resíduos de saude

resíduos de saude

RESÍDUOS DOS SERVIÇOS DE SAÚDE

  • PROFª Ms RENATA DE SOUZA ZANATELLI

INTRODUÇÃO

  • O lixo é o espelho da sociedade

  • De acordo com sua origem há 4 tipos de lixo:

  • Residencial

  • Comercial

  • Público

  • Fontes especiais

  • Obs: o lixo domiciliar junto com o público, representam a maior parte dos RS produzidos nas cidades

LIXO HOSPITALAR

  • São gerados atualmente toneladas de lixo hospitalar

  • Em um hospital de 800 leitos é gerado o equivalente de lixo produzido por uma cidade pequena

O que é?

  • Resíduos produzidos em unidades de prestação de cuidados de saúde, incluindo atividades médicas de diagnóstico, prevenção e tratamento de doença, em seres humanos ou animais, e ainda as atividades de investigação relacionadas (decreto-lei 239/97 de 9 de Setembro).·

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SOLUÇÕES PARA O LIXO HOSPITALAR

  • Implantar nas instituições de saúde um programa de manuseio, coleta e destino adequado do lixo.

  • Objetivos:

  • Reduzir ou eliminar os riscos a saúde dos funcionários, clientes e comunidade

  • Reduzir o volume de resíduos para incineração e coleta especial

  • Colaborar para reduzir a poluição ambiental

Pilares da Gestão dos RSS

  • RDC 306/04 da ANVISA

  • Resolução 358/05 do CONAMA

  • NR 32 do Ministério do Trabalho

RDC 306/04

  • Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços da saúde

  • Abrangência de implantação do PGRSS

  • Responsabilidades dos serviços geradores de RSS

  • Definições e aplicabilidade do RSS: Manejo, Segregação, Acondicionamento,  Identificação, Transporte Interno, Tratamento, Armazenamento temporário e externo, Coleta e Transporte Externos; segundo a classificação dos grupos de resíduos.

  • Programa de Educação Continuada

Resolução 358/05 do CONAMA

  • Dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos resíduos dos serviços de saúde e dá outras providências.

  • Foco na correção na fonte e de integração entre os vários órgãos envolvidos para fins do licenciamento e fiscalização,

  • Foco na redução do volume dos resíduos dos serviços de saúde na fonte geradora, como forma de garantir a proteção da saúde e do meio ambiente.

NR 32 do Ministério do Trabalho

  • Diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção de segurança e saúde dos trabalhadores dos Serviços de saúde, bem como aqueles que oferecem atividades de promoção de assistência a saúde em geral

PGRSS – PLANO DE GERENCIAMANTO DE RESÍDUOS DE SERVIÇO DE SAÚDE

  • RDC 306/04

  • Elaboração, implementação e monitoramento de procedimentos sistêmico documentado, onde o PGRSS é o ponto central ou a organização de todos os processos

OBJETIVO

  • Visa estabelecer um adequado gerenciamento dos RSS nas próprias instituições que o geram, cabendo a elas mesmos o desenvolvimento e a implementação do plano

  • “Saúde e segurança para todos envolvidos direta e indiretamente.”

QUEM ESTÁ OBRIGADO A IMPLEMENTÁ-LO?

  • Todos estabelecimentos brasileiros que prestam serviços, que de alguma forma tem ligação com a saúde. Gerando RSS

  • RDC 306/04 – definem-se como geradores de RSS:

  • Atendimento à saúde humana ou animal

  • Laboratórios analíticos de produtos para saúde

  • Necrotérios, funerárias e embalsamentos

  • Serviços de medicina legal

  • Drogarias, farmácias

  • Estabelecimentos de ensino e pesquisa na área da saúde

  • Centros de controle de zoonoses

  • Distribuidores de produtos farmacêuticos, importadores, distribuidores e produtores de materiais e controles para diagnóstico

  • Unidades móveis de atendimento à saúde

  • Acupuntura

  • Tatuagem

  • Dentre outros

DISTINÇÃO DOS 5 NÍVEIS DE RESÍDUOS

  • RDC 306/04 divide as classes de resíduos em A,B,C,D e E:

  • A – resíduos que apresentem riscos à saúde pública e ao meio ambiente devido a presença de agentes biológicos

  • B – resíduos que apresentem riscos à saúde pública e ao meio ambiente devido as suas características Químicas

  • C – Resíduos que apresentem riscos à saúde pública e ao meio ambiente devido ser proveniente de materiais radioativos, ou se de alguma forma contaminados por ele

  • D – Resíduos comuns (doméstico). Essa classe, que representa o lixo gerado no setor administrativo do estabelecimento, pode ser desprezada normalmente – via coleta comum

  • E – Resíduos especiais, que têm em sua utilidade a perfuração ou o corte. Essa classe é conhecida como “Pérfuro-cortantes”

TRANSPORTE EXTERNO

  • Remoção dos resíduos do abrigo da unidade de saúde até o local de tratamento ou disposição final, utilizando-se técnicas que venham garantir a preservação das condições do acondicionamento e também da integridade dos trabalhadores, da população e do meio ambiente, quando no trafego.

TRATAMENTO

  • Consiste na aplicação de métodos, técnicas ou processos que reduzam ou eliminem os riscos de contaminação advindo dos resíduos de saúde, evitando assim danos ocupacionais ou ao meio ambiente.

  • Autoclavação

  • incineração

DESTINAÇÃO FINAL EM ATERRO

  • Disposição de resíduos no solo

  • Deve ser devidamente licenciado pelos órgãos ambientais competentes

IDENTIFICAÇÃO

  • Conjunto de medidas que permite o reconhecimento dos resíduos contidos nos sacos e recipientes, fornecendo informações ao correto manejo dos mesmo

  • Dados do estabelecimento, tipo de resíduo e data da geração

  • Deve atender aos parâmetros da norma NBR 7.500 da ABNT

TRANSPORTE INTERNO

  • Consiste na movimentação do resíduo intra-estabelecimento

ARMAZENAMENTO TEMPORÁRIO OU INTERNO

  • Deve ser de fácil acesso para o sistema de coleta, com ponto de iluminação artificial, e com anteparo que impeça o acesso de pessoas não autorizadas

  • Possuir pisos e paredes lisas, resistentes e laváveis, com cantos e bordas arredondadas, ralo sifonado e lavatório para as mãos.

ARMAZENAMENTO EXTERNO

  • Consiste no local de guarda dos recipientes com os resíduos até a realização da etapa de coleta externa (pelo caminhão), que deve ser exclusivo com acesso facilitado para esses veículos coletores

COLETA DE RSS

  • Deve ser exclusiva

  • Intervalos < 24 horas

  • Dias alternados – Grupo 1 e restos do preparo de alimentos sejam armazenados a T máxima de 4ºC

  • Pessoal – treinado e exames periódicos

CONDIÇÕES ESPECÍFICAS

  • Equipamentos:

  • Calça comprida, camisa de manga de tecido resistente e de cor clara

  • Luvas de PVC de cor branca, antiderrapantes e cano longo

  • Botas de PVC de cor branca, antiderrapante

  • Gorro de cor branca

  • Máscara impermeável

  • Óculos incolor, plástico resistente, com proteção lateral e válvulas para ventilação

  • Avental de PVC, impermeável

CONDIÇÕES ESPECÍFICAS

  • Devem ser lavados e desinfetados diariamente

  • Se forem contaminados – devem ser substituídos imediatamente e enviados para lavagem e higienização

PORQUE TRATAR O LIXO?

  • Para diminuir a quantidade de lixo a ser enviado para disposição final

  • Para inertizar os resíduos sépticos

  • Para recuperar os recursos existentes no lixo

VOCABULÁRIO

  • Abrigo de resíduo – elemento destinado ao armazenamento temporário dos RSS, no aguardo de coleta externa

  • Acondicionamento – ato de embalar os RSS, em recipiente, para protegê-los de risco e facilitar o seu transporte

  • Área de higienização – local destinado a limpeza e desinfecção simultânea dos carros de coleta.

VOCABULÁRIO

  • Armazenamento interno – guarda temporária dos recipientes, em instalações apropriadas, localizadas na própria unidade geradora, de onde devem ser encaminhados, através de coleta interna, para o armazenamento externo

  • Armazenamento externo – guarda temporária adequada, no aguardo da coleta externa

VOCABULÁRIO

  • Desinfecção – destruição de agentes infectantes na forma vegetativa situados fora do organismo, mediante aplicação direta de meios físicos ou químicos

  • Esterilização – destruição ou eliminação total de todos os microrganismos na forma vegetativa ou esporulada

  • Limpeza – processo de remoção de sujidades

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