Teses e Dissetações de Ed. Física Escolar

Teses e Dissetações de Ed. Física Escolar

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Convergência e integração

Introdução

Convergência e integração: uma proposta para a educação física de 5a. a 8a. série do ensino fundamental

CDD. 20.ed. 371.73Luiz SANCHES NETO* Mauro BETTI**

*Universidade Guarulhos - Centro. **Universidade Estadual Paulista - Bauru.

Resumo

O principal objetivo desta pesquisa é apresentar e analisar uma proposta para fundamentar a intervenção de professores de Educação Física da 5a. à 8a. série do Ensino Fundamental. Foram revisadas criticamente as propostas anteriormente elaboradas na área, especialmente durante as duas últimas décadas do Século X. Considerou-se, com base nesta revisão, que uma aproximação entre as tendências analisadas é condição necessária para uma melhor compreensão da Educação Física Escolar, porque os professores podem utilizar diversos elementos constitutivos para solucionar problemas cotidianos. Neste sentido, os Parâmetros Curriculares Nacionais para a área de Educação Física constituíram-se em uma abordagem coerente em relação à possibilidade de aproximação entre as tendências. Entretanto, seus princípios curriculares, particularmente seus conteúdos, foram limitados na abrangência, uma vez que as relações estabelecidas entre as áreas de estudos científicos - Cinesiologia, Ciência da Motricidade Humana, Cultura Corporal de Movimento, Ciências do Esporte e Aptidão Física relacionada à Saúde - e a proposta de intervenção foram precárias. Metodologicamente, o estudo fundamentou-se na hermenêutica e epistemologia para investigar a possibilidade de integração entre unidades temáticas de conteúdos. A convergência entre áreas de estudos científicos e abordagens para a Educação Física escolar pôde ser entendida como um conjunto de elementos semelhantes: princípios curriculares, axiológicos e teleológicos, que conduziriam a um recuo epistemológico e uma problemática comum.

UNITERMOS: Educação física escolar; Ensino fundamental.

A Educação Física pode ser entendida a partir de três perspectivas: componente curricular presente na Educação Básica, profissão caracterizada por cursos de graduação em Instituições de Ensino Superior e área em que estudos científicos são desenvolvidos. Esses três entendimentos têm relações entre si, pois os professores que lecionam o componente curricular são licenciados em cursos supostamente fundamentados nas pesquisas científicas desenvolvidas na área de Educação Física.

Durante a formação inicial desses professores são elaborados os conhecimentos que devem subsidiar sua intervenção nas escolas. A elaboração de conhecimentos tende a ser na forma de conceitos científicos, de atitudes frente a situações do processo de ensino e aprendizagem escolar, e de procedimentos vivenciados ao longo da graduação. Nesse último caso, as vivências propostas nos cursos de licenciatura devem permitir a elaboração de conhecimentos de natureza procedimental, que contribuam para a docência.

É esse justamente o problema formulado pela presente pesquisa: se em Educação Física há várias possibilidades de entendimento, como é possível integrar conhecimentos coerentemente nas aulas? A busca por respostas a essa questão é diretriz básica deste estudo, sendo seu objetivo principal apresentar uma proposta para fundamentar a intervenção docente no componente curricular Educação Física, desde a 5a. até a 8a. série do Ensino Fundamental.

Como a Educação Física mantém relações com diversos campos científicos, tratamos de analisar as principais perspectivas nessa área. Identificamos cinco discursos de pretensão científica, os quais defendem diferentes compreensões para associar a Educação Física às Ciências: Cinesiologia, Ciência da Motricidade Humana, Ciências do Esporte, Cultura Corporal de Movimento e Aptidão Física relacionada à Saúde. Pudemos verificar que, a partir dessas perspectivas, diferentes propostas foram elaboradas para contemplar a intervenção profissional em Educação Física. As tendências voltadas à Educação Básica foram as que buscamos analisar, pois poderiam contribuir para respondermos ao problema da pesquisa; nesse âmbito, identificamos várias propostas para a Educação Física Escolar. Cada uma delas consistiu em uma forma de aproximação do componente curricular às áreas de estudos científicos.

Desse modo, foi necessário investigarmos, embora de modo não exaustivo1, as proposições teórico-metodológicas para a Educação Física Escolar que surgiram a partir da década de 80 - que ficaram posteriormente conhecidas como “abordagens”, dado o quadro classificatório proposto por DARIDO (1998, 2003). Consideramos as seguintes abordagens: Humanista, Desenvolvimentista, Progressista, Construtivista, Sistêmica, Crítico-Superadora, Crítico-Emancipatória, Estudos da Saúde, e Estudos Cinesiológicos, além dos Parâmetros Curriculares Nacionais de Educação Física. As duas últimas permitiram que identificássemos uma tendência de aproximação entre as propostas. Isso foi um indício de que a solução para nosso problema pudesse residir nas similaridades entre as diferentes perspectivas.

A partir dessa constatação, procuramos organizar uma proposta para a Educação Física Escolar que permitisse uma aproximação coerente entre os conhecimentos já elaborados pelas áreas de estudos e apresentados na forma das abordagens. Preocupamonos, sobretudo, em propor uma concepção que permitisse que a sistematização das aulas fosse flexível em relação aos princípios curriculares. Organizamos e direcionamos a proposta para a 5a. à 8a. séries do Ensino Fundamental.

Metodologia

A metodologia de investigação empregada nesta pesquisa foi direcionada à elaboração de uma proposta para o componente curricular. Para isso consideramos possível haver integração entre as teorias científicas já apresentadas na área e optamos por uma perspectiva epistemológica que não fosse cética (PORCHAT-PEREIRA, 1994), pois isso inviabilizaria tal possibilidade. Analisamos inicialmente as asserções fundamentais das teorias e aferimos a viabilidade de uma origem ou episteme comum. Isso implica que nossa opção metodológica foi pela busca de integração, pautada em uma concepção afirmativa da ciência contemporânea (ROSENAU, 1992).

Na análise crítica que fizemos das abordagens para a Educação Física Escolar suscitamos seus pressupostos e especificidades para caracterizar sua axiologia e teleologia. Nesse sentido recorremos à essência das teorias, seus valores e objetivos (BETTI, 1994a, b). Para analisar as abordagens nos remetemos aos elementos subjacentes à origem das formulações conceituais constituintes das suas estruturas teóricas. Encontramos também na epistemologia o método para a investigação das características de cada abordagem, pois ela é a área que estuda a origem, a estrutura, os métodos e a validade do conhecimento produzido pelo ser humano (PEREIRA, 1998). Por abordagens entendemos aquelas aproximações ao componente curricular que detêm certa correspondência com os princípios curriculares (TYLER, 1974), apresentando metas globais ou objetivos específicos, temas ou conteúdos, princípios metodológicos ou estratégias e critérios para o processo de avaliação.

Já as relações entre as abordagens tiveram sua análise a partir do método hermenêutico (RICOUER, 1987, 1988), considerando seus elementos teóricos absolutos ou totais internamente, e os relativos ou parciais externamente. Nossas inferências tiveram como fator limitante a condição precária que uma convergência entre teorias distintas permite supor (PORCHAT-PEREIRA, 1994; TANI, 1998a). Acerca da hermenêutica, nossa interpretação metódica foi restrita ao que seria a “verdade” de cada proposição, compreendendo seu discurso enquanto elemento semântico e simbólico.

Compreendemos que poderia haver um conflito ao interpretarmos limites e possibilidades das diversas teorias quando nos deparamos com novos elementos. Para evitá-lo, não escolhemos nem excluímos previamente qualquer teoria, o que não significa que

Convergência e integração qualquer interpretação foi considerada válida. Segundo RICOEUR (1987,1988) uma interpretação não deve apenas ser provável, mas mais provável do que outras interpretações. Na relação entre o plano simbólico e o reflexivo temos a compreensão que uma proposta particular se dá, explícita ou implicitamente, mediante a compreensão de outra proposta análoga (RICOUER, 1987, 1988).

Áreas de estudos científicos relacionados à educação física

A constituição das diferentes áreas de estudos científicos na década de 80 foi uma forma de responder à questão “o que é Educação Física?”, numa tentativa de superar o modelo vigente. O enfoque de cada área variou entre elementos biológicos e culturais, além de outras diferenças.

Entretanto, a referida questão poderia ser coerentemente respondida sem fazer-se alusão ao âmbito acadêmico, pois a Educação Física também pode ser considerada uma área de intervenção profissional e pedagógica. Essa segunda possibilidade justificar-se-ia, por exemplo, com o que se entende por componente curricular Educação Física, que é uma área presente no currículo escolar. Mas qual seria a resposta mais coerente, senão ambas? Em uma revisão com o objetivo de identificar possíveis respostas para essa questão, à luz da Motricidade Humana, TEIXEIRA (1993) afirmou que a Educação Física é um tema ou uma área temática integrativa que pode suscitar pesquisas no meio acadêmico, mas que, ao mesmo tempo, denota um campo profissional em que tais pesquisas podem ser aplicadas.

Em síntese, pode-se dizer que a Educação Física estuda algo e é este algo que varia, conforme o “olhar” que a ela dirigimos. Conforme BRACHT (1996, 1999a), o saber próprio da Educação Física poderia ser dado pelas seguintes expressões, implicando diferentes especificidades: atividade física, atividades físico-esportivas e recreativas, movimento humano, movimento corporal humano, motricidade humana, movimento humano consciente e cultura corporal de movimento. A fim de justificar-se como área de intervenção, a Educação Física necessitaria de fundamentação em pressupostos filosóficos, pedagógicos e científicos (BRACHT, 1999a).

Para BETTI (2003, 2005a) a Educação Física não é uma disciplina científica, mas uma área de conhecimento e intervenção pedagógica que expressa projetos sociais, historicamente condicionados, que por sua vez levam à construção dos objetos da pesquisa científica, a qual se exercita e transforma constantemente no seio da comunidade acadêmica; então, a Educação Física não se caracterizaria como uma “ciência” específica, mas como uma área acadêmico-profissional com necessidades e características próprias, que se vale das diversas ciências e da filosofia para construir seus objetos de reflexão e direcionar sua intervenção pedagógica.

Contudo, a relação entre a Educação Física e as

Ciências possibilita diferentes entendimentos, alguns deles indicando a existência de uma área de estudos científicos específica. Outras concepções referem a Educação Física como uma ciência com objeto de investigação singular ou uma disciplina acadêmica dotada de estatuto próprio. Convém notar que a falta de consenso na Educação Física, tida como problemática nas concepções científicas modernas, pode ser vislumbrada como vantajosa na ciência afirmativa contemporânea, que busca alternativas viáveis diante de possibilidades diversas.

Cinesiologia

Pelo termo Cinesiologia entendemos o estudo (logia) do movimento (cinesio) humano, o que permite inferir que o objeto de estudo dessa área seria exatamente esse. Isso nos remeteu à proposta de Disciplina Acadêmica originária dos Estados Unidos da América, pois a influência norteamericana nessa área foi bastante abrangente (HENRY citado por BROOKS, 1981). A necessidade de justificar a permanência da Educação Física no Ensino Superior levou à relação da área com as Ciências Positivas e o positivismo (NEGRÃO, 1994), que apresentavam o tipo de método científico predominante no período inicial da década de 60. Desse modo, o tipo de estudo do Movimento

Humano promovido pela Cinesiologia foi próprio do método científico positivista, cuja objetividade seria o elemento central. Os estudos ocorreriam de forma fragmentada e parcial, preocupando-se com aspectos mecânicos desse fenômeno, como o deslocamento do corpo e de seus segmentos, considerando as relações entre tempo, espaço e as forças atuantes sobre o trabalho corporal, como tipos de sobrecarga e fatores ambientais.

No Brasil, a proposta de estudos formulada por

TANI (1996) nesta área compreende três vertentes principais, mais abrangentes que as do contexto americano: aspectos biodinâmicos do movimento humano, aspectos do comportamento motor humano e aspectos socioculturais do movimento humano. A partir dessas três linhas de pesquisa básica, que a influenciam, a Educação Física seria composta por duas outras linhas, mas de pesquisa aplicada: aspectos pedagógicos do movimento humano e adaptação do movimento humano.

A biodinâmica do movimento humano compreende estudos acerca de mecanismos de sustentação do movimento, ao passo que o comportamento motor estuda processos de controle, desenvolvimento e aprendizagem motora. A subárea sociocultural, por sua vez, estuda aspectos filosóficos, sociais e antropológicos relacionados ao movimento humano. A pedagogia do movimento humano concentra-se em aspectos de ensino e aprendizagem, inclusive no contexto escolar; e a adaptação do movimento enfoca as necessidades especiais de pessoas engajadas em programas de Educação Física.

Ciência da motricidade humana

Essa área consistiria no estudo das inter-relações culturais e biológicas (ontogenéticas e filogenéticas) no Movimento Humano, propondo para a Educação Física uma nova denominação: a Educação Motora, entendendo que ela seria o ramo pedagógico da Ciência da Motricidade Humana (SÉRGIO, 1986). Nesse sentido, o termo Motricidade significaria a ambigüidade entre as influências no movimento dos seres humanos. Os estudos nessa área valorizam questões do ambiente cultural e da subjetividade de quem se movimenta, superando o entendimento mais objetivo e parcial do movimento.

A partir de uma crítica à proposta da Ciência da

Motricidade Humana (SÉRGIO, 1986, 1991) percebemos uma tendência pouco difundida de definição do objeto de estudo da Educação Física: o

Movimento Humano Consciente. Essa acepção (KOLYNIAK FILHO, 1995, 1998) defende que o Movimento Humano foi construído historicamente sem se restringir aos seus aspectos biológicos, analogamente à Motricidade Humana. O movimento seria consciente pela representação por signos inseridos em um conjunto de significados construídos socialmente. Assim, segundo KOLYNIAK FILHO (1998, p.72-3), o Movimento Humano Consciente compreenderia todas as manifestações de movimento corporal das quais o indivíduo pode formar uma representação psíquica, através de qualquer sistema de signos. O controle do movimento implicaria o estabelecimento de relações axiológicas e teleológicas, porque tais manifestações atenderiam concomitantemente a necessidades individuais e coletivas.

Ciência do esporte

As Ciências do Esporte também estudam o movimento humano, porém entendendo-o como parte integrante das atividades esportivas. Percebemos que tanto modalidades esportivas quanto derivações e adaptações do Esporte são o foco nessa área. Além disso, o treinamento, as noções de tática e a elaboração da técnica esportiva seriam preocupações relevantes para as Ciências do Esporte.

No caso das Ciências do Esporte, o fenômeno esportivo é tido como único e diferente das manifestações em modalidades, portanto sua categorização é secundária. Ainda, ao invés de Ciências do Esporte, seria mais apropriado se falar em ciências aplicadas ao esporte, tanto exatas e biológicas quanto humanas, utilizando seus estatutos e métodos para organizar os estudos na área. Confome SANTIN (1995) as várias ciências conhecidas no meio acadêmico se encontram presentes nas pesquisas e na definição de técnicas e práticas esportivas. Para ele o “cientificismo” trata

Convergência e integração o esporte quantitativamente e, às vezes, qualitativamente, mas submetendo-o a mensurações e a um controle objetivo. Assim, o esporte pode ser estudado pelas ciências exatas, mas apenas por ser um “fato físico” que pressupõe o movimento do corpo humano. Analogamente, sob uma ótica humanista, o esporte pode ser considerado um fenômeno social, cultural, político, pedagógico ou lúdico, sendo um “fato humano” passível de análise pelas ciências humanas.

Reflexões sobre as Ciências do Esporte parecem ter contribuído para sua consolidação no meio acadêmico, embora BRACHT (1995) tenha posto em dúvida sua pertinência, admitindo a heterogeneidade das diversas áreas abrangidas. Entretanto, esse autor defende que a questão é importante para a Educação Física compreendida como prática pedagógica, na qual se deve realizar um projeto de intervenção. Ao criticar as Ciências do Esporte, TANI (1998b) as reconhece como uma área de conhecimento ainda incipiente, aliás como quaisquer das tentativas de sistematização de pesquisas científicas relacionadas com a Educação Física (TANI, 2000).

Cultura corporal de movimento

A partir de uma preocupação eminentemente pedagógica surgiu a proposta da Cultura Corporal de Movimento, representando uma perspectiva que fundamentaria a intervenção do professor. Os estudos nessa área (por exemplo, SOARES, TAFFAREL, VARJAL, CASTELLANI FILHO, ESCOBAR & BRACHT, 1992) são sobre os conteúdos propostos historicamente para a Educação Física Escolar: jogos, esportes, ginásticas, danças, lutas e a capoeira, esta última por ser uma expressão tipicamente brasileira.

A Cultura Corporal de Movimento pode ser entendida como uma parte da cultura humana, definindo e sendo definida pela cultura geral numa relação dialética. Segundo BETTI (1993) ela abrange o domínio de valores e padrões de atividades físicas, com destaque para as institucionalizadas, como o esporte. Nesse sentido o autor considera coerente pensarmos no aprofundamento do esporte em vários setores da sociedade, inclusive no meio científico, pois a Cultura Esportiva é predominante na Cultura Corporal de Movimento contemporânea.

A transmissão tradicional de saberes provenientes de disciplinas científicas pela escola nos pareceu ser criticada pela Cultura Corporal de Movimento, requerendo a devida crítica e contextualização, já que a racionalidade científica pode suprimir do movimento humano seu caráter de fenômeno cultural (BRACHT, 1999a). Desse modo a dimensão simbólica presente nessa área deve ser analisada com nossa capacidade de abstração e teorização, impregnada da corporeidade, do sentir e do relacionar-se (BETTI, 1994a).

Conforme DAOLIO (2004) a cultura é o principal conceito para a Educação Física porque todas as manifestações corporais humanas são geradas na dinâmica cultural. Assim, a intervenção pedagógica na área trata do ser humano nas suas manifestações culturais relacionadas ao corpo e ao movimento. Nesse caso, caberia questionar se há outras manifestações culturais humanas que não são relacionadas ao corpo e ao movimento. Essa é a crítica mais contundente que se faz à Cultura Corporal de Movimento. Poderia alguma cultura humana não ser corporal, ela pode ser produzida ou compreendida sem o corpo humano ou sem que qualquer movimento seja realizado?

Nesse sentido a Cultura Corporal de Movimento pode ser considerada um pleonasmo, se a analisarmos brevemente e de maneira apenas semântica. Se não há cultura sem corpo e sem movimento, também não há Cultura Corporal de Movimento e poderíamos denominar essa área simplesmente como Cultura, sem a necessidade de acrescentar os termos “Corporal” e “Movimento”. Analisamos o impasse e percebemos que em quaisquer áreas que relacionem a Educação Física e as Ciências dois temas são centrais: o corpo e o movimento. Desse modo a particularidade para a Educação Física nos pareceu uma questão de ênfase, pois qualquer outra área interessada em investigar a cultura certamente não o faria com o mesmo interesse que se tem em Educação Física pelo corpo, o movimento a partir das manifestações que compõem a Cultura Corporal de Movimento, como os esportes, os jogos, as ginásticas, etc.

A Aptidão Física relacionada à Saúde é a tradução do termo inglês “Physical Fitness” e denota uma preocupação com o bem-estar geral das pessoas, além da prevenção de doenças. Segundo a Organização Mundial de Saúde, é justamente o bem-estar geral com uma boa qualidade de vida que significa ser saudável. Assim, o papel da atividade física na promoção da saúde é o foco dos estudos nessa área. A ênfase nas capacidades físicas e nas habilidades motoras é o principal tema para a Aptidão Física.

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