Aprender a Aprender

Aprender a Aprender

(Parte 1 de 5)

Aprender a Aprender uma técnica de aprendizagem

Aprender a Aprender uma técnica de aprendizagem

Celio Murillo Menezes da Costa

Rio de Janeiro

Editora Simonsen 2003

Qualquer parte deste livro pode ser reproduzida, desde que citada a fonte.

Disponível também em: <w.simonsen.br/novo/aprender_programas.php>

Capa: Simone Barra

Projeto gráfico: Eber Figueira Revisão: Eber Figueira

C 837Costa, Celio Murillo Menezes da

Aprender a aprender: uma técnica de aprendizagem / Celio Murillo Menezes da Costa. Padre Miguel, RJ : SIMONSEN, 2003. 89 p.

Inclui bibliografia Ver programa completo em: <w.simonsen.br>

1. Métodos de estudo 2. Aprendizagem I. Faculdades Integradas Simonsen. I. Título.

CDD - 001.42 CDU - 001.8

À colaboração dos coordenadores e professores da Federação de Escolas das Faculdades Integradas Simonsen, que, com suas valiosas observações, puderam aprimorar este trabalho.

Principalmente a Eber Figueira, Rita Marques e Zelia Lubão, pela revisão, a Caren Ibrahim, pela digitação, e a Simone Barra, pelo projeto gráfico e capa.

Por fim, aos alunos, cuja aceitabilidade é essencial para que se atinjam e se consolidem os objetivos desejados.

INTRODUÇÃO9
Capítulo I:O NOVO PROFISSIONAL .......................................................1
Capítulo I:A FILOSOFIA EDUCACIONAL ............................................13
Capítulo I: OBJETIVOS15
Capítulo IV: UMA TÉCNICA DE APRENDIZAGEM17
Capítulo V:EXEMPLO DE COMO PODERÃO SER APRESENTADAS
AS AULAS21
Capítulo VI:FORMULÁRIOS PARA PROFESSORES .............................27
RAR A LEITURA35
Capítulo VIII: O DESENVOLVIMENTO DE ATITUDES41
Capítulo IX:A INICIAÇÃO CIENTÍFICA .................................................43
Capítulo X:SUGESTÕES DE COMO REALMENTE APRENDER ............45
Capítulo XI:SUGESTÕES DE COMO ESTUDAR MELHOR ...............49

Capítulo VII: SUGESTÕES PARA INTERPRETAR TEXTOS E APRIMO-

E TAREFAS QUE ENVOLVAM LEITURA53
Capítulo XIII: A REALIZAÇÃO DA PROVA5

Capítulo XII: SUGESTÕES PARA A REALIZAÇÃO DE TRABALHOS CONCLUSÃO ..................................................................................................59

Resolvi divulgar as idéias contidas neste livro porque, ao ingressar na Academia Militar, oriundo do Colégio Militar do Rio de Janeiro, fui informado de que os alunos que obtivessem ao longo do ano letivo média 7.0, não teriam que fazer provas finais orais e escritas. Durante toda a minha vida de estudante, e até ingressar na Academia, só estudava aquilo que realmente despertasse o meu interesse. Se eu perguntasse ao professor do propósito de estudar aquela disciplina e ele não me convencesse da sua importância, eu simplesmente me preocupava em alcançar a nota mínima. Meu primeiro professor de Inglês chegou a me dizer que a língua serviria para entender as letras das músicas tocadas nas rádios e o de Cálculo Integral, para resolver os problemas que seriam cobrados na prova. Em função das respostas, nunca dei importância a nenhuma dessas disciplinas.

Sendo assim, para ter mais dois meses de férias, eu precisaria tirar 7.0 em todas as disciplinas, o que me fez pensar que, para isso, eu precisaria estudar muito! Foi quando um dos responsáveis pela Seção Técnica de Ensino nos mostrou a técnica “Aprender a Aprender” . Naquela época, só quem pensava nisso eram as forças armadas, em função do grande desenvolvimento tecnológico dos armamentos, que em vez de servirem para abater os inimigos, estavam causando mais baixas na tropa que os estava utilizando. Eles chegavam por via aérea, encaixotados com o manual e a tropa não conseguia interpretá-lo. O Exército Americano, então, resolveu desenvolver uma técnica de aprendizagem que permitisse ao militar estar capacitado a aprender por si mesmo - naquela época, e até recentemente, as empresas treinavam seus funcionários para uma única função até se aposentarem, pois os equipamentos não se tornavam obsoletos em tão reduzido espaço de tempo, como acontece hoje.

Usando esta técnica de aprendizagem, passei, de último classificado ao entrar na Academia para o 2º da minha arma e hoje consigo, sozinho, aprender quase qualquer coisa. Sigam a técnica e observem os resultados. Tenho certeza de que isso os ajudará a serem os profissionais dos quais hoje o mercado de trabalho tanto necessita, porém dificilmente encontra.

Boa Sorte Celio Murillo Menezes da Costa

Capítulo I O NOVO PROFISSIONAL

(Bacharel ou Licenciado)

O mercado de trabalho globalizado exige um profissional que esteja permanentemente atualizado, antecipando-se, pesquisando, desenvolvendo alternativas e implantando soluções. É este perfil que caracteriza o novo profissional.

O relacionamento empresa (instituição) / funcionário transformou-se profundamente na última década. O conhecimento era provido pela empresa / instituição, que selecionava profissionais sem experiência e os treinava conforme o plano de carreira definido pelo setor de Recursos Humanos. Este conhecimento acumulado dava origem a profissionais que trabalhavam praticamente toda a vida na mesma empresa / instituição e na mesma função, gerando um emprego permanente.

No ambiente atual/futuro, a velocidade avassaladora das mudanças tecnológicas revolucionou também o conceito de conhecimento na empresa. Neste novo cenário, o perfil do funcionário que as empresas / instituições buscam é aquele que permite à empresa adaptar-se constantemente, para sobreviver e manter-se competitiva.

Mas qual a diferença entre o perfil do profissional nesses dois ambientes? Será que no ambiente anterior não precisavam de profissionais com as características similares às do ambiente atual? Por certo que sim. A diferença fundamental está em quem provê o conhecimento.

No ambiente anterior, caracterizado por pequenas mudanças tecnológicas, as empresas podiam investir na forma- ção do profissional, modelando-o de acordo com suas necessidades, pois sabiam que aquele investimento traria um grande retorno, devido ao longo período de depreciação do valor investido. Já no ambiente atual, as empresas / instituições não podem fazer grandes investimentos em treinamento/adestramento, pois não há retorno efetivo daquilo que foi investido, devido à constante necessidade de acompanhar o avanço tecnológico.

Entretanto, para sobreviver, as empresas / instituições necessitam e dependem, cada vez mais, de profissionais especializados e atualizados. O processo de seleção, neste novo cenário, é direcionado ao profissional pronto e que esteja permanentemente atualizado e interessado em novas soluções imediatas ou a curto prazo.

E é neste momento que surge a questão fundamental: quem fará o investimento para capacitar e atualizar este novo profissional?

Estão nossos formandos capacitados a sobreviver neste novo cenário? Como irão se preparar? Por onde começarão? Como agirão?

O novo profissional necessita desenvolver mecanismos que lhe permitam estar continuamente atualizado em relação às tendências do mercado e capacitado para atender às necessidades empresariais. O sucesso deste novo profissional é proporcional à sua capacidade de avaliar os diferentes cenários e de se antecipar diante das situações.

Estas importantes questões merecem respostas criativas e novas propostas impõem-se, sendo a técnica de aprendizagem Aprender a Aprender uma das que permitirão, de uma forma prática e econômica, atingir estes objetivos.

Capítulo I A FILOSOFIA EDUCACIONAL

O ponto de mutação no processo ensino-aprendizagem

A modernidade educacional exige mecanismos que possam formar profissionais que deixem de ser meros repetidores de estruturas cunhadas, muitas das quais ultrapassadas, e os transformem em seres pensantes, críticos e abertos à busca de novos conhecimentos e que se adaptem aos fatos e às situações, procurando soluções por sua própria iniciativa.

Desta forma, o aluno não se limitará aos tradicionais deveres escolares: ele passará a ser o sujeito da construção dos próprios conhecimentos, através da reflexão crítica, deixando, assim, de ser um agente passivo no processo.

Capítulo I OBJETIVOS

Permitir ao professor ser cada vez mais o “facilitador/ mediador da aprendizagem” à medida que os alunos, aprendendo a aprender, a pensar, a apreender, a indagar, a interagir e a pesquisar, vão sendo capacitados para o autodesenvolvimento e preparados para ser os novos profissionais de que o mercado tanto necessita.

“Preparar o ser humano para autodesenvolver-se, de forma continuada, capacitando-o para exercer atividades profissionais, sociais e culturais.

Capítulo IV UMA TÉCNICA DE APRENDIZAGEM

Este capítulo é o mais importante. Se o professor e os alunos fizerem o que ele ensina, a aprendizagem será ótima. Os demais capítulos a tornarão “somente” excelente.

Esta Técnica de Aprendizagem está baseada, principalmente, no conhecimento, ainda que superficial, pelos alunos, do assunto a ser ministrado/interagido em cada aula antes de esta ser ministrada. O processo, cunhado como Aprender a Aprender, dá base para que os alunos, ao receberem conhecimentos de leitura dinâmica, de análise crítica de textos e de como consultar a internet, a biblioteca, a videoteca, os CDs Rom etc., selecionem, analisem e entendam o que realmente for importante, estando preparados para tomar decisões e apresentar soluções, já que quem detiver o conhecimento é quem realmente será a “Peça Principal” na nova economia.

Para sua operacionalização, o professor, sempre ao final de cada aula, divulgará o conteúdo programático da aula seguinte e onde o aluno poderá encontrá-lo.

Neste processo inovador, o professor deixa de ser um expositor de conteúdos e repetidor de informações para ser um facilitador/mediador da aprendizagem, promovendo a integração entre o conteúdo que está sendo exposto e o conhecimento prévio adquirido pelos alunos.

Este processo atinge uma resposta bilateral, tendo em vista que desperta nos alunos a motivação para perguntar sobre o que tiveram dúvidas no conhecimento prévio do conteúdo, aumentando substancialmente o rendimento das aulas, dando ao professor oportunidade de interagir com a turma, ampliando-se as ilustrações didáticas, a partir das experiências de todos.

Para que estes objetivos sejam atingidos, 1. o professor deve: a) nas primeiras aulas do curso:

. apresentar a disciplina, mostrando a sua importância e a sua aplicação na vida profissional e social do aluno; . comentar a técnica de aprendizagem Aprender a Aprender; . informar o conteúdo programático a ser desenvolvido no semestre, bibliografia e sugestões de recursos paradidáticos, como vídeos e sites; . esclarecer ao aluno que o real objetivo das provas e testes é verificar se ele está acompanhando ou não os conteúdos ministrados, para que dessa forma o professor possa dedicar mais atenção àqueles que estão com dificuldades, ou até mesmo encaminhá-los a monitores ou tutores; . informar noções básicas de Metodologia Científica como: pesquisar, estudar, aprender, apreender, concluir, resolver, deduzir, organizar idéias, indagar, descobrir, questionar etc.; . explicar como consultar, inclusive via Internet, o conteúdo programático das aulas.

b) ao final de cada aula

(Parte 1 de 5)

Comentários