Apostila de Usinagem

Apostila de Usinagem

(Parte 4 de 8)

27 ¾ LAPIDAÇÃO

Processo mecânico de usinagem por abrasão executado com um abrasivo aplicado por portaferramenta adequado, com o objetivo de se obter dimensões específicas das peça (Figura 1.24).

Figura 1.24 - Lapidação

Processo mecânico de usinagem por abrasão executado por abrasivo aderido a uma tela que se movimenta com uma pressão contra a peça (Figuras 1.26 –a e 1.26 -b).

a) Lixamento com folhas abrasivas b) Lixamento com fita abrasiva

Figura 1.26 – Tipos de lixamento. ¾ JATEAMENTO

Processo mecânico de usinagem por abrasão no qual as peças são submetidas a um jato abrasivo para serem rebarbadas, asperizadas ou receberem um acabamento (Figura 1.27).

Figura 1.27 – Jateamento.

Processo mecânico de usinagem por abrasão no qual é dado o acabamento das superfícies da cunha cortante da ferramenta, com o fim de habilitá-la à fazer sua função. Desta forma, são obtidos os ângulos finais da ferramenta (Figura 1.28).

Figura 1.28 – Afiação.

Processo mecânico de usinagem destinado à obtenção de elementos denteados. Pode-se subdividir esse processo em formação e geração. A formação emprega uma ferramenta que transmite a forma do seu perfil à peça com os movimentos normais de corte e avanço. A geração emprega uma ferramenta de perfil determinado, que com os movimentos normais de corte associados às características de geração, produz um perfil desejado na peça.

30 2 - GRANDEZAS FÍSICAS NO PROCESSO DE CORTE

2.1 - MOVIMENTOS NO PROCESSO DE USINAGEM

A) Movimentos que causam diretamente a saída do cavaco:

• Movimento de corte: movimento entre a peça e a ferramenta, no qual sem o movimento de avanço, origina uma única retirada do cavaco;

• Movimento de avanço: movimento entre a peça e a ferramenta que juntamente com movimento de corte origina a retirada contínua de cavaco;

• Movimento efetivo: movimento resultante dos movimentos de corte e avanço realizado ao mesmo tempo.

B) Movimentos que não tomam parte direta na formação do cavaco: • Movimento de aproximação;

• Movimento de ajuste;

• Movimento de correção;

• Movimento de recuo.

2.2 – DIREÇÃO DOS MOVIMENTOS E VELOCIDADES:

• Direção de corte: direção instantânea do movimento de corte: • Direção de avanço: direção instantânea do movimento de avanço;

• Direção efetiva do movimento de corte;

• Velocidade de corte (vc): velocidade instantânea do ponto de referência da aresta cortante da ferramenta, segundo a direção e sentido de corte;

• Velocidade de avanço;

• Velocidade efetiva de corte.

As Figuras 2.1, 2.2 e 2.3 mostram as direções dos movimentos de corte, de avanço e efetivo no torneamento, na furação e no fresamento.

31 Figura 2.1 - Direção dos movimentos de corte, de avanço e efetivo, no torneamento.

Figura 2.2 - Direção dos movimentos de corte, de avanço e efetivo na furação.

Figura 2.3 - Direção dos movimentos de corte, de avanço e efetivo no fresamento discordante.

32 ¾ VELOCIDADE DE CORTE (vc):

• Para processos com movimento de rotação (torneamento, fresagem) a velocidade de corte é calculada pela equação:

Tem-se que: d: diâmetro da peça ou ferramenta (m); n: número de rotações por minuto (rpm)

• Para processos com movimento retilíneo (aplainamento), a velocidade de corte é calculada pela equação:

Tem-se que: gpm: número de golpes por minuto; c: percurso da ferramenta.

Obs:

• Os valores da velocidade de corte são encontradas em tabelas fornecidas pelos fabricantes de ferramentas de corte. A Tabela 2.1 mostra os valores de velocidade de corte na faixa recomendada para ferramentas de aço-rápido;

• Os valores de rpm e gpm são ajustados nas máquinas-ferramentas antes do início da usinagem.

Em máquinas de usinagem CNC os valores da velocidade de corte são inseridos nos programas e são convertidos em rpm automaticamente pelo comando da máquina.

• A velocidade de corte é o parâmetro de corte mais influente na vida da ferramenta. Fatores que influenciam na velocidade de corte:

*Tipo de material da ferramenta. Como o carbono, o metal duro, ferramentas cerâmicas, ferramentas diamantadas (PCD e PCB); vc = π .d .n /1000 [m / min] vc = 2 .c .gpm /1000 [m / min]

*Tipo de material a ser usinado; *Condições de refrigeração;

*Condições da máquina.

Maior velocidade de corte= maior temperatura = menor vida útil Menor velocidade de corte= problemas de acabamento e de produtividade.

¾ VELOCIDADE DE AVANÇO(Vf) A velocidade de avanço pode ser obtida pela fórmula:

f (avanço) é o percurso de avanço em cada volta (m/volta) ou em cada curso da ferramenta (m/golpe).

Obs:

• É o parâmetro mais influente na qualidade do acabamento superficial da peça;

Vf = f .n [m / min]

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