Terapia nutricional cuidados de enfermagem procedimentos padronizados para pacientes adultos

Terapia nutricional cuidados de enfermagem procedimentos padronizados para...

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Dezembro de 2003

Grupo de Apoio Nutricional

Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional GAN / EMTN - HC

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Elisabeth Dreyer

Enfermeira, Mestre em Ciências pela Universidade de Montreal, Canadá Enfermeira do Grupo de Apoio Nutricional (GAN/EMTN - HC)

Salete Brito

Nutricionista, Mestre em Ciências Básicas pela Universidade Estadual de

Campinas (Unicamp) Nutricionista do GAN/EMTN - HC

À Mônica Malta, enfermeira da UTI, mestre em Enfermagem pela Unicamp, pela sua valiosa colaboração na revisão da “Técnica de Introdução da Sonda para Nutrição Enteral”.

À Rita de Cássia Rodrigues, médica especialista em Terapia Nutricional pela SBNPE, pelas considerações e sugestões pertinentes na elaboração deste manual.

Este protocolo, revisado e atualizado em dezembro de 2003, substitui o manual elaborado em 2001 e deve permanecer a disposição da equipe para consultas nas enfermarias, de acordo com a portaria SVS/MS No 272/1998 e a resolução RCD No63/2000 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Este manual está disponível no site do GAN-EMTN-

HC (w.hc.unicamp.br/servicos/gan)

Dezembro de 2003

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APRESENTAÇÃO3
IDENTIFICAÇÃO DE PACIENTES COM RISCO NUTRICIONAL4
CUIDADOS DE ENFERMAGEM NA NUTRIÇÃO ENTERAL (NE)6
1. Preparo e orientação do paciente e família6
2. Cuidados com a via de administração7
3. Formulações e evolução do aporte calórico9
4. Administração da NE10
5. Monitorização do paciente recebendo NE13
CUIDADOS DE ENFERMAGEM NA NUTRIÇÃO PARENTERAL (NP)17
1. Acesso venoso periférico17
2. Acesso venoso central17
3. Formulações de NP18
4. Infusão da NP19
5. Assistência ao paciente21
BIBLIOGRAFIA2
Anexo I - Sinais físicos indicativos de desnutrição e carências de nutrientes24
Anexo I - Orientação para acompanhantes25
Anexo I - Introdução de sonda para nutrição enteral26
Anexo IV - Mapas de fracionamento e distribuição de nutrição enteral28
Anexo V- Verificação do volume residual gástrico29
Anexo VI - Técnica de curativo do cateter31
Anexo VII - Formulações padronizadas de nutrição parenteral32

ÍNDICE Easy PDF Creator is professional software to create PDF. If you wish to remove this line, buy it now.

A desnutrição, freqüente em pacientes hospitalizados, deve ser prevenida e tratada, pois o estado nutricional prejudicado aumenta o risco de complicações e piora a evolução clínica dos pacientes. Portanto, a terapia nutricional (TN) constitui parte integral do cuidado ao paciente. A equipe de enfermagem tem um papel fundamental não somente na administração da TN e na sua monitorização, mas também na identificação de pacientes que apresentam risco nutricional.

A terapia nutricional é definida como o conjunto de procedimentos terapêuticos para manutenção ou recuperação do estado nutricional do paciente. A nutrição enteral (NE) é o método de escolha para oferecer suporte nutricional a pacientes que têm trato gastrointestinal funcionante, mas não conseguem manter ingestão oral adequada. Pode ser administrada por sonda ou por via oral.

A nutrição parenteral (NP) é classicamente indicada quando há contraindicação absoluta para o uso do trato gastrointestinal, mas é também utilizada como complemento para pacientes que não podem receber todo o aporte nutricional necessário pela via enteral.

Estas duas terapias são regulamentadas, respectivamente, pela Resolução

RCD No 63/2000 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e pela Portaria SVS/MS No 272/1998 do Ministério da Saúde, que fixam os requisitos mínimos, estabelecem as boas práticas e definem a obrigatoriedade de uma equipe multidisciplinar de terapia nutricional (EMTN). No HC, esta equipe é o Grupo de Apoio Nutricional (GAN / EMTN – HC) que tem por principais funções:

- criar mecanismos para triagem e vigilância nutricionais, - avaliar e acompanhar pacientes em terapia nutricional quando solicitado,

- estabelecer protocolos, diretrizes e procedimentos,

- documentar os resultados da avaliação da terapia nutricional,

- capacitar os profissionais envolvidos na terapia nutricional,

- desenvolver atividades de garantia de qualidade.

Considerando estes regulamentos e as novas terminologias utilizadas, o

Conselho Federal de Enfermagem aprovou uma nova norma técnica relativa a assistência de enfermagem na terapia nutricional: a Resolução COFEN No 277/2003 determina normas de procedimentos a serem seguidos pelas equipes de enfermagem, estabelece os recursos humanos e técnicos necessários e revoga a Resolução COFEN No 162/1993.

São descritos, neste manual, os procedimentos de enfermagem padronizados no HC, em conformidade com os regulamentos técnicos em vigor, para a TN em pacientes adultos. O GAN/EMTN coloca-se à disposição das diversas equipes envolvidas na terapia nutricional dos pacientes do HC/Unicamp para avaliações, orientações e esclarecimentos que se julguem necessários.

Ocorrências e reações adversas relacionadas à nutrição enteral e à nutrição parenteral, bem como aos insumos utilizados para estas terapias, devem ser registradas no livro de ocorrências do serviço pelo enfermeiro responsável pelo paciente, comunicadas ao médico responsável e notificadas ao GAN/EMTN – HC.

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· O enfermeiro e sua equipe têm um importante papel em identificar os pacientes desnutridos e também aqueles que apresentam determinadas características sabidamente associadas a problemas nutricionais. O enfermeiro poderá encaminhar estes pacientes, conforme necessidade, ao ambulatório de nutrição, serviço social ou, no caso de pacientes internados, solicitar avaliação nutricional e avaliação médica. Para este fim, os dados básicos descritos abaixo devem ser colhidos pelo enfermeiro. Pacientes que apresentam perda significativa de peso, índice de massa corporal (IMC) fora da normalidade ou outros fatores de risco nutricional, descritos abaixo, devem ser atentamente monitorados e receber terapia nutricional quando indicado.

• Perda involuntária de peso

- Incluir, sempre que possível, o controle do peso e da altura do paciente ao exame físico de admissão.

- Da mesma forma, controlar o peso e a altura de pacientes ambulatoriais em consulta.

- Pesquisar perda de peso involuntária em relação ao peso usual ou seja em relação ao peso habitual do indivíduo quando hígido.

i A perda de peso involuntária constitui um dado importante para a avaliação do estado nutricional. A significância da perda de peso em relação ao tempo pode ser verificada na tabela abaixo.

Significância da perda de peso*

(peso usual – peso atual) x 100* Perda de peso (%) = peso usual

- Realizar, sempre que possível controle semanal de peso, no mesmo horário e com roupas leves.

- Índice de Massa Corporal (IMC): este indicador muito simples do estado nutricional, é obtido através da seguinte fórmula:

peso atual (kg)IMC = altura2 (m)

- Normalidade: IMC = 18,5 a 24,9 kg/m2. Valores abaixo de 18,5 indicam magreza e acima de 24,9 pré-obesidade e obesidade.

i Deve-se ter cuidado ao interpretar IMC pois este indicador não distingue o peso associado à massa muscular e à gordura corporal; quando os valores de IMC estiverem nos limites ou fora da normalidade, é importante a avaliação em associação com outros fatores de risco.

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· Pesquisar, ao realizar o exame físico, sinais indicativos de desnutrição e carência de nutrientes. Esses sintomas, listados em anexo (anexo I), aparecem em estágios avançados de depleção nutricional.

• Outros fatores de risco nutricional

Dentro das categorias citadas a seguir, são enumerados fatores de risco relevantes para pacientes internados e ambulatoriais.

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