Doença Pulmonar obstrutiva crônica

Doença Pulmonar obstrutiva crônica

  • DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA (DPOC)

O termo Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica identifica aqueles pacientes com enfisema pulmonar (DPOC tipo A) ou Bronquite Crônica (DPOC tipo B).

  • O termo Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica identifica aqueles pacientes com enfisema pulmonar (DPOC tipo A) ou Bronquite Crônica (DPOC tipo B).

  • A maioria dos pacientes apresenta as 2 anormalidades, as quais devem ser diagnosticadas e tratadas como entidades separadas.

  • A Bronquite Crônica se caracteriza por uma secreção excessiva da mucosa brônquica de caráter recorrente e persistente que se manifesta através da tosse produtiva por 3 meses ou mais,em pelo menos 2 anos consecutivos, na ausência de outras doenças que possam causar tosse produtiva, como bronquiectasia e asma.

  • A causa da bronquite crônica e do enfisema ainda é desconhecida, mas fatores desencadeantes são identificados. A BC e o enfisema são doenças onde existe obstrução fixa e crônica ao fluxo aéreo, enquanto que na asma a obstrução é reversível e intermitente.

O processo da respiração envolve atividades metabólicas celulares e produção de energia (O2).

  • O processo da respiração envolve atividades metabólicas celulares e produção de energia (O2).

  • Com o envelhecimento = tônus muscular e elasticidade do aparelho respiratório diminuem. As costelas são menos móveis.

  • Menor ação dos cílios

  • Menor número de alvéolos

  • Reflexo da tosse diminuído

  • Menor ventilação devido há um declínio constante na troca de O2

Sistema Muco-ciliar

  • Sistema Muco-ciliar

  • Tosse

  • Desobstrução Macrófaga = desencadeamento da reação alérgica

Classificada como DPOC em 1975 pela OMS

  • Classificada como DPOC em 1975 pela OMS

  • Causa obstrução crônica do fluxo de ar

  • Estreitamento das vias aéreas por muco, edema e broncoespasmo.

Atinge cerca de 5 a 10% da população adulta

  • Atinge cerca de 5 a 10% da população adulta

  • Atinge cerca de 25% em algumas regiões

  • 15 a 40% dos fumantes

  • 5 milhões de pessoas morrem ao ano por causa do cigarro

  • Quinta causa de morte no Brasil

  • 18 de Novembro: Dia Mundial da doença

Estima-se que 7,5 milhões de brasileiros tenham DPOC

  • Estima-se que 7,5 milhões de brasileiros tenham DPOC

  • Em mortalidade, a doença supera o CA de pulmão (30 mil e 14 mil mortes/ano, respectivamente), mas compartilha com ele a principal causa: cigarro

  • Cerca de 90% dos pacientes com DPOC são ou foram fumantes

  • Associação Brasileira de Portadores de DPOC

Tabagismo – reação inflamatória local/vasoconstrição

  • Tabagismo – reação inflamatória local/vasoconstrição

  • Poluição ambiental

  • Infecções respiratórias na infância

  • Hereditariedade

  • Exposição a irritantes respiratórios

  • Envelhecimento

Hiperplasia das glândulas mucosas

  • Hiperplasia das glândulas mucosas

  • Mecanismos protetores brônquicos se tornem menos eficientes enquanto que ao mesmo tempo um agente agressor (fumo libera hidrocarbonetos que destroem as paredes dos alvéolos) desencadeia uma reação inflamatória.

Aparência pletórica.

  • Aparência pletórica.

  • Cianótico

  • Tórax menos globoso

  • Pouca dispnéia

  • Produção de muco

  • Anormalidades gasométricas

  • Hipoxemia

  • Policitemia

  • Baixa sensibilidade ao C02

  • Presença de roncos e sibilos

  • Tosse mais pela manhã e expectoração amarela esverdeada

  • Achados físicos gerais: anorexia, sudorese, confusão mental, taquicardia, jugulares distendidas

História e exame físico

  • História e exame físico

  • Achados clínicos discretos no início

  • Expiração prolongada

  • ECG

  • Gasometria arterial revela hipoxemia em casos avançados – queda da pressão parcial de O2 (95 a 100 mmHg) e elevação da pressão parcial de dióxido de carbono (35 a 45 mmHg)

  • Acidose respiratória compensada (↑ PCO2)

  • Rx de tórax.

Manter a permeabilidade da árvore traqueobrônquica

  • Manter a permeabilidade da árvore traqueobrônquica

  • Facilitar a remoção de exsudatos brônquicos

  • Prevenir/Evitar a incapacidade respiratória - enfisema

Abandonar o tabagismo e evitar poluição ambiental na medida do possível

  • Abandonar o tabagismo e evitar poluição ambiental na medida do possível

  • Educação sobre a doença e o papel da fisioterapia

  • Combater o broncoespasmo

  • Uso de broncodilatadores (Atrovent, Bricanyl, Aerolin)

  • Uso de Teofilina

  • Fisioterapia

  • Hidratação adequada

  • Usar corticosteróides (Meticorten)

  • Expectorantes para estimular a eliminação do muco

  • Antibioticoterapia

  • Oxigenoterapia

  • Transplante de pulmão em casos específicos

Estimular e supervisionar a realização de exercícios de respiração diafragmática profunda, utilizando um padrão respiratório lento e relaxado, para reduzir a resistência das vias aéreas e a dispnéia

  • Estimular e supervisionar a realização de exercícios de respiração diafragmática profunda, utilizando um padrão respiratório lento e relaxado, para reduzir a resistência das vias aéreas e a dispnéia

  • Observar e registrar a ocorrência e a frequência de cianose

  • Estimular a ingesta hídrica para tornar as secreções brônquicas menos espessas

  • Incentivar a realização de higiene oral frequente

  • Promover ambiente livre de odores e visões desagradáveis, procurando atender aos gostos e preferências alimentares do paciente

Realizar controle de peso do paciente – perda ponderal significativa

  • Realizar controle de peso do paciente – perda ponderal significativa

  • Manter decúbito elevado

  • Instalar O2 úmido, baixo fluxo

  • Manter umidificação do ar

  • Fazer higiene das narinas

  • Avaliar padrão respiratório em intervalos específicos até haver estabilização

  • Administrar broncodilatadores prescritos e avaliar melhora do quadro

Avaliar possíveis efeitos colaterais de broncodilatadores administrados: tremor, ansiedade, taquicardia, sudorese, aumento de PA, cefaléia e retenção urinária

  • Avaliar possíveis efeitos colaterais de broncodilatadores administrados: tremor, ansiedade, taquicardia, sudorese, aumento de PA, cefaléia e retenção urinária

  • Evitar uso excessivo de broncodilatadores

  • Evitar o uso de narcóticos, sedativos e tranquilizantes

  • Realizar nebulização com SF e broncodilatadores

  • Avaliar e registrar características da tosse e expectoração (cor, odor, consistência, viscosidade)

  • Orientar para não fumar durante a crise (reduzir ou abandonar fumo)

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