acidente com pérfuro cortante

acidente com pérfuro cortante

ACIDENTE COM PÉRFURO-CORTANTE

  • PROF. Ms RENATA DE SOUZA ZANATELLI

Fontes de contágio de doenças infecciosas no ambiente hospitalar

Risco de aquisição de infecções após exposição a materiais biológicos

  • HIV:

  • Risco de soroconversão:

    • exposição percutânea - 0,3%
    • exposição de pele e mucosas - menor que 0,09%
  • HEPATITE B:

  • Risco de transmissão de 1 a 37%

  • HEPATITE C:

  • Risco de transmissão de 0 a 7%

Fatores de risco para exposição a materiais biológicos

  • Setores de risco

    • Unidades de terapia intensiva
    • Serviços de urgência
  • Procedimentos de risco

    • Procedimentos invasivos
    • Cirurgias de grande porte
  • Profissional X Risco

    • Susceptível à infecção
    • Fonte de infecção

Medidas de Biossegurança

  • Profilaxia pré-exposição

  • Precauções na assistência

  • Profilaxia pós-exposição

Precauções na assistência

  • Precauções Padrão

    • Assistência a todos os pacientes
    • Não relacionadas ao diagnóstico do paciente
    • Lavagem das mãos: Antes e após contato com qualquer paciente ou qualquer material biológico

Precauções na assistência

  • Precauções Padrão

    • Uso de luvas:
    • Risco de contato com sangue, secreções mucosas ou pele não integra
    • Uso de capotes, máscaras, gorros e óculos para realização de procedimentos

Precauções na assistência

  • Não utilizar agulhas para fixar papéis

  • Desprezar os pérfuro-cortantes em recipientes próprios

  • Não entortar, reencapar agulhas

  • Ter máxima atenção durante os procedimentos

Condutas após-exposição ocupacional a materiais biológicos

  • Cuidados locais imediatos

  • Exames do paciente – fonte e do acidentado

  • Medidas de quimioprofilaxia:

  • HIV, Hepatites

  • Acompanhamento sorológico:

  • HIV e Hepatites

Cuidados locais imediatos após exposição a materiais biológicos

  • Pele

  • Lavar com água e sabão durante 5 minutos, secar e aplicar álcool a 70%

  • Mucosas

  • Lavar abundantemente com água ou soro fisiológico durante 5 minutos

  • Lesão pérfuro-cortante

  • Deixar sangrar alguns segundos

  • Lavar com água e sabão por 5 minutos

Fatores de risco associados à aquisição de HIV após exposição acidental

  • Fatores de risco

    • sangue visível na agulha
    • agulha retirada diretamente de veia ou artéria
    • lesão profunda
    • paciente terminal: carga viral elevada
    • ausência de profilaxia com AZT (proteção ≈ 81%)

Exames laboratoriais após exposição a materiais biológicos

  • Sorologias : Paciente – fonte

    • anti-HIV Elisa e Teste rápido
    • HbsAg
    • anti-HVC
  • Sorologias : Acidentado

    • anti-HIV Elisa, anti-HBs
    • Se anti-HBs negativo:
    • HBsAg, anti-HBc
    • anti-HCV

Quimioprofilaxia após exposição ocupacional ao HIV

  • Início:

    • precoce - até 2 horas
  • Duração relacionada ao paciente fonte:

    • HIV negativo
      • Suspender medicação
    • HIV positivo
      • 4 semanas
    • Fonte com estado viral desconhecido e de risco
      • 4 semanas

Hepatite B Recomendações

  • Vacinação

    • Ideal
    • Prevenção pré-exposição
    • Vacinação completa
    • Nenhuma medida adicional
    • Não vacinado
    • Iniciar vacinação e medidas específicas
    • Esquema incompleto de vacinação Completar esquema e medidas específicas

Hepatite B Recomendações

  • Indicações de Gamaglobulina Hiperimune:

  • Profissionais

    • Não vacinados
    • Vacinação incompleta
    • Não responsivos à vacina

Hepatite C Recomendações

  • Não existe intervenção específica para prevenção da transmissão do vírus da Hepatite C

  • A única medida eficaz é a prevenção da ocorrência do acidente

Acompanhamento após exposição ocupacional a materiais biológicos

  • Sorológico

    • Fonte com exames positivos
    • Imediato, após 6 e 12 semanas e após 6 meses
  • Prevenção da transmissão secundária

    • Sexo seguro até 6 meses após acidente e para sempre!
    • Psicológico

Desafios na abordagem à exposição ocupacional a Material Biológico

    • Reconhecer a importância dos acidentes com exposição a fluidos biológicos
    • Reduzir subnotificação dos acidentes
    • Desburocratizar atendimento
    • Racionalizar profilaxia
    • Realizar trabalhos em prevenção
      • Descarte adequado de materias pérfuro-cortantes
      • Programas de prevenção
      • Estabelecimento de parcerias

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