O urbanismo e a imagem da modernidade

O urbanismo e a imagem da modernidade

UNIVERSIDADE SALVADOR – UNIFACS

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA E ARQUITETURA

CURSO GRADUAÇÃO EM ARQUITETURA E URBANISMO

BRUNA MOTA DA MATTA

RESENHA CRÍTICA

O URBANISMO E A IMAGEM DA MODERNIDADE

Salvador - BA

2010

BRUNA MOTA DA MATTA

RESENHA CRÍTICA

O URBANISMO E A IMAGEM DA MODERNIDADE

RESENHA CRÍTICA ELABORADA PARA A DISCIPLINA DE ARQUITETURA CONTEMPORÂNEA I DA UNIFACS – UNIVERSIDADE SALVADOR

Orientador: Prof. LEANDRO DE SOUSA CRUZ

Salvador - BA

2010

O URBANISMO E A IMAGEM DA MODERNIDADE

Desde a Revolução Industrial, a partir do final do século XVIII, os processos da modernidade vêm modificando todo o mundo. O urbanismo do século XIX constituiu uma resposta aos problemas criados pelo intenso crescimento urbano observado na Europa desde a segunda metade do século XVIII; mas foi também fruto de uma imagem da cidade que incorporava os efeitos das novas infra-estruturas urbanas numa outra concepção do espaço. Em arquitetura, todas essas transformações foram meras tentativas de responder a todos esses processos impostos.

Inicialmente o movimento moderno fez parte de movimento de vanguardas participando de tendências anti - histórica que experimentou e inovou, opondo-se as idéias de manutenção das aparências. A autenticidade no uso dos materiais e novas lógicas construtivas foram indispensáveis para construção do novo pensamento moderno, em que formas mais limpas e claras foram definidas. Contudo a aparência estética dessa arquitetura moderna continuou a promover idéias de progresso, racionalidade e crença na tecnologia.

Frank Lloyd Wright (1869-1959), um dos pioneiros da arquitetura moderna, revela-se de outro modo nas questões desse movimento. Wright usou o modernismo para um lado mais humano, mesmo sendo funcional. Para Le Corbusier (1887-1965), a arquitetura e urbanismo são indissociáveis e além das técnicas construtivas a nova visão de espaço só teria sentido quando integrada a uma cidade moderna.

Assim como Le Corbusier, Walter Gropius (1883-1969) teve pontos em comum de contato, enquanto um exercia o papel do franco atirador e polemico Gropius exerceu o papel do difusor dessas idéias através do ensino, na Bauhaus e anos depois em Harvard. A diferença entre Wright e Le Corbusier é que Wright tornou a arquitetura modernista calorosa, mais familiar e acolhedora para os utilizadores, ao traço que Corbusier preocupou-se mais com questões de funcionalidade e pragmatismo.

A partir de fatos da modernidade é possível interpretar as “frustrações” de muitas promessas modernistas espaciais que, no contato com a realidade existente, expuseram o descompasso do ideal do urbanismo com a cidade. A modernidade, em algumas manifestações, pode ser uma demonstração para o urbanismo moderno da maneira de lidar com as crises. Ao contrário do modernismo, essas modernidades interpretaram a crise como acaso previsível, contornando aquele estado de “passividade” de ações.

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  • CHOAY, Françoise. O urbanismo: utopias e realidades – uma antologia. 5. Ed. São Paulo: Perspectiva, 2000.

  • HEYNEN, Hilde. A imagem da modernidade: uma expressão de progresso e emancipação. Trad. Professor Márcio Campos. Mimeo.

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