trabalho aborto1

trabalho aborto1

(Parte 1 de 3)

34

1 INTRODUÇÃO

Neste trabalho será questionado um assunto muito polêmico que ocorre entra a humanidade “O Aborto”, uns são à favor, outros contra. Aqui você verá exatamente o que o feto sofre durante esse procedimento, e você que está em dúvida quanto sua opinião, leia atentamente que isso o ajudará a ter uma opinião correta.

Boa sorte.

2 DEFINIÇÕES

Um aborto ou interrupção da gravidezé a remoção ou expulsão prematura de um embrião ou feto do útero, resultando na sua morte ou sendo por esta causada. Isto pode ocorrer de forma espontânea ou artificial, provocando-se o fim da gestação, e consequentemente o fim da vida do feto, mediante técnicas médicascirúrgicas entre outras.

Os seguintes termos são usados para definir os diversos tipos de aborto a partir da óptica médica.

2.1 Aborto espontâneo

Aborto devido a uma ocorrência acidental ou natural. A maioria dos abortamentos espontâneos são causados por uma incorreta replicação dos cromossomos e por fatores ambientais. Também por ser denominado aborto involuntário ou casual.

2.2 Aborto induzido

Aborto causado por uma ação humana deliberada. Também é denominado aborto induzido, voluntário ou procurado, ou ainda, interrupção voluntária da gravidez. O aborto induzido possui as seguintes subcategorias:

2.2.1 Aborto terapêutico

2.3 Quanto ao tempo de duração da gestação

2.3.1 Aborto subclínico

Abortamento que acontece antes de quatro semanas de gestação

2.3.2 Aborto precoce

Entre quatro e doze semanas

2.3.3 Aborto tardio

Após doze semanas

3 ABORTO ESPONTÂNEO

Como o próprio nome indica, o aborto espontâneo não é um método de aborto induzido, ocorrendo geralmente sem qualquer aviso ou sem qualquer indicação prévia. Por norma acontece quando o feto não é viável ou a gravidez não tem as condições necessárias ao correto desenvolvimento do feto. É uma reação natural do próprio organismo da mãe.

A grande parte destes abortos não coloca a vida da mãe em perigo. Verifica-se por vezes uma perda de sangue ou uma perda parcial do feto/placenta que torna necessária uma hospitalização para se realizar uma intervenção médica de modo a remover o que resta da placenta e que está em processo de degradação dentro do útero. Mas mesmo quando este procedimento é necessário, existe um perigo reduzido para a mãe porque o colo do útero (abertura do útero) já não está rígido e está parcialmente aberto. A infecção é rara e a possibilidade de se encontrarem vestígios do feto são remotas.

4 ABORTO INDUZIDO

O aborto induzido, também denominado aborto provocado ou interrupção voluntária da gravidez, ocorre pela ingestão de medicamentos ou por métodos mecânicos. A ética deste tipo de abortamento é fortemente contestada em muitos países do mundo mas é reconhecido como uma prática legalmente reconhecida em outros locais do mundo, sendo inclusive suportada pelo sistema público de saúde. Os dois polos desta discussão passam por definir quando o feto ou embrião se torna humano ou vivo (se na concepção, no nascimento ou em um ponto intermediário) e na primazia do direito da mulher grávida sobre o direito do feto ou embrião.

5 MÉTODOS ABORTIVOS

5.1 Pílula do Dia Seguinte

Quando um ato sexual foi fecundante e se ingere a “pílula do dia seguinte”, e sabemos que esta atua modificando a parede uterina de modo que impeça a implantação do ser humano recém-concebido, podemos deduzir razoavelmente que a gravidez fracassou. A tentativa de alguns de redefinir a gravidez como um processo que começa na nidação ou implantação de um novo ser humano é una forma de negar sua existência prévia e justificar sua destruição.

A vida começa no momento da fertilização, e qualquer agente químico que atue de tal forma que cause a destruição dessa vida é um fármaco abortivo. A “pílula do dia seguinte”, neste caso, não atua como anticonceptiva mas como abortiva.

5.2 Dispositivo Intra-Uterino (DIU)

O DIU é um aparelho que se introduz em permanência na cavidade uterina, com variados tipos de idealização e comercialização, construído com diferentes materiais e com diversas formas.

Vários mecanismos de ação estão envolvidos todos os DIU’s estimulam uma resposta inflamatória ou resposta a corpos estranhos no útero que, por sua vez, causa uma alteração celular e bioquímica no endométrio e nos fluidos uterinos. O nível de prostaglandina aumenta e a hemostase é afetada. Vários tipos de glóbulos brancos surgem no endométrio e estes podem consumir o embrião e alguns espermatozóides, por fagocitose. As alterações do endométrio no ciclo normal podem ser atrasadas ou perturbadas por esta reação inflamatória, tornando-o inóspito para a implantação do embrião quando este chega vindo da tuba uterina. Há também ação mecânica direta, traumatizando o endométrio e o embrião recém implantado. O embrião é, então, expulso.

5.3 RU-486 (5-7 semanas)

RU-486 é uma droga que é tomada quando a mulher se apercebe que o seu período falta e não pretende prosseguir com a gravidez. Esta droga, que tem como função induzir o aborto, pode ser tomada até ao segundo mês de gestação. O seu funcionamento consiste em bloquear a progesterona [hormônio esteróide segregada durante o período pós ovulatório do ciclo, durante a gravidez (até à 12ª semana) e em seguida pela placenta até ao dia seguinte ao parto; sob a influência desta hormona a mucosa do útero torna-se mais espessa para permitir a fixação e desenvolvimento do ovo fecundado], uma hormona com um papel crucial durante a gravidez. Sem esta hormona, o revestimento uterino não fornece alimento, fluidos e oxigênio ao feto em desenvolvimento que nestas condições não consegue sobreviver.

Este método abortivo continua, então, pela ingestão de uma segunda droga, a prostaglandina [nome genérico das substâncias hormonais existentes em numerosos tecidos; existem diversos tipos, com propriedades biológicas diversas como a estimulação das contrações uterinas durante o parto, estimulação de um aborto, efeito contraceptivo, entre outras; alguns análogos sintéticos são utilizados no tratamento de úlceras gástricas], que vai estimular a contração do útero para que o feto seja expelido.

As mulheres que abortam recorrendo à droga RU-486 experimentam náuseas, cãibras agudas, vómitos e hemorragias. A RU-486 tem sucesso entre 60 a 80% das vezes.

5.4 Metotrexato (5-9 semanas)

O metotrexato é um antagonista do ácido fólico [vitamina produzida pelas plantas; é um fator de maturação das células, especialmente nas células da medula óssea; desempenha um papel primordial na síntese de certos ácidos nucleicos] interferindo na síntese do DNA. A administração desta droga mata o feto numa altura em que o seu coração já bate. Tem um tempo de ação muito semelhante ao RU-486, mas trabalha de um modo diferente. Enquanto que a RU-486 acaba por provocar a morte ao feto por fome, esta droga é um veneno que atua diretamente no feto em desenvolvimento, matando-o.

5.5 Aspiração – Sucção (6-16 semanas)

Neste método, o anel muscular cervical (abertura do útero) tem de ser distendido com a ajuda de um espéculo. Este processo é difícil porque o anel ainda não está pronto a abrir, uma vez que se encontra duro ou “verde”. A pessoa que executa o aborto insere depois no útero um tubo plástico oco com a extremidade semelhante a uma faca. A força da sucção despedaça o corpo do feto.

A placenta que se encontra enraizada profundamente no útero é então cortada da parede uterina e é aspirada juntamente com o feto. É o método mais comum nos abortos realizados durante o primeiro trimestre de vida. A força de sucção dos aparelhos utilizados nesta prática chega a ser 29 vezes mais forte do que a sucção de um aspirador caseiro. Possíveis complicações resultantes deste método incluem infecção, laceração [lesão resultante de um rasgamento de pele até ao tecido subcutâneo] cervical e perfuração do útero.

5.6 Dilatação e Curetagem (6-16 semanas)

Este é um procedimento semelhante ao da sucção, exceto que é inserido uma cureta [instrumento frequentemente em forma de colher com bordos cortantes, utilizado para limpar o interior de uma cavidade do organismo] no útero em lugar do tubo de sucção. O feto é desmembrado e a placenta despedaçada e juntamente raspados para um recipiente. Para além da perda de sangue massiva, este método pode ter as mesmas complicações do aborto por aspiração.

Uma variação deste método é designada de aspiração e curetagem e consiste na aspiração do embrião seguida da raspagem da placenta e possíveis membros do feto que tenham ainda ficado dentro do útero materno.

5.7 Dilatação e Evacuação (13-20+ semanas)

Este tipo de procedimento é realizado após o terceiro mês de gestação. O colo do útero tem de ser dilatado antes do aborto propriamente dito. Geralmente são introduzidas lâminas rígidas designadas de laminárias (feitas a partir de material desidratado, geralmente algas marinhas esterilizadas comprimidas em lâminas grossas) no colo do útero no dia anterior ao aborto induzido.

Após serem introduzidas, estas lâminas absorvem humidade e expandem aumentando o seu tamanho várias vezes, dilatando assim o colo do útero. Um instrumento semelhante a um alicate é então inserido através do colo do útero até ao útero. A pessoa que realiza o aborto tenta apanhar uma perna, braço ou outra qualquer parte do corpo do feto, e num movimento rotativo arranca-o do corpo. Este procedimento de desmembramento desenrola-se até só ficar a cabeça do feto. Finalmente a cabeça é esmagada e puxada para fora.

A pessoa que executa o aborto, ou algum ajudante (geralmente o/a enfermeiro/a), tem que depois voltar a juntar todas as partes do corpo do feto para se certificar que foi removido na sua totalidade.

5.8 Prostaglandina (16-38 semanas)

A prostaglandina é um hormônio que induz o trabalho de parto prematuro (também conhecida como misoprostol). É ministrada sob a forma de supositórios ou injeção no músculo uterino, causando uma reação violenta. O feto morre geralmente por causa do trauma do nascimento. No entanto, se o feto tiver idade suficiente para aguentar o processo, nasce vivo (frequente). Esta ocorrência é designada de “complicação” nas descrições técnicas deste método. Para evitar que tal aconteça, os executantes do aborto utilizam ecografias para se guiarem no processo de injeção de um “fetícida” (uma droga que mata o feto) no coração do feto, quando este ainda está dentro da barriga da mãe. Administram em seguida a prostaglandina à mãe que dá à luz o feto morto. Este tipo de aborto é praticado em casos de gravidez avançada.

A eficácia desta droga é questionável e os seus perigos para a mãe incluem convulsões, vômitos e parada cardíaca.

5.9 Envenenamento Salino (16-32+ semanas)

Este método, utilizado após a 16ª semana, consiste na inserção de uma agulha comprida através da parede abdominal da mãe até ao saco amniótico. A solução salina concentrada é então injetada no fluido amniótico, e o liquido contendo a toxina mortal vai sendo ingerida lentamente pelo feto, envenenando-o e queimando-lhe a pele e os pulmões. O mecanismo de morte induzido por este agente químico tóxico é a hipernatremia [aumento de concentração de sódio no sangue, ultrapassando os limites normais] que causa espasmos, vasodilatação generalizada, edema [inchaço causado pela acumulação anormal de fluidos nos tecidos, especialmente nos tecidos subcutâneo e submucoso], congestão, hemorragia, choque, e por fim a morte. Este processo prolonga-se por algumas horas.

Quando é realizado com “sucesso” a mãe entra em trabalho de parto um dia depois, dando à luz um bebê morto ou moribundo.

5.10 Histerotomia (24-38 semanas)

Procedimento semelhante a uma cesariana. Resulta no nascimento de um bebê vivo que é depois abandonado à morte ou ao qual a morte é provocada. Este procedimento não é, no entanto, um “tipo” de cesariana. A cesariana é realizada geralmente com o objetivo de se preservar a vida da mãe e da criança. A histerotomia [incisão da parede uterina], pelo contrário, resulta sempre na morte do bebê. Quer a vida da mãe esteja ou não em causa. As complicações imediatas que pode ter são semelhantes às de uma cesariana. A longo prazo, no entanto, outras complicações podem surgir.

5.11 Dilatação e Extração (20 semanas – até ao fim da gravidez) – por nascimento parcial

Este é um dos mais recentes métodos de aborto desenvolvidos, sendo geralmente praticado em casos de gravidez mais avançadas (dos 4 aos 9 meses de gestação).

Este tipo de procedimento é conhecido como o aborto de nascimento parcial, e é provável que o seu aparecimento tenha contribuído para um aumento do número de abortos realizados no terceiro trimestre de gestação.

Este procedimento inicia-se com a dilatação do colo do útero ao longo de dois dias. No momento do aborto é realizada uma ecografia para determinar a posição e orientação do feto no ventre materno. A pessoa que realiza o aborto insere depois os fórceps através do canal cervical até ao útero e prende uma das pernas do feto, posicionando-o de pés voltados para fora e de face voltada para baixo. O corpo do feto é de seguida puxado para fora do canal, exceto a cabeça que é grande demais para passar pelo colo do útero. Esta fica geralmente presa dentro do útero da mãe. Nesta altura o feto ainda se encontra vivo, provavelmente a mexer os pés e braços.

O executante do aborto prende os seus dedos sobre os ombros do feto, mantendo sempre o colo do útero da mãe afastado do pescoço do feto. Em seguida, com uma tesoura cirúrgica de pontas arredondadas perfura a base do crânio do feto e afasta as pontas de modo a alargar o ferimento. É então inserido um cateter de sucção no base do crânio do feto e o cérebro é aspirado. Com o colapso subsequente do crânio, a cabeça do feto passa então facilmente através do colo do útero. Em alguns países (p.e. EUA) o cérebro e os órgãos do feto são frequentemente utilizados para experiências com tecido fetal.

Com a ajuda de fórceps o feto é voltado dentro do ventre de modo a ser posicionado com os pés voltados para o exterior. As pernas são então puxadas através do canal. Neste momento o feto está ainda com vida.

O executante do aborto retira o feto do ventre materno deixando apenas a cabeça ainda dentro. Nesta fase do aborto é frequente o feto mover as mãos, braços e pés.

O pescoço é perfurado com uma tesoura na base do crânio. A tesoura é aberta de modo a aumentar o tamanho do orifício. É então introduzido o cateter de sução e o cérebro é aspirado. A cabeça sai então facilmente.

5.12 Injeção intra-cardíaca (20-32 semanas)

Este é o método abortivo mais recente. Surgiu após o aparecimento das drogas que induzem a fertilidade causarem um aumentando das ocorrências de gravidezes multi-fetais. Por volta dos quatro meses de gravidez é introduzida uma agulha através do abdômen materno e do peito e coração do feto (ou de um dos fetos). Esta injeção tem como objetivo administrar um veneno diretamente no coração. Este processo designa-se de “redução de gravidez” e é também utilizado para por fim à vida de fetos com malformações, se tais forem identificadas. Por vezes este método resulta na morte de todos os fetos.

Quando utilizado como método abortivo para uma simples gravidez, é utilizada a prostaglandina para induzir o trabalho de parto.

6 EFEITOS DO ABORTO INDUZIDO

Existe controvérsia na comunidade médica e científica sobre os efeitos do aborto. As interrupções de gravidez feitas por médicos competentes são normalmente consideradas seguras para as mulheres, dependendo do tipo de cirurgia realizado. Entretanto, um argumento contrário ao aborto seria de que, para o feto, o aborto obviamente nunca seria "seguro", uma vez que provoca sua morte sem direito de defesa.

6.1 Câncer de Mama

(Parte 1 de 3)

Comentários