Conflitos Mundiais

Conflitos Mundiais

(Parte 1 de 4)

Atualidades: Conflitos Mundiais Prof. Beto

1. Guerra da Coréia 2. Guerra do Vietnã 3. Revolução Cubana 4. América do Sul 5. Oriente Médio 6. Europa

1. Guerra da Coréia

A expressão Guerra Fria é empregada para designar a oposição entre o mundo comunista e o mundo capitalista, que se iniciou após a Segunda Guerra Mundial. Essa oposição foi chamada de Guerra Fria porque não conduziu a combates em grande escala, ou guerra "quente", entre as duas superpotências, Estados Unidos e União Soviética. Durante a Segunda Guerra Mundial, os comunistas e as nações ocidentais lutaram como aliados contra as potências do Eixo - Alemanha, Itália e Japão. Os aliados derrotaram o Eixo, mas a Grã-Bretanha, a França, a China e a União Soviética sofreram perdas terríveis para alcançar a vitória. Os Estados Unidos da América tornaram-se a nação mais poderosa do mundo. Em 1947, os E.U.A. tinham-se dado conta da ameaça da expansão comunista. O fantasma da infiltração comunista nos E.U.A. alarmou muitos norte-americanos, enquanto que a União Soviética temia um ataque nuclear norteamericano. O Surgimento dos Dois Grandes Blocos. Os E.U.A. estavam à frente das nações que passaram a se denominar Mundo Livre, também conhecido como bloco capitalista. Esse grupo compreendia o Canadá, a França, a Grã- Bretanha, a Alemanha Ocidental, o Japão, as Filipinas e muitos outros países da Europa ocidental e da América Latina. A União Soviética encabeçava o bloco comunista, que abrangia a China comunista (após 1949) e as nações comunistas da Europa oriental. O bloco comunista era muitas vezes denominado Leste, e o bloco do Mundo Livre, Ocidente. As nações não-alinhadas ou neutras - que não pertenciam a nenhum dos dois blocos - incluíam a Índia, a Suécia, a Suíça, a Indonésia, o Camboja e a maioria dos Estados africanos. O fim da Guerra Fria ocorreu no início da década de 1990, quando a U.R.S.S., durante o governo Gorbachev (1985-1991), conviveu com medidas que diminuíam o poder da burocracia estatal e do Partido Comunista. Tais medidas foram a maior transparência política e a abertura da economia. Devido às medidas e ao desgaste provocado pela luta militar no Afeganistão, o fervor nacionalista das repúblicas soviéticas foi estimulado, culminando na fragmentação total, em dezembro de 1991. O reflexo do fim da União Soviética foi sentido no mundo inteiro, pois governos de orientação socialista tiveram de estabelecer reformas. Na África, os conflitos tribais reacenderam, e a Europa do Leste passou a viver um novo ciclo de nacionalismo exacerbado.

A Guerra da Coréia travou-se entre 25 de Junho de 1950 e 27 de Julho de 1953, opondo a Coreia do Sul e seus aliados, que incluíam os Estados Unidos da América e o Reino Unido, à Coréia do Norte, apoiada pela República Popular da China e pela antiga União Soviética. O resultado foi a manutenção da divisão da península da Coréia em dois países, que perdura até aos dias de hoje. Em 1950, cinco anos e meio depois de derrotar a Alemanha nazista , os Estados Unidos e a União Soviética, ex-aliados, entram em conflito pelo controle da Coréia, uma nova zona de influência comercial e territorial, arriscando provocar uma terceira guerra mundial.A península da Coréia é cortada pelo paralelo 38, uma linha demarcatória que divide dois exércitos, dois Estados: a República da Coréia, ao sul, e a República Popular Democrática da Coréia, ao norte. Essa demarcação, existente desde 1945 por um acordo entre os governos de Moscou e Washington, dividiu o povo coreano em dois sistemas políticos opostos: no norte o comunismo apoiado pela União Soviética, e, no sul, o capitalismo apoiado pelos Estados Unidos.

Exercícios: Marque C para o que estiver Correto e E para o que estiver Errado.

1 _ A expressão Guerra Fria é empregada para designar a oposição entre o mundo comunista e o mundo capitalista, que se iniciou após a Segunda Guerra Mundial.

2 _ Durante a Segunda Guerra Mundial, os comunistas e as nações ocidentais lutaram como aliados contra as potências do Eixo

3 _ O fantasma da infiltração comunista nos E.U.A. alarmou muitos norte-americanos, enquanto que a União Soviética temia um ataque nuclear norte-americano.

4 _ A Guerra da Coréia travou-se entre 25 de Junho de 1950 e 27 de Julho de 1953, opondo a Coréia do Sul e seus aliados, que incluíam os Estados Unidos da América e o Reino Unido, à Coréia do Norte, apoiada pela República Popular da China e pela antiga União Soviética.

2. Guerra do Vietnã

Ocorrida entre 1957 e 1975, fazendo parte da conjuntura da Guerra Fria. A guerra teve início quando forças guerrilheiras que atuavam no Vietnã do Sul, apoiadas pelo Vietnã do Norte, país comunista, começaram a atacar o governo sulista e seus aliados, buscando a reunificação da Indochina, fragmentada no processo de descolonização. Nos primeiros anos, essas forças eram formadas por guerrilheiros geralmente chamados vietcongues. Vietcongue é uma forma abreviada das palavras viet congsan, que significam comunistas vietnamitas. A maioria dos militantes vietcongues foi treinada no Vietnã do Norte e, mais tarde, enviada de volta para o Vietnã do Sul. O Vietcongue foi enfrentado pelo exército do Vietnã do Sul, que recebeu ajuda militar e econômica dos Estados Unidos da América, incluindo a assistência de conselheiros norte-americanos. No lado comunista, unidades regulares do Exército Popular do Vietnã do Norte uniram-se ao Vietcongue. A União Soviética e a China forneceram material bélico para os comunistas, mas não tropas. Em 1969, os E.U.A. começaram a realizar retiradas limitadas de suas tropas. As retiradas norte-americanas continuaram no início da década de 1970, e os sul-vietnamitas passaram a ter mais responsabilidades pelo prosseguimento da guerra. Em janeiro de 1973, os E.U.A., o Vietnã do Sul, o Vietnã do Norte e o Vietcongue assinaram um acordo de cessar-fogo. Com esse acordo, terminou o envolvimento direto dos E.U.A. na guerra, porém o governo americano continuou dando apoio logístico e aéreo ao Vietnã do Sul. Posteriormente, o Vietnã do Norte, o Vietnã do Sul e o Vietcongue violaram o acordo e continuaram a lutar. A guerra terminou em 30 de abril de 1975, quando os sul-vietnamitas se renderam.

Questões:

1)Os dois principais países que lideraram a Guerra Fria foram:

a)Os EUA, com a KGB e a Itália com a CIA b)Os Norte Americanos com a Scotland Yard e os Vietnamitas com o Napalm c)Os Japoneses com a CIA e a URSS com o FBI d)Os EUA com a OTAN e a URSS com o Pacto de Varsóvia

2)O primeiro governo socialista eleito no mundo foi o de:

c)Mikail Gorbatchev na URSS

a)Fidel Castro no México b)Salvador Allende no Chile d)George Bush nos EUA

3)As transformações internacionais imediatamente após a I Guerra Mundial foram caracterizadas:

a)pela bipolarização ideológica entre a União Soviética e os Estados Unidos da América. b)pela divisão da Alemanha em áreas de influência entre os países vencedores. c)pela reconstrução da Europa pelo Plano Marshall. d)todas as alternativas estão corretas

4) Marque C para o que estiver Correto e E para o que estiver Errado.

_ O Vietcongue foi enfrentado pelo exército do

Vietnã do Sul, que recebeu ajuda militar e econômica dos Estados Unidos da América, incluindo a assistência de conselheiros norte-americanos.

_ A União Soviética e a China forneceram material bélico para os vietnamitas comunistas, mas não tropas.

_ A guerra do Vietnã terminou em 30 de abril de 1975, quando os sul-vietnamitas se renderam.

3. Revolução Cubana

Líder Fidel Castro Chefe do governo de Cuba desde 1959, quando derrubou a ditadura militar de Fulgêncio Batista. Transformou Cuba num país comunista. Nascido em uma fazenda de plantação de açúcar, Fidel é filho do proprietário rural Angel Castro, um imigrante espanhol, e de Lina, uma camponesa que Angel conhecera após terminar um casamento. Fidel trabalhou na propriedade da família durante a infância e a adolescência. Foi educado em escolas jesuíticas da cidade de Santiago de Cuba. Em 1945, graduou-se no Colégio Belen, em Havana. Formou-se doutor em leis na Universidade de Havana, em 1950. Fidel era um destacado líder estudantil e político na universidade. Em 1952, teve suas aspirações a uma cadeira no Parlamento cubano interrompido pelo golpe de Estado de Fulgêncio Batista. O jovem advogado impetrou uma ação judicial contra o ditador, alegando descumprimento da Constituição. Em 26 de julho de 1953, Fidel tentou dar início a uma revolução contra o governo de Batista, atacando o quartel de Moncada, em Santiago de Cuba. Com um grupo de cerca de 170 seguidores, o ataque fracassou. Fidel foi preso e condenado a 15 anos de prisão. Contudo, foi libertado em maio de 1955 e seguiu para o exílio no México. Fidel organizou, então, o Movimento de 26 de Julho, treinando uma pequena força rebelde perto da Cidade do México. Em 1º de dezembro de 1956, invadiu Cuba com cerca de 80 homens, dentre eles seu irmão, Raúl, e o líder revolucionário argentino Ernesto Che Guevara. Muitos desses homens foram mortos, e os sobreviventes fugiram para as montanhas de Sierra Maestra. O grupo rebelde foi crescendo à medida que habitantes da zona rural vizinha aderiam a ele. Os rebeldes empregaram a técnica de guerrilha até Batista fugir de Havana, em 1º de janeiro de 1959. Fidel tornou-se, então, o líder do governo. Tomando como base o modelo soviético, Fidel estabeleceu um Estado totalitário-comunista em Cuba. O governo de Fidel tornou estatais todas as propriedades e nacionalizou as indústrias. O comandante mandou prender vários de seus opositores políticos. Os Estados Unidos da América pararam de comprar o açúcar cubano, decretando bloqueio comercial ao país em 1960 e finalmente rompendo relações com Cuba em 1961. Fidel voltou-se para a U.R.S.S. em busca de auxílio econômico e militar. Formou uma poderosa força militar que em 1961 derrotou, na baía dos Porcos, um grupo invasor formado por cubanos exilados, e apoiou revoluções em outros países latino-americanos. Em 1962, envolveu-se em uma crise com a U.R.S.S. e os E.U.A. naquela que ficou conhecida como a crise dos mísseis, que quase levou o planeta a uma guerra nuclear. Fidel realizou melhorias na educação, na moradia e na saúde pública em Cuba. A economia cubana vinha se desenvolvendo com o auxílio da U.R.S.S. Após o colapso soviético, em 1990, Cuba entrou em crise. Fidel realizou reformas econômicas e adotou algumas medidas capitalistas. Em visita ao Vaticano, no ano de 1996, comprometeu-se junto ao Papa João Paulo I a diminuir o embargo à entrada de padres e freiras no país. Mesmo com as sanções impostas pelo governo norte-americano e com as constantes denúncias de violação dos direitos humanos, o comandante permanece inabalável no poder da ilha. Fidel é considerado um dos grandes líderes e estadistas do século X, com enorme poder de influência sobre o povo, reconhecido em longos e inflamados discursos. No entanto, sofreu centenas de atentados contra sua vida. Em 2001, a jornalista brasileira Cláudia Furiati lançou Fidel Castro - Uma Biografia Consentida, a primeira biografia autorizada do ditador cubano. Após cinco anos de pesquisa no arquivo secreto de Fidel e de conversas com o próprio, ela recolheu um material até então inédito, com detalhes da origem de sua família, sua infância e de sua ascensão ao poder. Fidel Castro renunciou em 2008 ao governo por motivos de saúde. Quem comanda o país atualmente é seu irmão Raul Castro.

Questões: 1) Está correto sobre a Revolução Cubana:

a)Os ingleses sempre trataram bem os cubanos e apoiaram desde o início a luta de Fidel Castro.

b)Fidel Castro ganhou notoriedade com sua política de resistência pacífica.

c)Um item da política de Fidel Castro era a não-violência d)Fidel Castro teve o apoio do médico revolucionário Ernesto “Che” Guevara.

2) Marque C para o que estiver Correto e E para o que estiver Errado:

_ Em 1º de dezembro de 1956, Fidel Castro invadiu Cuba com cerca de 80 homens, dentre eles seu irmão, Raúl, e o líder revolucionário argentino Ernesto Che Guevara.

_ Em 1º de janeiro de 1959 Fidel tornou-se o líder do governo cubano e, tomando como base o modelo soviético, estabeleceu um Estado totalitário-comunista.

_ Em 1962, Cuba envolveu-se em uma crise com a URSS. e os EUA naquela que ficou conhecida como a crise dos mísseis, que quase levou o planeta a uma guerra nuclear.

3) Sem perder a ternura, nem o ritmo, jamais (André Monnerat). Antes de se interessar pra valer por política, tornar-se um guerrilheiro, ajudar na revolução em Cuba, tentar repetir o feito em outros países, tornar-se um mito e finalmente parar nas camisas de milhões de jovens que muitas vezes não têm a menor idéia de quem ele realmente foi, Che Guevara foi um estudante de medicina na Argentina, que gostava de beber e ir atrás de mulheres. "Diários de motocicleta" obra de Walter Salles, trata de apresentar este jovem Ernesto. E o resultado é um filme que pode agradar mesmo quem não se interesse tanto pela sua trajetória. Recentemente chegou aos cinemas brasileiros o filme Diários de Motocicleta . A respeito da história política de Cuba, considere os itens seguintes e marque o item incorreto.

a) A revolução cubana ( 1959) derrubou o Presidente Fulgêncio Batista através de uma ação guerrilheira iniciada em Sierra Maestra e concretizada em Havana com o apoio do povo. b) A Organização dos Estados Americanos (OEA) decidiu, no início da década de 1960, implementar o bloqueio econômico e político a Cuba. c) A União Soviética apoiou o regime de Castro até o início dos anos 1990, quando as dificuldades econômicas soviéticas tornaram-se mais agudas e o país se fragmentou. d) No início da ascensão de Fidel Castro ao poder, tomaram-se medidas nacionalizantes, tais como a reforma agrária radical e a expropriação de propriedades de norteamericanos e de cubanos dos ramos petrolífero, telefônico, açucareiro e de eletricidade. e) Apesar das divergências econômicas existentes entre Cuba e Estados Unidos da América, observam-se convergências significativas no que se refere às relações políticas.

4. América do Sul

Hugo Chavez. Presidente da Venezuela desde 1999, enfrentou uma grave crise social e política em 2002, que o afastou do poder por dois dias. Fez carreira nas Forças Armadas, chegando ao posto de tenente-coronel em 1990. Cursou pós-graduação em Ciências Políticas. Motivado pelos ideais de Simón Bolívar (herói da independência venezuelana), liderou, em fevereiro de 1992, uma tentativa de golpe militar para derrubar o presidente eleito Carlos Andrés Perez. Chávez foi preso, afastado do Exército e libertado somente em 1994. Em dezembro de 1998, venceu as eleições presidenciais com 56% dos votos, amparado por uma forte aliança política. Assumiu o poder em meio a uma grave crise social e econômica, decorrente de 40 anos de más administrações marcadas por denúncias de corrupção. Nos primeiros meses de governo, Chávez obteve um índice de aprovação de 90%, apoiado numa política nacionalista e populista. A oposição sofreu uma contundente derrota com a eleição de Chávez. O Pólo Democrático - bloco de aliados do presidente - ficou com 90% das vagas da Assembléia Nacional Constituinte (ANC), que passaria a controlar os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Chávez pôde, então, colocar em prática sua "revolução política", já que contava com a maioria absoluta na ANC. Uma das principais medidas foi substituir o poder civil por ações lideradas pelas Forças Armadas. Alguns dos principais cargos do governo foram entregues aos militares. Criou dois novos poderes, o Moral e o Eleitoral, que seriam responsáveis pelo zelo da ética política. Em novembro de 1999, com o projeto da nova Constituição pronto, mudou o nome do país para República Bolivariana da Venezuela. Chávez adquiriu plenos poderes, como a ampliação de seu mandato e o direito de dissolver a ANC. Convocou novas eleições em julho de 2000, de acordo com uma exigência da nova Constituição. Reeleito, Chávez começou a sentir os efeitos da queda de popularidade alguns meses depois, já que não cumprira muitas de suas promessas de campanha. Além disso, despertou a antipatia dos Estados Unidos por manter relações cordiais com países considerados inimigos dos norte-americanos, como Iraque e Líbia. Alguns de seus opositores acusavam-no de querer implantar uma "ditadura marxista" no país, por causa de sua amizade com o líder cubano Fidel Castro. Em dezembro de 2001, a Fedecámaras, maior organização de empresários da Venezuela, promoveu uma greve geral que paralisou o país por 12 horas. Os meios de comunicação também estavam insatisfeitos com as reformas na legislação promovidas por Chávez. Em abril de 2002, os executivos da estatal Petroleos de Venezuela (PDVSA), principal empresa exportadora do país, anunciaram uma paralisação por tempo indeterminado. Eles reivindicavam a demissão da diretoria escolhida por Chávez havia dois meses - que fora feita apenas por razões políticas. Alguns dias depois, a Fedecámaras e a Confederação de Trabalhadores da Venezuela convocaram uma nova greve geral, em apoio aos executivos da PDVSA. No dia 1 de abril de 2002, uma multidão de 500 mil pessoas marchou em direção ao Palácio de Miraflores, sede do governo, exigindo a renúncia do presidente. Em represália, a Guarda Nacional abriu fogo contra os manifestantes. Algumas horas antes, Chávez ordenara o fechamento de quatro estações privadas de TV, alegando que elas haviam estimulado os protestos e abusado do direito de liberdade de expressão. Após o tumulto, a situação ficou insustentável. Altos oficiais do governo retiraram seu apoio ao presidente e lideraram uma tentativa de golpe de Estado. Na madrugada do dia 12 de abril de 2002, o empresário Pedro Carmona assumiu o poder de forma interina. Dois dias depois, apoiado por alguns setores das Forças Armadas, Chávez reassumiu a Presidência, adotando uma postura mais conciliatória e buscando um maior diálogo com a oposição. A escalada de violência na Venezuela decorrente desses fatos resultou em um número de cerca de 50 mortos e 400 feridos, além de 600 milhões de dólares de prejuízos.

Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia– Exército do Povo (em castelhano Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia–Ejército del Pueblo), conhecidas pelos acrônimos FARC ou FARC-EP, é uma organização de inspiração comunista, que opera mediante uso de métodos de táticas terroristas e de guerrilha. Diz lutar pela implantação do socialismo na Colômbia.

Foi criada em 1964 como aparato militar do Partido Comunista Colombiano, sendo considerada pelo governo da Colômbia, pelo governo dos Estados Unidos e pela União Européia, entre outros, como uma organização terrorista por suas ações não apenas contra o governo, mas também contra civis e infra-estruturas.

Com cerca de doze a dezoito mil membros (aproximadamente 20 a 30% deles são recrutas com menos de 18 anos de idade), as FARC-EP estão presentes em 35-40% do território colombiano, especialmente nas selvas do sudeste e nas planícies localizadas na base da Cordilheira dos Andes.

Segundo informações do Departamento de Estado dos Estados Unidos, as FARC controlam a maior parte do refino e distribuição de cocaína dentro da Colômbia, sendo responsável por boa parte do suprimento mundial de cocaína e pelo tráfico dessa droga para os Estados Unidos.

Bolívia:

Os confrontos na Bolívia, entre o governo de Evo Morales e os governadores das províncias autonomistas, provocaram a morte de cerca de 30 pessoas e deixaram centenas de feridos, a maioria deles no estado de Pando, no norte do país. Houve até uma interrupção parcial do fornecimento de gás natural boliviano para Brasil e Argentina.

Questões:

1)O Brasil, assim como toda a América Latina, possui um imenso potencial, mas também grandes problemas. Acerca desse contexto, todas as alternativas estão corretas, exceto a:

A. Grande parte dos problemas da América Latina decorre de sua dependência de minérios e petróleo, já que a região quase não possui reservas desses recursos. B. Um dos grandes problemas históricos da América Latina é a absurda desigualdade social que está presente na maioria dos países da região.

C. Outro problema do Brasil e de toda a América Latina é o endividamento externo; a maioria dos países da região compromete grande parte de seus recursos financeiros com o pagamento dos juros e da própria dívida. D. O Brasil e a Argentina, dois dos maiores países da América Latina, possuem grande potencial no setor agrícola e são também os dois principais países do Mercado Comum do Sul MERCOSUL.

2) Sobre as desigualdades sociais e seus efeitos na América Latina, aponte a opção incorreta:

(Parte 1 de 4)

Comentários