Auxiliar de farmácia

Auxiliar de farmácia

(Parte 5 de 6)

As costelas e os músculos intercostais, por expansão, provocam um aumento da caixa torácica que, vedada pelo diafragma contraído, propicia um vácuo que permite a inspiração. Na expiração ocorre o inverso.

Função: metabolismo dos alimentos ingeridos e sua absorção, além da eliminação de produtos sólidos rejeitados na digestão. Ele é composto por:

BOCA Primeiro segmento do aparelho digestivo.

Função: abrigar a língua, os dentes, a úvula e as glândulas salivares.

Órgão muscular ímpar de forma cônica, revestido por mucosa, situado na cavidade bucal entre as arcadas dentárias.

Função: indução à salivação, formação e movimentação do bolo alimentar. Inicia a quebra e processa a deglutição dos alimentos.

DENTES São órgãos duros de estrutura calcária.

Função: Os dentes misturam, com auxilio da língua, o alimento e a saliva, sendo que os dentes incisivos cortam, os caninos rasgam e os pré-molares e molares trituram.

São seis e estão localizadas ao redor da cavidade bucal. São denominadas parótidas, submaxilares e sublinguais.

Função: elaborar a saliva, que é um líquido inodoro e que se divide em dois tipos: simpática (espessa e escassa) e parassimpática (fluida e abundante). Quando parassimpática, ativa o suco gástrico, mediante a presença da amilase salivar.

Apesar de não constar como órgão do sistema digestório, acredita-se que a úvula, localizada no final da faringe, no “teto”, em forma de “sino”, exerça função de estimular o peristaltismo do esôfago e estômago.

FARINGE É um órgão comum ao sistema digestório e ao sistema respiratório.

Função: através da válvula epiglote a faringe impede que líquidos e sólidos sejam desviados para os pulmões.

É um canal músculo-membranoso que une a faringe ao estômago. Possui, em suas paredes, glândulas que secretam substâncias lubrificantes, facilitando o deslocamento do alimento até o estômago.

Função: serve como um condutor de passagem dos alimentos.

É um órgão cavitário, uma espécie de bolsa, lembrando um “J”. O estômago tem três zonas distintas: a cárdia, que o separa do esôfago; o fundo, onde se encontram as glândulas produtoras de suco gástrico; e o piloro, que o separa do duodeno.

Função: receber os alimentos já insalivados, decompô-los em substâncias mais simples e encaminhá-lo para os intestinos.

O alimento fica no estômago de trinta minutos a três horas. Nesse período, é amassado e comprimido pelos fortes músculos estomacais, até virar uma pasta cremosa. Por causa das inúmeras transformações que ocorrem em seu interior o alimento recebe o nome de “quimo”, pasta esbranquiçada e mole que, através do piloro, entra no duodeno.

Válvula em forma de anel muscular (esfíncter), que promove a comunicação do estômago com o duodeno.

Função: regula a passagem dos alimentos da cavidade gástrica para o intestino.

INTESTINO É uma porção do aparelho digestivo situada entre o estômago e o ânus.

O intestino é formado por uma camada mucosa envolta por uma parede muscular constituída por uma porção externa de fibras longitudinais. O intestino divide-se em duas partes:

Intestino delgado: duodeno, jejuno e íleo. Intestino grosso: cecun, cólons e reto.

Função: receber o alimento parcialmente digerido (quimo) e dar prosseguimento à decomposição das proteínas, hidratos de carbono e gorduras. No intestino delgado, as moléculas que compõem essa massa são transformadas em substâncias mais simples e absorvidas pelo sangue e linfa através das vilosidades intestinais.

A água e algumas vitaminas são absorvidas no intestino grosso. Nele os alimentos não aproveitados pelo organismo gradualmente, transformam-se no bolo fecal e são expelidos através do esfíncter anal.

Primeiro segmento do intestino delgado

Função: nele ocorrem as principais funções químicas da digestão. Através da ampola de Vater, o alimento recebe a bile e o suco pancreático. JEJUNO Segunda parte do intestino delgado. O seu nome vem do fato de, no cadáver, estar sempre vazio de alimento. Enche a maior parte do abdômen, desempenhando múltiplas circunvoluções. Tem numerosos vasos capilares sangüíneos, que depois se reúnem e vão formar as veias mesentéricas, constituintes da veia porta. Função: absorver nutrientes que depois passam para o sangue. ILEO Último segmento do intestino delgado, mede cerca de 4 metros de comprimento e tem 2,5 centímetros de diâmetro. O íleo toma o seu nome do osso ilíaco. Localiza-se na região inferior do abdômen. Função: absorver nutrientes.

INTESTINO GROSSO É a parte final do tubo digestivo. Mede cerca de 1,70 metros de comprimento e tem 7 centímetros de diâmetro. Começa na parte inferior direita do abdômen, pouco acima da junção da coxa com o tronco, e divide-se em três partes: cecun, cólon e reto. É caracterizado por sua distensibilidade, pela extensão de tempo que retém seu conteúdo e pela disposição de sua musculatura, que possibilita a evacuação. Função: absorção da água, vitaminas e sais minerais, transformando o quimo em fezes semi-sólidas, transportando-as e evacuando-as. RETO Parte final do intestino grosso, situa-se na superfície anterior do sacro e cóccix, terminando no canal anal. Função: fazer comunicar o cólon sigmóide com o exterior do esfíncter anal e armazenar os resíduos semi-sólidos que restam do processo de digestão. Esses resíduos (fezes) são compostos de alimentos não digeridos, muco, células mortas e bactérias. Ao se acumularem no reto as fezes exercem pressão na parede do tubo, excitando terminais nervosos que, em reação, enviam impulsos ao sistema nervoso central. Este, então, ordena contrações ao reto, o que gera a vontade de defecar.

Outros órgãos que contribuem para o processo digestivo:

É a maior glândula do corpo e está localizado na parte superior da cavidade abdominal, abaixo da cúpula diafragmática.

Tem funções múltiplas, indispensáveis à vida do organismo, como: produção de bile, colesterol e inúmeras proteínas; depósito de glicogênio, gorduras (fonte de energia); intervenção no metabolismo dos lipídios; conversão de substâncias.

Pequeno saco com formato de pêra, localizado posteriormente e na parede inferior do fígado. A bile é um líquido de cor amarela, mas que se torna esverdeado pela oxidação; é secretado pelas células hepáticas através dos canais biliares e lançado no duodeno, onde colabora para as funções da digestão. A função da bile é auxiliar na digestão, combatendo a acidez, ativando os demais fermentos, decompondo as gorduras, impedindo a putrefação intestinal e ativando a lípase gástrica.

Função: acumular parte da bile secretada pelas células hepáticas e, num segundo tempo, lançá-la no duodeno através do ducto cístico e do ducto colédoco.

É uma glândula grande e lobulada de dupla função (endócrina e exócrina), que se assemelha em estrutura às glândulas salivares. Localiza-se no abdômen, atrás do estômago.

Possui funções endócrinas (que abordaremos no sistema endócrino) e exócrinas ou digestivas, que formam o suco pancreático.

O suco pancreático atua no duodeno, chegando através do ducto pancreático acessório e colédoco. É composto por enzimas digestivas: protease, para digestão das proteínas; lipase, para digestão dos lipídios; amilase pancreática, para digestão do amido e nuclease, para a digestão dos ácidos nucléicos.

Está situada entre a porção terminal do intestino delgado (íleo) e o cecun, segmento de maior calibre.

Função: impedir o refluxo do material proveniente do cecun e retardar o esvaziamento do intestino delgado se o cecun estiver repleto.

É a abertura do canal anal. Tem anéis musculares que podem relaxar, permitindo o alargamento da passagem durante a defecação (expulsão das fezes).

Função: controla expulsão de restos inaproveitados do intestino grosso.

Tem a função de suportar tecidos adjacentes, proteger os órgãos vitais e outros tecidos moles do corpo. Auxilia no movimento do corpo, fornecendo inserção dos músculos e funcionando como alavanca. Produz células sanguíneas (medula vermelha). Fornece uma área de armazenamento para sais minerais, especialmente fósforo e cálcio, para suprir as necessidades do corpo. Responsável pela forma do corpo. Também é depósito de gordura (medula amarela).

O osso é formado por várias substâncias que são responsáveis pela sua consistência e por sua firmeza.

Classificação dos ossos:

OSSOS LONGOS Existe uma parte mediana comprida, a diáfise, ou corpo ósseo, e duas extremi- dades, as epífises. É o que acontece com o fêmur e o úmero. A parte externa da epífise é formada por uma camada fina de osso compacto, e a parte interna por substância esponjosa. A diáfise encerra uma cavidade em seu interior, a cavidade medular, rodeada de tecido compacto.

OSSOS CURTOS Verifica-se que as três dimensões são praticamente iguais, o que lhes confere grande resistência, ainda que geralmente possuam pouca mobilidade. Exemplo: ossos do punho.

OSSOS CHATOS São ossos achatados de pequena espessura em relação ao seu comprimento e largura. A escápula é um exemplo.

O esqueleto é comumente dividido em duas partes principais: o esqueleto axial e o esqueleto apendicular. O esqueleto axial é formado pelo crânio, pela coluna vertebral, pelas costelas e pelo esterno, enquanto o esqueleto apendicular é formado pelos membros superiores (úmero, rádio, ulna e ossos da mão) e pelos membros inferiores (fêmur, tíbia, fíbula, patela e ossos do pé).

As uniões entre o esqueleto axial e o esqueleto apendicular são realizadas pelas cinturas ou cíngulos. Unindo cada membro superior ao esqueleto axial está a respectiva cintura escapular, formada pela escápula e pela clavícula. Unindo cada membro inferior ao esqueleto axial está a cintura pélvica, que na infância é formada pelos ossos ílio, ísquio e púbis, unidos por cartilagem. Durante a adolescência estes três ossos se fundem, formando um osso único, o osso do quadril.

Chamamos de ossos pares aqueles que aparecem em número de dois no esqueleto, e de ímpares os que são únicos.

Conheça a seguir os ossos existentes nas diferentes partes do corpo:

CABEÇA Os ossos da cabeça são divididos em ossos do crânio e ossos da face. Os ossos do crânio envolvem e protegem o cérebro e são ao todo oito, dos quais dois são pares e quatro são ímpares. A face é formada por 14 ossos, sendo seis pares e dois ímpares.

(Parte 5 de 6)

Comentários