ELIYAHU M. Goldratt, A Meta, 2ͣ Edição, Nobel Franquias AS, 2007

A META

Este trabalho desenvolve o resumo do livro “A meta, um processo de melhoria contínua” com o objetivo de extrair as idéias do autor. No estacionamento da fábrica, o gerente da UniCo, Alex Rogo, irrita-se ao se deparar com uma Mercedes carmim em sua vaga, visto que o estacionamento estava completamente vazio e havia vagas marcadas “VISITANTES”. Sendo assim a única pessoa a fazer isso seria Bill Peach, Vice Presidente da divisão. Caminhando em direção ao escritório, Alex se perguntava qual seria o motivo da visita de Bill, quando, ao ouvir seu nome avista quatro pessoas saindo de uma porta ao lado da fábrica, eram elas, Dempsey, supervisor do turno, Martinez, representante do sindicato, Ray, Supervisor do centro de usinagem e um dos horistas. Ao se aproximar deles, todos passam a falar ao mesmo tempo, criando uma grande confusão. Após conseguir acalmar a todos, Alex percebe que o Sr. Peach chegara há quase uma hora, entrou na fábrica e pedira o status do pedido 41.427, porém, ninguém sabia a respeito do pedido. Após uma reviravolta dos funcionários, descobre-se que o pedido era relativamente grande e que estava atrasado. Peach então resolve agilizar as coisas, corre para todos os lados da fabrica berrando e dando ordens ao Dempsey. Finalmente descobrem que quase todas as peças estavam prontas e esperando, porém elas não podiam ser finalizadas e entregues, pois, estava faltando uma peça de alguma submontagem, que ainda precisava ser processada em alguma outra operação. Descobrem que as peças que faltavam estavam paradas ao lado de uma das máquinas de controle numérico, esperando para serem processadas. Entretanto, ao observarem o operador da máquina, relatam que ele não estava preparando a máquina para processar as peças do pedido e sim outras peças, dadas como urgentes. Peach não dava a mínima para qualquer outro trabalho, pois só se importava com o pedido 41.427. Sendo assim, pede ao Dempsey que mande o seu supervisor, Ray, instruir o seu operador a processar as peças do pedido 41.427. Irritado, o operador reclama por ter demorado horas calibrando a máquina, para processar o pedido dado como urgente e passa a ameaçar abandonar o trabalho mesmo quando Peach o avisa que, caso não faça o trabalho seria demitido. Ao chegar ao local, Alex pergunta por Bill e logo é informado por Dempsey que ele se encontrava em seu escritório. Ao se deparar com Ray, Alex pede para que se faça o que Bill quer, mesmo que venha há perder mais tempo com a máquina. Ao ir para o escritório, Bill o esperava sentado em sua cadeira, e logo o informa que a fábrica poderia ser fechada por não conseguir entregar os pedidos a tempo. Alex diz que por motivos de corte de funcionários e de 20% nos custos, há poucos meses, a fábrica não estava conseguindo processar todos os pedidos a tempo, e que para conseguir precisaria de mais funcionários. Peach o contradiz, com base nos últimos relatórios e na eficiência da fábrica, Alex teria não só funcionários o suficiente, mas também, espaço onde poderia melhorar suas eficiências, por isso, deu três meses para que Alex conseguisse tirar a fábrica do atraso e passasse a ganhar mais dinheiro ou a fábrica seria fechada. Pensativo e muito cansado, Alex fica tentando descobrir um meio de elevar a fábrica, pois se sentia responsável por todos os funcionários, e já estava exigindo muito de todos. Em um momento de reflexão, Alex retira um charuto do bolso do paletó e relembra de uma conversa que tivera com Jonah, ex-professor de física. Durante a conversa Alex fala que estava fazendo parte de um projeto em que discutia sobre robôs industriais, e que sua fábrica estava gerando cerca de 36% a mais de produtividade por usar robôs, mas que, era apenas em algumas áreas da fábrica e que não gerava lucros. Jonah o questiona, pois, na verdade, Alex não teria um aumento de 36% de produtividade, já que, não foi expedido nenhum pedido a mais, os inventários não diminuíram e a mão-de-obra não foi reduzida. Jonah explica que produtividade é quando a empresa se aproxima da meta, e que Alex deveria saber qual é a meta da fábrica antes de tentar entender o significado de produtividade. Com base na conversa, Alex tenta entender o que seria a meta da fábrica, compra uma pizza e algumas latinhas de cerveja, dirige até chegar a uma colina, onde consegue visualizar a fábrica. Comendo sua pizza e bebendo sua cerveja, Alex passa a pensar na meta da fábrica e chega à conclusão que, a fábrica não estava gerando dinheiro e estava dando muitas despesas, logo está seria a meta, ganhar dinheiro. Por volta de 4h da manha, Alex recebe uma ligação de Jonah, ele explica que, para saber seu lucro, Alex precisaria identificar algumas medidas, sendo elas, o ganho que a fábrica gera através das vendas, o inventário que seria o dinheiro onde o sistema investiu na compra de material para venda e a despesa operacional causada por gastos que a fábrica gera para poder vender seu inventário. Após uma longa conversa Alex vai dormi e ao acorda pensa na conversa que teve com Jonah, vai para a fábrica por volta das 13h e comenta sua conversa com sua equipe, tentando explicar o que seria a meta e que tipos de medidas deveriam fazer para identificar os lucros da fábrica. Com a incerteza do próximo passo, para diminuir o inventário sem diminuir a eficiência, entram em acordo para que Alex entre em contato novamente com Jonah, para que se tenha uma definição melhor do que seria a meta e como diminuir seu inventário e melhorar a eficiência. Na manha seguinte Alex encontra Jonah, em um hotel de Nova York, em meio a conversa, Jonah explica que uma fábrica onde todos os funcionários estão trabalhando todo o tempo, é uma fábrica muito ineficiente, dando como exemplo a UniCo, pois havia um monte de estoque em excesso, e que para isso, haveria mão-de-obra em excesso, ele também explica que a meta da fábrica não é apenas reduzir despesas operacionais ou melhorar alguma medida isoladamente, a meta seria reduzir despesa operacional e inventário e, juntamente, aumentar o ganho. Antes de Jonah se retirar, ele fala que, devido a um fenômeno chamado de “eventos dependentes”, que seria um processo onde só pode dar inicio após a conclusão de um processo anterior, ou seja, o processo subseqüente depende do processo anterior, e das “flutuações estatísticas” que depende da velocidade para se processar as coisas, podendo ser de forma rápida ou de forma mais lenta. Na manha seguinte, Alex leva seu filho para uma caminhada, e por falta do instrutor, ele passa a ser o chefe da tropa, conduzindo as crianças pela trilha, Alex relembra da conversa com Jonah e tenta entender os dois itens mencionados, “eventos dependentes” e “flutuações estatísticas”, ele entende que um operário só pode realizar o Passo Dois após, a máquina terminar o Passo Um, pois as peças devem ser terminadas antes de darem início da montagem do produto, definindo assim o que seria “eventos dependentes”. Após um tempo, Alex passa a se perguntar o que seria “flutuação estatística”, e observa os meninos caminhando, ele observa atentamente que em um instante estão todos próximos e em outro instante estão mais distante, observa também que a velocidade em que andam depende de quem está à frente e que para todos andarem unidos, teriam que estar a todo o momento na mesma velocidade, sendo assim, a capacidade média de uma máquina depende da sua velocidade, ou seja, o tempo em que ela está processando a máquina anterior e a subseqüente deveria estar andando na mesma velocidade, evitando assim não deixar peças processando enquanto a máquina subseqüente não opera. De volta para a UniCo, Alex reúne sua equipe e da início ao seu primeiro passo, identificar as máquinas denominadas como “Gargalo”, que possuíam velocidades inferiores às máquinas anteriores e subseqüentes, elas ficavam cheias de peças para processar, atrasando a produção do produto final. Logo mais no segundo passo, teve que encontrar um método de explorar os gargalos, onde foi diminuído o tempo de trabalho das máquinas anteriores e subseqüentes, e aumentou o tempo de trabalho dos funcionários que operavam o gargalo. Seu terceiro passo foi subordinar todo o sistema ao gargalo, fazendo as máquinas anteriores andarem na mesma velocidade que o gargalo, evitando fazer mais peças que o gargalo consegue processar. Seu quarto passo foi elevar a produtividade no gargalo, devendo assim, processar as mesmas peças que o gargalo em outras máquinas, não seria com a mesma eficiência, mas daria ao gargalo um ganho de 15% de produtividade. No dia seguinte Alex é informado que mesmo tendo eliminado todos os atrasos não aumentou as vendas. Entretanto foi possível pensar em um quinto passo, que seria voltar ao primeiro passo e revisar todos os processos da mesma forma que foi feito anteriormente. Alguns dias depois em uma reunião com Peach, Alex recebe a proposta que poderia aumentar 15% do lucro da fábrica. Logo depois, em uma reunião com sua equipe, Alex informa a nova meta da fábrica, produzir duas mil peças em duas semanas, sendo assim a equipe adota uma nova estratégia, transforma o pedido em pequenos lotes. Dias depois Alex é surpreendido pela visita de seu cliente, que pessoalmente foi cumprimentar a todos da fábrica pelo esforço feito para entregar seu pedido. Bill também fez uma surpresa, pois segundo o relatório de Alex, o valor adquirido na meta foi alto, 12%, Bill disse que aquela fábrica era a melhor filial e que pelo desempenho de Alex, ele seria promovido e que deveria dirigir uma outra filial. A obra ajuda a determinar quais são as relações entre “cause” e “conseqüência” e com isso mostra que cada empresa determina sua produtividade com base no desempenho dos seus operadores e na forma que utiliza suas máquinas.

Palavras-chave: Meta, gargalo, eficiência, elevar, produtividade

Comentários