Hemácias

  • As hemácias aparecem na urina como discos incolores com diâmetro aproximado de sete mícrons.

  • Como as hemácias não podem entrar no filtrado dos néfrons íntegros, achados de mais que uma hemácia ocasional é considerado anormal. A existência de hemácias na urina tem relação com lesões na membrana glomerular ou nos vasos do sistema urogenital. O seu número também ajuda a determinar a extensão da lesão renal. A observação de hematúria microscópica pode ser essencial para o diagnóstico de cálculos renais. Também é preciso considerar a possibilidade de contaminação menstrual em amostras de urina feminina.

Leucócitos

  • Geralmente são encontrados menos de cinco leucócitos por campo de grande aumento na urina normal, mas na urina feminina esse número pode ser maior. Embora os leucócitos, assim como as hemácias, possam passar para a urina através de uma lesão glomerular ou capilar. O número elevado de leucócitos na urina é chamado de piúria e indica a presença de infecção ou inflamação no sistema urogenital.

Células Epiteliais

  • Não é incomum encontrar células epiteliais na urina, já que elas provêm do tecido de revestimento do sistema urogenital. A menos que estejam presentes em grande número ou em formas anormais, representam uma descamação de células velhas. Na urina, encontram-se três tipos de células epiteliais, que são classificadas de acordo com seu local de origem.

Células Pavimentosas

  • são as mais freqüentes e menos significativas. Provêm do revestimento da vagina e das porções inferiores da uretra masculina e feminina, podem ser encontradas em grande número nas amostras de urina de mulheres, colhidas sem usar a técnica de jato médio estéril.

Células Transicionais

  • originam-se do revestimento da pelve renal, da bexiga e da porção superior da uretra. São menores que as pavimentosas, esféricas, caudadas ou poliédricas com núcleo central. Raramente têm significado clínico, a menos que sua quantidade seja grande e sua forma anômala.

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Células dos túbulos renais

  • são as mais importantes porque, quando sua quantidade é grande, há indício de necrose tubular. São especialmente importantes na rejeição do enxerto renal. Sua presença traduz a existência de doenças causadoras de lesão tubular, entre as quais pielonefrite, reações tóxicas, infecções virais, rejeição de transplante e efeitos secundários da glomerulonefrite.

Cilindro Hialino

  • os cilindros mais freqüentes são de tipo hialino. A presença de 0 a 2 desses cilindros por campo de pequeno aumento é considerada normal. Assumem significado clínico quando seu número é elevado, como é o caso de glomerulonefrite, pielonefrite, doença renal crônica e insuficiência cardíaca congestiva.

Cilindro Granuloso

  • é freqüente observar cilindros granulares grosseiros e finos no sedimento urinário; podem ter significado clínico ou não. Sua excreção aumenta após estresse e exercício físico rigoroso.

Cilindro Hemático

  • os cilindros celulares podem conter hemácias, leucócitos ou células epiteliais. A presença de cilindros celulares geralmente indica grave doença renal. A existência de cilindros hemáticos é muito mais específica, indicando que o sangramento provém do interior do néfron.

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Cilindro leucocitário

  • o aparecimento de cilindros leucocitários na urina significa infecção ou inflamação no interior dos néfrons. São refringentes, têm grânulos e, serão visíveis os núcleos multilobulados

Muco

  • O muco é um material protéico produzido por glândulas e células epiteliais do sistema urogenital. Não é considerado clinicamente significativo e sua quantidade é maior quando há contaminação vaginal. Microscopicamente, é visto como estruturas filamentosas com baixo índice de refração, o que exige observação em luz de baixa intensidade

Cristais

  • É comum encontrar cristais na urina. Embora raramente tenham qualquer significado clínico, deve-se proceder à sua identificação para se ter certeza de que não representam anormalidades. Os cristais são formados pela precipitação dos sais da urina submetidos a alteração de pH, temperatura ou concentração, o que afeta sua solubilidade.

  • A principal razão para a identificação dos cristais urinários é detectar a presença de alguns tipos relativamente anormais, que podem representar certos distúrbios, como doenças hepáticas, erros de metabolismo ou lesão renal.

  • O recurso mais útil na identificação dos cristais é o conhecimento do pH da urina, pois ele determinará o tipo de substâncias químicas precipitadas. Os cristais geralmente são classificados não só como normais e anormais, mas também segundo a urina em que está presente: ácida ou alcalina.

Cristais Normais

      • Urina ácida: os cristais mais comumente encontrados na urina ácida são os uratos, constituídos por ácido úrico, uratos amorfos e urato de sódio. Como o nome indica, os uratos amorfos são constituídos por grânulos castanho-amarelados organizados em grumos. Os cristais de oxalato de cálcio também são freqüentes na urina ácida e são facilmente reconhecidos como octaedros incolores em forma de envelope.

Cristais Normais

      • Urina alcalina: a maioria dos cristais observados na urina alcalina é formada por fosfatos, como o fosfato triplo, o fosfato amorfo e o fosfato de cálcio. Os cristais de fosfato triplo são talvez os mais facilmente identificáveis, porque costumam ser constituídos por prismas incolores denominados “tampa de caixão”.

Cristais Anormais

  • Os cristais anormais mais importantes são: cistina, colesterol, leucina, tirosina, bilirrubina, sulfonamidas, corantes radiográficos e medicamentos.A maioria dos cristais anormais tem formas características, sendo também encontrados em urina ácida ou neutra: existem provas bioquímicas para sua possível identificação.

Fosfato amorfo

Oxalato de Cálcio

Fosfato triplo

Ácido Úrico

Tirosina

Colesterol

Cistina

Sulfametaxol

Bilirrubina

Fibra(contaminação)

Trichomonas vaginalis

Candida sp

Aspergillus sp

Enterobius vermiculares

Espermatozóides

Cilindros de bilirrubina

Células atípicas malignas

  • Coradas por Giensa

Mieloma múltiplo

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  • Urinary Sediment Atlas, by Nobuko IMAI

  • Farmacia-Online Curso Interpretação de Exames Laboratoriais

  • Otto Miller, Rei Gonçalves- Laboratório para o Clinico; Atheneu 8aedição

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