O que é ciência afinal?

O que é ciência afinal?

(Parte 1 de 5)

Editora Brasiliense 1993

Alan F. Chalmers – O que é Ciência afinal? 2

O QUE É CIÊNCIA AFINAL? Tradução: Raul Filker Editora Brasiliense 1993

Como todos os jovens eu decidi ser um gênio, mas felizmente o riso interveio.

Cléa, Lawrence Durrell

Alan F. Chalmers – O que é Ciência afinal? 3

Prefácio à primeira edição1
Prefácio à segunda edição15
Introdução17

Obs. Nº das páginas no original registrado no lado superior de cada página

dos dados da experiência23
1. Uma concepção de senso comum da ciência amplamente aceita23
2. Indutivismo ingênuo24
3. Raciocínio lógico e dedutivo28
4. Previsão e explicação no relato indutivista3O
5. A atração do indutivismo ingênuo34
I. O problema da indução36
1. O princípio de indução pode ser justificado?36
2. O recuo para a probabilidade40
3. Respostas possíveis ao problema da indução43
I. A dependência que a observação tem da teoria46
l. Uma explicação popular de observação47
a retina48
3. As proposições de observação pressupõem teoria53
4. Observação e experimento orientam-se pela teoria58

I. Indutivismo: ciência como conhecimento derivado 2. Experiências visuais não determinadas pelas imagens sobre

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IV. Apresentando o falsificacionismo64
1. Uma particularidade lógica para apoiar o falsificacionista64
2. A falsificabilidade como um critério para teorias65
3. Grau de falsificabilidade, clareza e precisão69
4. Falsificacionismo e progresso73

5. Indutivismo não conclusivamente refutado............................................. 60

o crescimento da ciência78
1. Graus de falsificabilidade relativos ao invés de absolutos78
2. Aumentando a falsifìcabilidade e modificações ad hoc79
3. A confirmação na explicação falsificacionista da ciência82
4. Ousadia, novidade e conhecimento prévio85
de confirmação86
VI. As limitações do falsificacionismo90
falibilidade das falsificações90
2. A defesa inadequada de Popper91
3. A complexidade das situações de teste realistas94
4. O falsificacionismo é inadequado em bases históricas97
5. A Revolução Copernicana9
VII. Teorias como estruturas: programas de pesquisa109
1. As teorias devem ser consideradas como um todo estruturado109
2. Os programas de pesquisa de Lakatos112
3. Metodologia em um programa de pesquisa117

V. Falsificacionismo sofisticado, novas previsões e 5. Comparação das visões indutivista e falsificacionista 1. A dependência que a observação tem da teoria e a

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VIII. Teorias como estruturas: os paradigmas de Kuhn123
1. Comentários introdutórios123
2. Paradigmas e ciência normal125
3. Crise e revolução129
4. A função da ciência normal e das revoluções133
IX. Racionalismo versus relativismo137
1. Racionalismo137
2. Relativismo138
3. Lakatos como racionalista140
4. Kuhn como relativista145
5. Para uma mudança dos termos do debate148
X. Objetivismo151
1. Individualismo151
2. Objetivismo154
3. A ciência como uma prática social158
4. O objetivismo apoiado por Popper, Lakatos e Marx16O
XI. Um relato objetivista das mudanças teóricas na física163
1. As limitações do objetivismo de Lakatos163
2. Oportunidades objetivas165
3. Um relato objetivista das mudanças teóricas na física169
4. Alguns comentários de advertência172
XII. A teoria anarquista do conhecimento de Feyerabend174
1. Vale-tudo174

4. A comparação de vrogramas de pesquisa................................................119

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áreas do conhecimento181
4. Liberdade do indivíduo184
XIII. Realismo, instrumentalismo e verdade188
1. Comentários introdutórios188
2.Instrumentalismo190
3. A teoria da correspondência da verdade193
4. Problemas com a noção de verdade do senso comum197
5. Popper a respeito da aproximação da verdade201
XIV. O realismo não-representativo205
1. A relação entre as teorias e suas sucessoras205
2. O realismo não-representativo207
3. O que é ciência, afinal?210
4. O relativismo em perspectiva211
5. Por que se incomodar?214
Bibliografia217
Índice onomástico223

2.Incomensurabilidade .................................................................................177 3. A ciência não é necessariamente superior a outras

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Este livro pretende ser uma introdução simples, clara e elementar às opiniões modernas sobre a natureza da ciência. Ao ensinar filosofia da ciência para estudantes de filosofia ou para cientistas querendo se familiarizar com as recentes teorias sobre a ciência, fui crescentemente tomando consciência de que não há um manual adequado, nem sequer um pequeno número de livros, que se possa recomendar ao principiante. As únicas fontes disponíveis sobre as opiniões modernas são as originais, que costumam ser muito difíceis para iniciantes, e são, também, bastante numerosas para estarem facilmente disponíveis a um grande número de estudantes. Este livro não substituirá as fontes originais para alguém que deseja se dedicar seriamente ao assunto, é claro, mas espero que proporcione um ponto de partida útil e facilmente acessível que, de qualquer forma, ainda não existe.

Minha intenção de manter a discussão simples revelou-se razoavelmente realista por cerca de dois terços do livro. Quando cheguei a esse ponto e tive que começar a criticar as opiniões modernas, descobri, primeiro, para minha surpresa, que eu discordava dessas opiniões mais do que pensava; e, segundo, que a partir de minha crítica estava emergindo uma alternativa razoavelmente coerente. Essa alternativa está esboçada nos últimos capítulos do livro. Serme-ia agradável achar que a segunda metade deste livro contém não apenas sumários de opiniões correntes sobre a natureza da ciência mas também um sumário do próximo ponto de vista.

Meu interesse profissional na história e na filosofia da ciência começou em Londres, num clima que era dominado pelas opiniões do professor Karl Popper. Minha dívida com ele, com seus escritos, palestras e seminários, e também com o falecido professor Imre Lakatos, deve estar bem evidente pelo conteúdo deste livro. A forma de sua primeira metade deve muito ao brilhante artigo de Lakatos sobre a metodologia de programas de pesquisa. Uma característica notável da escola popperiana era a exigência de clareza em relação ao problema em que se estava interessado e em expressar os pontos de vista de maneira simples e direta. Embora deva muito aos exemplos de Popper e Lakatos a este respeito, a habilidade que eu possa ter em me expressar simples e claramente vem principalmente de minha interação com o professor

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Heinz Post, que foi meu supervisor no Chelsea College enquanto eu trabalhava em minha tese de doutoramento no Departamento de História e Filosofia da Ciência. Não posso me livrar da sensação inquietante de que seu exemplar deste livro me será devolvido com a exigência de que eu reescreva as partes que ele não entendeu. Dentre meus colegas de Londres a quem estou especialmente em débito, a maioria estudantes naquela época, Noretta Koertge, agora na Universidade de Indiana, ajudou-me consideravelmente.

Referi-me anteriormente à escola popperiana como uma escola, e no entanto, até chegar a Sidnei, vindo de Londres, não tinha me dado conta de que realmente passara por uma escola. Descobri, para minha surpresa, que havia filósofos influenciados por Wittgenstein ou Quine ou Marx que pensavam que Popper estava completamente errado sobre muitas coisas, e alguns que chegavam até a pensar que suas opiniões eram mesmo perigosas. Acho que aprendi muito com essa experiência. Uma das coisas que aprendi é que Popper está realmente errado sobre várias coisas importantes, conforme argumento nas últimas partes deste livro. Isto não altera, contudo, o fato de que a abordagem popperiana é infinitamente melhor do que a abordagem adotada na maioria dos departamentos de filosofia que conheci.

Devo muito aos meus amigos em Sidnei que me ajudaram a despertar de minha modorra. Não quero com isso fazer supor que aceito suas opiniões melhor que as de Popper. Eles sabem disso. Mas, na medida em que não tenho tempo para disparates obscurantistas sobre a incomensurabilidade de estruturas (aqui (13) os popperianos levantam as orelhas), a extensão na qual fui forçado a reconhecer e contrariar as opiniões de meus colegas e adversários de Sidnei levou-me a compreender as forças de seus propósitos e as fraquezas dos meus. Espero não ter aborrecido ninguém por ter escolhido Jean Curthoys e Wal Suchting para menção especial aqui.

Leitores atentos e afortunados perceberão neste livro a excêntrica metáfora tomada de Vladimir Nabokov, e verão que devo a ele algum reconhecimento (ou desculpa).

Concluo com um caloroso “alô” àqueles amigos que não ligam para o livro, que não vão ler o livro, e que tiveram que me aturar enquanto eu o escrevia.

Alan Chalmers Sidnei, 1976

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15 PREFÁCIO A SEGUNDA EDIÇÃO

A julgar pelas respostas à primeira edição deste livro, pareceria que os primeiros oito capítulos atuam muito bem como “uma introdução simples, clara e elementar às modernas opiniões sobre a natureza da ciência”. Parece ter havido também concordância geral em que os últimos quatro capítulos não conseguem sê-lo. Conseqüentemente, nesta edição revista e aumentada, deixei os capítulos de I a VIII virtualmente intocados e substituí os quatro últimos por seis inteiramente novos. Um dos problemas com a última parte da primeira edição era que ela deixava de ser simples e elementar. Tentei manter meus novos capítulos simples, embora tema não ter sido inteiramente bemsucedido ao lidar com as questões difíceis dos dois capítulos finais. Embora tenha procurado manter a discussão simples, espero não ter com isso me tornado contraditório.

Um outro problema com a última parte da primeira edição é a falta de clareza. Embora esteja convencido disso, eu tateava na trilha certa na maior parte daquilo que procurava; mas certamente não consegui expressar uma posição coerente e bem-argumentada, como meus críticos deixaram claro. Nem toda a culpa disso deve ser atribuída a Louis Althusser, cujas opiniões estavam muito em voga na época em que eu escrevia, e cuja influência ainda pode ser discernida até certo ponto nesta nova edição. Eu aprendi minha lição e futuramente serei mais cuidadoso em relação às influências das últimas modas parisienses.

Meus amigos Terry Blake e Denise Russell me convenceram de que há mais importância nos escritos de Paul Feyeraben do que eu estava previamente preparado a admitir. Dei a ele mais atenção nesta nova edição e tentei separar o joio do trigo, o antimetodismo do dadaísmo. Fui também obrigado a separar o sentido importante do “disparate obscurantista sobre a incomensurabilidade de estruturas”.

A revisão deste livro deve muito à crítica de numerosos colegas, resenhistas e correspondentes. Não tentarei nomeá-los todos, mas reconheço minha dívida e ofereço meus agradecimentos.

Na medida em que a revisão deste livro resultou num novo final, a intenção original do gato na capa se perdeu. Entretanto, o gato parece dar um apoio

Alan F. Chalmers – O que é Ciência afinal? 10 considerável, a despeito de sua falta de bigodes, então o mantivemos, e simplesmente pedimos aos leitores que reinterpretem seu sorriso.

Alan Chalmers Sidnei, 1981

Alan F. Chalmers – O que é Ciência afinal? 1

Nos tempos modernos, a ciência é altamente considerada. Aparentemente há uma crença amplamente aceita de que há algo de especial a respeito da ciência e de seus métodos. A atribuição do termo “científico” a alguma afirmação, linha de raciocínio ou peça de pesquisa é feita de um modo que pretende implicar algum tipo de mérito ou um tipo especial de confiabilidade. Mas o que é tão especial em relação à ciência? O que vem a ser esse “método científico” que comprovadamente leva a resultados especialmente meritórios ou confiáveis? Este livro é uma tentativa de elucidar e responder questões desse tipo.

Há abundância de provas na vida cotidiana de que a ciência é tida em alta conta, a despeito de um certo desencanto com ela, devido a conseqüências pelas quais alguns a consideram responsável, tais como bombas de hidrogênio e poluição. Anúncios freqüentemente asseguram que um produto específico foi cientificamente comprovado como sendo mais branqueador, mais potente, mais sexualmente atraente ou de alguma maneira preferível aos produtos concorrentes. Assim fazendo, eles esperam insinuar que sua afirmação é particularmente bem fundamentada e talvez esteja além de contestação. Numa veia similar, um recente anúncio de jornal recomendando a Christian Science era intitulado: “A ciência fala e diz que a Bíblia Cristã é comprovadamente verdadeira”, e prosseguia nos dizendo que “até os próprios cientistas acreditam nisso atualmente”. Aqui temos um apelo direto à autoridade da ciência e dos cientistas. Poderíamos muito bem perguntar. “Qual é a base para tal autoridade?”

A alta estima pela ciência não está restrita à vida cotidiana e à mídia popular. É evidente no mundo escolar e acadêmico e em todas as partes da indústria do conhecimento. Muitas áreas de estudo são descritas como ciências por seus defensores, presumivelmente num esforço para demonstrar que os métodos usados são tão firmemente embasados e tão potencialmente frutíferos quanto os de uma ciência tradicional como a física. Ciência Política e Ciências Sociais são agora lugares-comuns. Os marxistas tendem a insistir que o materialismo histórico é uma ciência. De acréscimo, Ciência Bibliotecária, Ciência Administrativa, Ciência do Discurso, Ciência Florestal, Ciência de

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Laticínios, Ciência de Carne e Animais, e mesmo Ciência Mortuária são hoje ou estiveram sendo recentemente ensinadas em colégios ou universidades americanas.(1) Auto-intitulados “cientistas” nesses campos podem freqüentemente ver a si mesmos seguindo o método empírico da física, o que para eles consiste na coleta de dados por meio de cuidadosa observação e experimentos e da subseqüente derivação de leis e teorias a partir desses dados por algum tipo de procedimento lógico. Fui recentemente informado por um colega do departamento de história, que aparentemente tinha absorvido esse rótulo de empiricismo, de que não é possível hoje escrever uma história da Austrália porque ainda não dispomos de um número suficiente de dados. Uma inscrição na fachada do Social Science Research Building na Universidade de Chicago diz: “Se você não pode mensurar, seu conhecimento é escasso e insatisfatório”.(2) Sem dúvida, muitos de seus habitantes, aprisionados em modernos laboratórios, esquadrinham o mundo através das barras de aço de seus algarismos, não conseguindo perceber que o método que se empenham em seguir não é apenas estéril e infrutífero, mas também não é o método ao qual deve ser atribuído o sucesso da física.

A visão equivocada de ciência referida acima será discutida e demolida nos primeiros capítulos deste livro. Malgrado alguns cientistas e muitos pseudocientistas alegarem fidelidade a esse método, nenhum moderno filósofo da ciência estaria alheio (19) pelo menos a algumas de suas deficiências. Os desenvolvimentos modernos na filosofia da ciência têm apontado com precisão e enfatizado profundas dificuldades associadas à idéia de que a ciência repousa sobre um fundamento seguro adquirido através de observação e experimento e com a idéia de que há algum tipo de procedimento de inferência que nos possibilita derivar teorias científicas de modo confiável de uma tal base. Simplesmente não existe método que possibilite às teorias científicas serem provadas verdadeiras ou mesmo provavelmente verdadeiras. Mais adiante neste livro, vou demonstrar que tentativas de fornecer uma reconstrução simples e diretamente lógica do “método científico” encontram dificuldades ulteriores quando se percebe que tampouco há método que possibilite que teorias científicas sejam conclusivamente desaprovadas.

Alguns dos argumentos para defender a afirmação de que teorias científicas não podem ser conclusivamente provadas ou desaprovadas se baseiam

1 Esta lista é de uma pesquisa de C. Trusedell citada por J. R Ravetz, Scientific Knowledge and Its Social Problems (Oxford: Oxford University Press, 1971), p. 387n.

2 T. S. Kuhn, “The Function of Measurement in Modern Physical Science", Isis 52 (1961): 161-93. A inscrição é citada na p. 161.

Alan F. Chalmers – O que é Ciência afinal? 13 amplamente em considerações filosóficas e lógicas. Outros são baseados em uma análise detalhada da história da ciência e das modernas teorias científicas. Tem sido uma característica do desenvolvimento moderno nas teorias do método científico que uma atenção crescente venha sendo prestada à história da ciência. Um dos resultados embaraçosos para muitos filósofos da ciência é que esses episódios na história da ciência – comumente vistos como mais característicos de avanços importantes, quer as inovações de Galileu, Newton e Darwin, quer as de Einstein – não se realizaram através de nada semelhante aos métodos tipicamente descritos pelos filósofos.

Uma reação à percepção de que teorias científicas não podem ser conclusivamente provadas ou desaprovadas e de que as reconstruções dos filósofos guardam pouca semelhança com o que realmente ocorre na ciência é desistir de uma vez da idéia de que a ciência é uma atividade racional, que opera de acordo com algum método ou métodos especiais. Foi uma reação semelhante a essa que levou o filósofo e animador Paul Feyerabend a escrever um livro com o título Contra o Método: Delineamento de uma Teoria Anarquista do Conhecimento(3) e um ensaio (20) com o título “Filosofia da Ciência: Um tema com um Grande Passado”.(4) De acordo com a visão mais extremada dos escritos de Feyerabend, a ciência não tem características especiais que a tornem intrinsecamente superior a outros ramos do conhecimento tais como mitos antigos ou vodu. A ciência deve parte de sua alta estima ao fato de ser vista como a religião moderna, desempenhando um papel similar ao que desempenhou o cristianismo na Europa em eras antigas. E sugerido que a escolha entre teorias se reduz a opções determinadas por valores subjetivos e desejos dos indivíduos. Neste livro resistiu-se a esse tipo de resposta para quebrar as teorias tradicionais da ciência. Foi feita uma tentativa de dar conta da física que não é subjetivista ou individualista, que aceita muito do impulso da crítica do método de Feyerabend, mas que é, ela mesma, imune a tal crítica.

A filosofia da ciência tem uma história. Francis Bacon foi um dos primeiros a tentar articular o que é o método da ciência moderna. No início do século XVII, propôs que a meta da ciência é o melhoramento da vida do homem na terra e, para ele, essa meta seria alcançada através da coleta de fatos com observação organizada e derivando teorias a partir daí. Desde então, a teoria

3 P. K. Feyerabend, Against Method: Outline of an Anarchistic Theory of Knowledge (Londres: New Left Books, 1975).

4 P. K. Feyerabend, "Philosophy of Science: a Subject with a Great Past", em Historical and Philosophical Perspectives of Science, Minnesota Studies in Philosophy of Sicence, vol. 5, M. Roger H. Stuewer (Mineápolis: University of Minnesota Press,1970), p. 172-83.

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