentes de uma rede de drenagem subterrânea:

  • drenos primários ou laterais;

  • drenos coletores;

  • dreno principal.

DRENAGEM SUBSUPERFICIAL OU SUBTERRÂNEA

  • Drenos primários: Paralelos entre si, controlam a profundidade do nível freático.

  • Drenos coletores: Recebem a água dos drenos primários e a conduzem até o dreno principal.

  • Dreno principal: Transporta a água coletada para fora da área de drenagem, em direção a um dreno natural.

DRENOS PRIMÁRIOS

CONFIGURAÇÕES DA REDE DE DRENAGEM

TIPOS DE DRENOS

  • CANAIS ABERTOS.

  • DRENOS COBERTOS:

  • Tubos plásticos;

  • Manilhas cerâmicas e de concreto;

  • Drenos feitos com varas de bambu;

  • Drenos livres ou “toupeira”;

  • Outros materiais (pedras, turfa, etc.)

CANAIS ABERTOS

CANAIS ABERTOS

CANAIS ABERTOS: CARACTERÍSTICAS

  • Devem ter forma trapezoidal;

  • Sem revestimento para permitir a entrada da água pelas paredes e fundo;

  • Atuam conjuntamente na drenagem superficial (coletando água do escoamento superficial) e na drenagem subterrânea;

  • Permitem inspeção fácil, com pronta identificação e correção de problemas de obstrução ou desmoronamento;

  • Tem menor custo de implantação que drenos enterrados.

CANAIS ABERTOS: CARACTERÍSTICAS

  • Sua manutenção é trabalhosa devido aos desbarrancamentos e ao crescimento da vegetação, principalmente no verão;

  • Ocasiona perda de área cultivável;

  • O trânsito de máquinas é dificultado.

DRENOS TUBULARES PLÁSTICOS

DRENOS TUBULARES PLÁSTICOS

  • Custo de aquisição elevado;

  • Vida útil longa;

  • Instalação rápida (mecanizada);

  • Flexíveis e com corrugação;

  • Perfurações pequenas e em grande número;

  • Necessitam envoltório sintético ou granular;

  • Diâmetros comerciais de 50 mm a 200 mm.

TUBOS PLÁSTICOS

DRENO TIPO MULTI FLOW

MÁQUINAS PARA INSTALAÇÃO DE DRENOS TUBULARES

MÁQUINAS PARA INSTALAÇÃO DE DRENOS TUBULARES

MÁQUINAS PARA INSTALAÇÃO DE DRENOS TUBULARES

MÁQUINAS PARA INSTALAÇÃO DE DRENOS TUBULARES

MANILHAS CERÂMICAS

MANILHAS CERÂMICAS

  • Baixo custo de aquisição;

  • São curtas e com poucas perfurações grandes;

  • Necessitam envoltório granular de grande dimensão em solos instáveis;

  • Instalação trabalhosa e cara;

  • Desalinham facilmente e tem baixa resistência à quebra;

  • Diâmetros comerciais de 50 mm a 250 mm.

DRENOS “TOUPEIRA”

DRENOS “TOUPEIRA”

  • Apropriados para solos muito argilosos, com mais de 25% de argila e menos de 25% de areia;

  • Não promovem o rebaixamento do nível freático, mas removem a água represada na superfície, que entra nas fendas abertas pelo subsolador.

DRENOS “TOUPEIRA”

  • Baixo custo;

  • Duração de 1 a 2 anos;

  • Devem ser instalados com declive em torno de 1%;

  • Espaçamento entre drenos de 2 a 5m;

  • Profundidade de 45 a 60 cm.

DRENOS “TOUPEIRA”

DRENOS “TOUPEIRA”

DRENOS “TOUPEIRA”

REDE DE DRENAGEM DE DRENOS TUBULARES E DE DRENOS TOUPEIRA

Obrigado!!!

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