Pneumonia

Pneumonia

  • Pneumonias

Processo inflamatório do parênquima pulmonar, geralmente acomete os bronquíolos e os sacos alveolares.

  • Processo inflamatório do parênquima pulmonar, geralmente acomete os bronquíolos e os sacos alveolares.

  • Pode ser causada por bactérias, vírus, fungos, parasitas, inalação química, aspiração de conteúdo gástrico ou acúmulo de líquido nas bases pulmonares.

Para tomar mais preciso o diagnóstico são usados termos como: broncopneumonia, pneumonia intersticial ou pneumonia lobar, identificando pacientes com quadros clínicos característicos, para fins de tratamento e diagnóstico

  • Para tomar mais preciso o diagnóstico são usados termos como: broncopneumonia, pneumonia intersticial ou pneumonia lobar, identificando pacientes com quadros clínicos característicos, para fins de tratamento e diagnóstico

Os pulmões são dois órgãos localizados no interior da cavidade torácica, revestidos externamente por uma membrana denominada pleura.

  • Os pulmões são dois órgãos localizados no interior da cavidade torácica, revestidos externamente por uma membrana denominada pleura.

  • A pleura reveste a cavidade torácica internamente (pleura parietal) e os pulmões externamente (pleura visceral).

  • Entre as pleuras, existe um espaço virtual denominado de espaço pleural, onde a pressão é negativa. Nesse espaço existe pequena quantidade de líquido pleural que diminui o atrito durante os movimentos pulmonares, podendo estar aumentando em condições patológicas.

  • As vias aéreas têm como função principal conduzir o ar entre o meio ambiente e os pulmões (alvéolos pulmonares), proporcionando a entrada de ar filtrado e rico em oxigênio, assim como a saída de ar rico em dióxido de carbônico do aparelho respiratório, participando assim do processo de respiração.

  • Dividem-se em vias aéreas superiores e inferiores.

Vias aéreas superiores: cavidade nasal, cavidade oral, faringe.

  • Vias aéreas superiores: cavidade nasal, cavidade oral, faringe.

  • Vias aéreas inferiores: laringe, traquéia, brônquios, bronquíolos, pulmões e alvéolos pulmonares.

Infecção respiratória superior

  • Infecção respiratória superior

  • Febre

  • Episódios de calafrios

  • Dor torácica

  • Tosse produtiva com escarro purulento ou ferruginoso

  • Deterioração mental(idosos)

Fatores de risco como alcoolismo, tabagismo, doenças agudas e crônicas, devem ser sempre investigadas

  • Fatores de risco como alcoolismo, tabagismo, doenças agudas e crônicas, devem ser sempre investigadas

  • Exame físico

  • Rx de tórax

  • Contagem de leucócitos

  • Exame microscópico de escarro

Insuficiência respiratória

  • Insuficiência respiratória

  • Choque séptico (falência circulatória aguda)

  • Íleo paralítico (cessação dos movimentos intestinais)

  • META de Enfermagem = detectar sinais e sintomas precoces de hipóxia e de choque séptico e intervir em colaboração para estabilizar o paciente

Monitorar de perto os indivíduos de alto risco: idade > 65 a, doença subjacente grave (DPOC, DM, doença hepática, insuficiência cardíaca, insuficiência renal), estado de imunocomprometimento, pneumonia complicada;

  • Monitorar de perto os indivíduos de alto risco: idade > 65 a, doença subjacente grave (DPOC, DM, doença hepática, insuficiência cardíaca, insuficiência renal), estado de imunocomprometimento, pneumonia complicada;

  • Monitorar os sinais e sintomas de hipertemia: febre de 39, 5ºc, calafrios, taquicardia

  • Monitorar o estado respiratório e investigar os sinais e sintomas de hipóxia: aumento da FR, febre, calafrios, tosse produtiva, taquicardia, ruídos respiratórios diminuídos ou ausentes, cianose;

Monitorar os sinais e sintomas do choque séptico: temp. abaixo do normal, hipotensão, nível de consciência diminuído, pulso fraco, respirações rápidas e curtas, pele fria e pegajosa;

  • Monitorar os sinais e sintomas do choque séptico: temp. abaixo do normal, hipotensão, nível de consciência diminuído, pulso fraco, respirações rápidas e curtas, pele fria e pegajosa;

  • Monitorar os sinais e sintomas de íleo paralítico: ausência de movimentos e ruídos intestinais, distensão abdominal, náuseas e vômito.

  • Iniciar antibióticoterapia conforme prescrição.

  • Proporcionar fisioterapia respiratória para movimentar as secreções espessas

Enfermeiro necessita

  • Enfermeiro necessita

A grande maioria dos casos responde satisfatoriamente ao uso de antibióticos escolhidos com base nos achados clínicos Iaboratoriais, sendo desnecessário a identificação específica do microorganismo.

  • A grande maioria dos casos responde satisfatoriamente ao uso de antibióticos escolhidos com base nos achados clínicos Iaboratoriais, sendo desnecessário a identificação específica do microorganismo.

BACTERIANAS

  • BACTERIANAS

  • PNEUMONIA ESTREPTOCÓCICA : Causada pelo Streptococus pneumoniae (60­ 70%).

  • Favorecida pelas infecções virais (gripes) e pelo clima frio (inverno).

  • MANIFESTAÇÕES: Inicio súbito; dor torácica; mal-estar; apatia (pneumonia pneumocócica); febre elevada (39,5-40°C); calafrios; tosse persistente e produtiva com escarro escuro e espesso.

  • Geralmente acomete um ou mais lobos

Medicações: penicilina, eritromicina, cefalosporina;

  • Medicações: penicilina, eritromicina, cefalosporina;

  • Hidratação VO ou parenteral adequada;

  • Dieta líquida nos primeiros dias;

  • Oxigenoterapia;

  • Fluidificação de secreções;

  • Repouso;

  • Analgésicos e antipiréticos

  • Sedação com benzodiazepínicos em pacientes agitados

Choque, edema e derrame pleural

  • Choque, edema e derrame pleural

  • PNEUMONIA POR PSEUDOMONAS: Causada pela pseudomonas aeruginosa

  • Manifestações: confusão, cianose e bradicardia.

  • Atinge pessoas com doença pulmonar pré-existente e pessoas debilitadas. O equipamento de respiração pode estar contaminado.

Gentamicina + carbenicilina Aminoglicosideo + ceftazedina

  • Gentamicina + carbenicilina Aminoglicosideo + ceftazedina

  • COMPLICAÇÕES: Consolidação pulmonar maciça evoluindo para a necrose e formação de abcessos múltiplos

  • Alto índice de mortalidade

PNEUMONIA VIRAL: causada por agentes virais como: adenovírus, vírus parainfluenza, influenza A e B, renovírus e coronavírus.

  • PNEUMONIA VIRAL: causada por agentes virais como: adenovírus, vírus parainfluenza, influenza A e B, renovírus e coronavírus.

  • Manifestações:

  • sinais de bronquite e bronquiolite, cefaléia, mialgias, prostração, apatia, tosse, febre, expectoração

Tratamento:

  • Tratamento:

  • Aciclovir

  • Repouso

  • Vacinação profilática (sarampo) em casos de epidemias

  • Antibioticoterapia específica para complicações com infecção bacteriana

Causada pela bactéria Mycoplasma pneumoniae.

  • Causada pela bactéria Mycoplasma pneumoniae.

  • MANIFESTAÇÕES: paciente jovem com manifestações gerais insidiosas como:

  • tosse seca,

  • dor torácica

  • cefaléia intensa associada a tosse

  • escarro mucoso e com estrias de sangue

  • febre (menor que 39,5°).

Caráter endêmico: familiar, creches, salas de sala, quartel.

  • Caráter endêmico: familiar, creches, salas de sala, quartel.

  • TRATAMENTO: eritromicina

  • Hidratação adequada

  • Antitussígenos para casos de tosse inconveniente(sono, trabalho)

  • COMPLICAÇÕES: meningite asséptica, pericardite, neurite dos nervos cranianos ou periférica, miocardite.

Causada pela bactéria LEGIONELLA PNEUMOPHILA

  • Causada pela bactéria LEGIONELLA PNEUMOPHILA

  • Manifestações:

  • sintomas similares ao resfriado

  • relativa bradicardia

  • tosse produtiva

  • febre alta

  • dor pleurítica

  • confusão mental

  • mialgia

  • dispnéia

  • hemoptise

Ao raio X de tórax, percebe-se:

  • Ao raio X de tórax, percebe-se:

  • Infiltrados, consolidação, possível derrame pleural

  • TRATAMENTO: Eritromicina e Rifampicina

  • COMPLICAÇÕES:

  • hipotensão

  • choque

  • insuficiência renal aguda

  • A pneumonia causada por LEGIONELLA, é altamente LETAL, com taxa de mortalidade de 15 a 50 %.

O paciente imunossuprimido pode apresentar infecção por bactérias, micobactérias, fungos, protozoários ou vírus.

  • O paciente imunossuprimido pode apresentar infecção por bactérias, micobactérias, fungos, protozoários ou vírus.

  • Defeitos na imunidade humoral favorecem infecções bacterianas (deficiência de anticorpos) enquanto que defeitos na imunidade celular predispõem as infecções virais, fúngicas, micobactérias, protozoários.

RX de tórax revelando infiltrados difusos ( vírus) ou localizados (bactérias, fungos);

  • RX de tórax revelando infiltrados difusos ( vírus) ou localizados (bactérias, fungos);

  • Pneumonia ocorrendo no intervalo de 2-4 semanas após transplante de órgão.

  • Pneumonia mais fulminante (bacteriana) enquanto que a pneumonia insidiosa (meses) é geralmente causada por vírus, fungos.

  • MANIFESTAÇÕES:

  • Paciente imunossuprimido com manifestações de infecção respiratória (febre, expectoração purulenta, tosse)

  • TRATAMENTO: tratamento empírico é justificado na dificuldade diagnóstica, conforme agente(s) provável (is).

A aspiração de líquidos para o trato respiratório e a ocorrência de pneumonia bacteriana é um fenômeno que ocorre em pacientes com distúrbios graves de deglutição( carcinoma de esôfago, doenças neurológicas como AVC, miopatias).

  • A aspiração de líquidos para o trato respiratório e a ocorrência de pneumonia bacteriana é um fenômeno que ocorre em pacientes com distúrbios graves de deglutição( carcinoma de esôfago, doenças neurológicas como AVC, miopatias).

  • Ocorrem pneumonias recorrentes caracterizadas por febre, escarro purulento e infiltrados ao exame radiológico, dispnéia perda de apetite e mal-estar.

Antibioticoterapia com ampla cobertura tipo CEFTRIAXONE ( Rocefim)

  • Antibioticoterapia com ampla cobertura tipo CEFTRIAXONE ( Rocefim)

  • Uso de lemofloxacina (MAXAQUIN). Associar aminoglicosideos S/N.

  • Agressiva higiene transbrônquica com aspiração e drenagem vigorosas.

  • Cirurgia para corrigir refluxo gastroesofágico. Nutrição e hidratação adequadas ( oral e parenteral).

  • Traqueostomia em casos específicos

Alto risco para mucosa oral prejudicada relacionado à respiração pela boca, expectoração frequente e diminuição da ingestão de líquidos secundária ao mal-estar.

  • Alto risco para mucosa oral prejudicada relacionado à respiração pela boca, expectoração frequente e diminuição da ingestão de líquidos secundária ao mal-estar.

  • Avaliar: a condição geral e umidade da cavidade oral e dos lábios; capacidade do paciente desempenhar higiene oral e estado de hidratação

  • Meta: o paciente exibirá a mucosa oral úmida e íntegra

Alto risco para controle ineficaz do regime terapêutico relacionado à falta de conhecimento sobre condição, transmissão da infecção, prevenção da recorrência, dieta, sinais e sintomas de recorrência e atendimento de acompanhamento

  • Alto risco para controle ineficaz do regime terapêutico relacionado à falta de conhecimento sobre condição, transmissão da infecção, prevenção da recorrência, dieta, sinais e sintomas de recorrência e atendimento de acompanhamento

  • Avaliar: prontidão e capacidade para aprender e reter a informação.

Tratamento de apoio e alívio ao desconforto:

  • Tratamento de apoio e alívio ao desconforto:

  • Ajudar a tossir

  • Reduzir a dor

  • Manter equilíbrio hidroeletrolítico

  • Oxigenoterapia: conforme o indicado, em acordo com resultado gasométrico

Educar o paciente a prevenção de doenças pulmonares.

  • Educar o paciente a prevenção de doenças pulmonares.

  • conservar a resistência natural (repouso, boa nutrição)

  • evitar o excesso de fadiga, frio, ingestão de álcool, que diminui a resistência.

  • comunicar o médico quaisquer sintomas de infecção respiratória

  • Recomendar exames e controle ambulatorial após a alta

Na clínica pneumológica as pneumonias são freqüentes, e geralmente com bom prognóstico, mas podem ocorrer complicações importantes. Cite algumas destas.

  • Na clínica pneumológica as pneumonias são freqüentes, e geralmente com bom prognóstico, mas podem ocorrer complicações importantes. Cite algumas destas.

  • Em assistência de enfermagem ao paciente com pneumonia, qual a conduta que devemos adotar para ter maior sucesso em seu tratamento?

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