CLASSIFICAÇÃO DAS PESQUISAS COM BASE NOS PROCEDIMENTOS TÉCNICOS: Pesquisa Experimental, Estudo de Caso e Observação

CLASSIFICAÇÃO DAS PESQUISAS COM BASE NOS PROCEDIMENTOS TÉCNICOS: Pesquisa...

FACULDADE CASTRO ALVES

PSICOLOGIA

SEMESTRE: 2009.2

REGENTE: CECILIA

DISCIPLINA: MÉTODOS E TÉCNICAS DE PESQUISA EM PSICOLOGIA

A.P.O -CLASSIFICAÇÃO DAS PESQUISAS COM BASE NOS PROCEDIMENTOS TÉCNICOS: Pesquisa Experimental, Estudo de Caso e Observação.

. Cristiane Dactes

. Elizete Moreno

. Luciana Andrade

Salvador

2009

FACULDADE CASTRO ALVES

PSICOLOGIA

SEMESTRE: 2009.2

REGENTE: CECILIA

DISCIPLINA: MÉTODOS E TÉCNICAS DE PESQUISA EM PSICOLOGIA

CLASSIFICAÇÃO DAS PESQUISAS COM BASE NOS PROCEDIMENTOS TÉCNICOS: Pesquisa Experimental, Estudo de Caso e Observação.

O que leva o ser humano a pesquisar, a investigar a realidade nos diversos aspectos e dimensões é o interesse e a curiosidade, Existem formas diferentes para o pesquisador aprofundar-se em um estudo conforme o objeto e os objetivos (objeto é aquilo que está sendo estudado; objetivo é onde se pretende chegar com aquele estudo).Por isso é natural que existam diversos tipos de pesquisas”.

(SILVA, 2005, p. 49.)

Salvador

2009

CLASSIFICAÇÃO DAS PESQUISAS COM BASE NOS PROCEDIMENTOS TÉCNICOS

Com base nos procedimentos técnicos utilizados, uma pesquisa pode ser: bibliográfica, documental, experimental, expost facto, estudo de coorte, levantamento, estudo de campo, estudo de caso, pesquisa-ação, pesquisa participante e pesquisa de opinião.

Trataremos de três diferentes tipos de pesquisa, os quais são definidos conforme a natureza do objeto de investigação, ou seja, o problema a ser pesquisado, e da forma a que se propõe o pesquisador de obter e analisar os dados que ajudem a compreender o problema proposto.

EXPERIMENTAL

De acordo com Gil, a pesquisa experimental

Consiste essencialmente em determinar um objeto de estudo, selecionar as variáveis capazes de influenciá-lo e definir as formas de controle e de observação dos efeitos que a variável produz no objeto. Trata-se, portanto, de uma pesquisa em que o pesquisador é um agente ativo, e não observador passivo.(p. 48)

A pesquisa experimental está significativamente relacionada às ciências naturais e, com certeza, o método experimental foi o principal responsável por grandes avanços científicos. Talvez por isso, muitas pessoas são levadas a uma concepção errônea de que a experimentação fica restrita ao âmbito laboratorial, quando, na verdade, sabemos que ela pode ser executada em diferentes situações e lugares. Basta lembrar, por exemplo, a psicologia comportamentalista, que se utiliza muito de estudos experimentais. Evidentemente, a pesquisa experimental exige o uso de técnicas e instrumentos que possam viabilizar resultados sólidos. Em função disso, o pesquisador experimental trabalha com manipulação, observação e controle direto sobre os elementos em experimentação.

Uma das principais características do estudo experimental é que um experimento pode ser processado de diversas formas, bem como apresenta condições de ser repetido uma vez que se tenha a intenção de encontrar o mesmo resultado. Por isso, a pesquisa experimental geralmente envolve analises estatísticas.

O processo de experimentação pode ser representado esquematicamente, ou seja, se X é o objeto estudado, mas que, em situações não experimentais, acusa os elementos W, Y, Z e H, mas:

W, Y e Z- conduzem à produção de X;

W, Y e H – não conduzem à produção de X;

Y, Z e H- conduzem à produção de X;

Logo, conclui-se que o elemento Z é condição essencial na produção de X.

Silva nos fornece um belo exemplo de situação em que pode ocorrer uma pesquisa experimental:

Em uma pesquisa sobre o comportamento dos funcionários da produção de uma fabrica, o objeto estudado é o comportamento dos funcionários da produção daquela fabrica. Se pretende-se fazer uma pesquisa experimental. É preciso interferir na realidade daqueles funcionários, por exemplo, mudando ou invertendo as posições das maquinas com as quais trabalham ou manipulando a temperatura ambiente, ou mudando seus horários de intervalo, enfim, será verificado o que acontece quando se modifica alguma coisa, quando se manipula variáveis.

As vantagens da pesquisa experimental são muitas, em função do seu elevado grau de clareza, precisão e objetividade nos resultados, enquanto sua maior limitação reside na dificuldade em se aplicar em fenômenos sociais.

Esse tipo de pesquisa em geral, apóia-se nos pressupostos do positivismo. Consiste em submeter um fato à experimentação em condições de controle, sua pretensão é transformar as afirmações genéricas em conhecimentos rigorosamente articulados, submetidos ao controle de verificações empíricas comprovadas por meio de técnicas precisas de controle.

Resumidamente, pode-se dizer que a pesquisa experimental busca estabelecer correlações entre efeitos e suas causa, de maneira absolutamente mensurável.

ESTUDO DE CASO

Esse tipo de investigação apresenta grande flexibilidade, sendo difícil estabelecer um roteiro rígido. O estudo de caso não separa o fenômeno de seu contexto. Para alem disso, ele retrata a realidade em suas múltiplas dimensões, buscando considerar o máximo dos fatores possíveis.

Aqui o próprio nome já diz muito, isto é, o estudo de caso envolve situações especificas, pois se estuda um único caso. Investigam circunstâncias muito peculiares, tais como: problemas de evasão escolar em determinada escola e incidência de infecção hospitalar em um determinado hospital. Portanto, estudam-se, de modo profundo e exaustivo, realidades que exigem em entendimento de caso com exclusividade, em busca de um esclarecimento detalhado.

De acordo com a Sociedade Educacional de Itapiranga,

Entre os tipos te pesquisa qualitativa característicos, talvez o estudo de caso seja um dos mais relevantes. Trata-se de uma categoria de pesquisa cujo objeto é uma unidade que se analisa profundamente. Esta definição determina suas características que são dadas por duas circunstancias, principalmente: a natureza e abrangência da unidade. Esta pode ser um sujeito. Por exemplo, o exame das condições de vida (nível sócio-econômico, escolaridade dos pais, profissão destes, tempo que os progenitores dedicam diariamente ao filho etc.) que rodeiam um aluno que repetiu a primeira série do ensino médio, de uma escola pública. No estudo de uma turma de oitava série de uma escola, particular, de uma comunidade de pescadores etc. é fácil compreender que a analise do ambiente negativo ou positivo, que circunda uma pessoa, é muito, mais simples que a interpretação dos problemas que apresenta uma comunidade agrícola onde pretende organizar uma cooperativa de produção de consumo.

A mais grave limitação do estudo de caso refere-se à dificuldade de generalização dos resultados obtidos. Embora o estudo de caso se processe de forma relativamente simples, pode exigir do pesquisador nível de capacitação mais elevado que o requerido para outros tipos de delineamento.

No estudo de caso, os resultados terão validade apenas para o caso que se está pesquisando, isto é, não se podem generalizar os resultados obtidos de uma pesquisa realizada em uma pesquisa com o mesmo tema.

OBSERVAÇÃO

A observação é uma das mais usadas técnicas de pesquisa em ciências humanas e sociais, mas está diretamente ligada à pesquisa de campo. Embora seja uma técnica até certo ponto espontânea, é preciso, ao tomar a observação como técnica de pesquisa, sistematiza-la para potencializar esse recurso metodológico: “o observador, munido de uma listagem de comportamento, registra a ocorrência destes comportamentos em um determinado período de tempo, classificando-os em categorias ou caracterizando-os por meio de sinais” . (CHIZZOTTI,1998, p.53).

As observações nos possibilitam colher impressões e registros através do contato diretos com as pessoas a serem observadas. Há dois tipos de observações:

  1. observação participante- o pesquisador interage com os sujeitos, vivenciando sua realidade, participando, estabelecendo contato estreito com os sujeitos pesquisados.

Observação não participante- pesquisador não interage no contexto a ser observado mantem sempre a distancia.

No meio cientifico convivemos com a idéia de que era preciso, por parte do pesquisador garantir a neutralidade no processo de investigação, em especial durante o processo de observação que tem como objetivo a coleta de dados. No entanto, podemos dizer que em certas pesquisa se vê a impossibilidade da neutralidade cientifica, o que nos leva a pensar que a observação, como técnica de pesquisa, não pode ser neutra. Pensemos numa situação concreta da pesquisa em Educação: durante a coleta de dados, em um local onde é realizado um processo educativo, o pesquisador-observador interfere no próprio campo. Alem disso, a leitura que ele faz dos movimentos neste campo é fortemente influenciada pelas suas próprias referencias históricas, sociais, politicas, culturais, epistemológicas, pedagógicas e metodológicas.

Por essas razões, é impossível garantir a neutralidade do observador no processo de pesquisa, tornando-se, portanto, necessário assumir a não- neutralidade como forma de garantir rigor metodológico ao processo. Os graus de participação no campo em que ocorrem os fenômenos estudados definem seu papel e os cuidados que ele deve ter na observação. Quanto mais envolvidos no grupo, mais ele se caracteriza como observador participante, quanto menos envolvido, mais próximo de um observador não- participante. Obviamente que esses graus dependem do tipo de pesquisa que se realiza, mas devem ser tratados pelo pesquisador como um elemento importante do processo de investigação.

Para que a observação possa ser mais bem explorada como técnica de pesquisa existe outros cuidados como: delimitar o campo de coleta de dados para observação, planejar detalhadamente a atividade e registrar sistematicamente o observado.

As observações devem ser cautelosas, uma vez que são vulneráveis a erros de interpretação, pois se apóiam apenas nas percepções do pesquisador.

CONCLUSÃO

A compreensão que existe diferentes tipos de pesquisa e o conhecimento das principais características, vantagens e limitações de cada uma delas nos leva a entender que não existe uma classificação universal a respeito dos diferentes tipos de pesquisa, e os autores não empregam um sistema único para relacioná-los.

Esses diferentes tipos de analise de dados não devem agir como normas fixas impedindo a captura de detalhes ou movimentos variáveis durante o processo de investigação.

REFERENCIAS

CHIZZOTTI, A. Pesquisa em ciências humanas e sociais. São Paulo: Cortez, 1998.

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 3. Ed. são Paulo: Atlas, 1996.

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. Ed. são Paulo: Atlas, 2002 e 2007.

SILVA, Mary Aparecida Ferreira da. Métodos e técnicas de pesquisa,2 ed. Curitiba: Ibpex, 2005.

SOCIEDADE EDUCACIONAL DE ITAPIRANGA < O projeto de pesquisa. Disponível em:,http://WWW.seifai.edu.br/dowloads/MODELO_DE_ESTRUTURA_DA_PROJETO_FAI2007.doc>

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