Desenho Arquitetônico

Desenho Arquitetônico

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2.5 GABARITOS

São chapas em plástico ou acrílico, com elementos diversos vazados, que possibilitam a reprodução destes nos desenhos.

O gabarito de círculos é útil para o traçado de pequenos círculos de raios prédisponíveis. Outros gabaritos úteis: equipamentos sanitários/hidráulicos, formas geométricas e mobiliário.

Este material foi adaptado da apostila de Desenho Técnico I dos professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho e José Aloísio Meulam Filho, do Curso de Arquitetura e Urbanismo da FAG (Cascavel-PR)

2.6 ESCALÍMETRO

Instrumento destinado à marcação de medidas, na escala do desenho. Pode ser encontrado com duas gradações de escalas, mas a mais utilizada e recomendável em arquitetura é o que marca as escalas de 1:20, 1:25, 1:50, 1:75, 1:100 e 1:125. Cuidado: o escalímetro não deve ser utilizado para o traçado de linhas.

2.7 PRANCHETA

Geralmente de madeira, em formato retangular, onde se fixam os papéis para os desenhos. È importante que a prancheta bem como o banco possibilitem ao aluno uma correta postura ergonômica. A iluminação adequada também é importante para um bom trabalho.

Para cobrir as pranchetas, pode-se usar o seguinte: 1. Coberturas de vinil, que fornecem uma superfície de desenho suave e uniforme. Furos de alinhamento e cortes ficam naturalmente encobertos. 2. Revestimento em fórmica ou material resistente similar, sem imperfeições de superfície.

2.8 RÉGUA PARALELA

Destinada ao traçado de linhas horizontais paralelas entre si no sentido do comprimento da prancheta, e a servir de base para o apoio dos esquadros para traçar linhas verticais ou com determinadas inclinações. O comprimento da régua paralela deve

Este material foi adaptado da apostila de Desenho Técnico I dos professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho e José Aloísio Meulam Filho, do Curso de Arquitetura e Urbanismo da FAG (Cascavel-PR) ser um pouco menor do que o da prancheta. A régua paralela, de certo modo, substituiu a régua “T”, que era utilizada com a mesma função.

3 A GRAFICAÇÃO ARQUITETÔNICA

Sempre que possível o desenho deve estar bem paginado, dentro de pranchas padronizadas com margens e carimbo com as informações necessárias. Deve estar limpo e sem rasuras. Conter traços homogêneos, com espessuras diferenciadas que identifiquem e facilitem a compreensão dos elementos desenhados. Textos com caracteres claros que não gerem dúvidas ou dupla interpretação. Dimensões e demais indicações que permitam a boa leitura e perfeita execução da obra. Sempre que possível seguir uma norma de desenho estabelecida (NBR 6492). Para quem está iniciando parece difícil, mas com a prática se torna um prazer.

A base para a maior parte do desenho arquitetônico é a linha, cuja essência é a continuidade. Em um desenho constituído somente de linhas, a informação arquitetônica transmitida (espaço volumétrico; definição dos elementos planos, sólidos e vazios; profundidade) depende primordialmente das diferenças discerníveis no peso visual dos tipos de linhas usados.

3.1 AS LINHAS

As linhas são os principais elementos do desenho arquitetônico. Além de definirem o formato, dimensão e posicionamento das paredes, portas, janelas, pilares, vigas, objetos e etc, determinam as dimensões e informam as características de cada elemento projetado. Sendo assim, estas deverão estar perfeitamente representadas dentro do desenho.

Este material foi adaptado da apostila de Desenho Técnico I dos professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho e José Aloísio Meulam Filho, do Curso de Arquitetura e Urbanismo da FAG (Cascavel-PR)

As linhas de um desenho normatizado devem ser regulares, legíveis (visíveis) e devem possuir contraste umas com as outras.

Nas plantas, cortes e fachadas, para sugerir profundidade, as linhas sofrem uma gradação no traçado em função do plano onde se encontram. As linhas em primeiro plano – mais próximo – serão sempre mais grossas e escuras, enquanto as do segundo e demais planos visualizados – mais afastados – serão menos intensas.

HB Principais/ secundárias

Linhas que estão sendo cortadas

MÉDIO H Secundárias Linhas em vista/elevações

2H 4H Grades/ layouts/ representação

Linhas de construção/ cotas/ texturas

Traço forte: As linhas grossas e escuras são utilizadas para representar, nas plantas baixas e cortes, as paredes e todos os demais elementos interceptados pelo plano de corte. No desenho a lápis pode-se utilizar a lapiseira 0,5 e retraçar a linha diversas vezes, até atingir a espessura e tonalidade desejadas, ou então utilizar-se o grafite 0,9, traçando com a lapiseira bem vertical. Com o uso de tinta nanquim a pena pode ser 0.6; Traço médio: As linhas médias, ou seja, finas e escuras, representam elementos em vista ou tudo que esteja abaixo do plano de corte, como peitoris, soleiras, mobiliário, ressaltos no piso, paredes em vista, etc. É indicado o uso do grafite 0,5, num traço firme, com a lapiseira um pouco inclinada, procurando girá-la em torno de seu eixo, para que o grafite desgaste homogeneamente mantendo a espessura do traço único. Para o desenho a tinta pode-se usar as penas 0,2 e 0,3; Traço fino: Para linhas de construção do desenho – que não precisam ser apagadas – utiliza-se linha bem fina. Nas texturas de piso ou parede (azulejos, cerâmicas, pedras, etc), as juntas são representadas por linhas finas. Também para linhas de cota, auxiliares e de projeção. Utiliza-se normalmente o grafite 0,3, ou o grafite 0,5 exercendo pequena pressão na lapiseira. Para tinta, usa-se as penas 0,2 ou 0,1.

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*** textos e outros elementos informativos podem ser representados com traços médios. Títulos ou informações que precisem de destaque poderão aparecer com traço forte.

3.1.1 Tipos de Linhas

1. Linhas de Contorno – contínuas A espessura varia com a escala e a natureza do desenho, exemplo:

2. Linhas Internas – Contínuas Firmes, porém de menor valor que as linhas de contorno, exemplo:

3. Linhas situadas além do plano do desenho – Tracejadas. Mesmo valor que as linhas de eixo. ± 0,2 m

4. Linhas de projeção – traço e dois pontos Quando se tratar de projeções importantes, devem ter o mesmo valor que as linhas de contorno. São indicadas para representar projeções de pavimentos superiores, marquises, balanços, etc.

5. Linhas de eixo ou coordenadas – traço e ponto Firmes, definidas, com espessura inferior às linhas internas e com traços longos.

6. Linhas de cotas – contínuas Firmes, definidas, com espessura igual ou inferior à linha de eixo ou coordenadas

7. Linhas auxiliares – contínuas Para construção de desenho, guia de letras e números, com traço; o mais leve possível.

8. Linhas de indicação e chamadas – contínuas. Mesmo valor que as linhas de eixo. ± 0,2 m

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3.1.2 Qualidade da Linha

A qualidade da linha refere-se: À nitidez e à claridade;

Ao grau de negrume e à densidade;

E ao peso apropriado.

As linhas a lápis ou lapiseira podem variar tanto em intensidade como em espessura, assim o peso dessa linha é dosada pela densidade do grafite usado – o qual é afetado pelo seu grau de dureza, pela superfície de desenho, pela umidade e também pela pressão exercida sobre o desenho.

Ao realizar um desenho, é essencial que se saiba o que cada linha representa, quer seja uma aresta, uma intersecção de dois planos, uma linha em corte, ou simplesmente uma mudança de material ou de textura. Todas as linhas devem começar e terminar de forma definida, o encontro de duas linhas devem ser sempre tocando nos seus extremos, mantendo uma relação lógica do início ao fim.

Quando os cantos não se encontram nitidamente, eles parecem arredondados.

Linhas traçadas de uma só vez, tem melhor acabamento e são sempre preferíveis.

O transpasse excessivo nos cantos aparece como fora de proporção em relação ao tamanho do desenho.

Os cantos são críticos. Todas as linhas devem tocar a outra extremidade em todos os cantos.

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3.1.3 Técnicas de Graficação

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