Emergência Geriátrica

Emergência Geriátrica

  • As pessoas com mais de 65 anos apresentam desafios para o Socorrista. Embora os idosos representem 10% da população eles, consomem 30% dos medicamentos prescritos, e são vítimas em 25% das lesões fatais.

  • Apresentam, em média, três doenças crônicas concomitantes, tomam 3 vezes mais medicamentos que a média da população e são afetados pela fisiologia característica do processo de envelhecimento.

Geriatria: É o ramo da medicina que foca o estudo, a prevenção e o tratamento de doenças e da incapacidade em idosos avançados.

  • Geriatria: É o ramo da medicina que foca o estudo, a prevenção e o tratamento de doenças e da incapacidade em idosos avançados.

  • Diferente da Gerontologia, que estuda o envelhecimento em si.

O envelhecimento é um processo de diminuição progressiva de habilidades motoras, sensitivas e de conhecimento. Isto pode levar a:

  • O envelhecimento é um processo de diminuição progressiva de habilidades motoras, sensitivas e de conhecimento. Isto pode levar a:

  • apego aos próprios valores;

  • dificuldade de aceitar o novo;

  • supervalorização da própria história de vida;

  • conflitos com a realidade atual;

  • Procurar estimular o contato social (visitas e telefonemas);

  • Manter o idoso doente inteirado de tudo o que se passa no dia-a-dia da família;

  • Levar para banhos de sol (diminuem os sinais de depressão);

  • Se a pessoa incapacitada de andar, deixá-la parte do tempo na sala, local onde ocorre maior circulação dos membros da família, diminuindo o sentimento de solidão;

  • Manter a pessoa asseada e confortável;

  • Estimular atividades de lazer e ocupacionais.

  • No infarto do miocárdio:

  • - A dor é menos comum.

  • - Dor nos ombros e indigestão são comuns.

  • - Os sintomas mais comuns são: falta de ar, desmaio, confusão mental grave e acidente vascular encefálico.

Na insuficiência cardíaca congestiva:

  • Na insuficiência cardíaca congestiva:

  • - Dispnéia ausente ou leve.

  • Na pneumonia:

  • - Geralmente não há febre (que é um sinal clássico de pneumonia em outras faixas etárias).

  • - A dor torácica é muito menos comum.

  • - A tosse é muito menos comum.

  • - A maior parte dos casos decorre da aspiração, não da infecção.

  • É recomendável que:

  • Toda refeição seja bonita, cheirosa, gostosa, variada, que contenha todos os grupos de alimentos, de fácil digestão e em quantidades suficientes;

  • A alimentação seja dividida em várias refeições (5 a 6 por dia).

Deve-se oferecer ao idoso, alimentos:

  • Deve-se oferecer ao idoso, alimentos:

  • Variados e ricos em nutrientes;

  • Com fibras para ajudar no funcionamento intestinal; que contenham cálcio;

  • Como carnes para prevenir anemia;

  • Como hortaliças e frutas para ofertar vitaminas;

  • 6 a 8 copos com água por dia.

  • dever estar atento se o idoso:

  • Está aumentando muito o volume da TV, rádio, etc;

  • Pede para repetir várias vezes o que se fala;

  • Aparenta distração em reuniões e se isola por isso;

  • Acidenta-se com mais freqüência nos afazeres domésticos.

  • deve:

  • Conferir o nome do medicamento e a data de validade;

  • Confirmar a dose a ser administrada;

  • Se o medicamento for dado à noite: nunca fazê-lo com as luzes apagadas;

  • Lavar as mãos antes de pegar no medicamento.

Mantê-lo em sua embalagem original, em lugar fresco e arejado;

  • Mantê-lo em sua embalagem original, em lugar fresco e arejado;

  • Evitar guardar medicamentos em geladeira (a menos que seja indicado);

  • Se isso for necessário, coloque-o dentro de um plástico;

  • Evitar guardá-lo no armário do banheiro;

  • Ao usar bolsa de pano, carregar o medicamento dentro de um plástico;

  • Ao viajar, não colocá-lo no porta-luvas.

As quedas representam a sexta causa de morte em idosos a partir dos 75 anos de idade.

  • As quedas representam a sexta causa de morte em idosos a partir dos 75 anos de idade.

  • 20% das pessoas com fratura de fêmur acabam falecendo e a metade termina por ter uma limitação física irreversível.

  • É importante realçar que muitos indivíduos idosos, após uma queda, mesmo aqueles que não sofreram grandes danos, começam a ter sua mobilidade diminuída pelo medo de nova queda, passando então a apresentar outros problemas sérios em função desse comportamento.

Deixe os caminhos livres, retirando móveis e entulhos;

  • Deixe os caminhos livres, retirando móveis e entulhos;

  • Retire tapetes soltos, cordões e fios (telefone, extensões) do assoalho;

  • Não encere pisos;

  • As escadas devem ter corrimãos, boa iluminação e faixa colorida e antiderrapante na borda dos degraus;

  • Substitua ou conserte móveis instáveis;

  • Evite o uso de chinelos, salto alto e sapatos de sola lisa;

  • Instale barras de apoio no chuveiro e no vaso sanitário;

  • Instale um vaso sanitário mais alto;

  • Mantenha um banquinho para lavagem dos pés;

  • Use capachos e tapetes antiderrapantes;

  • Não use chaves na porta dos banheiros.

  • Conserte calçadas e degraus quebrados;

  • Remova soleiras altas das portas;

  • Limpe caminhos e remova entulhos;

  • Instale corrimão em escadas e rampas;

  • Instale iluminação adequada em calçadas, portas e escadas.

  • Evite que ele se levante rapidamente após acordar: esperar alguns minutos e antes de sentar e de caminhar;

  • Atravesse a rua sempre nas faixas de segurança;

  • Dar medicamentos somente sob orientação médica;.

  • Estimule o idoso à prática de atividades de coordenação e concentração como dança, artesanato, palavras cruzadas e jogos.

A avaliação de vítimas idosas pode ser difícil e complicada pelos seguintes fatores:

  • A avaliação de vítimas idosas pode ser difícil e complicada pelos seguintes fatores:

  • Os idosos debilitam-se muito mais rapidamente; um problema secundário pode se tornar importante em poucas horas.

  • A vítima pode estar tomando vários medicamentos.

  • Pelo menos um, entre cada quatro idosos apresenta distúrbios psiquiátricos, os quais podem ser a causa de alguns sintomas (como nível de consciência diminuído).

  • Pode ser difícil separar efeitos do processo de envelhecimento de conseqüências de uma doença.

  • A principal queixa da vítima pode parecer sem importância.

  • A vítima pode deixar de relatar sintomas importantes.

  • É provável que o idoso sofra de distúrbios múltiplos, concomitantes.

  • O processo de envelhecimento pode alterar a resposta à doença e à lesão, levando você a subestimar a gravidade da condição da vítima.

O mecanismo regulador da temperatura da vítima idosa pode estar debilitado, levando a ausência de febre, mesmo na presença de infecção grave.

  • O mecanismo regulador da temperatura da vítima idosa pode estar debilitado, levando a ausência de febre, mesmo na presença de infecção grave.

  • Os problemas de comunicação são comuns, porque há diminuição dos sentidos, principalmente da visão e audição.

  • Queixas comuns de vítimas idosas e que podem não ser específicas de uma determinada doença incluem: fadiga e fraqueza, tontura/vertigem/síncope, quedas, dor de cabeça, insônia, perda do apetite, incapacidade para evacuar, constipação/diarréia.

  • Ao examinar uma vítima idosa, atente para o seguinte:

  • A vítima pode se cansar com facilidade.

  • Ela pode estar usando várias peças de roupa.

  • Você precisa explicar claramente todos os procedimentos antes da avaliação.

  • A vítima pode minimizar ou negar sintomas, por receio de ter de ficar acamada ou internada em instituição, ou de perder a autonomia.

  • Situações que poderiam requerer atendimento de emergência básico para vítima de outras faixas etárias exigem um tratamento agressivo em idosos. Além disso, os idosos estão em maior risco de sofrer lesões traumáticas, por causa dos seguintes fatores:

  • Eles podem ter reflexos mais lentos, deficiência visual e auditiva, arrite, vasos sanguíneos menos elásticos e tecidos e ossos frágeis.

Correm mais riscos de traumatismos resultantes de assaltos criminosos.

  • Correm mais riscos de traumatismos resultantes de assaltos criminosos.

  • Estão propensos a traumatismo craniano, decorrente de lesões relativamente menos importantes; os sinais e sintomas de compreensão cerebral se desenvolvem mais lentamente, levando, às vezes, dias ou semanas para de desenvolver.

  • Com freqüência, apresentam doenças degenerativas da coluna cervical, em estágio avançado, que podem levar à compressão gradual das raízes dos nervos dos braços ou possivelmente, da própria medula espinal. Um movimento súbito do pescoço, com ou sem fratura, pode causar lesão na medula espinal.

As quedas representam a sexta causa de morte em idosos a partir dos 75 anos de idade.

  • As quedas representam a sexta causa de morte em idosos a partir dos 75 anos de idade.

  • 20% das pessoas com fratura de fêmur acabam falecendo e a metade termina por ter uma limitação física irreversível.

  • Nos Estados Unidos, a cada ano, são registrados mais de 200 mil casos de fratura de fêmur, sendo que 84% ocorrem em indivíduos com 65 anos ou mais.

  • Cada fratura de fêmur representa uma internação hospitalar de vários dias.

As cirurgias ortopédicas de grande porte são acompanhadas de consideráveis taxas de complicações graves.

  • As cirurgias ortopédicas de grande porte são acompanhadas de consideráveis taxas de complicações graves.

  • Além das terríveis fraturas de fêmur, as quedas podem levar a outras condições, não menos graves, como: contusões e fraturas do crânio, fraturas de extremidades etc.

  • É importante realçar que muitos indivíduos idosos, após uma queda, mesmo aqueles que não sofreram grandes danos, começam a ter sua mobilidade diminuída pelo medo de nova queda, passando então a apresentar outros problemas sérios em função desse comportamento.

A ocorrência desse grave acidente causa dor, medo, sofrimento, limitações de ordem física e por vezes a morte.

  • A ocorrência desse grave acidente causa dor, medo, sofrimento, limitações de ordem física e por vezes a morte.

  • Uma série de fatores facilita esse tipo de acidente.

  • É possível minorar a possibilidade de quedas em idosos quando conhecemos os principais fatores desencadeantes e adotamos as medidas pertinentes.

  • Melhora a auto-estima e auto-imagem corporal;

  • Alivia o estresse e reduz a depressão;

  • Oferece sensação de bem-estar;

  • Reduz o isolamento social;

  • Melhora o entrosamento familiar.

Contribui para a manutenção e/ou o aumento da densidade óssea, diminuindo a velocidade da osteoporose;

  • Contribui para a manutenção e/ou o aumento da densidade óssea, diminuindo a velocidade da osteoporose;

  • Auxilia no controle do diabetes, da artrite, das doenças cardíacas e dos problemas com colesterol alto, da obesidade e hipertensão;

  • Melhora a absorção e eliminação dos alimentos;

  • Diminui a depressão;

  • Reduz a ocorrência de acidentes, pois os reflexos e a velocidade ao andar ficam melhores;

  • Mantém o peso corporal e melhora a mobilidade do idoso.

  • Um bem estar íntimo é fundamental para uma boa qualidade de vida, principalmente numa etapa em que o indivíduo tem maior sensibilidade: - 3ª idade.

  • A ciência hoje identifica, no íntimo, duas grandes áreas:

  • a psiquê (também conhecida como alma), sede das emoções;

  • o espírito (força vital), sede do entendimento.

Ter estas áreas em harmonia, seja consigo próprio, seja com Deus (quando na crença em um ser superior), certamente são passos vitais para um envelhecimento saudável.

  • Ter estas áreas em harmonia, seja consigo próprio, seja com Deus (quando na crença em um ser superior), certamente são passos vitais para um envelhecimento saudável.

  • Se de um lado com o passar dos anos o carnal se deteriora, do outro lado, o espiritual se aprimora, ou melhor, quanto maior vivência, maior potencial de discernimento e entendimento, que pode levar a pessoa a uma visão de mundo onde os valores humanos estão mais para sentimentos e paz interior do que para satisfação do corpo físico.

Comentários