Digestão Ruminantes

Digestão Ruminantes

Melhor digestao aqui Maior producao

40 Estomago( Verdadeiro) RÚMEN

10 Estomago

RETICULO 20 Estomago

OMASO 30 Estomago

Esofago Intestino a) fornecer ao organismo, de forma contínua, nutrientes, água e eletrólitos; b) armazenar alimentos por um determinado período de tempo e liberá-los parcialmente para sofrerem digestão; c) metabolizar o alimento para absorção; d) absorcao; e) eliminar os resíduos alimentares (produtos não digeridos).

a) Fatores mecânicos - mastigação, deglutição, regurgitação, motilidade gástrica e intestinal e defecação.

b) Fatores secretórios - atividades das glândulas digestivas (glândulas do trato gastrointestinal e glândulas acessórias).

c) Fatores químicos - enzimas, tanto as produzidas pelas glândulas como as das plantas (menos importante) e as substâncias químicas (ex: HCl), produzida pela mucosa gástrica.

d) Fatores microbianos - atividades secretoras dos microorganismos (bactérias, protozoários, fungos e leveduras) presentes no estômago e intestino dos animais ruminantes e no intestino dos herbívoros monogástricos.

ERUCTAÇÃO => produção de gases = 30 a 40 litros/h

RUMINAÇÃO => 30 a 40% do dia ruminando MOTILIDADE DO RUMEN E RETICULO => 1 a 2 /minuto

PRODUÇÃO DE SALIVA => 150 a 200 litros/dia

LLíínguangua

Dentes incisivos inferioresDentes incisivos inferiores

LLíínguangua LLáábio superiorbio superior

•Oprocesso de digestão inicia-secom a introdução dos alimentos na cavidade oral.

(captação)varia de acordo com a espécie de animal, podendo ser utilizado em vários graus

•dentes, lábios, língua, cabeça e as extremidades dos membros anteriores.

•Nosbovinos, a língua longa e móveléo principal órgão de apreensão. Os lábios, devido a limitação de seus alimentos,não são utilizados na apreensão. Os alimentos são apanhados através de movimentos da língua, introduzidos na boca e cortados pela compressão dos dentes incisivos inferiores contra o palato duro superior.

•Oprocesso éauxiliado por movimento da cabeça, na direção posterior. A aspereza da superfície da língua, com suas papilas, impedem o retrocesso do alimento.

•Osovinos e caprinos utilizam, principalmente, os dentes incisivos inferiores e a língua para apreensão, mas em grau menor que os bovinos.

Os carneiros podem apanhar pequenas partículas de alimentos graças a movimentos do lábio superior.

•Ao ingerirem alimento liquido, os ruminantes colocam apenas a porção média da fenda labial sobre o líquido. Através da retração da mandíbula e da língua, produz-se uma pressão negativa que aspira o líquido para o interior da cavidade oral.

MastigaMastigaçção x Remastigacaoão x Remastigacao EFEITO DA MASTIGAEFEITO DA MASTIGAÇÇÃOÃO

Tamanho da partTamanho da partíículacula Processo de reduProcesso de reduçção da partão da partíículacula

A mastigação éum fenômeno reflexoque pode receber influência da córtex cerebral;

•podeser interrompida voluntariamente, e por exemplo, partículas indesejáveis podem ser retiradas da cavidade oral.

O processo da mastigação tem por finalidade reduzir o tamanho dos componentes da alimentação apartículas menorese misturá-las com a saliva, facilitando a deglutição.

Aimportância da mastigação reside no fato de que o alimento finamente divididoapresentauma superfície maior de ação dos sucos digestivos, facilitando a digestão.

Os ruminantes utilizam os dentes e o palato duro no processo da mastigação.

A intensidade da mastigação e sua importância, variam nas diferentes espécies.

Nos ruminantes ocorre a “moagem” do alimento, devido a natureza grosseira de sua dieta. Nos ruminantes, deve-se distinguir entre a mastigação fugaz, após a ingestão dos alimentos, e aquela após a regurgitação do conteúdo do rúmen. No primeiro processo, os movimentos mastigatórios não ocorrem com a mesma intensidade que durante a ruminação e, mesmos os movimentos laterais, são pouco pronunciados.

O tempo necessário para mastigar uma determinada quantidade de alimento, depende da intensidade dos movimentos mastigatórios e das características do alimento. Alimentos ricos em água, requerem menos movimentos mastigatórios, e portanto, menos tempo que os alimentos secos. Para mastigar 1 Kg de feno uma vaca gasta oito minutos e o número de movimentos mastigatórios é de 78 a 94/minuto. Este animal, alimentando-se somente de feno realiza em média 47.0 movimentos por dia e alimentandose de concentrado e silagem, é de 10.700 movimentos por dia.

•Nas glândulas salivares existem dois tipos de células secretoras, denominadas de células serosas e mucosas. De acordo com a secreção destas células, temos três tipos de saliva:

•Saliva tipo serosa-secretada pelas células serosas e caracteriza-se pela presença de eletrólitos e uma quantidade de água, não tendo mucina.

•Saliva tipo mucosa -secretada pelas células mucosas, caracteriza-se pelo alto teor de mucina, tendo muito pouco eletrólitos e água.

•Saliva tipo mista -secretada por ambas as células. Éuma mistura da secreção serosa e mucosa.

25 gramasGalinha 1,5 litrosHomem

15 litrosSuíno

40 litrosCavalo 6 -16 litros Ovelha

98 -190 litros Vaca

83 2703,25Gramínea seca g de alimento/minutoml/minutog/gde alimentoDieta

Taxa de alimentação Produção de saliva

Mastigação -a mastigação (ou ruminação) aumenta a secreção de saliva;

Alimentos -os alimentos fibrosos e secos, estimulam o aumento na produção de saliva. O contato dos alimentos com a parede do rúmen causa um aumento na produção de saliva. O alimento concentrado (grãos) estimula a produção de saliva em maior quantidade que determinados volumosos.

Distensão -a distensão da parede esofágica e ruminalestimulam aumento na produção de saliva.

Olfato -o olfato parece estimular o aumento na produção de saliva.

A saliva, devido ao alto teor de umidade, facilita a mastigação e a deglutição. Durante a mastigação, ocorre umidificação e entumecimento dos alimentos e desprendimento de nutrientes essenciais e substâncias que estimulam a sensibilidade gustativa e a secreção de saliva e suco gástrico.

Nos ruminantes, existe a lipase salivar que atua na hidrólise de triglicerídeos.

Apresenta uma ação lubrificante, principalmente devido a presença de mucina (complexo altamente lubrificante composto de ácido neuroamínico e N acetil galactosamina), facilitando o “deslizamento” do alimento, na deglutição e na ruminação.

Devido ao conteúdo de íons alcalinos na saliva, são neutralizados principalmente os ácidos íons formados no rúmen, evitando a acidez crescente do rúmen. Através da neutralização, o pH do rúmen mantem-se dentro de limites estreitos.

Fornece micronutrientes aos microorganismos do rúmen.

Apresenta uma propriedade antiespumante que ajuda na prevenção do timpanismo, que pode ocorrer em diferentes ruminantes.

Sob determinadas condições, possui função excretora, eliminando substâncias ingeridas em excesso, como o mercúrio e o potássio.

Epitelio Epitelio --Lamina prLamina próópria pria --musculaturamusculatura SUBMUCOSASUBMUCOSA

TECIDO MUSCULARTECIDO MUSCULAR Circular e LongitudinalCircular e Longitudinal

Plexus de Meissmer Plexus de Meissmer --Plexus de AuerbachPlexus de Auerbach GLANDULAS DA SUBMUCOSAGLANDULAS DA SUBMUCOSA

Mesentérica

Musculatura longitudinal
Nódulo linfático Musculatura circular
Submucosa
Plexus mesentérico
Mucosa muscular
Lâmina própria mucosa
Epitélio

Serosa

MeissnerLúmen
Vilo
Glândula na

Plexus da submucosa de submucosa

IntestinoDelgadoEsofago Estomago Intestino Grosso MUCOSA DO TRATO GASTROINTESTINAL DE RUMINANTES

Retículo/Rúmen Retículo Rúmen Rúmen

Epitélios do estômago dos ruminantes

O estômago éum dos principais órgãos do trato gastrointestinal. Nos animais ruminantes, o estômago compreende quatro compartimentos: os pré-estômagos(contendo o rúmen, retículo e omaso)e o estômago verdadeiro, o abomaso.

Nos animais ruminantes, a estrutura da mucosa dos compartimentos do rúmen, retículo e omasoésemelhante a estrutura da mucosa da região esofágica do estômago dos monogástricos e da primeira parte do abomaso. Nestes compartimentos, não existem secreçõese predomina a presença de microorganismos (bactérias, fungos, leveduras e micoplasma.) responsáveis pela “digestão microbiana”, fundamental no suprimento de nutrientes para o animal especialmente substrato para produção de energia.

Funções do rúmen

ESOFAGO > Regurgitaçãoda digesta pela ruminação

> Escape de gases pela eructação

RÚMEN Digestãode celulose, hemicelulosee amido.

Fermentaçãode açucara acetato, propionatoe butirato. Oxidaçãoe absorção de acetato, propionatoe butirato. Assimilaçãode açucares, mineraise nitrogenio no corpo microbiano

> Regurgitaçãona ruminação > Eructação

OMASO Absorçãode água, acetato, propionato e butirato

Secreção de HClmata os microorganismos Digestão peptidica de microorganismos

Absorçãode acetato, propionatoe butirato, acidos, sodioe outrosions

INTESTINO GROSSO Absorçãode água

INTESTINO DELGADO Absorçãotípicade microorganismos. Absorçãode aas

ENERGIA Carboidratos

ELm ELg ELl

Digestão de carboidratos pelos ruminantes

Carboidratos dos alimentos

Rumen

Microorganismos

Carboidrato que escapa

Figado

CO2& CH4 Tecidos

Intestino grosso

Ácidos Orgânicos

Carboidratos dos alimentos

Rumen

Absorcaode acucarese proteina microbiana

Figado

CO2& CH4 Tecidos

Ácidos Orgânicos

Microorganismos

Carboidrato que escapa

Intestino grosso

Carboidratos dos alimentos

Rumen

Absorcaode acucarese proteina microbiana

Figado

CO2& CH4 Tecidos

Ácidos Orgânicos

Microorganismos

Carboidrato que escapa

Glicose

Fezes Intestino grosso

?Poucos AGVsescapam para vias digestivas inferiores

?Manutenção do pH ruminal ?Remoção do ácido da ingesta

?Contribuição com bicarbonato no processo

Absorção do AGV

?Bactérias50% atividade proteolíticas

?Microbiana (no rumen) ?Protozoários

? Enzimática ?Abomaso Suco gástrico

?IntestinoSuco pancreático (proteases) Enzimas intestino

Digestão de proteínas nos ruminantes

Bactérias

Bacteroídes amylophilus

Bacteroídes rumínicola

Selemona ruminatum Butyribrio fibrisolvens

Succinovibrio sp Borelia sp

Microrganismos que participam da digestão das proteínas pelos ruminantes

Protozoários

Isotricha

Dasytricha As proteínas permanecem engolfadas atéserem digeridas pelos protozoários ou atéa morte deste para serem removidos pelo ID

Ingerem partículas de proteínas e armazenam dentro de seus corpos protegendo da ação das bactérias

Utilização de nitrogênio pelos ruminantes Utilização de nitrogênio pelos ruminantes

•Fontes de lipídios –Volumosos e concentrados

•Principal lipídio dietético: Triglicerídios

•Outros: –Colesterol,

–Éster de Colesterol

– Fosfolipídios

Digestão de lipídeos pelos ruminantes

• Saliva – Lipase Salivar –Triglicerídiosque contêm ácido butírico

•Rúmen: lipídios de origem animal e vegetal

– Microorganismos • Saturação

•Formas CIS e TRANS –Hidrólise de Triglicerídios

•Glicerol e Ácidos Graxos

• Rúmen

– Glicerol •Ácido Propiônico

•Ácido Lático

•Ácido Succínico – Fosfolipídios: Hidrólise

–Ácidos Graxos Insaturados: Hidrogenação •Ácido Oléico

• Linolênico

• Linoléico Esteárico

• Absorção – Emulsificação

– Hidrólise

–Formação de Micelas

– Absorção

–Hidrólise –Lipasee co-lipase(Pâncreas)

–Lipase: 2 ác.graxose 1 monoglicerídio

Absorção dos lipídeos pelos ruminantes

Região Esofágica: região da mucosa inicial do estômago próximo ao esfíncter cárdia , onde a mucosa apresenta uma estrutura semelhante a estrutura da mucosa esofágica.

Região Cárdia: região localizada após a região esofágica, com estrutura da mucosa jádiferenciada, e apresentando células que secretam substância mucosa (abomaso).

Região Fúndica: principal região do abomaso, onde a mucosa apresenta grande número de células secretoras de suco abomasal.

Região Pilórica: região próxima ao esfíncter pilórico, apresenta a estrutura da parede com bastante musculatura, tendo como função primordial a mistura e diluição do alimento com suco abomasal.

Células superficiais -função primordial secretar muco e um fluído alcalino.

Células mucosas ou células epiteliais -secreção de muco e fluído alcalino (rico em eletrólitos)

Células principais -secretar as pré-enzimas do suco abomasal(pepsinogênio principalmente).

Células parientaisou oxínticas-secreção de ácido clorídrico (HCl) e do "fator intrínseco"(IF -“IntrinsecFactor”), responsável direto pela absorçãoda vitamina

B12nos animais.

Células pilóricas -secreção de pré-enzimas do suco gástrico (como o pepsinogênio) e de muco.

Células enterocromafínicas-produção e secreção do hormônio gastrina, diretamente para a corrente sangüínea.

Células não diferenciadas -são células primordiais, não diferenciadas, que originariam as demais células encontradas no abomaso.

O intestino delgado apresenta a estrutura geral do aparelho digestivo, mas a mucosa se caracteriza por possuir vilosidades e microvilosidades, em toda a extensão.

O tamanho das vilosidades éentre 0,5 a 1,5 milímetros, e com uma densidade de 10 a 40/mm2. Cada uma destas vilosidades, possuem as microvilosidades, que apresentam uma densidade de 20.0/mm2.

A presença na mucosa das vilosidades e microvilosidades, aumenta muito a superfície do intestino delgado; no homem éde 300/m2e no suíno, 9.0/m2e nos ruminantes variando de 6.0 a 12.0/m2.

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