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Para manusear os materiais deve-se verificar se o objeto tem pregos, bordas agudas, arames; se o volume é de grande porte e faz-se necessário mais de uma pessoa manuseá-lo; se as cargas se encontram engorduradas, molhadas ou enferrujadas; se o produto é de alta preciosidade etc.

Devido o risco que pode oferecer o manuseio de um particular produto, deve-se tomar medidas corretivas para eliminar as condições inseguras ou proteger o homem contra os agentes agressivos de origem física, biológica, etc., fornecendo assim o equipamento de proteção individual (EPI).

Alguns equipamentos de proteção individual, indicando seu uso:

  • Capuz: deve ser utilizado por trabalhadores que manuseiam produtos em locais onde estejam sujeitos a variação de temperatura;

  • Óculos: devem ser utilizados nas operações em que trabalhadores efetuam embalagem com fitas de aço, grampos, etc;

  • Protetores respiratórios: usados em manuseio de produtos que oferecem riscos ao aparelho respiratório, provocando irritações, envenenamento e doenças profissionais;

  • Luvas: este equipamento deve ser utilizado por trabalhadores que podem acidentar suas mãos ou braços. Tomando cuidado com operários que ficam em torno de equipamentos em movimento;

  • Sapatos, botas e meias de lã: são todos os equipamentos utilizados para proteger os membros inferiores. Sendo indicado o tipo de equipamento para cada tipo de produto manuseado.

  • Avental e blusas de lã: certos produtos para serem manuseados requerem uma proteção ao tronco e ao corpo em geral.

        1. Posição correta para levantar objetos pesados

Ficar na posição correta e usar os músculos mais capazes de fazer o trabalho são os pontos mais importantes na aplicação de métodos corretos de levantamento seguro de cargas. Existem dicas em todo trabalho. Por exemplo: os carregadores de cereais sabem o jeito de agarrar e balançar os sacos para jogá-los nos ombros. Pessoas inexperientes mal conseguem mover estes sacos.

Eis aqui um resumo dos pontos a serem lembrados para levantamento seguro de cargas:

  • Carregue a carga sempre perto do corpo;

  • Mantenha as costas na posição mais reta possível;

  • Use os músculos mais fortes: das pernas e dos braços;

  • Tenha uma visão ampla de toda a carga;

  • Se a carga não lhe permitir andar normalmente, peça ajuda;

  • Nunca tenha receio de pedir ajuda para manusear uma carga;

  • Quando julgar que o uso de um auxílio mecânico pode ajudar, faça esta sugestão;

  • Remova os obstáculos no caminho das cargas e outros itens que podem se transformar em armadilha.

    1. EMPILHAMENTO

Empilhamento é um processo de armazenagem onde as unidades de carga são colocadas umas em cima das outras e armazenadas no chão, dentro de faixas de armazenagem. Não é colocar um sobre o outro de qualquer maneira; o empilhamento deve ser coerente para facilitar a distribuição.

A disposição que se dá ao empilhamento possibilita maior segurança e contagem mais rápida dos materiais. Algumas regras básicas podem ser seguidas:

  1. • respeitar o limite máximo de altura do teto, que não deve ultrapassar a 30 cm. Isso garante a ventilação e a facilidade nas retiradas;

  2. • utilizar o recurso de caixas de madeiras sobrepostas, quando for o caso;

  3. • utilizar paletes (estrado de madeira que trabalha harmoniosamente com a empilhadeira de garfo);

  4. • verificar sempre a resistência das embalagens, respeitando as indicações do fabricante;

  5. • as pilhas devem estar sempre firmes, ou seja, a movimentação de unidades superiores não deve atuar sobre aquelas unidades que permanecerão empilhadas;

  6. programar as diferentes operações de movimento dos materiais como um todo, evitando, sempre que possível, a movimentação em separado. Isto evita riscos e manipulações desnecessárias, além, é claro, de exigir mais tempo para carga, descarga e controle, oriundos desse tipo de atividade.

Experiências em grandes empresas demonstram que o uso de paletes reduz em 50% o número de funcionários necessários à movimentação e ao empilhamento dos materiais. O tempo de carga e descarga reduz-se em cerca de um terço, com a vantagem dos produtos, já classificados como seguros e com Inspeção Atenuada, saírem do caminhão diretamente para o local de estocagem.

Figura 14

      1. Empilhamento por Processo Mecanizado

O subitem 11.2.7 da NR11, cita que no processo mecanizado de empilhamento, é aconselhado o uso de esteiras-rolantes, dalas (calhas ou sulcos para escoamento de água e outros líquidos) ou empilhadeiras.

As pilhas de sacos, nos armazéns, terão a altura máxima correspondente a 30 camadas, sendo esse limite proporcional ao nível de resistência do piso, à forma e à resistência dos materiais de embalagem e à estabilidade, baseada na geometria, no tipo de amarração e na inclinação das pilhas.

        1. Dalas e Esteiras Rolantes

Figura 15

As dalas proporcionam rapidez e versatilidade no empilhamento de sacarias, caixas e outros, possuindo como características técnicas principais:

  • Acionamento com motor elétrico;

  • Grande altura de elevação;

  • Estrutura leve e resistente;

Levante manual ou elétrico (opcional, com levante nas duas extremidades, nivelando ponto de carga e descarga.

2) Esteira rolante é uma esteira transportadora de baixa velocidade usada de forma horizontal ou inclinada. Consiste em duas ou mais polias que movimentam uma superfície em que determinados materiais ou objetos que são transportados.

        1. Empilhadeira

É um dos mais versáteis meios de transporte interno. É o mais utilizado no processo de empilhamento mecanizado. Executa movimentação vertical e horizontal de material, em fluxo intermitente e percursos variáveis.

A empilhadeira é um veículo autopropulsor com três rodas, pelo menos, projetado para levantar, transportar e posicionar materiais.

É construída sob o princípio da gangorra, onde a carga colocada nos garfos é equilibrada pelo peso da máquina. O centro de rotação ou o apoio da gangorra é o centro das rodas dianteiras. O contrapeso é formado pela própria estrutura do veículo (combustão) ou pela bateria (elétrica).

F

Figura 16

A capacidade de elevação de uma empilhadeira é afetada pelo peso da carga e distância do centro de gravidade da carga (centro da carga)

A Empilhadeira tem um “triângulo de estabilidade”, que é a área formada pelos três pontos de suspensão da máquina: pino de articulação do eixo traseiro e cada uma das rodas dianteira.

Os Fatores de Estabilidade da empilhadeira são: o triângulo da estabilidade, distribuição de peso, centro de gravidade Vertical, estabilidade dinâmica X estática e habilidade em vencer rampas.

Existem diversos tipos e modelos. Os mais comuns, em galpões fechados e centros de distribuição são as empilhadeiras de combustão em gás liquefeito e elétricas. Possuem capacidade de carga que vão de 1.000 kg a 16.000 kg, e de 2,00 metros até mais de 14 metros.

          1. Processo de Empilhamento

  • A

    Figura 17

    proxime-se da pilha com a carga abaixada e inclinada para trás;

  • Reduzir a velocidade e parar na frente da pilha, brecar e diminuir a inclinação para trás até um ponto suficiente para manter a estabilidade da carga;

  • Quando a carga estiver sobre a pilha, colocar o mastro na posição vertical e baixá-la;

  • Quando a carga estiver empilhada com segurança, baixar os garfos até soltá-los do palete e recolhê-los. Nessa posição, a inclinação para a frente pode ser útil.

  • Se os garfos não estiverem afastados totalmente da pilha, o veículo deve ser movimentado um pouco para trás;

  • Quando os garfos estiverem longe da pilha, brecar novamente se o veículo foi movimentado e inclinar o mastro para trás e baixá-lo até pouco acima do chão, antes de ir embora.

          1. Processo de Desempilhamento

  • Parar na frente da pilha e brecar. Colocar o mastro na posição vertical. Se necessário, ajustar a abertura dos garfos à largura da carga e assegurar-se de que o peso da carga está dentro da capacidade do veículo;

  • Elevar os garfos até uma posição que permita a entrada no palete;

  • Se necessário, dirigir para frente para aproximar o veículo da pilha, e brecar novamente. Avançar o mastro para a frente, sob a carga;

  • Levantar a carga até ela se afastar da pilha e inclinar cuidadosamente para trás, o suficiente para estabilizar a carga;

  • Quando a carga estiver longe do alto da pilha, recolher o mastro. Quando necessário, movimentar o veículo ligeiramente para trás, afastando-o da pilha, certificando-se de que o caminho está livre e tomando cuidado para não deslocar cargas das pilhas adjacentes;

  • Baixar a carga cuidadosamente e uniformemente até a posição correta de percurso, inclinar para trás totalmente antes de ir embora.

Vantagens:

  • transporte e elevação combinado em único equipamento;

  • duráveis e seguras;

  • permite grandes alturas de armazenagem;

  • flexíveis e rápidas quanto ao percurso.

Limitações:

  • custo de aquisição, manutenção e operação;

  • requer corredores e espaços para manobras;

  • requer operador especializado;

  • distância média e curta.

      1. Normas de Segurança

        1. Normas sobre Carregamentos

  • Não ultrapassar jamais a carga máxima prevista para empilhadeiras. As indicações inscritas na placa de carregamento existente sobre a empilhadeira devem ser obedecidas, não se devendo jamais carregar uma carga sem conhecer a distância entre o centro dessa carga e a base do garfo.

  • Não aumentar, qualquer que seja o pretexto, o valor do contrapeso, seja adicionando um peso, seja fazendo subir pessoas na parte traseira do aparelho, com a finalidade de carregar cargas superiores àquelas indicadas pelo construtor;

  • A utilização simultânea de duas empilhadeiras para transporte de cargas pesadas ou muito grandes é uma manobra perigosa, exigindo precauções particulares. Ela só pode ser efetuada excepcionalmente e na presença do responsável pelo serviço de empilhadeiras;

  • Antes de elevar uma carga verificar se as caixas, pallets, etc. são apropriados e se estão em bom estado;

  • Assegurar-se de que as cargas estão perfeitamente equilibradas, amarradas ou calçadas sobre os suportes, de forma a evitar todo risco de escorregamento e queda;

  • Para carregar uma carga, avançar totalmente o garfo por baixo dela, levantá-la ligeiramente e inclinar imediatamente para trás;

  • Para colocar uma carga sobre uma pilha, elevá-la até a altura necessária, avançar lentamente a empilhadeira até que a carga se encontre em cima do local de empilhamento, freiar o aparelho, depositar lentamente a carga servindo-se, quando necessário, da inclinação para a frente prevista pelo construtor.

        1. Regras Gerais Sobre o Trânsito com Empilhadeiras

  • Olhar sempre na direção do percurso, conservando uma boa visibilidade e utilizando, quando necessário um auxiliar para orientar as manobras;

  • Observar os sinais existentes;

  • Dirigir em uma velocidade razoável; diminuir a velocidade e buzinar nos locais perigosos e na proximidade de pessoas, mas nunca para pregar sustos;

  • Fazer as curvas a pequena velocidade;

  • Vigiar a carga, especialmente nas curvas, principalmente se ela é muito grande ou pouco estável;

  • Evitar as saídas e paradas bruscas;

  • Sobre terreno úmido, escorregadio ou desigual, conduzir lentamente;

  • Levar em consideração a altura livre de passagem sob as portas.

  1. Ao atravessar uma porta:

  • Marcar um tempo de parada;

  • Buzinar e olhar pelos espelhos de segurança se a passagem está livre;

  • Conservar-se corretamente sentado sobre a empilhadeira, pronto a executar qualquer manobra imprevista;

  • Antes de comandar uma inversão de marcha, parar completamente;

  • Não ultrapassar outra empilhadeira senão em caso de absoluta necessidade, em boas condições de boa visibilidade e após haver buzinado;

  • Manter uma distância suficiente( três vezes o comprimento, no mínimo) entre as duas empilhadeiras transitando no mesmo sentido;

  • Em caso de paradas longas, durante o serviço, desligar o motor;

  • Nas subidas desenvolver uma velocidade suficiente e nas descidas conduzir lentamente;

  • Não dirigir jamais com as mãos sujas de graxa, etc.;

  • Transitar sempre com a carga abaixada (15cm aproximadamente do piso) e inclinada ao máximo para trás;

  • A descida de rampas deve ser efetuada, em princípio, de marcha a ré, a carga sendo mantida inclinada para trás;

  1. Nunca se deve estacionar a empilhadeira

  • Em local onde ela possa prejudicar a passagem;

  • Em rampa, salvo casos excepcionais, e após tomar cuidado, nestes casos de calçar as rodas;

  1. Ao deixar a empilhadeira, o motorista deve assegurar-se de que

  • motor não está ligado;

  • o freio de mão está acionado;

  • a chave de contato foi retirada;

  • o garfo está abaixado sobre o solo ou elevado a uma altura superior a 2m;

  • Ao terminar o período de trabalho o motorista deve levar a empilhadeira até o local destinado a esse fim, não esquecendo de colocar em baixo um papelão para evitar encharcar o chão com óleo ou graxa.

  1. É formalmente proibido

  • dirigir uma empilhadeira sem autorização;

  • dirigir uma empilhadeira sem treinamento;

  • praticar brincadeiras ou pregar sustos;

  • abusar da buzina;

  • elevar uma carga superior à capacidade do aparelho;

  • elevar uma carga mal equilibrada;

  • elevar uma carga com um só braço da garfo;

  • aumentar o valor do contrapeso;

  • dirigir com a carga elevada;

  • freiar bruscamente e fazer curvas em grande velocidade;

  • abandonar a empilhadeira em passagens;

  • deixar a chave de contato da empilhadeira durante a ausência do motorista;

  • desobedecer aos sinais de segurança;

  • transportar pessoas nas empilhadeiras;

  • puxar ou empurrar veículos, a menos que sob a orientação direta do encarregado pelos serviços de empilhadeiras;

  • carregar ou transportar fardos de tiras de folhas, amarrar com fita convenientemente.

      1. Normas de Manutenção

  • Ao verificar qualquer defeito em sua empilhadeira o motorista deverá informar imediatamente seu chefe responsável. Não deverá, entretanto, em qualquer caso, efetuar ele mesmo qualquer reparação ou regulagem;

  • O motorista da empilhadeira é responsável pela limpeza da mesma, devendo mantê-la em perfeito estado de asseio e conservação.

        1. Verificações diárias

  • Ao iniciar um período de trabalho o motorista deve verificar:

  • O bom estado dos pneumáticos;

  • A eficiência dos freios e o bom funcionamento da buzina;

  • O abastecimento da gasolina, água e óleo;

  • O funcionamento dos sistemas de elevação e de inclinação.

        1. Verificações periódicas

De acordo com o plano de manutenção preventiva, a empilhadeira deve ser

apresentada periodicamente à Divisão Técnica. Nessas ocasiões o motorista deverá entregar a máquina para revisão.

      1. Empilhamento Por Processo Manual

Subitem 11.2.8 - Quando não for possível o emprego de processo mecanizado, admite-se o processo manual, mediante a utilização de escada removível de madeira, com as seguintes características:

a) lance único de degraus com acesso a um patamar final;

b) a largura mínima de 1,00m (um metro), apresentando o patamar as dimensões mínimas de 1,00m x 1,00m (um metro x um metro) e a altura máxima, em relação ao solo, de 2,25m (dois metros e vinte e cinco centímetros);

c) deverá ser guardada proporção conveniente entre o piso e o espelho dos degraus, não podendo o espelho ter altura superior a 0,15m (quinze centímetros), nem o piso largura inferior a 0,25m (vinte e cinco centímetros);

d) deverá ser reforçada, lateral e verticalmente, por meio de estrutura metálica ou de madeira que assegure sua estabilidade;

e) deverá possuir, lateralmente, um corrimão ou guarda-corpo na altura de 1,00m (um metro) em toda a extensão;

f) perfeitas condições de estabilidade e segurança, sendo substituída imediatamente a que apresente qualquer

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