Engenharia de Produção

Engenharia de Produção

(Parte 1 de 3)

Fernanda Cristina, Thaiana Gomes, Glaucia Christina, Natan Ereias e Manuela Lira.

Ângela Marques. INTRODUÇÃO A ENGENHARIA

RIO DE JANEIRO 2009

Fernanda Cristina, Thaiana Gomes, Glaucia Christina, Natan Ereias e Manuela Lira.

Trabalho desenvolvido durante a disciplina de introdução á engenharia como parte da avaliação referente a GQ1 da Universidade Gama Filho. Professor (a): Ângela Marques

RIO DE JANEIRO 2009

1.INTRODUÇÃO4
2.ENGENHARIA DE PRODUÇÃO5
3.HISTÓRIA
4.O CURSO8
5.A EVOLUÇÃO DA ENG. DE PROD. NO BRASIL10
6.O ENGENHEIRO DE PRODUÇÃO1
•COMPETENCIAS CINTIFICAS12
• COMPETENCIAS PESSOAIS12
• ALGUNS DOS PROBLEMAS TRATADOS13
7.ÁREAS DE ATUAÇÃO DA ENG. DE PROD14
8.ÁREAS E SUBÁREAS DA ENG. DE PROD16
• ENG. DE OPERAÇÕES E PROCESSOS DA PRODUÇÃO.............................................16
•LOGÍSTICA...........................................................................................................17
•PESQUISA OPERACIONAL17
•ENGENHARIA DA QUALIDADE...............................................................................18
•ENGENHARIA DO PRODUTO..................................................................................18
•ENGENHARIA ORGANIZACIONAL...........................................................................19
•ENGENHARIA ECONÔMICA...................................................................................19
•ENGENHARIA DO TRABALHO................................................................................20
•ENGENHARIA DA SUSTENTABILIDADE...................................................................20
•EDUCAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO.......................................................21
9. O MERCADO DE TRABALHO2
•Organizações Empregadoras23
10. CONCLUSÃO24

1. INTRODUÇÃO

Um engenheiro não importando sua habilitação tem que ter a capacidade de selecionar e armazenar informações, só assim este profissional vai conseguir desenvolver bem o seu trabalho e comunicar o que de importante acontece relativo a sua área, e expressar de forma verbal a sua profissão não é fácil para aqueles que não conhecem a fundo a sua profissão, e tendo em vista este problema o presente trabalho tem por objetivo ser o canal de comunicação para todos aqueles que queiram conhecer o estado da arte da engenharia de produção e é com esta perspectiva que foram selecionados informações sobre a história, o curso, o perfil profissional, o mercado de trabalho etc; sobre esta nova engenharia que surgiu com o intuito de melhorar a produtividade e a qualidade do produto uma vez que atualmente o mercado é altamente competitivo, fazendo assim, necessária a presença de um engenheiro de produção numa empresa.

5 2. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

Em relação às outras engenharias a engenharia de produção é uma habilitação nova e que de acordo com o International Institute of Industrial Engineering (IIIE) e a Associação Brasileira de Engenharia de Produção (ABEPRO): A engenharia de produção dedica-se à concepção, melhoria e implementação de sistemas que envolvem pessoas, materiais, informações, equipamentos, energia e o ambiente e que tem como função promover a expansão do consumo, por meio da redução do custo dos serviços e mercadorias e da maior eficiência dos sistemas produtivos. Para isso, o engenheiro de produção precisa conhecer muito bem o mercado, o estágio de desenvolvimento do país e sua distribuição de renda e também compete ao engenheiro especificar, prever e avaliar os resultados obtidos destes sistemas para a sociedade e o meio ambiente.

6 3. HISTÓRIA

A Engenharia de Produção nasceu dentro da Engenharia Mecânica e por isso se dedicou inicialmente aos sistemas físicos e os primeiros relatos do surgimento desta nova engenharia surgiu nos EUA entre 1882 e 1912 com o chamado movimento "Scientific Management" (Administração Científica) preconizado por F.W. Taylor, Frank e Lillian Gilbreth, H.L. Gantt, dentre outros. Com o advento da produção em massa, difundida por Henry Ford, os Engenheiros de Produção passam a exercer papel fundamental no processo produtivo, uma vez que a eles competiam à idealização e a regência de todas atividades produtivas dos trabalhadores no chão de fábrica visando à obtenção do produto final.

No Brasil a engenharia de produção foi introduzida em 1959 e a primeira instituição a ministrar o curso foi a Escola Politécnica da USP tendo como cenário o forte processo de industrialização vivido pelo país na época, mais particularmente com a instalação das indústrias automobilísticas na região do ABC paulista.

Na década de setenta, notou-se mesmo no Brasil, que os conceitos e métodos próprios da Engenharia de Produção ganharam notável desenvolvimento e tornaram-se independentes de qualquer área tecnológica sendo aplicada a todas as áreas clássicas das engenharias. A Engenharia de Produção é uma habilitação específica derivada de qualquer uma das seis grandes áreas da engenharia. Assim, existem cursos de Engenharia de Produção Plena (envolvendo todas as seis grandes áreas), Engenharia de Produção Elétrica, Engenharia de Produção Civil, Engenharia de Produção Mecânica.

Evolução da linha de montagem de carros

8 4. O CURSO

No Brasil, são encontrados dois tipos de cursos de Engenharia de Produção. Existem os cursos ditos plenos e os cursos que funcionam com habilitações específicas (ênfases) de um dos ramos tradicionais da Engenharia. No início do curso de graduação, enfoca-se as disciplinas básicas de engenharia, como matemática, física, química e informática. Depois entram as matérias específicas de produção, como gestão de investimentos, organização do trabalho e economia e estratégia de empresas, só na etapa final, que o aluno começa o estudo específico da habilitação escolhida. No quadro abaixo, verifica-se um grande número de cursos de Engenharia de Produção com habilitação específica.

Cursos de EP no Brasil subdivididos por ênfase CURSOS TOTAL Produção 51

Produção Mecânica 21

Produção Civil 1 Produção Elétrica 8

Produção Agroindustrial 7

Produção Química 4

Produção Metalúrgica 3 Produção Materiais 1

Produção Têxtil 1

Produção Calçados e Componentes 1 Produção: Tecnologias + Limpas 1

Produção Software 1

Total 110 Fonte: Adaptado da Revista Pesquisa e Tecnologia FEI, 2002.

Segundo Cunha (2002), os cursos do tipo pleno concentram quase toda a sua carga horária profissionalizante no estudo da gestão da produção, enquanto que os de habilitação específica dividem essa carga entre esse estudo e o dos sistemas técnicos - normalmente, priorizando este último por larga margem. Deve-se notar que a legislação atualmente em vigor considera apenas os egressos do primeiro tipo de curso como Engenheiros de Produção. A figura abaixo mostra o relacionamento entre as áreas de conhecimento supracitadas.

Relação da Engenharia de Produção com as demais áreas da Engenharia

Engenharia de Produção Civil Engenharia Civil Engenharia de Produção MecânicaEngenharia Mecânica Engenharia de Produção QuímicaEngenharia Química Engenharia de Produção ElétricaEngenharia Elétrica Engenharia de Prod. MetalúrgicaEngenharia Metalúrgica Engenharia de Produção MecânicaEngenharia Química Engenharia de Minas

(Plena)(Habilitação de outro ramo da Eng.)(6 ramos clássicos)

Formação Teórica Formação Teórica Predominantemente Predominantemente Gerencial Tecnicista

Ciências da Administração de empresas

Engenharia de Produção

Relação da Engenharia de Produção com as demais áreas da Engenharia Fonte: Cunha (2002)

Uma das características deste curso e que difere este ramo da engenharia para as outras engenharias é que este curso faz com que o profissional de produção tenha uma ampla visão de tudo que acontece em uma industria, e também com que tenha todas as respostas para os possíveis problemas da empresa e justamente por ser um curso em que se estuda um pouco de cada engenharia complementadas por disciplinas de administração.

10 5. A EVOLUÇÃO DA ENG. DE PRODUÇÃO NO BRASIL

Ao longo dos últimos anos, o curso de Engenharia de Produção no Brasil vem apresentando um crescimento acentuado. Diversos cursos estão sendo criados, tanto em nível de graduação, como de pósgraduação. Além disso, há um grande movimento de mudança nas ênfases dadas nos cursos já existentes: aqueles que até então apresentavam uma habilitação específica estão rumando para a chamada Engenharia de Produção “plena”. O quadro abaixo mostra como o numero de escolas que oferecem o curso de graduação em Engenharia de Produção. Conforme pode ser visto, a oferta de cursos vem apresentando um crescimento exponencial. Esse crescimento poderia ser justificado pela maior aceitação do Engenheiro de Produção formado por parte das empresas, bem como pelo maior conhecimento do que é esta modalidade de Engenharia.

Evolução dos cursos no Brasil

2004 110 Fonte: Adaptado da Revista Pesquisa e Tecnologia FEI, 2002.

1 6. O ENGENHEIRO DE PRODUÇÃO

concentrar na resolução dos problemas

Todo engenheiro, independente se é engenheiro mecânico, elétrico, civil ou produção tem que ser criativo e o curso de engenharia de produção alem de ter ao longo do curso disciplinas diversificadas que enriquecem o conhecimento do profissional é um curso que tem uma rica variedade de segmentos em que o profissional ao finalizar o curso de graduação pode seguir fazendo com que o engenheiro de produção seja um profissional versátil, por isso o engenheiro de produção é o único profissional do mercado que consegue enxergar os problemas de forma global, não fragmentada, alem de ser o profissional que conhece os problemas industriais e as tecnologias necessárias para resolvê-los, mas nem sempre o engenheiro de produção é o profissional que vai se O engenheiro de produção une conhecimentos de administração, economia e engenharia para racionalizar o trabalho, aperfeiçoar técnicas de produção e ordenar as atividades financeiras, logísticas e comerciais de uma organização e define a melhor forma de integrar mão de obra, equipamento e matéria prima e de avançar na qualidade e aumentar a produtividade. Por atuar como elo entre o setor técnico e o administrativo, seu campo de trabalho ultrapassa os limites da industria, por isso, esse profissional é peça fundamental em industrias e empresas de quase todos os setores.

Outro aspecto muito observado neste profissional é a capacidade de adaptação rápida em diferentes funções, praticadas em ambientes altamente competitivos.

• COMPETENCIAS CINTIFICAS -Sólida formação em ciências básicas como Matemática, Computação,

Administração e Economia, com ênfase nos métodos quantitativos relacionados a estas últimas; -Capacidade de trabalho em equipes multidisciplinares;

-Capacidade prática de abordagem experimental;

-Capacidade de analisar e otimizar processos;

• COMPETENCIAS PESSOAIS - Capacidade de utilizar ferramental matemático e estatístico para modelar sistemas de produção e auxiliar na tomada de decisões; - Capacidade de projetar, implementar e aperfeiçoar sistemas, produtos e processos, levando em consideração os limites e as características das comunidades envolvidas; - Capacidade de utilizar indicadores de desempenho, sistemas de custeio, bem como avaliar a viabilidade econômica e financeira de projetos; - Capacidade de prever e analisar demandas, selecionar tecnologias e know-how, projetando produtos ou melhorando suas características e funcionalidade;

- Capacidade de incorporar conceitos e técnicas da qualidade em todo o sistema produtivo, tanto nos seus aspectos tecnológicos quanto organizacionais, aprimorando produtos e processos, e produzindo normas e procedimentos de controle e auditoria; - Capacidade de prever a evolução dos cenários produtivos, percebendo a interação entre as organizações e os seus impactos sobre a competitividade; - Capacidade de acompanhar os avanços tecnológicos, organizando-os e colocando-os a serviço da demanda das empresas e da sociedade; - Capacidade de compreender a inter-relação dos sistemas de produção com o meio ambiente, tanto no que se refere a utilização de recursos escassos quanto à disposição final de resíduos e rejeitos, atentando para a exigência de sustentabilidade; -Capacidade de dimensionar e integrar recursos físicos, humanos e financeiros a fim de produzir, com eficiência e ao menor custo, considerando a possibilidade de melhorias contínuas;

• ALGUNS DOS PROBLEMAS TRATADOS -Melhoria e garantia da qualidade dos processos: implanta e desenvolve sistemas de garantia da qualidade (como as normas regulamentadoras da série ISO 9000), focando sempre a qualidade do produto e o cliente. -Produtividade focada em estratégias de manufatura: atua na organização e planejamento do fluxo de produção, redução de estoques, diminuição do tempo de atravessamento, otimização e racionalização de processos, entre outras atividades.

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