Atendimento ã? paradacardiorrespiratã?ria

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(Parte 2 de 8)

↑ Conexão com reservatório de oxigênio

[8]Desfibrilação: executada prontamente sempre que se detectar fibrilação ou taquicardia ventricular sem pulso (FV/TV) (Figura 9), particularmente quando do uso de Desfibrilador Externo Automático (DEA) (Figura 10). Nos casos em que o paciente permaneceu em PCR por mais de 5 minutos sem compressão torácica externa,6,7,1,12,13 pode proceder-se a 5 ciclos de compressão e ventilação antecedendo a desfibrilação, na tentativa de retorno à fase elétrica da PCR .

Figura 9 – Taquicardia ventricular e FV

Figura 1 – Posição das pás do desfibrilador

A corrente usada na desfibrilação pode ser do tipo bifásica ou monofásica. A quantidade de joules é de 150 a 200J para ondas bifásicas truncadas exponenciais, 120J para onda bifásica retilínea e 360J para corrente monofásica.1,2,6,7 Após a administração do choque, deve-se imediatamente retomar as compressões torácicas e as ventilações, sem avaliar a presença do pulso.

É essencial conhecer alguns aspectos técnicos da desfibrilação:

■■■■■As pás (eletrodos) são colocadas na região infraclavicular direita, ao lado do esterno, e no ápex do coração, à esquerda do mamilo, na linha axilar média (Figura 1). Nos casos em que existe marcapasso definitivo ou desfibrilador automático implantável, é efetivo aplicálas no ápex e região interescapulo-vertebral esquerda.

■■■■■A resistência à passagem da corrente elétrica é atenuada com a aplicação de gel condutor de baixa impedância (gel para eletrocardiografia ou desfibrilador), disposto de maneira a cobrir toda a superfície metálica de contato com o paciente. Não se recomenda o uso de outros tipos de gel condutor (gel para ultra-som, lidocaína), pois tais substâncias não permitem condução adequada de corrente elétrica.

PROURGEN SEMCAD Verificar responsividade

Chamar por ajuda com desfibrilador

Abrir a via aérea e verificar a ventilação

Senão estiver ventilando, tente ventilar 2 vezes Verificar o pulso em 5-10 segundos

Realizar ciclos de 30 compressões e 2 ventilações – trocar socorrista que comprime a cada 2 minutos. Só interromper quando o desfibrilador chegar e estiver preparado ou a vítima se movimentar

Após chegada do desfibrilador, avaliar o ritmo

Ritmo chocável: – Aplicar 1 choque

– Reiniciar RCP imediatamente

– Avaliar novamente o ritmo após 5 ciclos

Ritmo não-chocável: – Reiniciar RCP imediatamente

– Avaliar novamente o ritmo após 5 ciclos

Figura 12 – Algoritmo 1: Suporte Básico de Vida

Fonte:Adaptado de Feitosa Filho e colaboradores (2006); ECC Committee, Subcommittees and Task Forces of the American Heart Association (2005).

TÓRIA1. Assinale os termos incorretos de cada afirmação e, nas linhas abaixo, escreva o(s) termo(s) constante(s) no banco para torná-la correta.

A)Visando a um rápido diagnóstico, o reconhecimento da PCR baseia-se na tríade: inconsciência, assistolia e ausência de pulso central (carotídeo ou femoral)

B)A avaliação do pulso não deve consumir mais do que 5 a 10 segundos. Imediatamente depois de constatada a perda de consciência, deve-se solicitar fármacos para o tratamento da disfunção miocárdica

C)Em qualquer uma das modalidades de ventilação de resgate — a boca-a-boca/bocamáscara ou a bolsa-valva-máscara — o tempo de duração de cada ventilação é de 1 segundo. Devem-se fazer 4 tentativas de ventilação. Em caso de ineficiência, devese realizar contato com a “equipe azul”

2. Compressões torácicas externas em pacientes adultos devem ser feitas, no suporte básico de vida, quando em paciente intubado, na freqüência de:

A)30:2 de forma sincronizada. B)100 compressões/minuto de forma sincronizada. C)15:2 de forma sincronizada. D)100 compressões/minuto de forma não sincronizada.

Respostas no final do capítulo

3. Em que circunstâncias a desfibrilação deve ser prontamente executada? ausência de respiração - a avaliação de pulso e compressões torácicas - presença de equipe de emergência capacitada no atendimento à PCR

4. A corrente liberada pelos desfibriladores bifásicos durante o primeiro choque administrado na FV/TV deve ser:

A)200J monofásica. B)300J monofásica. C)200J bifásica exponencial. D)360 bifásica retilínea. E)360J para qualquer tipo de onda.

5. Ordene os procedimentos no estabelecimento do suporte básico de vida no atendimento à PCR.

( )Avaliação do pulso. ( )Abrir as vias aéreas. ( )Avaliar a responsividade. ( )Desfibrilação. ( )Chamar por ajuda. ( )Proceder à ventilação. ( )Compressões torácicas. ( )Detectar a respiração.

Respostas no final do capítulo

O Suporte Avançado de Vida (SAV) consiste nos seguintes passos:

[1] Intubação traqueal: deve ser realizada pelo indivíduo mais experiente nesse procedimento (não exceder mais do que 30 segundos) e sem interrupção das compressões torácicas. Se necessário, outros equipamentos podem ser utilizados com menor necessidade de treinamento, tais como a máscara laríngea (Figura 13) e o combitubo® (Figura 14). 2,14,15

Figura 14 – Combitubo

[2]Avaliação e fixação da cânula: após a intubação, insufla-se o balonete (cuff) e ausculta-se o epigástrio, bases pulmonares esquerda e direita, ápices pulmonares esquerdo e direito. Recomenda-se também a avaliação com dispositivos especiais, que pode ser feita com o detector de CO2 ou com o detector esofágico.1,6,7,15 Após a intubação, as ventilações passam a ser feitas durante a RCP em freqüência de 8 a 10 incursões por minuto.6,7

[3]Acesso venoso e monitoração: a monitoração eletrocardiográfica (habitualmente em DII) e obtenção de acesso venoso antecubital devem ser executadas em simultâneo à intubação. O acesso intraósseo,5,6,7,16,17 mesmo em adultos, é recomendável.

[4]Administração de drogas (Quadro 1): todas as drogas a serem administradas na PCR devem obrigatoriamente ser seguidas de 20mL de bolus de fluido e elevação do membro por 10 a 20 segundos, para rápida chegada da droga ao coração.17 A primeira droga a ser administrada é a adrenalina/ epinefrina,17 na dose de 1mg, IV. Ela deverá ser repetida a cada 3 a 5 minutos, sendo opcional substituir a primeira ou segunda dose por vasopressina 40UI.17,18 A administração das drogas deve respeitar intervalos preestabelecidos, independentemente do momento em que se encontra a RCP ou os procedimentos de desfibrilação.6

Quadro 1 POSOLOGIA DAS DROGAS UTILIZADAS DURANTE A RCP

[5]Avaliação de ritmo: Após cada 2 minutos de RCP a partir da desfibrilação, uma pausa muito rápida deve ser feita para nova avaliação do ritmo ao monitor. 1,5,6,7 O pulso só deve ser palpado se um ritmo organizado estiver presente ao monitor. Em qualquer um dos ritmos deve-se estar atento a causas reversíveis de PCR (os 6Hs e 5Ts), conforme Quadro 4.

6.Ordene os procedimentos no estabelecimento do Suporte Avançado de Vida (SAV) no atendimento à PCR.

() Avaliação do ritmo.
() Intubação traqueal.
() Administração de drogas.
() Acesso venoso e monitoração.
() Avaliação e fixação da cânula.

7.São antiarrítmicos utilizados durante a ressuscitação cardiopulmonar em fibrilação ventricular:

A)amiodarona, lidocaína e sotalol. B)amiodarona, lidocaína e bretílio. C)amiodarona, lidocaína e sulfato de magnésio. D)amiodarona, lidocaína e propafenona. E)amiodarona, lidocaína e epinefrina.

Respostas no final do capítulo

Droga Dose

Adrenalina Vasopressina Atropina

Amiodarona Lidocaína

Sulfato de magnésio Bicarbonato de sódio

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