Esquizofrênia - Epidemiologia

Esquizofrênia - Epidemiologia

(Parte 5 de 7)

Estado mental

  • Orientação e nível de consciência.

  • Memória.

  • Sintomas psicóticos.

  • Humor.

  • Disposição e tentativas de suicídio.

Social

  • Para onde irá o paciente se não for internado.

  • Quem estará com ele.

  • Devo fazer um exame físico.

Princípios do controle de emergências

Objetivos

  • Decidir se é ou não necessário o tratamento psiquiátrico e, se não, há algo mais que você possa fazer para ajudar.

  • Determinar a necessidade de internação.

  • Iniciar um plano inicial de controle da situação.

  • Tornar-se familiar com o controle inicial de emergências psiquiátricas comuns.

Questões iniciais a fazer

  • Esta pessoa requer tratamento psiquiátrico? Se a pessoa apresenta claramente doenças psiquiátricas a resposta será, provavelmente, sim.

  • Se após as informações iniciais a necessidade de tratamento psiquiátrico não estiver clara, mais informações poderiam esclarecer o assunto.

  • As opções que você tem são a internação ou o acompanhamento ambulatorial.

  • Que tipo de tratamento se faz necessário.

  • Resista à tentação de partir para tratamentos com remédios de imediato.

  • O alto nível de excitação que alguns pacientes apresentam ao chegar na emergência pode levar ao abuso da utilização de terapias com remédios.

Outras opções deveriam sempre ser consideradas a seguir

  • Tranqüilizar e dar apoio.

  • Breve psicoterapia.

  • Técnicas comportamentais, como, controle de ansiedade e exercícios respiratórios.

  • Intervenção nas crises.

  • Tratamento de doenças físicas que estejam ocorrendo no momento.

Onde e por quem o tratamento deve ser conduzido

Isso depende de muitos fatores. O tipo de tratamento que está sendo usado é obviamente importante. A gravidade da doença é importante, pois o paciente deprimido e calado que não está comendo nem bebendo precisa estar em um hospital, assim como todos os pacientes que são suicidas em potencial. É sempre interessante considerar outras possibilidades que não a internação.

A maioria dos pacientes que é tratada em emergências não necessita de internação.

  • Acompanhamento ambulatorial.

  • Permanência no hospital apenas durante o dia, podendo o paciente dormir em sua residência.

  • Clínico geral.

  • Serviços psiquiátricos comunitários.

  • Outras instituições.

Para todos os casos nos quais não for evidente a necessidade de internação, é conveniente verificar esta lista e então decidir qual seria a melhor forma de lidar com o paciente. Faça uma lista dos prós e contras das possíveis ações em relação ao paciente e escolha a mais apropriada.

Como posso ajudar esta pessoa se não for necessário tratamento

Quando a pessoa não está psiquiatricamente doente, mas precisando de ajuda devido a um problema pessoal ou social tente pensar em alguém que seria capaz de ajudar. Seria interessante usar uma lista com os números de telefones das instituições especializadas.

Quando você decidir a ação inicial necessária, é importante que ela seja discutida com o paciente, seu clínico geral e seus parentes.

Outras fontes de informação

As respostas obtidas para as perguntas acima não são normalmente claras em emergências. O uso de outras fontes de informação é importante para esclarecer e completar o histórico e dará a você uma visão mais clara do diagnóstico (se a pessoa está realmente doente) e certamente possibilitará dados importantes, relevantes ao tipo de tratamento necessário e onde ele deve ser ministrado.

As fontes de informação podem ser:

  • Psiquiatras ou outras fontes profissionais.

  • Amigos ou parentes que estejam acompanhando o paciente.

  • Qualquer pessoa que esteja acompanhando o paciente.

  • Profissionais de fora do hospital, como, por exemplo, clínico geral.

Existem ocasiões fora do horário administrativo nas quais é fundamental contatar o assistente principal do paciente: outro profissional. Ao fazer isso lembre-se dos cuidados necessários à manutenção da confidencialidade. Dentro do possível deve-se obter o consentimento do paciente para discutir o assunto com outra pessoa.

O uso de listas de problemas ajuda não só você, mas também o paciente a se concentrar nos pontos mais relevantes e que necessitam de intervenção imediata. Juntamente com o paciente faça um esboço de uma lista de prioridades e discuta com ele como irão prosseguir. Os problemas podem ser divididos em psiquiátricos, sociais e médicos (os três geralmente podem se sobrepor).

Fatores importantes:

Família

  • Perdas recentes.

  • Outras perdas, tais como filhos saindo de casa.

  • Separação.

  • Divórcio.

Vida profissional:

  • Aumento recente de carga de serviço.

  • Perda do emprego.

  • Ameaça de perder o emprego.

  • Mudança de emprego.

  • Mudança de colegas.

Social:

  • Problemas financeiros.

  • Relacionamentos rompidos.

  • Mudança de residência.

Médicos:

  • Doenças

  • Ferimentos.

  • Cirurgias.

É de bastante ajuda descobrir como o paciente lidou com problemas anteriores. Novamente o clínico geral ou os parentes terão informações importantes nesta área. Isto permitirá ao clínico avaliar as capacidades do paciente lembrando-o que estas são importantes para a sua ação.

Uso de outras instituições

Pergunte-se se você é a pessoa mais adequada para lidar com o problema que tem em mãos. Pode ser que a família ou o clínico geral do paciente possa lidar perfeitamente com a situação. Se isto não se aplicar, existem várias outras instituições que possuem recursos apropriados para pelo menos alguns dos pacientes que vêm ao atendimento de emergências psiquiátricas. A lista a seguir não pretende ser completa, mas apresenta outras instituições disponíveis e quando acioná-las.

Grupos de alcoólicos:

  • Útil quando o paciente não requer desintoxicação ou para pacientes que já foram desintoxicados.

  • Aconselhamento particular ou em grupo.

  • Conselhos e literaturas.

  • Atividades sociais.

Departamentos de assistência social:

  • Problemas de acomodação.

  • Problemas financeiros.

  • Telefones para ajuda (drogas, estupro, agressão a esposas).

Grupos de auto-ajuda:

  • Síndrome pré-menstrual.

  • Dependência de tranqüilizantes.

  • Pais solteiros ou separados.

  • Estupro.

  • Violência sexual.

  • Instituições religiosas.

  • Aconselhamento conjugal.

Organizações de voluntários:

  • Terceira idade.

  • Associação dos portadores do Mal de Alzheimer.

Determinação de tratamento de urgência e necessidade de internação.

É útil ter uma lista de consulta quando determinar tratamentos de urgência e necessidade de internação:

  • Qual a gravidade da doença do paciente.

  • Nível de cuidado pessoal (evidência de desleixo, emagrecimento, etc.).

  • Risco de auto-injúria.

  • Risco de violência.

A internação é recomendada quando o paciente apresenta estado doentio grave, evidente falta de cuidado pessoal ou alto risco de ferimentos em si próprio ou em outras pessoas.

  • Que outro tipo de cuidado está disponível para ele.

  • Ele está ciente do que está acontecendo? Se não estiver, e você retardar a internação ou o tratamento, pode perder contato com o paciente.

  • Qual a idade dele? (Os muito idosos em particular podem ser menos capazes de sobreviver sem um tratamento imediato).

  • Ele vai seguir o tratamento prescrito? Se não, pode ter que ser internado se não houver alguma outra pessoa que verifique isto.

  • Você tem dúvidas quanto ao diagnóstico ou gravidade da doença? A internação pode ser necessária para permitir que o paciente fique em observação, sem tomar remédios, até que se tenha uma conclusão.

Tratamento de Emergência

Há uma tendência, especialmente entre médicos pouco experientes, em medicar imediatamente em situações de emergência. Isto é particularmente verdade no caso de pacientes que se encontrem agitados, barulhentos ou “ameaçadores. Há também muitos pacientes que pedem para ser medicados e isto pode ser bastante constrangedor para o médico. A prática de ministrar rapidamente sedativos deve ser evitada. Você analisar se há algum motivo clínico genuíno para esta administração. Muitos dos medicamentos utilizados em psiquiatria podem ser perigosos e sedantes e em certos pacientes (por exemplo, pessoas com problemas pulmonares ou idosos) podem produzir complicações sérias. Neste ponto gostaríamos apenas de lembrá-lo de que pacientes muito alterados emocionalmente podem ser acalmados por meios não farmacológicos.

Tratamento não farmacológico

Uma breve psicoterapia, freqüentemente é bastante adequada. Isto é particularmente verdadeiro no caso de pacientes que tiveram perdas rapidamente identificáveis ou dificuldades crônicas específicas.

Esta psicoterapia funciona baseada em certos princípios:

  • Identificação das capacidades do paciente e dos dados fundamentais de comportamento, usando-os para ajudar o paciente na crise.

  • Abrangência restrita e orientada para o problema.

  • O número e a duração das sessões são definidos desde o início.

  • Encoraja discussão adequada do problema e permite liberar as emoções. Discussões de aspectos mais periféricos devem ser evitadas.

  • O uso de medicação é desencorajado.

  • Internações comportamentais simples podem ser úteis em emergências, como, por exemplo, tratando-se de ansiedade.

Providências para Acompanhamento

Ao final de qualquer consulta de emergência é de extrema importância definir procedimentos claros para o acompanhamento do paciente. Quando não for necessário acompanhamento, isto deve ficar bem claro para o paciente e para o encaminhante do mesmo. Para fins médico-legais, seja qual for sua decisão sobre uma consulta de emergência, sempre registre detalhadamente suas conclusões e razões para suas decisões.

  • O clínico geral do paciente deve ser informado rotineiramente.

  • Pode ser de utilidade informar outras pessoas, tais como assistentes sociais.

  • Deve-se obter anuência do paciente antes de fazer isso.

Eventualmente, você poderá querer encaminhar o paciente para cuidados de outros especialistas que poderiam estar mais bem equipados para lidar com a situação.

O que existe à disposição varia de lugar para lugar, porém os citados a seguir são normalmente disponíveis:

  • Serviços para dependentes de drogas/álcool.

  • Clínicas de problemas sexuais.

  • Serviços para excepcionais mentais.

  • Serviços psicogeriátricos.

  • Serviços de reabilitação.

  • Outros serviços médicos especializados.

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