Normas para o diagnóstico, tratamento e prevenção da tuberculose

Normas para o diagnóstico, tratamento e prevenção da tuberculose

(Parte 8 de 8)

EtambutolOral800 mg - para pacientes < 45K18 meses 1200 mg - para pacientes >= 45k

ClofazimineOral100 mg / dia18 meses

Esquema de tratamento de tuberculose multiresistente (TBMR)

RN de mãe com TB ativa nos últimos 2 meses da gestação

RN Sintomático

Investigar : • Rx de tórax

• Aspirado de nasofaringe e lavado gástrico

• Pesq BAAR, cultura para micobactéria

• Ultrassom de fígado

• Transaminases séricas

RN Assintomático

Evidência de tuberculose

Não Profilaxia Isoniazida 10 mg/Kg por 3meses

Fazer PPD

Negativo (<10 m)

Investigar: • Rx ou TC de tórax

• Lavado gástrico e aspirado de nasofaringe

• Pesq BAAR, cultura para microbactéria

Suspender profilaxia Vacinar com BCG

Sem evidência de tuberculose

Manter profilaxia por mais 3 meses

Evidência de tuberculose Tratar com Esquema 1Sim a) Quimioprofilaxia primária Recém-nascidos co-habitantes de foco tuberculoso ativo (ver fluxograma abaixo).

Observações: 1. Enviar placenta para anátomo-patológico, pesquisa e cultura de micobactéria 2. Se evidência de tuberculose tratar o RN. 3. É controversa a necessidade de separar a criança da mãe em casos de TB bacilífera, exceto nos casos de TB multi-resistente quando a separação está indicada. Não há contra-indicação para o aleitamento materno (ordenha). Se for feito o aleitamento no peito, a mãe deve usar máscara comum (risco de otite tuberculosa para o RN).

b. Quimioprofilaxia secundária Após exposição a TB ativa do trato respiratório deverão receber profilaxia: Criança < 15 anos não vacinada com PPD > 10 m

Criança < 15 anos vacinada há menos de 3 anos com PPD > 15 m

Indivíduo com viragem tuberculínica recente ( até 12 meses) , isto é, aumento de, no mínimo, 10 m ou PPD < 5 m que evolui para > 10 m Imunodeprimidos por uso de drogas ou por doenças imunodepressoras (incluindo HIV) e contatos intra-domiciliares de TB, sob criteriosa avaliação médica Reatores fortes a tuberculina (PPD > 10 m), sem sinais de doença listadas abaixo ativa, mas com condições clínicas associadas a alto risco de desenvolvê-la: Alcoolismo, diabetes mellitus, silicose, nefropatia grave, sarcoidose, linfoma Pciente com corticoterapia imunossupressora prolongada, quimioterapia anti-neoplásica ou tratamento imunodepressor Portadores de sinais radiológicos compatíveis com TB inativa, sem história de tratamento prévio É importante assinalar que não há trabalhos na literatura que embasem esta recomendação.

Co-infectados por HIV e TB (PPD > 5 m) sem sinais ou sintomas sugestivos de TB ativa Infectados por HIV com sinais radiológicos de TB cicatricial, sem tratamento anterior (afastada a possibilidade de doença ativa por exames radiológicos anteriores e exame de escarro), independentemente do PPD

12. Notificação

A TB é uma das doenças de notificação compulsória, e a responsabilidade de notificar é do médico que atende o paciente. Para este fim, existe um impresso próprio - “Ficha de Notificação de TB” (anexo 1), disponível nas diversas enfermarias e ambulatórios do complexo HC. Existe também ficha de notificação de TB Multi-droga Resistente (anexo 2).

O Serviço de Epidemiologia do Núcleo de Informações em Saúde também realiza busca ativa para notificações no complexo hospitalar.

O Serviço de Epidemiologia está localizado no Prédio da Administração no 6º andar, funciona das 07:0 h às 17:0 horas e possui os telefones 3069-7521 e 3069-7193.

13. Medidas de Controle – Biossegurança e Precaução Respiratória

Pacientes internados - mantê-los em PRECAUÇÃO RESPIRATÓRIA PARA AEROSSÓIS: - Quarto individual

- Pressão negativa em relação às áreas adjacentes

- A exaustão do ar deve ser feita para ambiente externo (longe de calçadas, janelas que podem ser abertas, pessoas, animais e correntes de ar). Se o ar for recirculado deve ser filtrado através de filtro HEPA. - No caso do paciente necessitar ser transportado, este deve utilizar máscara cirúrgica cobrindo boca e nariz - Não havendo a disponibilidade de quarto com pressão negativa, colocar em quarto individual com portas fechadas e desligar o ar condicionado.

Pacientes ambulatoriais: - Agendar as consultas ao longo do turno, priorizando o atendimento de pacientes bacilíferos e suspeitos. - Agendar as consultas de pacientes bacilíferos em horas de menor fluxo

- Oferecer máscara cirúrgica para pacientes bacilíferos ou suspeitos

- Somente utilizar ar condicionado desde que instalados exaustores ou filtros HEPA - Durante a consulta: • Manter as janelas abertas para ambiente externo quando possível

• Direcionar o fluxo de ar para a janela (ou porta) da sala de atendimento utilizando ventilador de pé, de modo que o ar forme uma “barreira” entre o médico e o paciente • Exaustores podem ser utilizados desde que a porta seja mantida fechada

- Profissionais de Saúde devem utilizar máscara N95 (equivalente PFF2)ao

Proteção respiratória: entrar em contato com pacientes com suspeita ou confirmação de TB bacilífera, ou em ambientes com alto risco de gerar aerossóis (Exemplo: salas de broncoscopia, inalação com pentamidina, salas de autópsia, manipulação de material biológico potencialmente contaminado) - As máscaras N95 (PFF2) podem ser reutilizadas por períodos longos pelo mesmo profissional enquanto se apresentar íntegra, seca, limpa e com boa vedação - As máscaras cirúrgicas comuns não oferecem proteção adequada quando utilizadas pelos profissionais, ficando seu uso restrito na contenção das partículas no momento em que são geradas. Assim, são indicadas para os pacientes bacilíferos fora dos locais de isolamento.

Transporte do paciente - O paciente deve utilizar máscara cirúrgica.

- Minimizar número de transportes

- Agendar exames preferencialmente ao final do turno

- O paciente não deve ficar na sala de espera antes ou após a realização do exame.

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