Aprender a Aprender

Aprender a Aprender

(Parte 4 de 5)

Os professores deverão indicar frases referenteds ao livro O que é história?, de Edward Hallet Carr, e Aprender a Aprender - uma técnica de aprendizagem, de Celio Murillo Menezes da Costa.

Reflexão sobre o conteúdo das aulas

Quanto à reflexão sobre o assunto das aulas, esta estará a critério dos professores.

Capítulo VII

Importância da Leitura

Não basta ir às aulas para garantir pleno êxito nos estudos. É preciso ler e, principalmente, ler bem, antes das aulas, sobre o assunto que será proposto. Quem não sabe ler bem não saberá resumir, nem tomar bons apontamentos e, finalmente, terá dificuldades para estudar. Para elaborar trabalhos de pesquisa, é necessário ir às fontes, aos autores, aos livros, à Internet. É preciso estar atualizado com as notícias, tomando conhecimento pelo menos das manchetes dos jornais ao passar pelas bancas ou vendo-as nos sites apropriados. Se possível, ler o resumo logo abaixo das manchetes e, se o assunto interessar, ler, aí sim, toda a matéria. Como você talvez não tenha tempo, tente uma leitura dinâmica, correndo os olhos de cima para baixo nas colunas, procurando destacar as palavras-chave e só lendo o parágrafo que realmente contiver o assunto que lhe interesse. Lembre-se de que, com exceção de um livro científico, no qual todas as informações, em principio, são importantes, nos demais, normalmente, interessam-nos somente 30% do que está escrito.

Se você já viu reprise de novela de TV, sabe que os capítulos são resumidos em alguns poucos, mas é perfeitamente possível compreendermos a história. Isto também faz a revista Seleções do Reader’s Digest, ao editar resumos de livros onde se entende plenamente a história condensada.

Por isso, além das leituras obrigatórias, devemos ler jornais, revistas e livros, se desejarmos aprender, progredir, desenvolver nossa capacidade intelectual. Quanto mais ler- mos, mais teremos facilidade de aprender, e melhor será a nossa linguagem.

Muitas pessoas acham que a leitura é sempre passiva, supondo que o leitor não precisa fazer nenhum esforço. A leitura, ao contrário do que parece, é uma atividade bastante complexa, consistindo num grande número de atos separados. Quanto maior a nossa capacidade de dominar esses atos, mais proveito tiraremos de nossa leitura. Poderemos considerar-nos leitores atentos quando formos capazes de ler jornais, analisando e criticando o texto, fazendo perguntas, captando e assimilando as intenções do autor, pesquisando as mensagens principais, separando-as das secundárias e tirando conclusões.

A televisão e o rádio apresentam-nos as mesmas opiniões tantas vezes e de forma tão incisiva, que podemos acabar sugestionados, aceitando-as como se fossem nossas. A leitura, principalmente a leitura ativa, impede-nos de aceitar tal imposição. Como leitores ativos, tomamos conhecimento da importância do pensamento e das atitudes críticas para melhor compreensão do mundo em que vivemos.

Ao lermos um trecho qualquer, temos necessidade de, em primeiro lugar, conhecer cada palavra. Se não formos capazes de entender todas as palavras do texto, não poderemos ter certeza de entender o pensamento do autor. Daí, a grande importância de possuirmos um bom vocabulário; e se não conhecermos o significado de alguma palavra, deveremos consultar o dicionário.

A leitura exige reflexão. Só assim poderemos interpretar o que diz o autor e concordar ou discordar. Não devemos aceitar passivamente todas as informações apresentadas. Não podemos ler com pressa, sem atenção, assuntos que nos sejam importantes, procurando chegar ao final do texto o mais rápido possível.

APRENDER A APRENDER - UMA TÉCNICA DE APRENDIZAGEM Principais características dos maus e bons leitores

Uso da biblioteca

Neste processo de nova filosofia educacional, a biblioteca assume um papel de vital importância para o aprimoramento da qualidade do ensino. O aluno deve aprender a manusear terminais de consultas, inclusive os via Internet, assim como a investigar cientificamente, como forma de superar os desafios, através das consultas bibliográficas específicas. Também o manuseio dos compêndios, por meio do sistema de livre acesso aos livros, facilita a pesquisa, pois oferece a consulta ágil a outros livros com oportunidade de novos enfoques a serem analisados.

O Livro

Ao adquirirmos um livro, devemos, antes de mais nada, fazer uma leitura prévia eficiente, que nos dê condições de ter uma idéia geral sobre o livro.

Os principais pontos a serem inspecionados na leitura prévia são o título, o índice, o autor, o prefácio, a data em que foi escrito e a orelha do livro. Além de observar estes pontos, há a necessidade de folhearmos o livro, parando num ou noutro ponto para uma pesquisa mais detalhada.

O título

Nem sempre damos muita atenção ao título da obra.

No entanto, é importante para a nossa leitura. O título e o prefácio de um livro têm muito a nos dizer sobre o que vamos encontrar. Apesar disso, poucos leitores dedicam-se a examiná-los. Uma leitura rápida do prefácio poderá dar-nos uma idéia do conteúdo do livro e orientar-nos a respeito do que podemos esperar dele. O título, por sua vez, pode ajudar-nos a compreender melhor as idéias do autor. Muitas vezes, apenas através do título, já se pode classificar o livro. Muitos de nós ignoram o título e o prefácio, justamente por acharem desnecessário classificar o livro. O autor, no entanto, tem às vezes muito trabalho para encontrar um título que nos ajude a classificar a obra e, assim, facilitar-nos a compreensão. Devemos aproveitar-nos dessa ajuda.

O autor

Quanto mais informações tivermos sobre o autor, melhor. Se soubermos, antecipadamente, quais são os seus pontos de vista, poderemos analisar melhor a sua obra.

O índice

A leitura do índice é indispensável para termos uma idéia do plano geral do trabalho. Nele, é mostrada a estrutura da obra. Pela sua leitura, inteiramo-nos do que podemos esperar do conteúdo do livro.

O prefácio

Muitas observações importantes podem ser-nos dadas no prefácio. É um erro grave evitarmos lê-lo. É comum não fazermos uma leitura correta de um livro por termos pulado a leitura da introdução ou do prefácio. Às vezes, o autor indica no prefácio o porquê da ordem dos capítulos, pontos de vista e propósitos. Se não o lermos atentamente, faremos, com certeza, uma leitura deficiente.

A data em que foi escrito o livro

É de grande importância verificar a data em que foi escrito o livro, porque ela nos indica ou a sua atualidade ou obsolescência. Por exemplo, um livro com o título As mais recentes descobertas na área da eletrônica poderia dar-nos a impressão de ser um livro atual. Se, no entanto, tiver sido escrito em 1940, ele poderá ter pouco valor prático agora.

A origem do livro

A origem do livro é igualmente importante. Por exemplo: consideremos um livro sobre política. Os seus pontos de vista poderão ser julgados para um lado ou para outro, dependendo de se tiver sido escrito no Oriente ou no Ocidente. Se não estivermos atentos para a sua origem, poderemos ser induzidos a erros graves de interpretação.

A orelha do livro

Normalmente, esta parte do livro nos dá várias informações, como uma pequena bibliografia do autor e a idéia do conteúdo do livro.

Anotações

O lápis é uma das mais importantes ferramentas para empregarmos na leitura. Quase nunca nos lembramos disso. É comum lermos livros inteiros sem tomarmos nota de nada. O prejuízo é muito grande, é enorme: não fazemos observações que nos poderiam ajudar no futuro.

As anotações são de extrema utilidade no caso de releitura ou consulta futura. As mais significativas a serem feitas em um livro são: sublinhar as frases e palavras importantes; fazer traços verticais na margem, para indicar que um trecho merece ser observado; e colocar números de outras páginas na margem, para indicar que o autor defende ou ataca os mesmos pontos de vista nas páginas citadas, e ir fazendo um índice, para encontrar facilmente certas observações, quando precisar.

Portanto, não se estuda um texto como quem lê um romance, por puro entretenimento. Os textos de estudo, mormente aqueles de cunho científico ou filosófico, requerem sempre o emprego da razão reflexiva.

Capítulo VIII O DESENVOLVIMENTO DE ATITUDES

Para estimular este processo de mudança, o estudante deve ser encorajado a:

a) aprender a ler; b) ler, pelo menos semanalmente, uma revista ou jornal de projeção nacional; c) ler livros de seu interesse (pelo menos quatro anualmente); d) procurar ser um navegador na Internet em busca de informações de seu interesse; e) freqüentar: teatro, cinema, exposições artísticas e culturais, feiras, museus, reuniões de amigos, não só por uma questão de informação, mas, antes de tudo, social; f) agregar valor ao seu diploma, participando de cursos, estágios, congressos, seminários e encontros, ouvindo os especialistas em áreas de seu interesse; g) fazer turismo cultural e, ao viajar, procurar informarse sobre a questão sociocultural do local visitado; h) ter conhecimento de inglês, inclusive técnico, e de espanhol, este, devido aos negócios do Brasil no MERCOSUL; i) ter entusiasmo e gostar do que faz; j) saber usar a ferramenta computador; l) dimensionar o tempo adequadamente; e m) ser criativo e reflexivo.

O novo profissional deve entender que se aprende ou se é substituído. Uma pessoa multifuncional pode ser remanejada, levada a aprender novas disciplinas, a operar uma nova máquina. É importante ter flexibilidade.

Assim como é importante que o aluno acredite em si próprio e na sua capacidade de vencer, de alcançar os objetivos e de transformar a realidade, deixando de lado o negativismo e a descrença.

O estudante deve ter entusiasmo pela vida e pela carreira. Nesta atitude positiva, reside a diferença.

No mundo atual, o profissional deve ter conhecimento de informática e saber, pelo menos, uma língua estrangeira. Dificilmente encontrará espaço no mercado de trabalho um profissional que não possua tais conhecimentos.

Capítulo IX A INICIAÇÃO CIENTÍFICA

Entre os instrumentos que a Simonsen está utilizando para implementar a filosofia do Aprender a Aprender, a iniciação científica reveste-se de especial relevância, uma vez que é um espaço privilegiado no qual os estudantes terão a oportunidade de construir o conhecimento, sob a orientação dos professores, fortalecendo desta maneira a relação entre os corpos docente e discente da Instituição.

O eixo central da iniciação científica na Simonsen será

A iniciação científica permite aos alunos não apenas um importante exercício de elaboração do saber, mas também uma oportunidade de colocar em prática as discussões teóricas realizadas em sala de aula, conciliando, desta forma, os binômios teoria/prática e ensino/aprendizagem, que são elementos fundamentais para a formação profissional. a pesquisa relacionada à preservação, à conservação e à defesa do meio ambiente, com o intuito de preparar o profissional para pensar e trabalhar no sentido do “desenvolvimento sustentável”. Assim, satisfazem-se as necessidades das gerações presentes e, ao mesmo tempo, não se comprometem as gerações futuras, garantindo recursos através de uma gestão eficiente.

Para este primeiro eixo, usamos a Pesquisa Cidadania desenvolvida para o PVZO - Programa de Valorização da Zona Oeste, que permitirá ao professor facilitador implantar a técnica de aprendizagem usando os itens da pesquisa para desenvolver os conceitos de cidadania e, principalmente, promover a educação ambiental como uma prática integrada, contínua e permanente em todos os níveis e modalidades de ensino, com o intuito de preparar o ser humano a se orien- tar, individual e coletivamente, no sentido de construir valores sociais, conhecimentos, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e à sua sustentabilidade.

A preservação, a conservação e a defesa do meio ambiente, dentre outros escolhidos pelo professor facilitador, são temas para o desenvolvimento das aulas, a fim de “preparar o ser humano para autodesenvolver-se, de forma continuada, capacitando-o para exercer atividades profissionais, sociais e culturais”, orientando a empresa na qual trabalha a estar sempre preocupada com o Desenvolvimento Sustentável.

Hoje, as questões relativas ao meio ambiente são cada vez mais destacadas na sociedade, quer pelos aspectos positivos, como o turismo e o lazer, quer por aspectos negativos, que vão da poluição à perda de recursos naturais, além da deterioração da qualidade de vida no planeta.

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