Comunicação e Expressão

Comunicação e Expressão

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Engenharia de Produção Comunicação e Expressão

Comunicação e Expressão Educação a Distância

1. COMUNICAÇÃO E LINGUAGEM 3

1.1 LINGUAGEM E LÍNGUAS 3 1.2 PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO 3 1.3 ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO 4 1.3.1 Código e mensagem 4 1.3.2 O referente 4 1.3.3 O canal de comunicação 4 .1.3.4 O esquema da comunicação 4 1.4 AS FUNÇÕES DA LINGUAGEM 5

2. TEXTO E TEXTUALIDADE 7

2.1 COESÃO 10 2.2 COERÊNCIA 10

3. AS SUPERESTRUTURAS TEXTUAIS 12

3.1 O TEXTO DESCRITIVO 12 3.1.1 Características do texto descritivo 14

3.2 O TEXTO NARRATIVO 16

3.2.1 Características do texto narrativo 18 3.3 O TEXTO DISSERTATIVO 19 3.3.1 Características da dissertação 20 3.3.2 Dissertação expositiva 20 3.3.3 Dissertação Argumentativa 20

3.3.4 Organização do texto dissertativo 2

4. A CONSTITUIÇÃO DO TEXTO 25

4.1 RELEMBRANDO A NOÇÃO DE TEXTO 26 4.1.1 Texto e textualidade 26 4.1.2 A Intertextualidade 27 4.1.2.1 A Paródia 28 4.1.2.2 A Paráfrase 31 4.1.2.3 A Estilização 3 4.1.2.4 A Apropriação 34

5. O TEXTO ACADÊMICO 37

5.1 O FICHAMENTO 37 5.2 RESUMO 41 5.3 A RESENHA 43 5.3.1 Resenha crítica 4 5.3.1.1 Requisitos básicos para se resenhar 4 5.3.2 Resenha descritiva 4

6. O TEXTO COMERCIAL 46

6.1 AS CARTAS COMERCIAIS 46 6.1.1 A composição da carta comercial 47

7. OS E-MAILS 49

7.1 INTERNET 49 7.2 O E-MAIL PROPRIAMENTE DITO 49 7.2.1 E-mails comerciais 51 7.2.2 E-mails pessoais 52

1 APRESENTAÇÃO

Uma língua é um lugar donde se vê o mundo e em que se traçam os limites do nosso pensar e sentir.

(Vergílio Ferreira)

Nosso objetivo neste trabalho é sintetizar alguns conceitos de texto relevantes, para auxiliar o processo de produção escrita dos ingressantes no curso superior, favorecendo-lhes também uma orientação de como elaborar determinadas superestruturas textuais, por meio de técnicas de escritura e leitura de textos modelares e a competência para a produção de textos acadêmicos, possibilitando-lhes também uma orientação de como elaborar determinados técnicos.

O trabalho embasa-se em obras dos mais renomados estudiosos da Lingüística, como

Jakobson (s/d) e Vanoye (1998); dos mais importantes estudiosos da Lingüística de texto, como Fávero (1999), Kock (1997), Guimarães (2004) e Fiorin (2003); e em trabalhos de metodologia do trabalho científico, de autores de reconhecida competência, como Severino (2001) e Lakatos (1992).

Os conteúdos estão assim organizados: primeiramente, discutiremos a questão de

Língua e Linguagem; depois os elementos da comunicação e, embasados neles, as Funções da Linguagem. Partimos depois para as noções de texto, textualidade, coesão e coerência, para, em seguida, apresentar as superestruturas textuais tradicionalmente reconhecidas: descrição, narração e dissertação. Num outro capítulo, depois de uma revisão de texto e textualidade, apresentamos a noção de intertextualidade, compreendendo a de paródia, paráfrase, estilização e apropriação, para, então, partirmos para a discussão de fichamento, resumo e resenha. Partimos na seqüência para a apresentação da redação comercial e finalizamos a apostila com orientações de como escrever e-mails.

A seleção desses conteúdos deve-se à sua relevância como ponto de partida para os demais textos, embora urge salientarmos que, numa obra simples como a nossa, não temos a pretensão de traçar todas as diretrizes possíveis para o bom desenvolvimento de sua competência escrita. Pelo contrário, apresentamos aqui apenas um roteiro, um caminho inicial que deverá ser percorrido pelo próprio aluno e desvendado e ampliado à medida que seu conhecimento sobre a língua for ampliado.

Fruto de nossa experiência docente, as lições aqui apresentadas resultam do que foi possível coletar do prazeroso convívio com nossos alunos e da observação do brilhante trabalho de muitos colegas com quem tivemos o prazer de cruzar durante nossa jornada, especialmente, das atividades docentes da minha orientadora de doutorado, Profª Drª Leonor Lopes Fávero, umas das maiores estudiosas de Lingüística Textual no Brasil, do meu querido professor Hildebrando A André, com quem tive o prazer de aprender a ensinar redação, e das lições sublineares a mim fornecidas pelo meu vice-diretor, Prof. Leo Rícino.

3 1.0 COMUNICAÇÃO E LINGUAGEM

Muitos autores costumam definir comunicação como “transmissão voluntária de informação” (Riegel, s/d, p.21). Como se procede, então, essa transmissão? Claro que por meio da linguagem. Émile Benveniste assevera que a linguagem é um sistema de signos socializados, remetendo-nos à sua função de comunicação.

Vale salientar que, para que exista comunicação, as pessoas envolvidas no processo precisam fazer uso de um código comum, quer dizer, devem “falar a mesma língua”. Isto significa que só há comunicação quando um entende o outro.

1.1. LINGUAGEM E LÍNGUAS

As línguas são, de acordo com Vanoye (1998, p.21) “casos particulares de um fenômeno geral”, ou seja, a linguagem é o todo, todas as formas de comunicação, e comporta vários códigos, como cores, signos, assobios, código morse, etc., já as línguas são um tipo específico de linguagem.

1.2. PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO

A comunicação pressupõe sempre a existência de dois pólos: aquele que emite a informação e aquele que a recebe: emissor/receptor – locutor/alocutário-ouvinte/leitor, etc. O veículo utilizado para a comunicação pode fazer com que esses papéis sejam intercambiáveis ou não. É importante frisarmos que, para que haja comunicação, deve haver sempre e, pelo menos, dois seres envolvidos, fazendo uso dos elementos da comunicação.

1.3. ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO

O emissor e o receptor, como já foi dito, devem dispor do mesmo código, ou seja, do mesmo sistema de signos, a fim de que a informação possa ser recebida e decodificada pelo receptor. Essa informação decodificada é a mensagem.

Riegel (opus cit. P. 2) assevera:

Os signos do código remetem à realidade tal qual é percebida pelo emissor e pelo receptor. O aspecto específico dessa realidade, que é evocada por um signo do código, é o referente desse signo. O universo referencial, exterior ao código, compreende tudo aquilo que pode ser designado pelos signos e suas combinações: seres, coisas, estados, acontecimentos, idéias, etc.

1.3.3. O canal de comunicação

É necessário um meio físico para que a mensagem possa ser veiculada para o interlocutor, a esse meio damos o nome de canal de comunicação. Constituem canais de comunicação o ar, um CD, um cabo, um telefone, etc.

Fig. 1 - Esquema da Comunicação

A somatória desses elementos resulta no seguinte esquema que apresenta os elementos indispensáveis para a comunicação:

Canal de comunicação

1.4. AS FUNÇÕES DA LINGUAGEM

A linguagem, de acordo com Jakobson (s/d, p. 122), tem toda a variedade de suas funções. Antes, porém propõe que recordemos que o remetente envia uma mensagem a um destinatário. Para que possa ser transmitida, a mensagem requer uma contexto (ou referente), apreensível pelo destinatário e que seja verbal ou passível de verbalização, um código comum (parcial ou totalmente)a ambos – remetente e destinatário - e, finalmente, um contato, ou seja, um canal físico por meio do qual possa ser veiculada. Cada um desses seis elementos encerra uma função da linguagem diferente:

CONTEXTO 1) FUNÇÃO REFERENCIAL

CANAL 2) FUNÇÃO FÁTICA

EMISSORMENSAGEM RECEPTOR
3) FUNÇÃO EMOTIVA4) FUNÇÃO POÉTICA 5) FUNÇÃO CONATIVA

CÓDIGO 6) METALINGUAGEM

Apesar de serem seis elementos e, portanto, seis funções da linguagem, normalmente as mensagens comportam mais de uma função, havendo uma predominante, mas não exclusiva.

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