CERÂMICA é uma combinação perfeita do que os antigos gregos consideravam como os quatro elementos que constituíam o mundo.

  • CERÂMICA é uma combinação perfeita do que os antigos gregos consideravam como os quatro elementos que constituíam o mundo.

  • Ela é composta por terra, moldada com água, secada ao ar e, consolidada mediante o fogo.

Keramos: “coisa queimada” (grego)

  • Keramos: “coisa queimada” (grego)

  • Grinshaw(1971): materiais e artigos fabricados de terras que ocorrem naturalmente.

  • Kingery(1976): a arte e a ciência da fabricação e utilização de artigos sólidos, que possuem em sua composição, compostos de materiais inorgânicos não metálicos.

Glossário cerâmico: Produtos contendo materiais cerâmicos. Classe de produtos inorgânicos, não metálicos, que estão sujeitos a condições de alta temperatura durante sua fabricação.

  • Glossário cerâmico: Produtos contendo materiais cerâmicos. Classe de produtos inorgânicos, não metálicos, que estão sujeitos a condições de alta temperatura durante sua fabricação.

  • Materiais cerâmicos: materiais contendo compostos de elementos metálicos e não metálicos.

  • Ex.: MgO, SiO2, argilas, (óxidos, nitretos, boretos, carbetos, silicetose silicatos), etc.

Barsoum(1997): compostos sólidos, formados pela aplicação de calor, algumas vezes calor e pressão, constituídos por ao menos:

  • Barsoum(1997): compostos sólidos, formados pela aplicação de calor, algumas vezes calor e pressão, constituídos por ao menos:

  • – um metal (M) e um sólido elementar não-metálico (SENM) ou um não-metal (NM),

  • – dois SENM, ou

  • – um SENM e um NM.

Metais (M): Na, Mg, Ti, Cr, Fe, Ni, Zn, Al...

  • Metais (M): Na, Mg, Ti, Cr, Fe, Ni, Zn, Al...

  • Não-metais (NM): N, O, H, halogênios, gases nobres...

  • Sólidos elementares não-metálicos (SENM): B, P, S, C, Si, Ge.

- M + NM: MgO, Al2O3

  • - M + NM: MgO, Al2O3

  • - M + SENM: TiC, ZrB2

  • - SENM + SENM: SiC, B4C

  • SENM + NM: SiO2, Si3N4

  • As cerâmicas não estão limitadas aos compostos binários, pois os compostos podem ser complexos:

  • Ba(M)Ti(M)O3(NM) –titanato de bário,

  • Y(M)Ba2(M)Cu3(M)O7(NM) e,

  • Ti3(M)Si(SENM)C2(SENM).

Com base nas definições de Kingerye Barsoum, cerâmica pode ser definida como:

  • Com base nas definições de Kingerye Barsoum, cerâmica pode ser definida como:

  • “a arte, a ciência e a tecnologia de fabricação de compostos sólidos, que são formados pela aplicação de calor, e algumas vezes calor e pressão, constituídos em grande parte por materiais inorgânicos, não metálicos, denominados materiais cerâmicos”

São menos densos que a maioria dos metais e suas ligas;

  • São menos densos que a maioria dos metais e suas ligas;

  • Os materiais usados na produção das cerâmicas são abundantes e mais baratos;

  • A ligação química em cerâmicas é do tipo mista: covalente e iônica.

  • Maior resistência ao calor que metais e polímeros;

  • Alta capacidade calorífica;

  • Baixo coeficiente de expansão térmica;

  • Boa condutividade térmica.

Alta dureza

  • Alta dureza

  • Resistência ao desgaste

  • Resistência à corrosão

  • Fragilidade (não sofrem deformação plástica)

Naturais  sem tratamento químico

  • Naturais  sem tratamento químico

    • Argila, feldspato, areia
  • Sintéticas  obtidas através de processos químicos, a partir de:

    • Matérias-primas naturais – bauxita, calcita
    • Outras matérias-primas sintéticas – CaO, SiC

Extraídas da natureza

  • Extraídas da natureza

  • Submetidas apenas a tratamentos físicos

  • Grande variação composição, pureza, propriedades e custos

  • Podem ou não ser beneficiadas

Silicatos de alumínio hidratados  alteração, por intemperismo, de rochas ígneas, principalmente a partir do mineral feldspato

  • Silicatos de alumínio hidratados  alteração, por intemperismo, de rochas ígneas, principalmente a partir do mineral feldspato

  • K2O.Al2O3.6SiO2 + CO2 + 2H2O  K2CO3 + Al2O3.2SiO2.2H2O + 4SiO2

  • Tipos de argila

    • Caulinita: Al2O3.2SiO2.2H2O
    • Montmorilonita: (Mg,Ca)O.Al2O3.5SiO2.nH2O
    • Ilita: K2O, MgO, Al2O3, SiO2, H2O todas em proporções variáveis

Submetidas a tratamentos químicos

  • Submetidas a tratamentos químicos

    • Calcinação, sinterização, fusão/redução
    • Minerais industrializados (85-98% de pureza): caulim, talco, feldspato, quartzo
    • Produtos químicos industrializados (98-99,9 de pureza): Al2O3, MgO, AlN, SiC, Si3N4, TiO2, ZrO2
    • Produtos especiais (>99% de pureza): BaTiO3, sílica gel

Tradicional

  • Tradicional

    • Produtos sílico- aluminosos, de baixo custo  matérias- primas naturais
    • Classificação
  • Cerâmica vermelha,

  • Materiais de revestimento,

  • Cerâmica branca,

  • Materiais refratários,

  • Isolantes térmicos,

  • Fritas e pigmentos,

  • Abrasivos,

  • Vidro, cimento e cal.

Tijolos

  • Tijolos

    • Alvenaria
  • Argilas Expandidas

    • Jardins e floreiras
    • Produção de concreto leve
    • Isolamento térmico e acústico
    • de ambientes

Fundentes abundantes

  • Fundentes abundantes

  • Baixa temperatura

  • Pouca vitrificação

  • Resistência mecânica maior que a branca

  • Mais baratos e mais duráveis

Histórico

  • Histórico

Em suas tentativas, verificou que uma mistura calcinada de calcário e argila tornava-se, depois de seca, tão resistente quanto as pedras utilizadas nas construções.

  • Em suas tentativas, verificou que uma mistura calcinada de calcário e argila tornava-se, depois de seca, tão resistente quanto as pedras utilizadas nas construções.

Coube, entretanto, a um pedreiro, Joseph Aspdin, em 1824, patentear a descoberta, batizando-a de cimento Portland, numa referência à Portlandstone, tipo de pedra arenosa muito usada em construções na região de Portland, Inglaterra.

  • Coube, entretanto, a um pedreiro, Joseph Aspdin, em 1824, patentear a descoberta, batizando-a de cimento Portland, numa referência à Portlandstone, tipo de pedra arenosa muito usada em construções na região de Portland, Inglaterra.

  • No pedido de patente constava que o calcário era moído com argila, em meio úmido, até se transformar-se em pó impalpável.

  • A água era evaporada pela exposição ao sol ou por irradiação de calor através de cano com vapor. Os blocos da mistura seca eram calcinados em fornos e depois moídos bem finos.

Aquele produto, no entanto, exceto pelos princípios básicos, estava longe do cimento Portland que atualmente se conhece, resultante de pesquisas que determinam as proporções adequadas da mistura, o teor de seus componentes, o tratamento térmico requerido e a natureza química dos materiais.

  • Aquele produto, no entanto, exceto pelos princípios básicos, estava longe do cimento Portland que atualmente se conhece, resultante de pesquisas que determinam as proporções adequadas da mistura, o teor de seus componentes, o tratamento térmico requerido e a natureza química dos materiais.

O cimento Portland desencadeou uma verdadeira revolução na construção, pelo conjunto inédito de suas propriedades de MOLDABILIDADE, HIDRAULICIDADE (endurecer tanto na presença do ar como da água), elevadas resistências aos esforços e por ser obtido a partir de matérias-primas relativamente abundantes e disponíveis na natureza.

  • O cimento Portland desencadeou uma verdadeira revolução na construção, pelo conjunto inédito de suas propriedades de MOLDABILIDADE, HIDRAULICIDADE (endurecer tanto na presença do ar como da água), elevadas resistências aos esforços e por ser obtido a partir de matérias-primas relativamente abundantes e disponíveis na natureza.

  • A criatividade de arquitetos e projetistas, a precisão dos modernos métodos de cálculo e o genialidade dos construtores impulsionaram o avanço das tecnologias de cimento e de concreto, possibilitando ao homem transformar o meio em que vive, conforme suas necessidades.

A importância deste material cresceu em escala geométrica, a partir do concreto simples, passando ao concreto armado e finalmente, ao concreto protendido.

  • A importância deste material cresceu em escala geométrica, a partir do concreto simples, passando ao concreto armado e finalmente, ao concreto protendido.

  • A descoberta de novos aditivos, como a sílica ativa, possibilitou a obtenção de concreto de alto desempenho (CAD), com resistência à compressão até 10 vezes superiores às até então admitidas nos cálculos das estruturas.

“Produto obtido pela pulverização do clínquer, constituído de silicatos de cálcio hidráulicos, sem adições após a calcinação, exceto de água e/ou sulfato de cálcio, além de outros materiais que não excedam teor de 1%”

  • “Produto obtido pela pulverização do clínquer, constituído de silicatos de cálcio hidráulicos, sem adições após a calcinação, exceto de água e/ou sulfato de cálcio, além de outros materiais que não excedam teor de 1%”

Tipo I, comum  produto usual das construções

  • Tipo I, comum  produto usual das construções

  • Tipo II, baixo calor de endurecimento  usado também em contruções com ação moderada de sulfatos

  • Tipo III, alta resistência inicial  teor de sílica > que no Tipo I; maior proporção silicato tricálcico; moagem mais fina – endurecimento mais rápido

  • Tipo IV, com calor de hidratação  menores teores de silicato e aluminato tricálcicos; maior teor de aluminoferrito tetracálcio – calor de hidratação 15-35% do calor dos Tipos I e III

  • Tipo V, resistente a sulfatos  menor teor de aluminato tricálcico

Matérias-Primas

  • Matérias-Primas

  • CALCÁRIOS

  • ARGILA

  • GESSO

  • MINÉRIO DE FERRO

CALCÁRIOS

  • CALCÁRIOS

  • São constituídos basicamente de carbonato de cálcio CaCO3 e dependendo da sua origem geológica podem conter várias impurezas, como magnésio, silício, alumínio ou ferro.

  • O carbonato de cálcio é conhecido desde épocas muito remotas, sob a forma de minerais tais como a greda, o calcário e o mármore.

  • O calcário é um rocha sedimentar, sendo a terceira rocha mais abundante na crosta terrestre e somente o xisto e o arenito são mais encontrados.

  • O elemento cálcio, que abrange 40% de todo o calcário, é o quinto mais abundante na crosta terrestre, após o oxigênio, silício, alumínio e o ferro.

CALCÁRIOS

  • CALCÁRIOS

  • De acordo com o teor de Magnésio, o calcário se classifica em:

  • Calcário calcítico (CaCO3)

  •     Teor de MgO: 0 - 4%.

  • Devido à maior quantidade de cálcio a pedra quebra com maior facilidade e em superfícies mais uniformes e planas. Este calcário, também por ter menor quantidade de carbonato de magnésio exige maior temperatura para descarbonatar.

  • Calcário dolomítico (CaMg(CO3)2)

  • Teor de MgO: > 18% e por isso possui uma temperatura de descarbonatação ainda menor do que o calcário magnesiano.

  • Calcário magnesiano (MgCO3)

  •     Teor de MgO: 4 - 18%. A presença maior de carbonato de magnésio faz com que este calcário tenha características bem diferentes do calcítico:

CALCÁRIOS

  • CALCÁRIOS

  • É uma pedra mais dura, com quebra irregular, formando conchas de onde vem o nome de pedra cascuda. O calcário magnesiano necessita de menos calor e uma temperatura menor para descarbonatar do que o calcítico. Ideal para fabricação de cal.

  •  

  • Apenas o calcário vem sendo utilizado na fabricação do cimento.

  • O uso de calcário com alto teor de MgO causa desvantagens na hidratação do cimento:

  • MgO  +  H2O → Mg(OH)2

  • Isso provoca o aumento do volume e produz sais solúveis que

  • enfraquecem o concreto quando exposto a lixiviação.

ARGILA

  • ARGILA

  • São silicatos complexos contendo alumínio e ferro como cátions principais e potássio, magnésio, sódio, cálcio, titânio e outros.

  • A escolha da argila envolve disponibilidade, distância, relação sílica/alumínio/ferro e elementos menores como álcalis.

  • A argila fornece os componentes Al2O3, Fe2O3 e SiO2. Podendo ser utilizado bauxita, minério de ferro e areia para corrigir, respectivamente,os teores dos componentes necessários, porém são pouco empregados.

GESSO

  • GESSO

  • É o produto de adição final no processo de fabricação do cimento, com o fim de regular o tempo de pega por ocasião das reações de hidratação.

  • É encontrado sob as formas de gipsita (CaSO4. 2H2O), hemidratado ou bassanita (CaSO4.0,5H2O) e anidrita (CaSO4). Utiliza-se também o gesso proveniente da indústria de ácido fosfórico a partir da apatita:

  • Ca3(PO4)2  +   3H2SO4  +  6H2O  → 2H3PO4  +  3(CaSO4. 2H2O)

PROCESSO DE FABRICAÇÃO DO CIMENTO

  • PROCESSO DE FABRICAÇÃO DO CIMENTO

PROCESSO DE FABRICAÇÃO DO CIMENTO

  • PROCESSO DE FABRICAÇÃO DO CIMENTO

PROCESSO DE FABRICAÇÃO DO CIMENTO

  • PROCESSO DE FABRICAÇÃO DO CIMENTO

PROCESSO DE FABRICAÇÃO DO CIMENTO

  • PROCESSO DE FABRICAÇÃO DO CIMENTO

Etapas da Clinquerização

  • Etapas da Clinquerização

    • Evaporação da água livre
    • Ocorre em temperaturas abaixo de 100°C, no primeiro estágio de ciclones.
  • H2O(l) (100°C) →  H2O(g) (100°C)  - 539,6 cal/g

Etapas da Clinquerização

  • Etapas da Clinquerização

    • Decomposição do carbonato de magnésio
    • A decomposição da dolomita em MgO e CO2 tem início em 340°C, porém a medida que o teor de cálcio aumenta, também se eleva a temperatura de decomposição.
    • MgCO3(s)  (340°C)  → MgO(s)  +  CO2(g)  - 270 cal/g
    • O MgO liberado vai dissolver-se na fase líquida (fundida), formada durante a queima e em parte formará soluções sólidas com as fases mais importantes do clínquer.
    • Na temperatura de clinquerização, o MgO não se combina com os demais óxidos presentes, ficando livre na forma de periclásio (sistema CCC).

Etapas da Clinquerização

  • Etapas da Clinquerização

    • Decomposição do carbonato de Cálcio 
    • Esta reação tem início em temperatura acima de 805°C, sendo 894°C a temperatura crítica de dissociação do carbonato de cálcio puro a 1 atm de pressão.
  • CaCO3(s) → CaO(s)  +  CO2 (g)  - 393 cal/g

    • Esta reação de descarbonatação é uma das principais para obtenção do clínquer, devido ao grande consumo de energia necessária à sua realização e à influência sobre a velocidade de deslocamento de material no forno.
    • Nos fornos com pré-calcinadores cerca de 94% da descarbonatação ocorre no pré-calcinador e o restante no forno.
    • Em fornos sem pré-calcinadores cerca 60% ocorre nos ciclones IV.
    • É imprescindível que a descarbonatação esteja completa para que o material penetre na zona de alta temperatura no forno (zona de clinquerização).

Etapas da Clinquerização

  • Etapas da Clinquerização

    • DESIDROXILAÇÃO DAS ARGILAS
    • As primeiras reações de formação do clínquer iniciam-se em 550°C, com a desidroxilação da fração argilosa da farinha (cru).
    • A argila perde a água combinada, que oscila entre 5 e 7%, dando origem a silicatos de alumínio e ferro altamente reativos com o CaO que está  sendo liberado pela decomposição do calcário.
    • A reação entre os óxidos liberados da argila e o calcário, é lenta e a princípio os compostos formados contém pouco CaO fixado.
    • Com o aumento da temperatura a velocidade da reação aumenta e os compostos enriquecem em CaO. 

Etapas da Clinquerização

  • Etapas da Clinquerização

    • Formação do 2CaO.SiO2
    • A formação do 2CaO.SiO2 tem início em temperatura de 900°C onde mesmo sílica livre e CaO já reagem lentamente. Na presença de Ferro e Alumínio esta reação é acelerada.
    • 2CaO  +  SiO2   (1200°C) →  2CaO.SiO2  = silicato dicálcico

Etapas da Clinquerização

  • Etapas da Clinquerização

    • Formação do  3CaO.SiO2
    • O silicato tricálcico inicia sua formação entre 1200°C e 1300°C a 1400°C os produtos de reação são 3CaO.SiO2, 2CaO.SiO2, 3CaO.Al2O3 e 4CaO.Al2O3.Fe2O3 e o restante de CaO não combinado.
    • 2CaO.SiO2 +  CaO  (1260 a 1450°C)  →  3CaO.SiO2   = silicato tricálcico

Etapas da Clinquerização

  • Etapas da Clinquerização

    • Primeiro resfriamento
    • A complementação das reações de clinquerização podem ser afetadas pelo resfriamento sofrido pelo clínquer. Um resfriamento lento leva a um cimento de baixa qualidade.
    • O primeiro resfriamento ocorre dentro do forno, após o clínquer passar pela zona de máxima temperatura. Nesta etapa pode ocorrer a decomposição do 3CaO.SiO2 segundo a reação:
  • 3CaO.SiO2 → 2CaO.SiO2 + CaO livre

Etapas da Clinquerização

  • Etapas da Clinquerização

    • Segundo resfriamento
    • O segundo resfriamento ocorre abaixo de 1200°C, já no resfriador.
    • Este resfriamento lento também provoca uma maior corrosão dos cristais de 3CaO.SiO2 pela penetração desta fase, nas bordas dos cristais, auxiliando a formação de 2CaO.SiO2.
    • O magnésio não combinado terá sua cristalização nesta etapa. Quanto mais lento for o resfriamento, maior será o desenvolvimento dos cristais de MgO, aglutinando em zonas.

Etapas da Clinquerização

  • Etapas da Clinquerização

    • Termoquímica da calcinação
    • A formação dos compostos do clínquer consome pouca caloria e os principais valores da formação a 1300°C são:
    • 2CaO  +  SiO2  → 2CaO.SiO2 - 146 cal/g
    • 3CaO  +  SiO2  →  3CaO.SiO2 - 111 cal/g
    • 3CaO  +  Al2O3  → 3CaO.Al2O3  - 21 cal/g
    • 4CaO  +  Al2O3 + Fe2O3 →  4CaO.Al2O3.Fe2O3 - 25 cal/g

PROCESSO DE FABRICAÇÃO DO CIMENTO

  • PROCESSO DE FABRICAÇÃO DO CIMENTO

PROCESSO DE FABRICAÇÃO DO CIMENTO

  • PROCESSO DE FABRICAÇÃO DO CIMENTO

PROCESSO DE FABRICAÇÃO DO CIMENTO

  • PROCESSO DE FABRICAÇÃO DO CIMENTO

PROCESSO DE FABRICAÇÃO DO CIMENTO

  • PROCESSO DE FABRICAÇÃO DO CIMENTO

PROCESSO DE FABRICAÇÃO  DO  CIMENTO

  • PROCESSO DE FABRICAÇÃO  DO  CIMENTO

PROCESSO DE FABRICAÇÃO  DO  CIMENTO

  • PROCESSO DE FABRICAÇÃO  DO  CIMENTO

HIDRATAÇÃO

  • HIDRATAÇÃO

Reações de hidratação

  • Reações de hidratação

    • O 3CaO.Al2O3 é o primeiro a reagir:
  •  3CaO.Al2O3 +  CaO  +  12H2O   →  Al2O3 . 4CaO . 12H2O

    • O 3CaO.SiO2  reage a seguir:
  • 3CaO.SiO2 +  4,5H2O  →  SiO2 . CaO . 2,5H2O  +  2Ca(OH)2

  • 2[3CaO.SiO2 ]+  6H  →  3CaO.2SiO2 . 3H2  +  3Ca(OH)2

Reações de hidratação

  • Reações de hidratação

    • O 2CaO.SiO2 reage muito mais tarde, do seguinte modo:
  • 2CaO.SiO2 +  3,5H2O  →  SiO2 . CaO . 2,5H2O  +  Ca(OH)2 

  • 2[2CaO . SiO2]  +  3H2O  →  3CaO . 2SiO2 . 4H   +  Ca(OH)2

Mistura  aglomerante, agregados miúdos e água.

  • Mistura  aglomerante, agregados miúdos e água.

    • Aglomerante: cal, o cimento ou o gesso.
    • Agregado: areia, pó de pedra.
  • Utilizada em alvenaria e em revestimento.

  • Argamassas mais comuns: cimento + areia + água.

  • Para obtenção de propriedades especiais: adição de cal, saibro, barro, caulim, etc.

Definições

  • Definições

    • Produto inorgânico de fusão que foi resfriado até atingir condição de rigidez, sem sofrer cristalização.
    • Material que não apresenta ordem de longo alcance e está abaixo da temperatura na qual rearranjos atômicos ou moleculares podem ocorrer numa escala de tempo similar àquela do experimento.
    • Apresenta temperatura de transição vítrea (Tg).

Ordenação atômica – curto alcance

  • Ordenação atômica – curto alcance

  • Estrutura isotrópica – propriedades uniformes em todas as direções

  • Tipicamente transparentes para comprimentos de onda ópticos, mas podem ser formulados para transmitir ou absorver luz para uma grande variedade de comprimentos de onda

  • Tipicamente maus condutores elétricos e térmicos

  • Amolecem antes da fusão – podem ser moldados por insuflamento em diferentes formatos

Curva de aquecimento - cristal

  • Curva de aquecimento - cristal

Curva de aquecimento – material vítreo

  • Curva de aquecimento – material vítreo

Sílica – Tm = 2000°C

  • Sílica – Tm = 2000°C

    • Fundida: difícil de fundir e fabricar, uso até 1000°C
    • 96% sílica: a partir de vidro de borossilicato
  • Soda-cal – Tm = 1400-1500°C

    • Fabricado facilmente
    • Uso em janelas, garrafas e lâmpadas
  • Plúmbicos ou de chumbo

    • Fundido facilmente, boas propriedades elétricas
    • Uso em lentes e vidros ”cristal”
  • Borossilicato – Tm = 1550-1600°C

    • Baixa expansão, boa resistência ao choque térmico
    • Uso na indústria química
  • + 99% dos vidros comerciais são a base de óxidos e a maior parte deles é baseada em sílica.

Avançada

  • Avançada

    • Desenvolvida a partir de matérias-primas sintéticas de altíssima pureza - processos rigorosamente controlados.
  • Propriedades

    • Baixa densidade,
    • Baixa condutividade térmica,
    • Alta resistência à corrosão e à abrasão,
    • Resistência térmica,
    • Supercondutividade,
    • Condutividade iônica,
    • Propriedades nucleares, etc...

Avançada

  • Avançada

    • Classificação de acordo com a função:
  • Eletroeletrônicas,

  • Magnéticas,

  • Ópticas,

  • Químicas,

  • Térmicas,

  • Mecânicas,

  • Biológicas,

  • Nucleares.

Metal duro: (WC, TiC TaC + Co)

  • Metal duro: (WC, TiC TaC + Co)

CBN – Nitreto cúbico de boro

  • CBN – Nitreto cúbico de boro

  • Al2O3 + TiC

  • Si3N4 - Nitreto de silício)

Si3N4 - Nitreto de silício

  • Si3N4 - Nitreto de silício

Sialon

  • Sialon

    • (nitreto de silício + óxido de alumínio + nitreto de alumínio)

Si3N4 – (Nitreto de silício)

  • Si3N4 – (Nitreto de silício)

  • ZrO2 + CaO (P.S.Z. Partially Stabilized Zirconia)

  • SiC- carbeto de silício

  • Al2O3 + ZrO2 ( T.T.A. Transformation Toughened Alumina)

  • L.A.S. Silicato de Alumínio e Lítio (baixa expansão térmica)

Rotor de turbina de NITRETO DE SILÍCIO (Si3N4)

  • Rotor de turbina de NITRETO DE SILÍCIO (Si3N4)

Muito alta temperatura: compósito reforçado de carbono com carbono.

  • Muito alta temperatura: compósito reforçado de carbono com carbono.

  • Alta temperatura: C + SiC (+O2 do ar forma SiO2).

  • Menor temperatura: Sílica porosa (recoberta com SiO2 93% + B2O3 – óxido de Boro 5% + Silicato de Boro 2%)

  • Cerâmica Fórmula Característica

  • Alumina Al2O3 Bioinerte

  • Zircônia ZrO2 Bioinerte

  • Hidroxiapatita Ca10(PO4)6(OH)2 Bioativa

Hidroxiapatita [ Ca10(PO4)6 (OH)2]

  • Hidroxiapatita [ Ca10(PO4)6 (OH)2]

Cordierita

  • Cordierita

  • [2MgO-2Al2O3-5SiO2]

Bicos para jateamento de areia

  • Bicos para jateamento de areia

  • Ferro fundido: Resiste de 6 a 10 horas de utilização

  • WC (carbeto de tungstênio) : Resiste entre 250 a 400 horas de utilização.

  • B4C (carbeto de boro): Resiste até 1000 horas de utilização.

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