(Parte 3 de 6)

•/home depende da quantidade de usuários da máquina

•/usrdepende da quantidade de pacotes a serem instalados
•/vardepende dos serviços que rodarão na máquina

5.4Gerando discos sobre o Linux

Para gerar os discos sob o Conectiva Linux, é necessário que se tenha permissão de gravação no arquivo /dev/fd0 (a unidade de disco flexível). Inicialmente etiquete um disco formatado com o nome de disco de inicialização ou algo similar e insira na unidade de disco flexível (mas não monte a unidade). Monte o CD do Conectiva Linux, vá para o diretório / imagens e execute o seguinte comando:

d if=boot.img of=/dev/fd0 bs=1440k

Para gerar o disco de suporte a PCMCIA, etiquete um segundo disco com a inscrição disco suplementar, insira na unidade de disco flexível e execute o seguinte comando:

d if=pcmcia.img of=/dev/fd0 bs=1440k

5.5Gerar discos sobre o MS-DOS

Para gerar os discos sob o MS-DOS, pode-se executar o utilitário rawrite incluído no

CD 1 do Conectiva Linux, no diretório dosutils. Inicialmente etiquete um disco formatado de 3 ½ polegadas com o nome de disco de inicialização local ou algo similar e insira na unidade de disco flexível. Após, execute os seguintes comandos (presumindo que o seu CD seja o drive d:):

C:\> d: D:\> cd \images D:\images> \dosutils\rawrite Enter disk image source file name: boot.img Enter target diskette drive: a: Please insert a formatted diskette into drive A: And press --ENTER-- : [Enter] D:\images>

O utilitário inicialmente solicitará o nome do arquivo do disco imagem,( informar por exemplo boot.img). Após solicitará o dispositivo de gravação, onde deverá ser informado a:. Para gerar um disco adicional, etiquete um segundo disco e execute o rawrite novamente, informando o nome do arquivo imagem desejado.

Os arquivos de imagens têm a seguinte denominação: Disco de inicialização local: boot.img - Disco de inicialização via rede: bootnet.img - Disco de suporte a PCMCIA: pcmcia.img

5.6Nota Sobre Consoles Virtuais

O sistema de instalação do Conectiva Linux contém mais que caixas de diálogo para guiar o processo.

Na verdade o sistema de instalação apresenta diferentes mensagens de diagnósticos enquanto está sendo executado, possibilitando a entrada de comandos através de uma linha de comandos. Podem ser apresentadas caixas de diálogo, linhas de comandos e mensagens em cinco diferentes consoles virtuais, as quais podem ser alteradas mediante a utilização de teclas especiais.

Estes consoles virtuais podem ser muito úteis caso seja detectado algum problema durante a instalação do Conectiva Linux, pois as mensagens de instalação ou o arquivo de histórico podem ser acessados utilizando-se um dos consoles disponíveis.

A tabela 3.1 apresenta uma relação dos consoles virtuais, as teclas para alternar a visualização de cada uma delas e o seu conteúdo:

Tabela 3.1: Consoles Virtuais

CONSOLE Teclas Conteúdo 1Alt + F1Diálogos de Instalação 2Alt + F2Linha de Comandos 3Alt + F3Mensagens de Instalações 4Alt + F4Mensagens do Sistema 5Alt + F5Outras Mensagens

Em geral, não há razões para se deixar o console virtual #1 a menos que se esteja tentando diagnosticar problemas durante instalação. Mas se o leitor fizer o tipo curioso, fique à vontade para visitar os outros consoles.

5.7Instalando Sem o Uso do Disquete de Inicialização - Via MSDOS

O Conectiva Linux pode ser inicializado via CD-ROM em computadores mais novos que suportem esta funcionalidade. Nem todos os computadores suportam esta facilidade, havendo então a possibilidade de se instalar o sistema sem o uso de disquetes.

Caso se tenha o MS-DOS instalado no computador, pode-se iniciar o sistema de instalação a partir do CD, sem o uso de disquetes. Para tanto devem ser utilizados os seguintes comandos:

C:\> d: D:\> cd \dosutils D:\dosutils>autoboot.bat

Note que este método não funcionará caso seja executado a partir de uma janela

DOS do Windows, porque o arquivo autoboot.bat deve ser executado somente no sistema operacional DOS. Em outras palavras, não funcionará sob o Microsoft Windows.

Caso o sistema não possa ser iniciado pelo CD-ROM, nem possa executar o autoboot.bat, a única forma de iniciar o processo de instalação será através do disquete de inicialização.

5.8Usando o fdisk

Caso se tenha selecionado o fdisk, esta é a seção onde ele será descrito. Inicialmente será apresentada uma caixa de diálogo intitulada Particionamento de Discos. Nesta caixa estão listados todos os discos disponíveis no equipamento local. Mova o realce para o disco que se deseje particionar, selecione Edite e tecle Espaço. O usuário estará agora acessando o fdisk e poderá particionar o disco selecionado. Repita este processo para cada disco que quiser particionar. Quando estiver pronto, selecione Pronto.

5.8.1Uma Visão Geral do fdisk

O utilitário fdisk inclui auxílio online simples, mas de extrema utilidade. Seguem algumas indicações:

•O comando de ajuda é: m.

•Para listar a tabela de partições corrente: p.

•Para adicionar novas partições: n.

•fdisk cria partições nativas do Linux por padrão. Ao criar-se uma partição de troca, é necessário alterar o tipo da partição, usando o comando t, cujo tipo é igual a 82. Use o comando l para uma lista dos tipos de partições e seus valores.

•O Linux permite até quatro partições em um disco. Caso se deseje mais partições, uma daquelas pode ser alterada para uma partição de modo estendido, a qual pode conter uma ou mais partições lógicas. Uma vez que uma partição estendida contém internamente as partições lógicas, evidentemente que a soma das áreas das partições lógicas criadas não pode ser superior à área da partição estendida.

•É aconselhável anotar as partições (p.ex: /dev/hda2) e os seus respectivos sistemas de arquivos (p.ex: /usr), assim que forem criadas.

Nota: observe que nenhuma das mudanças realizadas terá efeito até que sejam salvas e o usuário finalize o utilitário fdisk utilizando o comando w. Pode-se sair do fdisk sem salvar as opções utilizando-se o comando q.

5.9Recuperação do Lilo

5.9.1Procedimento A

O que você precisa fazer para recuperar o seu liloboot ? Basta que você execute o / sbin/lilo. Fácil, não ? Não! Não é tão simples assim. Se você não consegue entrar no seu sistema, como fará para executar um comando ou programa ?

Isso que está aqui abaixo, foi feito utilizando-se o Red Hat. Faca o seguinte:

1- Inicie o seu sistema como se você fosse instalar o seu Linux novamente. Coloque o disco de boot e inicie o seu sistema. Escolha a opção RESCUE.

2- Irá aparecer todas as opções que você deve configurar, tipo teclado, idioma, etc.

3- Faca:

mknod /dev/hda b 3 0

(isso irá criar o device hda, se o seu HD for SCSI, você deve usar, ao invés de hda, sda)

4- Agora, o que você precisa é da particão /. Faca:

mknod /dev/hdax b 3 x

(onde x é o ponto de montagem da sua particão /. Se você não souber qual é a sua particão /, faca fdisk -l.)

5- Agora é criar um ponto de montagem para você montar a sua particão / (raiz) Faça: mkdir /teste

6- Monte, agora, a sua partição / em /teste mount /dev/hdax /teste

7- Agora é só rodar o lilo com a opção -r para especificar a raiz. /teste/sbin/lilo -r /teste

Deve aparecer:

Added linux* Added win <-- opcional :P

Agora, retire o disquete do drive e dê um reset na sua máquina. O seu sistema irá começar normalmente.

5.9.2Procedimento B

Proceda como se fosse fazer a instalação do Linux: coloque o disquete de inicialização do Conectiva Linux no drive e reinicialize a máquina.

Proceda normalmente respondendo às perguntas que aparecerão (tipo de teclado, idioma, etc) e quando aparecer a tela para se escolher entre Instalação ou Atualização, escolha Atualização.

Não selecione os pacotes individualmente, assim nenhum pacote será instalado e a atualização irá direto a parte do LILO.

Selecione instalá-lo no MBR e continue com a atualização. Depois de aparecer "instalando o carregador de inicialização LILO..." pode-se retirar o disco de inicialização do drive, apertar Ctrl+Alt+Del e tudo voltará ao normal.

5.10Como instalar o LILO num disquete?

Durante a instalação: Logo após a instalação do LILO no MBR ou na partição raiz ser concluída, aperte Alt+F2 para acessar o console do Linux, e digite: bash# lilo -b /dev/fd0

Com o Linux já instalado: [root@localhost]# /sbin/lilo -b /dev/fd0

Nos dois casos acima, não se esqueça de colocar um disquete limpo no floppy para o LILO ser instalado.

5.11Usando o LILO para gerenciar partições

O LILO (Linux Loader) é um utilitário do linux que gerencia as partições. Ele é usado pela maioria como um "boot manager" que divide cada boot para cada tipo de sistema. Nos computadores caseiros, geralmente se encontra outros sistemas, e por isso eles utilizam o LILO para que escolham o sistema que queira usar neste momento.

O LILO tem seu arquivo de configuração em /etc/lilo.conf Lá ele armazena as informações necessárias para que ele faça a "divisão" de partições.

Um arquivo de configuração comum para 2 sistemas (Linux+Win95) é esse: ---

# LILO configuration file #

#compact# faster, but won't work on all systems.
vga = normal# force sane state
ramdisk = 0# paranoia setting

# Start LILO global section boot = /dev/hda delay = 50 # End LILO global section other = /dev/hda3 label = win95 table = /dev/hda image = /vmlinuz root = /dev/hda1 label = linux read-only # Non-UMSDOS filesystems should be mounted read-only for checking

--- Vamos agora ver as partes do arquivo passo a passo:

1. A linha: boot = /dev/hda

(ou fd1, fd2dependendo da onde está seu driver de disco)

Ela indica onde será o funcionamento do LILO, nesta linha, o LILO está configurado para rodar no MBR. Mas podemos mudar o /dev/hda para outro tipo de funcionamento. Um exemplo é colocar para funcionar em um disquete: substituímos o boot = /dev/hda pelo boot = /dev/fd0 2. delay = 50

Esta linha indica em quanto tempo a partição padrão (você verá mais a frente) vai entrar automaticamente, ou seja, sem você mexer em nada. Essa linha está configurada para rodar em 5 segundos.

Agora vamos ver como configurar quais partições estão disponíveis. A linha que coloca a partição disponível é...

Para uma partição linux:

image = /vmlinuz root = /dev/hda1 label = linux read-only # Non-UMSDOS filesystems should be mounted read-only for checking

As únicas partes em que você deve mudar são as linhas:

root = /dev/hda1 <--- em vez de /dev/hda1 coloque a partição linux e label = linux <--- Onde tem linux você muda se quiser por uma palavra-chave qualquer

Para uma partição de outro tipo:

other = /dev/hda3 label = win95 table = /dev/hda

As únicas partes em que você deve mudar são as linhas:

other = /dev/hda3 <--- em vez de /dev/hda3 coloque a partição que você queira label = win95 <--- Onde tem win95 você muda se quiser por uma palavra-chave qualquer. e table = /dev/hda <--- Você coloca em que "table" está a partição (/dev/hda3)

Pronto. E assim você vai montando um lilo.conf variado com o que você quiser. Outra coisa é usar o liloconfig, que cria o lilo.conf com menus gráficos.

Obs.: Sempre após editar e salvar o arquivo /etc/lilo.conf, deve-se executar o LILO para que as alterações sejam feitas:

[root@localhost]# /sbin/lilo

5.12 Configuração adicional

Antes de ser dada por terminada a nossa tarefa, ainda falta configurar alguns aspectos do sistema.

Para o caso de possuir uma placa de som, este é o momento certo para configurar o sistema para a utilização do áudio. Isto é feito recorrendo ao comando:

/usr/sbin/sndconfig

Este programa deve detectar de forma automática a totalidade das placas de som mais comuns do mercado. Se não for detectada automaticamente, vai ser apresentado ao utilizador um menu com as diversas opções de configuração (IRQs, IOPORTS, etc.).

Para além da placa de som, é possível ao utilizador nesta fase, configurar mais dispositivos existentes na máquina, como o teclado e os serviços que são lançados automaticamente, utilizado o "setup":

/usr/sbin/setup

Se o sistema de janelas X não está a ser lançado de forma automática no boot e não tem a certeza se ficou bem configurado, deve experimentar o seu funcionamento. Para isso deve digitar:

startx

Quando executa este comando, o vídeo deve mudar para o modo gráfico e deve aparecer um cursor em "X" associado ao movimento do mouse. Verifique se o teclado está bem configurado e se a imagem está correta. Para acertar a imagem pode necessitar de utilizar os controles do monitor para centrar e ajustar a imagem.

Se passados alguns segundos não for possível obter imagem, ou se a imagem aparece distorcida ou mal formada (riscos, sobreposta, etc.), a operação deve ser interrompida de imediato.

Para sair do X-Window de forma rápida, pressione simultaneamente as teclas

No caso de necessitar de acertar algum pormenor do sistema X-Window que não tenha sido instalado de forma correta, como por exemplo, o teclado não ter ficado instalado corretamente, execute o seguinte comando:

XF86Setup

Este comando, dá a possibilidade de o usuário voltar de novo a configurar o sistema, incluindo o layout do teclado, mouse, etc. Se por acaso, este programa travar, saiba que pode sempre abortar e voltar a executar de novo, bastando para isso pressionar "CTRL-ALTBACKSPACE" e de seguida em "CTRL-C". Após ter terminado a configuração com o "XF86Setup", deve voltar a executar o "startx" para testar de novo a configuração.

Para os casos em que não existe nenhum "driver" específico para a placa gráfica, pode sempre utilizar um driver genérico, que serve para qualquer placa VGA. Esse "driver" pode ser escolhido dentro do ecrã de placas gráficas do XF86Setup, no caso da sua escolha ter recaído sobre o modo Detailed Setup. Depois de entrar no Detailed Setup, deve escolher somente o driver "VGA16".

IMPORTANTE: no caso de utilizar este driver, vai ter obrigatoriamente que escolher uma resolução de 640x480 pontos e 256 cores (8 bits).

Tenha sempre em atenção, que esta é sempre uma solução de último recurso, e que só deve ser utilizada se não encontrar mais nenhum driver para a placa. Quando procede à ativação deste driver, o utilizador vai ficar limitado apenas a 16 cores e a uma resolução gráfica de 640x480 pontos. Como não vai utilizar qualquer tipo de utilização de hardware, tenha sempre presente que o X-Window vai ficar muito lento.

Assim que o "startx" começar a funcionar de forma correta, vai poder passar ao próximo passo.

Se necessitar de desligar neste momento a máquina, nunca o faça carregando no botão de POWER. Qualquer utilizador do Linux, antes de desligar a máquina, tem sempre que realizar alguns procedimentos básicos, nomeadamente um que dá pelo nome de "shutdown". Se tal não for realizado, o utilizador pode ter quase a certeza de perder a informação e até mesmo inutilizar todo o sistema operativo.

Para realizar o shutdown à máquina, pode sempre executar qualquer um destes comandos: /sbin/shutdown -h now

/sbin/reboot /sbin/halt Em alternativa, pode sempre utilizar a técnica dos "3 dedos" (já muito conhecida doutras paragens!), pressionando "CTRL+ALT+DEL", a qual só funciona quando o utilizador se encontra fora do X-Window, após um "Ctrl+Alt+F1".

IMPORTANTE: O sistema de janelas X possui um arquivo de configuração do teclado para a Língua Portuguesa, o qual se encontra configurado de forma incorreta. Para que o sistema em causa fique corretamente configurado, tanto na console como em X-Window, deve consultar a página do José Américo Rio, ver em http://students.fct.unl.pt/users/jar/linux/teclado.html, o qual tem desenvolvido um magnífico trabalho para a resolução deste problema. A totalidade das aplicações para o Linux, funcionam de forma correta com este script!

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