(Parte 5 de 6)

Figura 18

As estruturas de armazenagem mais utilizadas são:

  • Empilhamento sobre o piso (Blocagem);

  • Porta paletes simples ou duplos (Estruturas metálicas);

  • Drive-In e Drive-Through (Estantes que permitem armazenar um grande número de pallets em uma pilha vertical);

  • Cantilever (para itens compridos);

  • Dinâmico (Sistema indicado para materiais a serem armazenados de conformidade com princípio de que o primeiro que entra primeiro que sai);

  • Flowrack de caixas (para materiais de pequeno volume e peso, cuja armazenagem dispensa a utilização de palete, e atende materiais de no máximo 80 Kg).

  1. ANEXO 1

O anexo 1 da Norma Regulamentadora 11 trata especificamente do regulamento técnico de procedimentos para movimentação, armazenagem e manuseio de chapas de mármore, granito e outras rochas.

    1. FUEIROS

Fueiros são escoras laterais metálicas perpendiculares ao plano do assoalho da carroçaria do veículo para transporte de toras.

Figura 19

As chapas serradas, ainda sobre o carro transportador e dentro do alojamento do tear, devem receber proteção lateral para impedir a queda das mesmas - proteção denominada L ou Fueiro, observando-se os seguintes requisitos mínimos:

a) os equipamentos devem ser calculados e construídos de maneira que ofereçam as necessárias garantias de resistência e segurança e conservados em perfeitas condições de trabalho;

b) em todo equipamento será indicado, em lugar visível, o nome do fabricante, o responsável técnico e a carga máxima de trabalho permitida;

c) os encaixes dos L (Fueiros) devem possuir sistema de trava que impeça a saída acidental dos mesmos.

    1. CARRO PORTA-BLOCO E CARRO TRANSPORTADOR

O uso de carros porta-bloco e carros transportadores devem obedecer aos seguintes requisitos mínimos:

a

Figura 20

) os equipamentos devem ser calculados e construídos de maneira que ofereçam as necessárias garantias de resistência e segurança e serem conservados em perfeitas condições de trabalho, atendendo as instruções do fabricante;

b) em todo equipamento deve ser indicado, em lugar visível, o nome do fabricante, o responsável técnico e a carga máxima de trabalho permitida;

c) tanto o carro transportador como o porta-bloco devem dispor de proteção das partes que ofereçam risco para o operador, com atenção especial aos itens:

- condições dos cabos de aço;

-

Figura 20

ganchos e suas proteções;

- proteção das roldanas;

- proteção das rodas do carro;

- proteção das polias e correias;

- proteção das partes elétricas.

d) o operador do carro transportador e do carro porta-bloco, bem como a equipe que trabalhar na movimentação do material, deve receber treinamento adequado e específico para a operação;

e) além de treinamento, informações e instruções, os trabalhadores devem receber orientação em serviço, que consistirá de período no qual desenvolverão suas atividades sob orientação de outro trabalhador experiente ou sob supervisão direta, com duração mínima de trinta dias;

f) para operação de máquinas, equipamentos ou processos diferentes daqueles a que o operador estava habituado, deve ser feito novo treinamento, de modo a qualificá-lo à utilização dos mesmos;

g) após a retirada do carro porta-bloco do alojamento do tear, as proteções laterais devem permanecer até a retirada de todas as chapas;

h) nenhum trabalho pode ser executado com pessoas entre as chapas;

i) devem ser adotados procedimentos para impedir a retirada de chapas de um único lado do carro transportador, com objetivo de manter a estabilidade do mesmo;

j) a operação do carro transportador e do carro porta-bloco deve ser realizada, por no mínimo duas pessoas treinadas conforme a alínea “d”.

    1. PÁTIO DE ESTOCAGEM

Área descoberta, porém cercada, calçada e dotada de infraestrutura de escoamento pluvial e iluminação.

Nos locais do pátio onde for realizada a movimentação e armazenagem de chapas, devem ser observados os seguintes critérios:

(

Figura 21

a) piso não deve ser escorregadio, não ter saliências e ser horizontal, facilitando o deslocamento de pessoas e materiais;

(b) piso deve ser mantido em condições adequadas devendo a empresa garantir que o mesmo tenha resistência suficiente para suportar as cargas usuais;

(c) recomenda-se que a área de armazenagem de chapas seja protegida contra intempéries.

As empresas que não puderem atender aos requisitos anteriores deverão possuir um projeto alternativo com as justificativas técnicas da impossibilidade além de medidas acessórias para garantir segurança e conforto nas atividades de movimentação e armazenagem das chapas.

    1. CAVALETES

Exemplos de cavaletes:

Cavalete triangular: Peça metálica em formato triangular com uma base de apoio usado para armazenagem de chapas de mármore, granito e outras rochas;

C

Figura 22

avalete vertical: Peça metálica em formato de pente colocado na vertical apoiado sobre base metálica, usada para armazenamento de chapas de mármore, granito e outras rochas;

Palitos: Hastes metálicas usadas nos cavaletes verticais para apoio das chapas de mármore, granito e outras rochas;

Os cavaletes devem estar instalados sobre bases construídas com um material resistente e impermeável, garantindo a estabilidade e um bom posicionamento e apoio das chapas, observando-se os seguintes requisitos:

  1. Possuir a altura mínima de 1,50m;

  2. Os cavaletes verticais devem ter no máximo 6m de comprimento com um reforço nas extremidades e serem compostos de seções com largura máxima de 22 cm;

  3. A proteção lateral não poderá ser usada como apoio natural para as chapas;

  4. A espessura dos palitos dos cavaletes verticais deve resistir aos esforços das cargas usuais e devem ser soldados, impedindo o armazenamento de mais de 10 chapas em cada seção;

  5. Deve estar indicado, em lugar visível no cavalete, sua descrição.

  6. Os cavaletes devem estar em perfeitas condições de uso e estas condições devem ser comprovadas por inspeção e a vistoria deve ser realizada por um profissional legalmente habilitado.

  7. Deve ser garantido um espaço, devidamente sinalizado, com no mínimo 80 cm entre cavaletes verticais e de no mínimo 50 cm entre cavaletes e as paredes do local de armazenagem;

  8. A área de circulação de pessoas em torno dos cavaletes deve ser demarcada e possuir no mínimo 1,20m de largura;

  9. Espaço destinado para carga e descarga de materiais deve ser devidamente demarcado no piso e possuir o dobro da largura do maior veículo utilizado;

  10. As atividades de retirada e colocação de chapas em cavaletes devem ser realizadas sempre por duas pessoas, uma em cada extremidade  da chapa.

Recomenda-se a adoção de critérios para a separação no armazenamento das chapas, tais como cor, tipo do material ou outros critérios de forma a facilitar a movimentação das mesmas.

Recomenda-se que as empresas mantenham nos locais de armazenamento, os projetos, cálculos e as especificações técnicas dos cavaletes.

    1. MOVIMENTAÇÃO DE CHAPAS COM USO DE VENTOSAS

Para evitar desgastes prematuros de componentes de ventosas, bem como quebras de material e até possíveis acidentes de trabalho, alguns itens de ventosas para transporte de chapas requerem atenção mais constante.

U

Figura 23

ma inspeção diária destes componentes principais, realizada em poucos minutos, irá garantir que praticamente todas as prováveis ocorrências de parada de operação possam ser evitadas.

Filtros de ar: verificar se estão limpos e desimpedidos.

Borrachas de sucção: verificar se estão atuando e se apresentam desgaste.

Manômetro de indicação de pressão: verificar se está atuando corretamente e se não há vazamentos de ar no sistema.

Estes três componentes são simples de serem verificados e garantem um perfeito trabalho. Qualquer "defeito" localizado deverá imediatamente ser sanado.

    1. MOVIMENTAÇÃO DE CHAPAS COM CABOS DE AÇO, CINTAS, CORREIAS E CORRENTES

Os cabos de aço, cintas ,correias e correntes são usados para movimentar cargas com meios de elevação. Por meio delas é que fazemos o acoplamento da carga ao meio de elevação.

Aplicáveis são:

Cabos de Aço: para cargas com superfície lisa, oleosa ou escorregadia, assim como laços de cabo de aço com ganchos para aplicação nos olhais da carga.

C

Figura 24

orrentes: para materiais em altas temperaturas e cargas que não tenham chapas ou perfis. Lingas de corrente com gancho podem ser acoplados aos olhais da carga.

Cintas e Laços Sintéticos: para cargas com superfícies extremamente escorregadias ou sensíveis, como por exemplo, cilindros de calandragem, eixos, peças prontas e

pintadas.

Combinação Cabo e corrente: para o transporte de perfis e trefilados. Neste caso a corrente deve ficar na área de desgaste onde possivelmente existam cantos vivos e o cabo fica nas extremidades exercendo função de suporte e facilitando a passagem da linga por baixo das cargas.

Não aplicáveis são:

Cabos de Aço: para materiais com cantos vivos ou em altas temperaturas.

Correntes: para cargas com superfície lisa ou escorregadia.

Cintas e Laços Sintéticos: para cantos vivos e cargas em altas temperaturas.

Na movimentação de chapas, com a utilização de cabos de aço, cintas, correias e correntes, devem ser atendidos as seguintes obrigações:

  1. Deve ser levada em conta a capacidade de sustentação das mesmas e a capacidade de carga do equipamento de içar, atendendo as especificações técnicas e recomendações do fabricante.

  2. Correntes e cabos de aço devem ser adquiridos exclusivamente de fabricantes ou de representantes autorizados, sendo proibida a aquisição de sucatas , em especial de atividades portuárias.

  3. O empregador deve manter as notas fiscais de aquisição dos cabos de aço e correntes no estabelecimento à disposição da fiscalização.

  4. Em todo equipamento deve ser indicado, em lugar visível, o nome do fabricante, o responsável técnico e a carga máxima de trabalho permitida.

  5. Os cabos de aço, correntes, cintas e outros meios de suspensão ou tração e suas conexões, devem ser instalados, mantidos e inspecionados conforme especificações técnicas do fabricante.

  6. O empregador deve manter em arquivo próprio o registro de inspeção e manutenção dos cabos de aço, cintas, correntes e outros meios de suspensão em uso.

  7. O empregador deve destinar área específica com sinalização adequada, na vertical e no piso, para a movimentação de chapas com uso de cintas, correntes, cabos de aço e outros meios de suspensão.

    1. Figura 25

      MOVIMENTAÇÃO DE CHAPAS COM USO DE GARRAS

A garra é comparável a mão humana. No entanto, ela não é capaz de simular seus movimentos, resultando na limitação dos movimentos a uma faixa de operações. A grande demanda tem levado ao desenvolvimento de garras que podem manusear objetos de diferentes tamanhos, formas e materiais. Estas garras são divididas em vários tipos de classe:

Garra de dois dedos: É o tipo mais comum e com grande variedade. São diferenciados um do outro pelo tamanho e/ou movimento dos dedos, como o movimento paralelo ou o movimento de rotação. A principal desvantagem desta garra é a limitação da abertura dos seus dedos, restringindo, assim a sua operação em objetos cujo tamanho não exceda esta abertura máxima.

Figura 26

(Parte 5 de 6)

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