Relatório de metalografia

Relatório de metalografia

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ

INSTITUTO DE TECNOLOGIA - ITEC

FACULDADE DE ENGENHARIA MECÂNICA - FEM

Disciplina: Metalografia e Tratamento Térmico

Metalografia

Aluno: Marcelo Lima Cardoso

Matricula: 08188002001

Prof. Dr. Fernando Sá

2009

Belém-PA

Relatório de Metalografia

1. Introdução

A observação metalográfica é um meio bastante poderoso para prever ou explicar as propriedades e o comportamento de uma peça metálica, já que permite conhecer a estrutura do material, os seus constituintes macroestrutura ou micro-estruturais (fases), bem como a morfologia e a distribuição destes.

O controle de um produto metalúrgico que pode ser estrutural e dimensional através do ensaio metalográfico que procura relacionar a estrutura intima do material com suas propriedades físicas,com o processo de fabricação, com o desempenho de suas funções e outros. Pode ser : Macrográfico: Que examina o aspecto de uma superfície após devidamente polida e atacada por um reagente adequado.Por seu intermédio tem-se uma idéia do conjunto, referente á homogeneidade do material, a distribuição e natureza das falhas, impureza e ao processo de fabricação. Micrográfico: Consiste no estudo dos produtos metalúrgicos, com o auxilio do microscópio, onde se pode observar e identificar a granulação do material, a natureza, a forma, a quantidade, e a distribuição dos diversos constituintes ou de certas inclusões.

2. Objetivo

A importância desta análise decorre do fato de as propriedades mecânicas de um metal dependerem não são de sua composição química como também de sua textura. Com efeito, um mesmo material pode tornar-se mole, duro, duríssimo, quebradiço, elástico, tenaz, etc.

Este procedimento prescreve os conceitos gerais na preparação do corpo de prova para análise microscópica. Aplica-se a todos os materiais e produtos metálicos ferrosos. é um meio bastante poderoso para prever ou explicar as propriedades e o comportamento de uma peça metálica, já que permite conhecer a estrutura do material.

3. Metodologia

Foi escolhido da amostra fazendo-se os seguintes procedimentos em relação a ele, corte de uma pequena parte deste através de uma serra de corte,posteriormente foi feito o embutimento com em um recipiente com vaselina com uma constituição de (150ml) de resina do Becker + (10ml) de catalisador, isto para 16 peças mexe-se a solução com bastão de vidro por aproximadamente 5 minutos.

Feito o preparo das amostras com a resina, partimos para efetuar o lixamento endo necessário que cada processo seja executado cautelosamente,

esta operação tem por objetivo eliminar riscos e marcas profundas da superficie dando um acabamento a esta superfície, preparando-a para o polimento. Existem dois processos de lixamento manual e automático.

Em nossas aulas utilizamos a técnica de lixamento manual que consiste em se lixar a amostra sucessivamente com lixas de granulometria cada vez menor, mudando-se a direção 90° em cada lixa subsequente até desaparecerem os traços da lixa anterior como mostrado na figura abaixo.

Este lixamento é feito numa politriz lixadeira metalográfica modelo PFL, onde se coloca as lixas a prova d’água na sequência apresentada acima. Então o corpo de prova é lixado com baixa rotação (cerca de 300 RPM) e com gotejamento de água, sempre com a preocupação de que a estrutura do corpo de prova não se modifique devido ao calor.

A sequencia que utilizei para fazer o lixamento foi 5 min. Com a lixa 180, 6 min. Com a 220, 5 min. Com a 300, 3 min. Com a 600 e 7 min. Com a lixa 1200.

Feito esta operação fizemos uma pré visualização no microscópio não sendo possível fazer uma determinação da estrutura do material, passamos então para o polimento.

O polimento é a operação pós lixamento que visa um acabamento superficial polido isento de marcas, utiliza para este fim pasta de diamante ou alumina, sendo que no meu caso foi utilizado alumina .

Antes de realizar o polimento deve-se fazer uma limpeza na superficie da amostra, de modo a deixá-la livre de traços abrasivos, solventes, poeiras e outros.

Após o polimento partimos então para o ataque químico onde a superfície polida do corpo de prova fica exposta a reagentes oxidantes. Os reagentes são função do material e dos constituintes macroestruturais que se deseja contrastar na análise metalografico microscópica.

Antes da amostra sofrer o ataque, a mesma deve estar perfeitamente limpa e seca, por isso utilizam-se liquidos de baixo ponto de ebulição como o álcool, éter, etc, os quais são posteriormente secados rapidamente através de um jato de ar quente fornecido por um secador elétrico.

O ataque químico foi feito com nital a 10% utilizado para tornar visível constituintes especiais de estruturas em aços e ferros, o nital foi utilizado por 10 segundos, feito o ataque químico o corpo de prova foi levado para o microscópio eletrônico onde um fotografia foi tirada de sua face fosca com a apresentação de sua macroestrutura.

iilustração 1.Macrografia do corpo de prova aumentado 500x.

4. Conclusão

De acordo com a analise da fotografia tirada no microscópio eletrônico e com as imagens e as informações da apostila podemos concluir que o material utilizado é um aço-carbono.

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