Iluminação de Museus, Galerias e Objetos de Arte

Iluminação de Museus, Galerias e Objetos de Arte

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Luís Antônio Greno BarbosaPág. 1 E-mail: luisgreno@yahoo.com.br

• Planejamento da Iluminação. • Qualidade da Iluminação.

• Curva de Amenidades.

• Objetos Planos em Superfícies Verticais.

• Objetos Tridimensionais.

• Exemplos de Iluminação em Museus.

PROJETOS DE ILUMINAÇÃO – MUSEUS E GALERIAS DE ARTE Concepção do Projeto de Iluminação

Criação da Iluminação espaço, projeto da exposição, despesas tema, exibição, pesquisa, redação, conservação

Dimensão

Aplicação cor do objeto, temperatura de cor. IRC área iluminada, tamanho dos objetos, textura

Forma

Cor

Execução

Instalação, Focalização Plantas, Desenhos Maquetes

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A Qualidade da Iluminação

A iluminação afeta profundamente as reações humanas ao ambiente e estas reações podem variar desde a visão do óbvio, como também da beleza dramática de uma paisagem iluminada, ou da resposta emocional provocada por um candelabro com velas em uma mesa de jantar, as influencias provocadas na produtividade dos ocupantes de um escritório ou nas vendas em uma loja varejo. O exercício do lighting design, é fruto de uma mistura entre as técnicas de iluminação das artes cênicas e dos métodos usados para a iluminação de arquitetura, sendo o profissional qualificado por sua habilidade, na intuição e na engenhosidade, em proporcionar uma iluminação de alta qualidade, pelo menos nos projetos nos quais a aparência e a resultante no animo dos ocupantes for importante. Pesquisas recentes, referentes à filosofia da iluminação e pesquisas quanto ao conceito de qualidade da iluminação, evidenciam a sua importância, colocando-a no mesmo plano, e portanto não superior, ao conceito da quantidade da iluminação, não obstante as dificuldades em defini-la. Apesar de inúmeras tentativas na criação de medidas numéricas, para sua avaliação e classificação, resta a qualidade da luz observar algumas grandezas físicas, combinadas e colocadas numa ordenação particular, observando os numerosos fatores que envolvem espaços, acabamentos e atividades exercidas. O atual desafio dos pesquisadores e interessados nesta área, e prover de forma mais objetiva medidas para mensurar a qualidade da iluminação e, assim, possibilitar o grande sucesso dos projetos que a observam, permitindo seu desenvolvimento, análise e crítica com maior clareza e objetividade. Neste desafio, surgiram os “procedimentos recomendados para projeto”, apresentados na 9ª edição do “IESNA Lighting Handbook”, que estão baseados, substancialmente, no conceito de qualidade da iluminação e abrangem as convicções e descobertas sobre a qualidade da iluminação e sua aplicação às tipologias da edificação e as atividades exercidas nos locais. Infelizmente a obediências a esses preceitos não é, ainda, a garantia plena de uma excelente iluminação.

Este é um dilema para os projetistas, como pode um excelente projeto de iluminação não ser ainda realizado como um perfeito projeto de iluminação?

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Peter Boyce, professor do Lighting Research Center, no

EUA, ajuda-nos a tentar entender estas diferenças, ao descrever três categorias de qualidade na iluminação:

• ILUMINAÇÃO RUIM – quando o sistema de iluminação sofre defeitos de qualidade.

• ILUMINAÇÃO IMPARCIAL – quando o sistema de iluminação não tem defeitos de qualidade.

• ILUMINAÇÃO EXCELENTE – quando o sistema de iluminação está tecnicamente correto, sem defeitos, e estimula os sentido do observador, atingindo o estado da arte.

Os critérios utilizados para a elaboração das “DIRETRIZES AVANÇADAS PARA ILUMINAÇÃO”, baseados na 9ª edição do “IESNA Lighting Handbook”, podem ser divididos em três categorias básicas:

Distribuição da Luz: • Iluminação de tarefas e do ambiente.

• Integração com a iluminação natural.

• Poluição luminosa e luz abusiva.

Considerações sobre o Ambiente e Local de Tarefa: • Flexibilidade.

• Aparência do local e das luminárias.

• Aparência da cor.

• Tremulação da luz.

• Ofuscamento direto

• Ofuscamento refletido

Iluminação sobre as Pessoas e Objetos: • Modelagem de feições e objetos.

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Diretrizes Para a Qualidade da Iluminação

Estilos de Luminária de acordo com o estilo da decoração / arquitetura.

Luminárias embutidas ou aparentes.

Sistemas de iluminação auxiliam na formação da imagem do espaço (casual, luxuosa, industrial, modernista).

Temperatura de Cor (cromaticidade) Índice de Reprodução de Cor (IRC) Curva de Kruitof (amenidades) Atualmente preferência por temp. entre 3000 K e 4500 K Influência das latitudes (geográficas) na escolha da cor Influencia da TC na percepção do conforto térmico Integração com a luz natural IRC = qualidade da cor 100% = luz natural e fonte padrão CIE Influência dos filmes e tratamentos nos vidros das janelas Classes de temperatura de cor: 2500-3000 – Morna 2950-3500 – Neutra 3500-4100 – Fria 4100-5000 – Muito Fria 5000-7500 – Gélida

Conservação de energia Controle automatizado da luz artificial Acendimento individualizado Compatibilidade entre a cor das fontes de luz

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Visão direta da fonte de luz (natural ou artificial)

Evitar visão direta da fonte de luz dentro de um ângulo entre 0º e 40º com a horizontal

Brilho exagerado da fonte de luz – fontes de pequenas dimensões Luminárias de corpo profundo - Grelhas Curvas de limites de ofuscamento

Freqüências mais altas evitam o efeito estroboscópico.

Persistência da fluorescência com o uso de modernos pós fluorescentes.

Baixa voltagem provoca tremulação

Erros da modelagem do ambiente pela iluminação:

Luminárias embutidas próximas às paredes criam “conchas” de luz e espaços de sombra.

Luzes dirigidas para o teto, com menos de 60 cm de distância para o teto, ocasionam manchas de luz.

Desequilíbrio da iluminância de teto, parede e piso (grandes variações).

Desalinhamento entre a malha das luminárias no teto e o alinhamento desta com as paredes ou variações na modulação das luminárias.

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