O LlNHO

  • O linho é uma planta herbácea, que atinge um metro de altura e pertence à família das lináceas.Compreende um certo número de sub-espécies, associadas pelos botânicos sob o nome de Linum Usitatissimum.

HISTÓRIA

  • Não se conhece a data e o local em que o homem utilizou pela 1ª vez as fibras flexíveis do linho para confeccionar tecido, nem quando a planta começou a ser cultivada.

  • Há 2500 anos antes de Cristo o linho era cultivado no Egito, e no Livro de Moisés refere-se à perda de uma colheita de linho como uma “praga” ou desgraça, tal a sua importância na vida das populações. Estes fatos não só provam que o linho era já então cultivado e utilizado mas indicam, pela perfeição do seu fabrico, um longo desenvolvimento anterior.

ZONAS DE PLANTIO

  • Encontram- se hoje em dia quase exclusivamente na Europa. A Bélgica e os Países Baixos fornecem as melhores qualidades de linho. Qualidades insuperáveis obtêm- se na Bélgica, na região do rio Lys, como o linho Courtai. Países produtores quanto ao volume: França, Polônia, Bélgica, Países Baixos, Tchecoslováquia e Romênia

TIPOS

  • Plantam- se três tipos de linho:

  • Linho de fibras (linho para debulhar), para a obtenção de fibras têxteis;

  • Da semente, para a obtenção de óleo de linhaça;

  • Linho de cruzamento, conseguido pelo cruzamento do linho de fibras com óleo foi desenvolvido para dar um rendimento suficiente de fibras e óleo. A fibra contudo, ainda não satisfaz as esperanças nela depositadas pela indústria.

  • Para que o feixe de fibras não sofra interrupção, baixando assim o valor da fibra para a fiação, é indispensável cuidar para que o talo não se ramifique.

  • Consegue- se isso mediante a semeadura compacta.

ESTRUTURA DA FIBRA

  • Entre a casca e o lenho encontra- se a zona de filaça, formada de feixes de filaça. Os feixes consistem num grande número de fibras individuais ( fibras elementares ou células de filaça), com comprimento aproximado de 25 mm.

ESTRUTURA DA FIBRA

O CULTIVO

  • De uma maneira geral pode dizer-se que a planta dá-se bem em quase todos os climas. No entanto prefere os terrenos silico-argilosos, de solo profundo, de consistências médias, frescas e permeáveis à água.

OBTENÇÃO E PREPARAÇÃO DAS FIBRAS

  • RIPAGEM

  • MACERAÇÃO

  • SECAGEM

  • TRITURAÇÃO

  • ESPADELAGEM

  • ASSEDAGEM

RIPAGEM

  • A ripagem tem o objetivo de separar a baganha (película que envolve algumas sementes).

MACERAÇÃO. HÁ 3 TIPOS:

  • Maceração por orvalho

  • Maceração com água fria

  • Maceração em água quente

SECAGEM

  • A secagem deve ser feita cuidadosamente, e a temperatura do ar seco não pode ser muito alta. Excesso de secagem influenciaria a fiabilidade.

TRITURAÇÃO

  • Na trituração o lenho é quebrado em pequenos pedaços, “aparas”, mediante a ação perpendicular de uma força sobre o talo.

ESPADELAGEM

  • Na espadelagem, o lenho quebrado é removido mediante ao trabalho de cardagem (ação de pentear) e batidas, feitas no sentido dos talos.

ASSEDAGEM

  • É a separação das fibras longas, do linho, da estopa, que são mais curtas. A assedagem provoca mais um desmanchamento e uma purificação das fibras paralelas.

FIAÇÃO

  • ROCA

  • FUSO

  • SARRILHO

  • ADOBAGEM

FIAÇÃO: A ROCA

  • A roca é uma vara com um saliência numa das extremidades onde se enrola a estriga (porção de linho que se põe de cada vez na roca) que se quer fiar.

FIAÇÃO: FUSO E SARRILHO

  • O fuso é um ponteiro de madeira, aguçado nas extremidades e bem torneado.

  • O sarilho tem quatro hastes. É semelhante à roda de um moinho de vento, que, seguindo umas voltas inalteráveis, o ordenará em meadas

A DOBAGEM

  • O fio das meadas tem de ser passado a novelos, quer se destine à urdidura da teia, quer a trama do tecido. A passagem do fio a novelos é feita através de um aparelho chamado dobadoira.

O TEAR

  • Os teares são compostos por:

  • - Duas prumideiras (pedais) - Dois órgãos de enrolar o fio e de enrolar o tecido; - As apanhas; - Os liços; - A queixa por onde passa o fio; - O pente; - As carrilhas; - Os prumos; - Dormentes.

EMPREGO DO LINHO

  • Os fios de linho são usados na confecção de roupa de cama, roupa de mesa, lenços, panos para enxugar copos e louças, e tecidos para roupa em geral. Além disso, como brim, para colchões, panos para velas e retrós de máxima resistência. Os tecidos de linho e meio linho reconhecem- se pelas marcas de qualidade.

  • Mais a mais vale as normas do MCE (Mercado Comum Europeu) e a lei quanto `a caracterização de produtos têxteis. Prescrevem elas que produtos com urdume de algodão e trama de linho puro deverão ser marcadas como meio linho, desde que o linho não seja inferior a 40% do peso total do tecido desengomado. Deve, além disso, constar a indicação da composição “urdume algodão puro – trama linho puro”.

CARACTERÍSTICAS E PROPRIEDADES DO LINHO

  • COMPRIMENTO DA FIBRA: Fibra singela aprox. 25mm, fibra longa 40 a 70 cm, estopa 20 a 35 cm.

  • FINURA DA FIBRA: Na fibra singela, irregular, afinada em direção da ponta.

  • SUPERFÍCIE DA FIBRA: Lisa.

  • COR: Maceração no orvalho: cinza; maceração na água: amarelada. Quanto mais clara, tanto maior seu valor.

  • BRILHO E ASPECTO: A calandragem dá à superfície lisa da fibra um aspecto sedoso.

  • CONSERVAÇÃO DO CALOR: Reduzida, pois é bom condutor de calor

  • ALONGAMENTO: Muito pequeno; abaixo do alongamento do algodão.

REFERÊNCIAS DE PESQUISA

  • FIBRAS TÊXTEIS / volume I / Pedro Pita

  • Curso Técnico Têxtil / Erhardt / Blümcke / Märklin

  • Manual de Engenharia Têxtil / Volume I / Mário de Araújo / E. M. de Melo e Castro

  • http://www.espigueiro.pt/destaque_semanal/35f4a8d465e6e1edc05f3d8ab658c551.html

  • http://www.cm-calheta-madeira.com/historia-linho.htm

  • http://www.eb1-porto-n38.rcts.pt/linho/

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