Anais do Simpósio de Geologia do Sudeste 2010

Anais do Simpósio de Geologia do Sudeste 2010

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XI Simpósio de Geologia do Sudeste 2009

14 a 17 de Outubro de 2009 - Hotel Fazenda Fonte Colina Verde - São Pedro - SP

Estimados Colegas

Mais uma vez, os núcleos São Paulo, Rio de Janeiro/Espírito Santo e Minas Gerais da Sociedade Brasileira de Geologia se unem para a realização do XI SIMPÓSIO DE GEOLOGIA DO SUDESTE-2009, onde o objetivo centraliza-se em promover a divulgação de trabalhos técnicos-científicos na área de geociências. Atualmente, os simpósios regionais se destacam no Brasil pela sua importância na agregação de pesquisadores e profissionais de diversas áreas geocientíficas, resultando em novos projetos, divulgação de empresas atuantes na área e, talvez em caráter fundamental, elucidando os alunos nas mais diversas questões que norteiam a futura profissão. O Simpósio de Geologia do Sudeste possui uma história que, como tal, se inicia em 1989, na bela cidade do Rio de Janeiro, com a participação de aproximadamente 90 pessoas. Desde sua primeira edição, o número de participantes e trabalhos inscritos tem crescido anualmente e, tão junto quando a sua importância perante a sociedade, alcançou cerca de 500 inscritos nas ultimas edições. De fato, o interesse da comunidade geocientífica, seja acadêmica ou profissional, só mostra a importância que este evento possui em caráter nacional, e ainda, motiva ainda mais os organizadores a buscar o “melhor” em cada edição. Esse empenho também se espelha nos imprescindíveis apoios das empresas estatais e privadas. Assim, neste ano, ao front das cuestas basálticas da Bacia do Paraná, na bela de São Pedro (SP), os trabalhos técnicos apresentados foram divididos em sete áreas técnicas, sendo: CRÁTONS E NÚCLEOS CRATÔNICOS; ORÓGENOS NEOPROTEROZÓICOS; TECTÔNICA, SEDIMENTAÇÃO, MAGMATISMO E EVOLUÇÃO DE BACIAS SEDIMENTARES; RECURSOS MINERAIS DA REGIÃO SUDESTE; NOVAS FRONTEIRAS EXPLORATÓRIAS DE HIDROCARBONETOS; GEOCIÊNCIAS AMBIENTAIS, HDROGEOLOGIA, GEOTURISMO E PATRIMÔNIO GEOLÓGICO; GEOTECNOLOGIAS. O tema central do evento é o trabalho “A GRANDE COLISÃO PRECAMBRIANA DO SUDESTE BRASILEIRO” de Ebert & Hasui (1998). Sejam todos muito bem vindos e aproveitem para conhecer a geologia da Bacia do Paraná em seus diversos afloramentos na região, usem também o tempo para renovar o convívio entre os colegas e expandir os horizontes geocientíficos.

Sua presença é a certeza do sucesso contínuo do Simpósio de Geologia do Sudeste.

Diretoria SBG - SP,RJ/ES,MG / Comissão Organizadora Outubro de 2009

XI Simpósio de Geologia do Sudeste 2009 14 a 17 de Outubro de 2009 - Hotel Fazenda Fonte Colina Verde - São Pedro - SP

XI Simpósio de Geologia do Sudeste 2009

14 a 17 de Outubro de 2009 - Hotel Fazenda Fonte Colina Verde - São Pedro - SP

Nossa homenagem aos Geólogos que nos deixaram:

Joel Gomes Valença, João Batista Filho (Juca), Octávio Ferreira da Silva e Hélio Monteiro Penha.

Boa viagem a eles e a todos aqueles Geólogos que mapeiam o campo dos sonhos.

A Comissão Organizadora do SGS 2009 São Pedro (SP), outubro de 2009

XI Simpósio de Geologia do Sudeste 2009 14 a 17 de Outubro de 2009 - Hotel Fazenda Fonte Colina Verde - São Pedro - SP

XI Simpósio de Geologia do Sudeste 2009

14 a 17 de Outubro de 2009 - Hotel Fazenda Fonte Colina Verde - São Pedro - SP

Presidente do Evento Norberto Morales (UNESP/SBG-SP)

Vice-Presidente do Evento Fábio Braz Machado (UNESP/UNISAL/SBG-SP)

Presidente de Honra Yociteru Hasui (UNESP)

Secretario Iata Anderson de Souza (UNESP/SBG-SP)

Financeiro Luiz Henrique Mancini (USP/SBG-SP) Andréa Simone Venâncio (UNESP)

Coordenador Científico José Alexandre de Jesus Perinotto (UNESP)

Secretaria Geral Camila Hallite (UNESP) Thiago Stefanelli (UNISAL) Pedro Cassioti Sartori (UNISAL) Luis Cordido (UNESP) Divanir Conego Junior (USP)

Infra-estrutura e Divulgação Adilson Viana Soares Junior (UNESP) Antonio Misson Godoy (UNESP) Custódio Netto (SBG - MG) Egberto Pereira (UERJ) Eliane de Costa Alves (UFF) Flávio Luiz da Costa Erthal (SBG - RJ) Francisco de Assis Negri (IG) Gláucia Queiroga (SBG - MG) Nelson Angeli (UNESP) Ricardo Latgé (PETROBRAS) Tamar Milca Bortolozzo Galembeck (UNESP) Ticiano José Saraiva dos Santos (UNICAMP) Washington Barbosa Leite Júnior (UNESP)

Comitê Científico Antenor Zanardo (UNESP) Antonio Carlos Pedrosa Soares (UFMG) Antonio José Ranalli Nardy (UNESP) Alvaro Penteado Crósta (UNICAMP) Claudio Riccomini (USP) Cláudio Valeriano (UERJ) Dimas Dias-Brito (UNESP) Joel Barbujiani Sígolo (USP) Kátia Leite Mansur (DRM-RJ) Lázaro Valentin Zuquette (UFSCAR) Leila Soares Marques (USP) Luiz Sérgio Amarante Simões (UNESP) Mario Luis Assine (UNESP) Monica da Costa Pereira Heilbron (UERJ) Nely Palermo (UERJ) Pedro Victor Zalán (PETROBRAS) Rodolfo Dino (PETROBRAS) Rômulo Machado (USP) Valdecir Janasi (USP)

Editoração e Arte Final Ana Lucia Sanchez Panico prof.ana.sanchez@gmail.com

XI Simpósio de Geologia do Sudeste 2009 14 a 17 de Outubro de 2009 - Hotel Fazenda Fonte Colina Verde - São Pedro - SP

XI Simpósio de Geologia do Sudeste 2009

14 a 17 de Outubro de 2009 - Hotel Fazenda Fonte Colina Verde - São Pedro - SP

BIÊNIO 2008/2010

PRESIDENTE Herbet Conceição

DIRETOR VICE-PRESIDENTE Moacir José Buenano Macambira

DIRETORA SECRETÁRIA Lucy Gomes Sant’Anna

DIRETOR FINANCEIRO Joel Barbujiani Sígolo

DIRETORA DE COMUNICAÇÃO E PUBLICAÇÕES Antonio Carlos Pedrosa Soares

DIRETORA DE PROGRAMAÇÃO TÉCNICOCIENTÍFICA Nely Palermo

DIRETOR ADJUNTO Nilson Francisquini Botelho

BIÊNIO 2009/2011

NUCLEO MINAS GERAIS

Diretor Presidente: Custódio Netto Vice-Presidente: Gláucia Nascimento Queiroga Diretora Secretária: Rosaline Cristina Figueiredo e Silva Diretor Financeiro: Claiton Piva Pinto Diretor de Programação Técnico Científico: Fernando Flecha de Alkmim

Diretor Presidente: Flávio Luiz da Costa Erthal Vice-Presidente: Egberto Pereira Diretor Secretário: Luís Marcelo F. Mourão Diretora Financeira: Eliane da Costa Alves Diretor de Programação Técnico Científico: Felipe Mattos Tavares Diretor de Comunicação e Publicações: Hernani Aquini Fernandes Chaves Diretor Adjunto Estado do Espírito Santo: Paulo de Tarso F. de Oliveira Fortes

Diretor Presidente: Fábio Braz Machado Vice-Presidente: Ticiano José S. dos Santos Diretor Secretário: Iata Anderson de Souza Diretor Financeiro: Luís Henrique Mancini Diretor de Programação Técnico Científico: Norberto Morales Diretor de Comunicação e Publicações: Eduardo Reis V. Rocha Junior Diretor Adjunto: Elias Isler

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XI Simpósio de Geologia do Sudeste 2009

14 a 17 de Outubro de 2009 - Hotel Fazenda Fonte Colina Verde - São Pedro - SP PALESTRAS

XI Simpósio de Geologia do Sudeste 2009

14 a 17 de Outubro de 2009 - Hotel Fazenda Fonte Colina Verde - São Pedro - SP

Yociteru Hasui

Universidade Estadual Paulista

Instituto de Geociências e Ciências Exatas Departamento de Petrologia e Metalogenia hasui@terra.com.br

A região do Sudeste é constituída por partes dos sistemas orogênicos da Mantiqueira (cinturões Araçuaí e Ribeira) e do Tocantins (Cinturão Brasília), que contornam o leste, sul e oeste do Cráton do São Francisco. Ela tem rochas do Arqueano ao Mesoproterozóico e supracrustais neoproterozóicas: nos dois sistemas o termo-tectonismo do Ciclo Brasiliano afetou as supracrustais e as porções mais antigas; o cráton tem rochas mais antigas e extensas coberturas neoproterozóicas nada ou menos termo-tectonizadas. Aqui procura-se sintetizar e refletir sobre a evolução desse conjunto nesse ciclo, considerando o contexto macro-regional. A constituição e estruturação regional dos dois sistemas orogênicos envolveram, de início, processos distensivos iniciais que têm sido reunidos na chamada Tafrogênses Toniana (intrusões, rifteamento, pacotes vulcano-sedimentares e fundo oceânico). Esses processos começaram principalmente por volta de 1,0 Ga com a fragmentação do Rodínia, mas em parte remonta a contexto intrapalaca do Mesoproterozóico (riftes de Uruaçu, Serra de Itaberaba, Setuva). Abriram-se os oceanos Adamastor (entre o Cráton do São Francisco e os do Congo e Kalahari) e Goianides (entre os crátons do São Francisco e Amazônico e o Bloco do Paraná). Seguiram-se processos compressivos ligados a subducções e convergências de massas continentais (prismas de acresção, terrenos, arcos de ilhas e continentais, magmatismo sin e tardicolisional, metamorfismo) mediante interação de blocos (Araguacema, Rio Verde, Paraná, São Paulo, Vitória e Brasília), microcontinentes ou maciços no interior dos sistemas Mantiqueira e Tocantins (Goiano, Paranã, Campo do Meio, Amparo, Luiz Alves) e crátons (Amazônico, São Francisco, Congo e Kalahari). Formaram-se sistemas de cavalgamento, em parte com vergências centrífugas e em parte complicados tardia a posteriormente por sistemas transcorrentes ligados a tectônica de escape lateral (Campo do Meio, Paraíba do Sul, Dorsal do Canguçu, Iporá, Transbrasiliano) e pela Sintaxe de Pirenópolis. Por fim, deu-se a exumação ou colapso do orógeno (bacias de antepaís, distensivas e transpressivas e intermontanas acolhendo depósitos de molassa, magmatismo pós-colisional, arrefecimento), que se estendeu até cerca de 460 Ma (Ordoviciano) e culminou com a formação do Gondwana, cuja parte consolidada no Brasil é a Plataforma Sul-Americana. Os dados de indicadores da movimentação tectônica e sentidos das subducções possibilitam reconstituir parcialmente a dinâmica das interações dos blocos, crátons e maciços e os ambientes geotectônicos associados. As primeiras convergências originaram o Arco Magmático de Goiás I e as faixas São Gabriel e Uruaçu. Esses processos eclodiram em seguida formando as porções principais dos sistemas orogênicos. As derradeiras aglutinações levaram à formação das faixas Araguaia e Paraguai e incorporação do domínio Cabo Frio. Os dados geocronológicos modernos dessas entidades atestam evolução diácrona dos sistemas orogênicos. No Brasiliano I desenvolveram-se o Arco Magmático de Goiás I e das faixas São Gabriel e Uruaçu entre 890 e 700 Ma. No Brasiliano I, entre 670 e 530 Ma, formaram-se no Sistema Tocantins o Arco Magmático de Goiás I e a Faixa Brasília, e no Sistema Mantiqueira as faixas Dom Feliciano, Ribeira e Araçuaí, com migração dos processos de convergência de sul para norte no sistema Mantiqueira. No Brasiliano I, de 580 a 490 Ma, a convergência gerou as faixas Araguaia, Paraguai e agregou o domínio Cabo Frio.

XI Simpósio de Geologia do Sudeste 2009

14 a 17 de Outubro de 2009 - Hotel Fazenda Fonte Colina Verde - São Pedro - SP

Joel Barbujiani Sigolo

Universidade de São Paulo

Instituto de Geociências jbsigolo@usp.br

Os princípios básicos dos processos de fitorremediação, fitoextração e fitoestabilização exibem vantagens e desvantagens a métodos convencionais aplicados hoje em dia em diversos sites contaminados de resíduos sólidos que exigem deslocamento e disposição em áreas de controle ambiental (aterros controlados etc). Tendo-se em conta quais objetivos de uso da área contaminada a ser tratada, a fitoestabilização pode ser uma alternativa mais econômica e, em outros casos, a fitoextração pode ser uma alternativa mais interessante. Ambas empregam técnicas fitobiológicas associadas a conhecimento litológico e pedológico com implemento de procedimentos interativos fundamentados em processos geoquímicos existentes nos perfis de solos nos ambientes tropicais. Sua aplicação devidamente planejada e delimitada diante dos parâmetros climáticos/pedológicos/ litológicos e geoquímicos permite estabilizar e inertizar diversos metais tóxicos e mesmo diversos produtos orgânicos no solo e no interior da fonte poluidora. Além desse aspecto o consórcio de vegetações instalado na área do site passa a agir contra processos erosivos e reduzir o fluxo e a disponibilidade de metais tóxicos no ecossistema. A esse procedimento pode-se adicionar produtos reativos e inertizantes os quais constituem um fito-substrato reativo funcionando como “barreira geoquímica reativa”. Metais sobre a condição de eletrólitos passam a ser imobilizados na camada constituída pelo fito-substrato, impedindo o fluxo vertical desses elementos em direção ao lençol freático. Essa alternativa tecnológica aplica o potencial adsorvente de produtos com essa propriedade (no caso vem sendo empregado turfa reativa e carbono ativado) os quais promovem associação sinérgica com espécies de plantas selecionadas na fitoestabilização de metais tóxicos contidos no resíduo sólido. As informações geradas em diversos testes piloto em laboratório e casa de vegetação demonstram que os resultados se prestam para o desenvolvimento de um complexo fito-substrato específico que se baseie nas características geológicas (litológicas e estruturais), químicas (composição condições físico química das águas subterrâneas locais) e das características físicas e químicas do solo e/ou substrato contaminado. O emprego de processos de fitoestabilização e fitoextração pode tornar-se uma alternativa viável para remediação (fitorremediação) in situ e revegetação de áreas contaminadas por metais tóxicos vinculados a diversos tipos. Alguns desses resíduos sólidos são classificados como Resíduos de Classe I, os quais após adequado tratamento por fitoextração passam a serem classificados como resíduos de Classe I. Tal resultado representa significativo barateamento nas condições de gestão desses resíduos em diferentes situações de contaminação de solo existentes no país (resíduos de siderurgia, areias de fundição, resíduos de mineração de diversos tipos, lagoas de rejeitos etc).

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14 a 17 de Outubro de 2009 - Hotel Fazenda Fonte Colina Verde - São Pedro - SP

Sérgio Valente1,2 1Departamento de Geociências, UFRuralRJ 2 Programa de Pós-graduação, FGEL/UERJ sergio@ufrrj.br

A porção sudeste da Placa Sul-Americana registra intensa atividade magmática, com pico no Cretáceo Inferior, relacionada à fragmentação do Gondwana. O magmatismo é predominantemente basáltico toleítico e representado pelos derrames da Província Paraná-Etendeka (Fm. Serra Geral da Bacia do Paraná, no Brasil), das bacias de Pelotas, Santos, Campos e Espírito Santo e intrusões (diques e soleiras), nas mesmas províncias, bem como dos enxames de diques de Ponta Grossa, Serra do Mar, Florianópolis e, possivelmente, Colatina. Subordinadamente, derrames e intrusões intermediárias e ácidas ocorrem nestas províncias, caracterizando um magmatismo regional de caráter bimodal. Além da bimodalidade, este marcante evento magmático ocorrido no Cretáceo Inferior é caracterizado pela provincialidade geoquímica, usualmente representada pela subdivisão da série toleítica basáltica em suítes de alto-TiO2 e baixo-TiO2. Esta provincialidade geoquímica pode estar relacionada a dois processos, quais sejam: 1) origem a partir de fontes mantélicas distintas ou 2) origem por diferentes quantidades de fusão parcial a partir de uma mesma fonte. Neste último caso, as diferenças químicas entre as suítes de alto-TiO2 e baixo-

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