Leishmanioses

Leishmanioses

As leishmaníases do Novo Mundo

  • As leishmaníases do Novo Mundo

Macrófago tendo uma leishmânia fogocitada em seu vacúolo digestivo.

  • Macrófago tendo uma leishmânia fogocitada em seu vacúolo digestivo.

Os flebotomíneos que transmitem as leishmaníases nas Américas são insetos do gênero Lutzomyia, ao passo que, no Velho Mundo, são do gênero Phlebotomus.

  • Os flebotomíneos que transmitem as leishmaníases nas Américas são insetos do gênero Lutzomyia, ao passo que, no Velho Mundo, são do gênero Phlebotomus.

  • São menores que os pernilongos comuns; apresentam-se muito pilosos e de coloração clara (cor de palha ou castanho-claro) e são facilmente reconhecidos pela atitude que adotam quando pousam, pois as asas permanecem erectas e entreabertas. As fêmeas exercem hematofagia, preferencialmente no horário noturno, a partir das 20 horas.

Os flebotomíneos infectam-se quando picam os pacientes com leishmaníases.

  • Os flebotomíneos infectam-se quando picam os pacientes com leishmaníases.

  • No tubo digestivo dos insetos, a reprodução do parasito faz-se sob a forma promastigota e é tão intensa que chega a bloquear o mecanismo de sucção.

  • Os insetos bloqueados aspi-ram sangue, mas não conse-guem ingeri-lo.

  • Depois de alguns esforços, os músculos da faringe relaxam e o sangue aspirado é regurgitado de mistura com os flagelados.

  • Isso ocorre toda vez que fizerem novas tentativas de alimentação sobre outras pes-soas, infectando-as.

Também recebe nomes como leishmaníase cutâneo- -mucosa, espúndia, úlcera de Bauru ou ferida brava.

  • Também recebe nomes como leishmaníase cutâneo- -mucosa, espúndia, úlcera de Bauru ou ferida brava.

  • Os parasitos inoculados pelos flebotomíneos e fagoci-tados por macrófagos da pe-le (histiócitos) transformam- -se em amastigotas e perma-necem no interior dos vacúo-los.

  • No indivíduo não-imune, as lesões iniciais são do tipo pápulo-vesiculoso, por vezes com linfangite e adenite satélite.

Além de se multiplicarem até destruírem a célula hospe-deira, as leishmânias provocam um aumento considerável dos histiócitos, que, assim, passam a endocitar mais e mais para-sitos, ampliando a extensão das células infectadas e das lesões leishmanióticas.

  • Além de se multiplicarem até destruírem a célula hospe-deira, as leishmânias provocam um aumento considerável dos histiócitos, que, assim, passam a endocitar mais e mais para-sitos, ampliando a extensão das células infectadas e das lesões leishmanióticas.

  • Nas lesões não-ulceradas, há hipertrofia do epitélio e um crescimento tecidual que pode ser de tipo verrucoso ou papi-lomatoso.

Lesão recente ulcerada com aspecto típico.

  • Lesão recente ulcerada com aspecto típico.

Ulcerações cutâneas de vários tipos, simples ou múltiplas, podem ser observadas.

  • Ulcerações cutâneas de vários tipos, simples ou múltiplas, podem ser observadas.

  • Não tratado, o processo tende para a cronicidade. Nas formas crônicas costuma haver infecção bacteriana associada.

  • Com freqüência, as ulcerações cutâneas se acompanham também de lesões secundárias, loca-lizadas na mucosa nasal ou na bucofaringiana.

  • As leishmânias podem ser isoladas da mucosa nasal tempos antes de surgirem as lesões locais.

  • Estas ocorrem em 15 a 20% dos casos de leish-maníase por Leishmania brasiliensis.

O processo inflamatório tende a destruir o septo nasal, que é perfurado. Depois, também o dorso do nariz, o palato e a região faringiana são atingidos.

  • O processo inflamatório tende a destruir o septo nasal, que é perfurado. Depois, também o dorso do nariz, o palato e a região faringiana são atingidos.

Caracterizada por seu acentuado dermotropismo e tendência à disseminação das lesões cutâneas, que, em geral, não se ulceram.

  • Caracterizada por seu acentuado dermotropismo e tendência à disseminação das lesões cutâneas, que, em geral, não se ulceram.

  • A sorologia mostra reduzida produção de anticorpos e a imunidade celular está ausente.

  • Mas, para outras infecções, a resposta imunológica é normal.

No rosto, as lesões infiltrativas são disseminadas e encontram-se sobretudo nas orelhas, lembrando a lepra lepromatosa.

  • No rosto, as lesões infiltrativas são disseminadas e encontram-se sobretudo nas orelhas, lembrando a lepra lepromatosa.

  • Isso tem levado muitos pacientes a serem encaminhados para os serviços de hanseníase.

Diagnóstico clínico:

  • Diagnóstico clínico:

  • O quadro cutâneo-- pequena lesão eritemato-papulosa no local da picada do vetor-- formação de um nódulo que pode atingir 1 cm de diâmetro e aproximadamente 4 semanas de evolução, com o aparecimento de uma crosta central.

  • A perda desta crosta -- úlcera, que evolui formando úlcera leishmaniótica clássica, de formato arrendondado, com bordas elevadas e infiltradas.

  • A lesão inicial pode ser única ou múltipla, dependendo do número de picadas infectantes. A mucosa mais freqüentemente acometida é a da região nasal, os principais sinais e sintomas são epistaxis, eliminação de crostas e obstrução nasal.

  • Existem duas formas extremas: a ulcerativa e não ulcerativa e as formas intermediárias.

  • Além das lesões nasais, podem ocorre lesões em lábios, língua, pálato, orofaringe e laringe.

Diagnóstico laboratorial:

  • Diagnóstico laboratorial:

  • Os métodos laboratoriais usados para diagnóstico da LTA podem ser divididos em dois grupos:

  • Métodos de demonstração do parasita: - exame parasitológico direto(esfregaço de raspado da lesão) - cultura em meio específico

  • exame histopatológico ( biópsia da lesão)

  • Métodos indiretos ou imunológicos: - reação intradérmica de Montenegro (IRM) - reação de Elisa

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