7268538 - Projeto - Pedagogico - Educação - Fisica

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(Parte 1 de 11)

Reitora: Profª. Mara Regina Rösler

Pró-Reitor de Ensino: Prof. Cleo Joaquim Ortigara

Pró-Reitora de Pesquisa, Extensão e Pós-Graduação: Profa. Lionira Giacomuzzi Komosinski

Pró-Reitor de Administração: Prof. Bruno Ademar Mentges

DEPARTAMENTO: CIÊNCIAS DA SAÚDE Chefe: Prof. Eduardo Augusto Moreira

1. DENOMINAÇÃO DO CURSO5
1.1 Curso5
1.2 Modalidade5
1.3 Ingresso5
1.4 Vagas5
1.5 TURNO5
1.6 Campi de Implantação5
1.7 Plano de Implantação5
2 JUSTIFICATIVA E NECESSIDADE SOCIAL DO CURSO6
2.1 Cenário Global6
os saberes do hoje.........................................................................................................6
2.1.2 A Educação Física no Brasil9
2.2 Contexto de Inserção do Curso na Região1
3 CONTEXTO DE INSERÇÃO DO CURSO NA LEGISLAÇÃO15
ATUAÇÃO PROFISSIONAL16
5- PERFIL PROFISSIONAL DO GRADUADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA17
5.1 Competências e Habilidades17
5.1.1 Competências Gerais17
5.1.2 Competências e Habilidades Específicas:18
6 OBJETIVOS DO CURSO23
6.1 Objetivo Geral23
6.2- Objetivos específicos23
7 ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO DO CURSO24

SUMÁRIO 2.1.1 Uma reflexão sobre a história da Educação Física: o uso do ontem para questionar 4 CONTEXTO DE INSERÇÃO DO CURSO NA ÁREA ESPECÍFICA DA 7.1 Do Curso e do Currículo.................................................................................................24

7.2 Dos Conteúdos Curriculares26
7.3 Dos Princípios Metodológicos para o Curso de Graduação em Educação Física27
7.4 Dos Estágios, Atividades Complementares e Conclusão do Curso28
7.5 Da Organização do Curso30
7.6 Das Políticas de Pesquisa e Extensão31
8 CURRÍCULO -LICENCIATURA32
8.1 Currículo Pleno do Curso de Graduação em Educação Física32
8.2 Estrutura Curricular do Curso de Educação Física da URI35
9 CORPO DOCENTE38
10 INFRA-ESTRUTURA40
10.1 Infra-estrutura Necessária ao Curso de Educação Física da URI40
10.1.1 Instalações e Laboratórios Específicos40
10.2 Biblioteca Central41
10.2.1 Infra-estrutura para reprodução de informações42
10.2.2 Normas utilizadas para catalogação do acervo e disposição do acervo42
10.2.3 Informatização da Biblioteca43
10.2.4 Instalações destinadas ao acervo43
10.2.5 Equipamentos instalados na Biblioteca43
10.2.6 Serviço de acesso ao acervo43
10.2.7 Horários de funcionamento:4
10.2.8 Forma de empréstimo:4
10.2.9 Existência de rede de comunicação científica45
10.2.10 Facilidades de reserva45
10.2.11Apoio na elaboração de trabalhos acadêmicos45
CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA DA URI...............................................................46

4 1 DEPARTAMENTALIZAÇÃO DAS DISCIPLINAS DO CURRÍCULO DO 12 EMENTÁRIO E BIBLIOGRAFIA..............................................................................50

5 1. DENOMINAÇÃO DO CURSO

1.1 Curso - Graduação em Educação Física

1.2 Modalidade - Licenciatura em Educação Física (Licenciatura Ampliada com Aprofundamento em Atividade Física e Treinamento Esportivo)

1.3 Ingresso - Vestibular anual

1.4 Vagas - 100 vagas

1.5 Turno - Diurno e Noturno

1.6 Campi de Implantação - Santo Ângelo e Erechim.

1.7 Plano de Implantação - Santo Ângelo – julho de 2003

- Erechim – julho de 2004

2 JUSTIFICATIVA E NECESSIDADE SOCIAL DO CURSO

2.1 Cenário Global

A sociedade vem passando por transformações causadas pela globalização da economia, avanço tecnológico, novas relações de emprego, novas concepções sociais e culturais em que a busca de novos mecanismos para melhoria da qualidade de vida impõe novos desafios às relações econômicas e educacionais. Vive-se um período de globalização, no qual os processos, pessoas e idéias, ao mesmo tempo em que convivem com situações regionais, sentem as pressões do cenário global.

bem coletivo, para o qual os projetos sejam dotados de sustentação ética e racional

O processo de modernização, avanço da qualificação das tecnologias, tem convivido com o aumento das complexidades das relações sociais, com a desigualdade, com as tensões econômicas, fatos, esses que vêm exigindo das Instituições de Ensino o comprometimento com o

seu aspecto individual como comunitário, também sofrem um processo de globalização

O mundo globalizado exige novas concepções e quebras de paradigmas, pois compreende um processo generalizado que interessa a todas as áreas porque abrange todos os campos da atividade humana. Assim, os Direitos Humanos que visam a garantir o direito à vida, à liberdade, à igualdade e à dignidade, bem como o desenvolvimento da personalidade, fundamental tanto em

A URI – Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, atenta a esse cenário, demonstra interesse em implantar novos Cursos sintonizados com as necessidades da comunidade regional, para contribuir com a formação do cidadão profissional competente, proporcionando-lhe a melhoria das condições de vida, pela difusão de novos conhecimentos, através de programas de Ensino, Pesquisa e Extensão.

O contexto atual aponta para a necessidade de termos no Estado e na Região um número maior de profissionais com formação universitária, quer para atender às demandas do mercado, quer para melhorar as condições de saúde, ou promover o desenvolvimento econômico e social da Região.

. O mercado, cada vez mais competitivo, requer profissionais com conhecimentos especializados, flexibilidade intelectual, capacidade analítica para interpretar informações, competência para o trabalho em equipe e para a tomada de decisões em curto período de tempo, com comportamento ético e responsabilidade social e compromissada com essa realidade. Por isso, a Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões oportuniza a criação do Curso de Educação Física, com formação generalista na área da Atividade Física.

2.1.1 Uma reflexão sobre a história da Educação Física: o uso do ontem para questionar os saberes do hoje

O professor de Educação Física é um profissional formado para assumir o papel de educador, condição à qual está subordinada a sua capacidade técnica, fazendo da escola o seu campo de experimentação. Ele deve caracterizar-se por vocação, espírito criativo, julgamento crítico, além de possuir uma sólida formação filosófica, pedagógica e sociológica. Para isso, ele deverá ter uma sólida formação cultural. Deverá cultivar valores morais mais elevados, sobretudo a autenticidade, o senso de responsabilidade, o amor à verdade, a sensibilidade individual e social, o respeito pela personalidade humana e a ética profissional.

Vale ressaltar que é importante para o professor de Educação Física o seu papel de educador, não se preocupando apenas com o corpo e o movimento, pois seu papel dentro de uma escola é de grande influência pelo fato do contato com o aluno ser “corpo a corpo”. O espaço que o professor de Educação Física conquistou é graças à sua perseverança, e o mais importante na sua formação é saber aplicar os conhecimentos adquiridos, querendo sempre o melhor para o aluno.

Podemos dizer que a história do professor de Educação Física começou no período préhistórico, firmando-se na Antiguidade, estacionando na Idade Média, adquirindo fundamentos fortes na Idade Moderna e sistematizando-se na Idade Contemporânea .

Na pré-história, o homem tinha duas preocupações: atacar e defender-se, o que era necessário para a sua sobrevivência. Por isso, eram considerados os homens com mais músculos do que cérebros. Realizavam exercícios naturais, praticando uma verdadeira Educação Física espontânea e natural.

Desde o começo da aventura do Homem na Terra, o aprendizado era transmitido de geração em geração, surgindo, assim, a primeira forma do professor de Educação Física, que, utilizando o método da observação e imitação, apurava os sentidos, a força e a habilidade.. Baseando-se nisso, surgiram os exercícios naturais cuja aprendizagem era realizada por ensaios e erros. Em particular, numerosas foram as práticas empregadas na preparação guerreira dos jovens selvagens.

Os habitantes consideram sua sobrevivência um favor dos deuses, dando à vida um sentido ritual, sem muito espaço para a competição. Os exercícios corporais, ruidosamente sistematizados, se resumiam à dança nas grandes festividades, inclusiva nos cultos aos mortos.

Ainda nessa época, principalmente a partir do paleolítico, existiram expressões de jogos utilitários e recreativos. Tais práticas sempre tiveram seu próprio cerimonial e regras estabelecidas e, geralmente, tanto vencedores como vencidos aceitavam o resultado desportivamente. Aí surgiu uma forma antiqüíssima do FAIR PLAY.

A continuação deu-se na Grécia Antiga numa sagrada colina, em Olímpia. A história se confunde entre mitos e acontecimentos reais.

O professor de Educação Física surge naturalmente. E esse profissional, pela sua experiência e capacidade técnica, deixa de ser somente um praticante, para se tornar um professor que trabalhará corpo e mente. E seu surgimento está ligado, diretamente, à necessidade de um profissional habilitado a treinar e ensinar os interessados pela prática esportiva. Provavelmente possamos aproximar seu surgimento com o aparecimento dos jogos olímpicos.

Foi para agradar os deuses – e, portanto, por motivos religiosos – que se iniciaram os jogos olímpicos. Tal nome está diretamente ligado com o fato de que os 12 Deuses moravam em Olímpia. Zeus, o principal deles, governava, do Olimpo, imponente montanha acessível apenas à imaginação fértil do povo. De tal forma, o mito, a lenda e a realidade se misturam na história da antiga Grécia. Sendo assim, não é possível precisar como e quando os jogos iniciaram.

Tudo lenda, evidentemente. Seja como for, o princípio de tudo se perde no tempo. As lendas se multiplicam sem qualquer fundamento histórico. Os jogos olímpicos contam-se oficialmente, a partir de 776 a.C., quando os gregos começaram a adotar os nomes públicos. Aos campeões olímpicos, estavam reservadas as maiores homenagens. Além de uma coroa de ramos de oliveira, havia uma infinidade de prêmios e honrarias. Assim eram os jogos na Grécia Antiga: uma festa para os deuses, certamente, mas uma festa em que os campeões se sentiam e viviam como deuses.

Através dessa história, podemos perceber o desenvolvimento das práticas corporais e, principalmente, esportivas. O surgimento da competição talvez tenha sido o motivo para o aparecimento do professor de Educação Física. Todo o atleta buscava a vitória e, para isso, era necessário um orientador. Esse orientador deveria ter a capacidade, sabedoria e técnicas adequadas para o maior desempenho do atleta. Alguns foram se adequando e assumindo esse perfil. Então surge a forma primitiva do professor de Educação Física. Ele procura incentivar e desenvolver as atividades formativas dos educandos, de maneira que possam atingir os aspectos motores, intelectuais, afetivos e culturais. Cabe salientar que, nesse período, a plástica e o desempenho físico estavam em primeiro lugar.

A história da Educação Física em Atenas, nesse período da formação histórica, é bastante significativa. Povos amantes da cultura e sem espírito de guerra. O modelo ateniense vem servir de paradigma para todo o mundo grego, à exceção, óbvia, de Esparta. Os locais, para as práticas esportivas, comparados aos de hoje, serviam não apenas à educação física, mas também para a formação cultural e intelectual do povo, salvo os escravos. Os ginásios e estádios possuíam grandes acomodações para o público, demonstrando o interesse popular despertado pelo esporte.

Sem dúvida nenhuma, a civilização que marcou e desenvolveu a Educação Física, foi a grega através de sua cultura. Nomes, como Sócrates, Platão, Aristóteles e Hipócrates, contribuíram muito para a Educação Física e a Pedagogia, atribuindo conceitos até hoje aceitos na ligação corpo e alma, através das atividades corporais e da música. “Na música a simplicidade torna a alma sábia: na ginástica dá saúde ao corpo”.(Sócrates). É de Platão o conceito de equilíbrio entre corpo e espírito ou mente.

Os sistemas metodizados e em grupo, assim como os termos halteres, atleta, ginástica, pentatlo, entre outros, são uma herança grega. As atividades sociais e físicas eram uma prática até à velhice, lotando os estádios destinados a isso.

A derrota militar da Grécia para Roma não impediu a invasão cultural entre os grega nos romanos que combatiam a nudez da ginástica. Sendo assim, a atividade física era destinada às práticas militares. A célebre frase “Mens Sana in Corpore Sano”, de Juvenal, vem desse período romano.

A queda do Império Romano também foi negativa para a Educação Física, principalmente com a ascensão do Cristianismo que perdurou por toda a Idade Média. O culto ao corpo era um verdadeiro pecado, sendo também chamado, por alguns autores, de “Idade das Trevas”.

Como o homem sempre teve interesse pelo seu próprio corpo, o período da Renascença fez explodir novamente a cultura física, as Artes, a Música, a Ciência e a Literatura. A beleza do corpo, antes pecaminosa, é novamente explorada, surgindo grandes artistas como Leonardo da Vinci (1452-1519), responsável pela criação utilizada até hoje das regras proporcionais do corpo humano.

Consta, desse período, o estudo da anatomia e a escultura de estátuas famosas como, por exemplo, a de Davi, esculpida por Michelangelo Buonarroti(1475-1564). Considerada tão perfeita, que os músculos parecem ter movimentos. A dissecação de cadáveres humanos deu origem à Anatomia como à obra clássica “De Humani Corporis Fabrica”, de Andréa Vesalius (l514-l564).

A volta da Educação Física escolar deve-se também, nesse período, a Vitório de Feltre (1378-1466) que, em 1423, fundou a escola “La Casa Giocosa” onde o conteúdo programático incluía exercícios físicos.

O movimento contra o abuso do poder no campo social, chamado de iluminismo, surgido na Inglaterra no século XVII, deu origem a novas idéias. Como destaque, dessa época, os alfarrábios apontam: Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) e Johann Pestalozzi (1746-1827). Rousseau propôs a Educação Física como necessária à Educação Infantil. Segundo ele, pensar dependia extrair energia do corpo em movimento. Pestalozzi foi precursor da escola primária popular, e sua atenção estava focada na execução correta dos exercícios.

A influência na nossa ginástica localizada começa a se desenvolver na Idade

Contemporânea, e quatro grandes escolas foram as responsáveis por isso: a alemã, a nórdica, a francesa e a inglesa.

No Brasil dos anos 60, começou a ser implantada, nas poucas academias, pelos professores da A.C.M., ganhando cada vez mais adeptos nos anos 70, sempre com inovações fundamentadas na Ciência. Sendo assim, o Dr. Willian Skarstrotron, americano de origem sueca, dividiu a Calistenia em 8 grupos diferentes do original: braços e pernas, região póstero superior do tronco, póstero inferior do tronco, laterais do tronco, equilíbrio, abdômen, ombros e escápulas, os saltitos e as corridas.

Nos anos 80, a ginástica aeróbica invadiu as academias do Rio de Janeiro e São Paulo, abafando um pouco a calistenia. A evolução da Educação Física se deu num processo de construção e reconstrução de conceitos. Em função dessa lógica , surge, então, no final dos anos 80, a ginástica localizada desenvolvida com fundamentos teóricos dos métodos de musculação e da calistenia. A ginástica aeróbica, de alto impacto, causou muitos microtraumatismos por causa dos saltitos em ritmos musicais quase alucinantes. A musculação surgiu com uma roupagem nova, ainda nos anos 70, para apagar o preconceito que algumas pessoas tinham com relação ao Halterofilismo.

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