Esportes Coletivos, Futsal, Handebol, Basquete, Voleibol + Atletismo

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(Parte 2 de 9)

É a maneira pela qual se aplicam os sistemas de combinar o jogo de ataque e de defesa, explorar as deficiências e neutralizar potencialidades em busca da vitória.

Exemplos de Sistemas

Tipos de Marcação

Individual: tem como objetivo executar a marcação direta de um adversário. Há dois tipos: pressão parcial e pressão total.

Zona: marcação em um determinado espaço ou setor da quadra de jogo. Mista: é a combinação das ações de marcação individual e por zona.

Jogadores

Ala (A)

Goleiro (G) Fixo (F) Pivô (P)

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Principais Regras

Quadra de Jogo a) Comprimento: 42m (máximo), 25m (mínimo) b) Largura: 25m (máximo), 15m (mínimo) c) Área de meta: raio de 6m d) Penalidade máxima: 6m e) Tiro livre sem barreira: 10m f) Circulo central: raio de 3m g) Metas (goleiras): 3m x 2m

Número e Substituições dos Atletas a) Iniciar uma partida: cinco atletas b) Ficar em quadra: três atletas c) Máximo no banco de reservas: sete atletas d) O número de substituições é ilimitada, deve-se fazer sempre uma substituição na zona de substituição.

Equipamentos Necessários a) Tênis sem trava, meias, calção, camisas com números b) Os goleiros devem apresentar camisas de cores diferentes dos demais jogadores.

Duração da Partida e Pedidos de Tempo a) Dois tempos de 20 minutos cada com 10 minutos de intervalo, cada vez que houver uma paralisação (saída de bola, falta, etc) o tempo cronometrado é paralisado. b) Cada treinador pode pedir apenas um tempo de um minuto por período.

Saída de Centro

Na saída de centro a bola sempre deve ser rolada para frente, vale o gol direto. O time que rolar a bola para trás, será penalizado com um tiro livre indireto do mesmo local.

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Infrações (faltas) a) Faltas Técnicas: dar ou ter intenção de dar pontapé, calçar, bater, empurrar, obstruir intencionalmente, trancar e outros do gênero. Tendo como punição uma falta pessoal e coletiva. O atleta que cometer 5 faltas técnicas ou pessoais, será desclassificado da partida, sendo substituído por outro jogador.

b) Faltas Pessoais: o goleiro segurar a bola por mais de quatro segundos, demorar mais que quatro segundos para a cobrança de uma falta ou quatro segundos com a bola dentro da área de defesa. Outras formas de faltas pessoais é o bi-toque, tocar na bola sem algum equipamento (principalmente tênis). Tendo como punição uma falta pessoal e coletiva. Será punido a equipe infratora, com a cobrança de um TIRO LIVRE INDIRETO a ser executado pelo adversário, no local onde ocorreu a infração. Se cometida dentro da área de meta do infrator, o tiro deverá ser executado sobre a linha da área, no local mais próximo da infração.

c) Faltas Disciplinares: quando o atleta ou comissão técnica comete atos de indisciplina verbal ou atitudes anti-desportivas. Tendo como punição uma advertência ou até mesmo uma expulsão e após a quinta falta tiro livre sem barreira.

Cartões a) Amarelo: advertência b) Vermelho: expulsão (dois minutos ou tomar um gol)

Tiros Livres (direto e indireto) a) Faltas com barreira (5 metros até a quinta falta, a partir da sexta falta, tiro livre da linha dos 10 metros, ou mais próximo, sem barreira).

b) O executor do tiro livre de 10m deverá obrigatoriamente chutar a bola em direção a meta, com a intenção de assinalar um tento (gol), sendo proibido o passe para outro jogador de sua equipe.

c) Se um atleta recuar a bola (tiro livre direto ou indireto) para o goleiro e esta entra diretamente no gol, deverá ser marcado um arremesso de canto a favor da equipe adversária.

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Penalidade Máxima

Faltas dentro da área (distância 6 metros e o goleiro deve permanecer na linha do gol), o executante não é obrigado a chutar a bola em direção à meta, podendo passar a bola para outro companheiro.

Tiro de Meta e Ações do Goleiro a) O goleiro deve cobrar o tiro de meta somente com a mão.

b) Para devolver a bola para o goleiro, a bola deve ultrapassar o meio da quadra, bater no adversário ou sair pela lateral (se acontecer alguma destas infrações, será concedido um arremesso lateral para a equipe adversária). O goleiro só poderá pegar a bola recuada com a mão se atrasada pelo seu companheiro com parte acima do joelho (coxa, peito, cabeça).

c) O goleiro utilizara os pés na quadra de defesa por quatro segundos, na quadra de ataque o tempo é livre, na sua área, quatro segundos com as mãos ou os pés.

d) Não será válido o tento assinalado diretamente de arremesso de meta tocando ou não no goleiro.

Arremesso Lateral a) A bola deve estar em cima da linha.

b) Se um jogador cobrar o tiro lateral contra sua própria meta, e a bola tocar em qualquer jogador e entrar no gol, o tento será válido. Se penetrar diretamente o gol não será válido, será cobrado tiro de canto em favor da equipe adversária.

c) Se um jogador cobrar o tiro lateral contra a meta adversária, e a bola tocar em qualquer jogador e entrar no gol, o tento será válido. Se penetrar diretamente o gol não será válido, será cobrado, será cobrado arremesso de meta em favor da equipe adversária.

Arremesso de Canto a) Vale gol direto, dentro do semi círculo.

b) Não vale gol contra, tocando ou não no goleiro, a partida será reiniciada com um arremesso de canto em favor da equipe adversária.

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Quadra de Jogo FONTE: http://www.futsaldobrasil.com.br/2009/cbfs/regras.php

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História do Handebol

O Handebol não foi criado ou inventado, a bola é sem dúvida um dos instrumentos desportivos mais antigos do mundo e vem cativando o homem há milênios. O jogo de Urânia, praticado na antiga Grécia com uma bola do tamanho de uma maçã, usando as mãos mas sem balizas, é citado por Homero na Odisséia.

Também os Romanos, segundo Cláudio Galeno (130-200 d.C), conheciam um jogo praticado com as mãos, o Harpastum. Mesmo durante a idade média, eram os jogos com bola praticados como lazer por rapazes e moças. Na França, Rabelais (1494-1533 d.C) citava uma espécie de handebol (esprés jouaiant â la balle, à la paume). No ano de 1848, o professor dinamarquês Holger Nielsen criou, no Instituto de Ortrup, um jogo denominado Haandbold, determinando suas regras. Na mesma época, os tchecos conheciam um jogo semelhante denominado Hazena. Fala-se também de um jogo similar na Irlanda e no El Balon do uruguaio Gualberto Valetta, como precursores do handebol.

Todavia o Handebol, como se joga hoje, foi introduzido na Alemanha, como

Raftball. Quem o levou para o campo, em 1912, foi o alemão Hirschmann, então Secretário da Federação lnternacional de Futebol.

O período da I Grande Guerra (1915-1918) foi decisivo para o desenvolvimento do jogo, quando um professor de ginástica, o berlinense Max Heiser, criou um jogo ao ar livre para as operárias da Fábrica Siemens, derivado do Torball, e quando os homens começaram a praticá-lo, o campo foi aumentado para as medidas do futebol.

Em 1919, o professor alemão Karl Schelenz reformulou o Torball, alterando seu nome para Handball com as regras publicadas pela Federação Alemã de Ginástica para o jogo com 1 jogadores. Schelenz levou o jogo como competitivo para a Áustria, Suíça, além da Alemanha. Em 1920, o diretor da Escola de Educação Física da Alemanha tornou o jogo desporto oficial.

A divulgação na Europa deste novo desporto não foi difícil, visto que Karl Schelenz era professor na então famosa Universidade de Berlim onde seus alunos, principalmente os estrangeiros, difundiram as regras então propostas para vários países.

Por sua vez, existia na Tchecoslováquia desde 1892 um jogo praticado num campo de 45m x 30m e com 7 jogadores que também era jogado com as mãos e o gol era feito em balizas de 3m x 2m. Este jogo, o Hazena, segundo os livros, foi regulamentado pelo Professor Kristof Antonin, porém, somente em 1921 suas regras foram publicadas e divulgadas

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 10 por toda a Europa. Mas, foi o Handebol jogado no campo de futebol, que chamamos de Handebol de Campo, que teve maior popularização, tanto que foi incluído nos Jogos Olímpicos de Berlim em 1936.

Com o grande crescimento do futebol com quem dividia o espaço de jogo, com as dificuldades do rigoroso inverno, muitos meses de frio e neve, o Handebol de Campo foi paulatinamente sendo substituído pelo Hazena que passou a ser o Handebol a 7, chamado de Handebol de Salão, que mostrou-se mais veloz e atrativo. Em 1972, nos Jogos Olímpicos de Munique (Alemanha), o Handebol (não mais era necessário o complemento "de salão") foi incluído na categoria masculina, reafirmou-se em Montreal (Canadá) em 1976 (masculino e feminino) e não mais parou de crescer.

O Handebol no Brasil

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