Desenho Arquitetônico

Desenho Arquitetônico

(Parte 5 de 7)

A-27 5 A PLANTA BAIXA

5.1 CONCEITUAÇÃO

A planta baixa é a representação gráfica de uma vista ortográfica seccional do tipo corte, obtida quando imaginamos passar por uma construção um plano projetante secante horizontal, de altura a seccionar o máximo possível de aberturas (média de 1,20 a 1,50m em relação ao piso do pavimento em questão) e considerando o sentido de visualização do observador de cima para baixo, acrescido de informações técnicas.

Este material foi adaptado da apostila de Desenho Técnico I dos professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho e José Aloísio Meulam Filho, do Curso de Arquitetura e Urbanismo da FAG (Cascavel-PR)

SALA 13.75 M² PISO MADEIRA

PLANTA BAIXA ESCALA x

Este material foi adaptado da apostila de Desenho Técnico I dos professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho e José Aloísio Meulam Filho, do Curso de Arquitetura e Urbanismo da FAG (Cascavel-PR)

5.2 DENOMINAÇÃO E QUANTIDADE

Qualquer construção projetada para um único piso terá a necessidade óbvia de uma única planta baixa, que será denominada simplesmente “Planta Baixa”. Em construções projetadas com vários pavimentos, será necessária uma planta baixa para cada pavimento distinto arquitetonicamente. Vários pavimentos iguais terão como representação uma única planta baixa, que neste caso será chamada de “Planta Baixa do Pavimento Tipo”.

Planta Baixa do Pavimento de Cobertura

Quanto aos demais pavimentos, o título da planta recebe a denominação do respectivo piso. Exemplo: Planta Baixa do 1º Pavimento; Planta Baixa do Sub-solo; Utilizam-se as denominações “piso” ou “pavimento” e não andar.

5.3 COMPOSIÇÃO DO DESENHO

Como em todos os desenhos técnicos, a representação gráfica não se constituirá apenas na reprodução do objeto, mas também na complementação através de um determinado número de informações, ou indicadores.

Do ponto de vista didático, convém então dividir os elementos graficados em dois grupamentos: desenho dos elementos construtivos e representação das informações. Em planta baixa, os componentes mais comuns e normalmente freqüentes, em cada um dos casos, são os seguintes:

a) Desenho dos elementos construtivos: paredes e elementos estruturais; aberturas (portas, janelas, portões); pisos e seus componentes (degraus, rampas, escadas); equipamentos de construção (aparelhos sanitários, roupeiros, lareiras); aparelhos elétricos de porte (fogões, geladeiras, máquinas de lavar) e elementos de importância não visíveis.

b) Representação das informações: nome das dependências; áreas úteis das peças; tipos de pisos dos ambientes; níveis; posições dos planos de corte verticais; cotas das aberturas ou simbologia de representação com quadro de esquadrias; cotas gerais; informações sobre elementos não visíveis; outras informações.

Este material foi adaptado da apostila de Desenho Técnico I dos professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho e José Aloísio Meulam Filho, do Curso de Arquitetura e Urbanismo da FAG (Cascavel-PR)

5.4 REPRESENTAÇÃO DOS ELEMENTOS CONSTRUTIVOS 5.4.1 PAREDES

São representadas de acordo com suas espessuras e com simbologia relacionada ao material que as constitui. Normalmente desenha-se a parede de 15cm, ela pode variar conforme a intenção e necessidade arquitetônica.

a) parede de tijolos:

b) parede de concreto:

A LETRA "h" MINÚSCULA É USADA PARA INDICAR A ALTURA

Ao utilizar a escala 1/200 ou outras similares que originem desenhos muito pequenos, torna-se impraticável desenhar as paredes utilizando dois traços, deve-se portanto desenhar as paredes “cheias”.

ESCALAS 1/200; 1/250; 1/500; OU SIMILARES PAREDES CHEIAS PARA FACILITAR A REPRESENTAÇÃO

Este material foi adaptado da apostila de Desenho Técnico I dos professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho e José Aloísio Meulam Filho, do Curso de Arquitetura e Urbanismo da FAG (Cascavel-PR)

5.4.2 PORTAS E PORTÕES

São desenhados representando-se sempre a(s) folha(s) da esquadria, com linhas auxiliares, se necessário, procurando especificar o movimento da(s) folha(s) e o espaço ocupado.

de abrir/pivotantepivotante de correr
eixo lateraleixo central externa/interna
pantográfica/ camarãosanfonada

São representadas através de uma convenção genérica, sem dar margem a uma maior interpretação quanto ao número de caixilhos ou funcionamento da esquadria.

a) para escalas inferiores a 1/50:

b) para escala 1/50 (mais adotada):

c) convenção alternativa: d) convenção com detalhamento:

Este material foi adaptado da apostila de Desenho Técnico I dos professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho e José Aloísio Meulam Filho, do Curso de Arquitetura e Urbanismo da FAG (Cascavel-PR)

Em nível de representação gráfica em Planta Baixa, os pisos são apenas distintos em dois tipos: comuns ou impermeáveis – representados apenas em áreas dotadas de equipamentos hidráulicos. Salienta-se que o tamanho do reticulado constitui uma simbologia, não tendo a ver necessariamente com o tamanho real das lajotas ou pisos cerâmicos (convenciona-se utilizar 30x30 cm ou 50x50 cm).

a) pisos comuns:

b) pisos impermeáveis:

5.4.5 EQUIPAMENTOS HIDRÁULICOS DE CONSTRUÇÃO

Dependendo de suas alturas, podem ser seccionados ou não pelo plano que define a planta baixa. Em uma ou outra situação, são normalmente representados pelo número mínimo de linhas básicas para que identifiquem sua natureza.

Vaso sanitário

Lavatório Balcão com pia:

Tanque Chuveiro

Este material foi adaptado da apostila de Desenho Técnico I dos professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho e José Aloísio Meulam Filho, do Curso de Arquitetura e Urbanismo da FAG (Cascavel-PR)

5.4.7 ELEMENTOS NÃO VISÍVEIS

No desenho da Planta Baixa deve-se indicar elementos julgados de importância pelo projetista, mas situados acima do plano de corte, ou abaixo, mas escondidos por algum outro elemento arquitetônico. Neste caso, deve-se sempre representar o contorno do elemento considerado, através do emprego de linhas tracejadas curtas, de espessura fina, conforme exemplificações a seguir. Conforme norma, deve-se usar linhas traçoponto-ponto para representar elementos que ficam acima do plano de corte, enquanto as linhas tracejadas são destinadas apenas à representação de elementos ocultos além do plano de corte. Porém, conforme mostrado na figura abaixo, aceita-se o uso de linhas tracejadas em ambos os casos.

5.5 REPRESENTAÇÃO DAS INFORMAÇÕES 5.5.1 NOME DAS PEÇAS

Em todo e qualquer projeto arquitetônico, independentemente da finalidade da construção, é indispensável a colocação de denominação em todas as peças, de acordo com suas finalidades. Esta denominação deve atender ao seguinte:

a) Nomes em letras padronizadas, conforme norma brasileira;

Nomes sempre na horizontal; b) Utilização sempre de letras maiúsculas;

Este material foi adaptado da apostila de Desenho Técnico I dos professores Denise Schuler, Heitor Othelo Jorge Filho e José Aloísio Meulam Filho, do Curso de Arquitetura e Urbanismo da FAG (Cascavel-PR) c) Alturas das letras entre 3 e 5 m; d) Letras de eixo vertical, não inclinadas; e) Colocação convencional no centro das peças.

5.5.2 ÁREAS DAS PEÇAS São igualmente de indispensável indicação a colocação das áreas úteis de todas as peças (áreas internas aproveitáveis), de acordo com o seguinte:

a) Colocação sempre abaixo do nome da peça (deixar espaçamento de 2 m entre cada linha de texto); b) Letras um pouco menores do que a indicação do nome das peças (3 m ou 2 m); c) Algarismos de eixo vertical; d) Indicação sempre na unidade “m²” (metros quadrados); e) Precisão de dm² (duas casas após a vírgula).

5.5.3 TIPO DE PISO DOS AMBIENTES

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