OXIGENOTERAPIA doc

OXIGENOTERAPIA doc

(Parte 2 de 3)

O paciente fica permanentemente molhado pela umidade.

Gera pânico em pacientes que não suportam locais fechados.

Câmara Hiperbárica

Definição:

É um método terapêutico no qual o paciente é submetido a uma pressão maior que a pressão atmosférica, no interior de uma câmara hiperbárica, respirando oxigênio a 100%. Ela consiste em um compartimento selado resistente á pressão que pode ser pressurizado com ar-comprimido ou oxigênio puro, pode ser de grande porte acomodando vários pacientes (câmara multiplace), ou de tamanho menor acomodando apenas o próprio paciente (câmara monoplace).

O efeito principal desta terapia hiperbárica é aumentar a pressão parcial do oxigênio no plasma.As sessões duram em média 60 a 90 minutos não devendo ultrapassar 2 horas.

Indicações:

Tratamento de gangrena gasosa, infecções necrotizantes de tecidos moles, doença de Crohn, isquemia periférica aguda, osteomielites, intoxicações por monóxido de carbono e cianeto, enxertos e retalhos comprometidos, necrose por radiação, micoses refratárias, embolia traumática pelo ar, anemia pós-hemorrágica, queimaduras, facilita a cura de lesões da pele.

Efeitos indesejáveis: excitabilidade, convulsões, dor retroesternal, tosse seca, hemorragia em vias aéreas superiores.

Contra-indicações: uso de drogas (doxorrubicin, dissulfiran, cis-platinum), pneumotórax não tratado, gravidez. Infecções de vias aéreas superiores, DPOC, hipertermia, cirurgia prévia no ouvido, infecção viral na fase aguda.

Máscara Facial de oxigênio

Dispositivo aberto, de plástico, adaptado à frente do rosto e apoiado no queixo. Fornece grande quantidade de umidade, porém pequena de oxigênio.

Vantagens:

É de fácil utilização, é bem tolerada e é útil para administrar oxigênio com alta umidade.

Desvantagens:

Intolerância por parte de alguns pacientes

Pode exercer pressão sobre partes ósseas

Deixa a face frequentemente úmida.

Máscara facial com reservatório

Máscara nasal

Máscara de oxigênio com ambú

Dispositivo de borracha que se ajusta firmemente, envolvendo nariz e boca, geralmente adaptada ao Ambú (sistema bolsa-máscara).

Fornece alta concentração de oxigênio (90 a 95%) com fluxo de 8 L/min.

Vantagens:

É leve e fácil de usar

Proporciona umidade adequada e alta concentração de oxigênio.

Desvantagens:

As mesmas da máscara facial de oxigênio.

Máscara Laríngea (ML)

É um tubo semicurvo que forma uma vedação na entrada da laringe, é simples e atraumática sua colocação. Meio eficaz para ventilação espontânea ou controlada.

É uma alternativa a intubação orotraqueal difícil, anestesia e reanimação, não necessita de laringoscópio para sua inserção, tem tamanhos variados (prematuro ao adulto), máscara descartável e reutilizável (que pode ser esterilizada).

Contra-indicações:

Pacientes com estômago cheio, hérnia de hiato, obesidade mórbida, obstrução intestinal, trauma torácico, paciente desorientado, edema, fibrose pulmonar, obstrução respiratória, patologia faríngea, discrasia sanguínea, abertura da boca limitada, complacência respiratória <.

Desvantagens

Falhas na técnica de inserção;

Não suporta pressão > 20cmH2O (Ventilação Mecânica);

Risco refluxo gástrico;

Distensão gástrica;

Técnica para inserção da Máscara Laríngea

  1. Imediatamente antes do uso desinfle totalmente o manguito contra uma superfície plana, sempre mantendo as bordas lisas e com superfície uniforme.

  2. Lubrifique a face posterior da ML com geléia anestésica (xylocaína).

  3. Posicione a cabeça e pescoço do paciente como se fosse realizar intubação endotraqueal (hiperextensão do pescoço).

  4. Segure a ML como se fosse uma caneta, com o dedo indicador na juncal do manguito e o tubo; mantenha o pescoço fletido e a cabeça estendida com uma mão, enquanto inicia com a outra mão a passagem da ML com sua abertura voltada para frente e o dorso contra os dentes incisivos do paciente.

  5. Pressione a ponta da ML contra o palato duro, assegurando que o coxim esteja aplanado sobre o palato e sua ponta não esteja dobrada antes de continuar a introduzir a ML.

  6. Continue a introduzir a ML até encontrar uma resistência elástica (pressionando o esfíncter esofágico superior).

  7. Solte a ML deixando-a totalmente livre, infle o manguito com a quantidade de ar recomendada pelo fabricante. Inicie a ventilação com ambú.

Nebulização

Finalidade:

Umidificar o ar inspirado

Oferecer aporte de oxigênio

Fluidificar secreções.

Material:

Fluxômetro

Máscara de Nebulização

Extensão ou látex

Etiqueta adesiva

Água destilada ou SF 0,9%

Procedimento:

  1. Lavar as mãos e reunir o material.

  2. Explicar o procedimento ao paciente

  3. Instalar o fluxômetro na rede de oxigênio.

  4. Colocar água destilada ou SF 0,9% no copo do nebulizador, fechar e conectar ao fluxômetro de oxigênio.

  5. Conectar a máscara ao látex e este ao nebulizador.

  6. Colocar a máscara no rosto do paciente e ajustá-la, evitando compressões.

  7. Regular o fluxo de oxigênio conforme prescrição médica.

  8. Identificar o nebulizador.

  9. Recolher o material e fazer anotações no prontuário do paciente.

  10. Trocar a água do nebulizador a cada 6 horas.

  11. Trocar o conjunto de nebulização a cada 48 horas.

Inalação

Finalidade:

Administrar medicamentos

Fluidificar secreções

Oferecer aporte de oxigênio

Material:

Fluxômetro

Micro-nebulizador completo

Conexão de látex

(Parte 2 de 3)

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