Especificidade Parasitaria

Especificidade Parasitaria

Especificidade parasitária

  • São aqueles que necessitam passar obrigatoriamente por dois ou mais hospedeiros.

  • Um deles é o hospedeiro definitivo e os demais são considerados hospedeiros intermediários, para que os parasitos possam completar seu ciclo biológico. Assim, a tênia do porco (Taenia solium) e a do peixe (Diphyllobothrium latum) só parasitam o homem na fase adulta.

Parasitismo e patogenicidade

  • A patogenicidade não é caráter obrigatório.

  • Numerosas doenças são causadas por determinados parasitos normalmente patogênicos ou por outros, ditos parasitos oportunistas, causam danos ao organismo em condições especiaisimunodeficiência.

  • As lesões produzidas dependem da espécie de parasito, de sua localização no organismo humano e de como este responde a sua presença.

Relações parasito-hospedeiro

  • Os parasitos que causam distúrbios no organismo podem fazê-lo:

  • *Ação mecânica

  • *Ação obstrutiva

  • *Ação tóxica, devido aos produtos de seu metabolismo ou de algum simbionte associado ao parasito.

  • Resposta do sistema imunológico com diferentes resultados:

  • a) destruição do próprio parasito e cura da infecção dentro de certo prazo;

  • b) limitação da população parasitária, assegurando equilíbrio nas relações parasito-hospedeiro;

  • c) respostas alérgicas ou inflamatórias que levam seja à necrose do tecido em torno, seja a uma fibrose difusa ou à formação de granulomas.

O sistema imunológico

Outros mecanismos protetores

  • A pele, as mucosas, as conjuntivas e suas secreções podem constituir barreiras à penetração de parasitos.

  • Mas, em alguns casos, chegam a ser as portas de entrada.

  • A temperatura do corpo, o pH, a tensão do O2 etc. podem não ser adequados a determinado parasito, que não se instalará aí.

  • Igualmente a falta de algum nutriente essencial a ele.

Foco elementar de uma parasitose

  • Os parasitos são encontra-dos, de forma persistente, apenas onde se reúnem condições favoráveis para que se feche seu ciclo biológico e sua transmissão.

  • Ex: peridomicílio, casa de taipa

  • Tais lugares constituem os focos elementares de deter-minada endemia.

Foco natural de uma parasitose

  • O foco natural é o conjunto de seus focos elementares.

  • Área endêmica é a re-gião onde uma parasitose ocorre permanentemente, como a área de malária na Amazônia.

  • O controle das endemias exige, em geral, conheci-mento detalhado das condi-ções locais, em cada foco, e dos fatores que mantêm sua condição de foco endê-mico, inclusive os hábitos da população e o comporta-mento dos indivíduos que aí vivem.

Risco de infecção

  • É a probabilidade de ocorrer determinada infecção no ambiente ou meio onde circula o agente infeccioso.

  • Foco natural X imunidade, seja devido às condições pessoais relacionadas com fatores sócio- econômicos, culturais ou mesmo comportamentais.

  • Exs: as condições de moradia,

  • qualidade da água utilizada e o saneamento,

  • a alimentação e o modo de preparo dos alimentos,

  • os hábitos higiênicos, o uso de calçado, as formas de lazer etc.

Risco de infecção

Educação e saúde

  • Muitas doenças evitáveisdesconhecimento dos fatos básicos como a ignorância sobre os principais fatores de risco presentes no ambiente e como evitá-los.

  • As parasitoses, como outras doenças, são mais freqüentes entre populações com baixo nível cultural.

  • A importância da educação e, em particular, da educação para a saúde, que tende a reduzir esses riscos e deveria ser prioritária no currículo escolar.

Avaliação de risco

  • A avaliação dos riscos compreende:

  • Identificação do risco, é o reconhecimento do possível agente parasitário responsável por determinado problema de saúde, sua ação, a população-alvo e as condições de exposição a esse risco.

  • Caracterização do risco: descrição dos efeitos sobre a saúde e a freqüência com que ocorrem tais efeitos.

  • Avaliação da exposição e sua quantificação,  probabilidade estatística de ocorrer determinada infecção parasitária em uma dada população ou grupo na área de risco.

Controle de risco

  • O controle do risco planejar as ações a desenvolver com o objetivo de proteger a saúde da comunidade ou do indivíduo.

  • Mas considera também a maneira como o risco é por eles percebido e interpretado.

  • Além das ações objetivas (como inquéritos epidemiológicos, saneamento, desinsetização, medicação etc.), é necessário promover a compreensão, a aceitação e uma atitude emocional favorável por parte dos habitantes a todas as medidas de controle, inclusive às modificações comportamentais convenientes ou indispensáveis.

Causas globais de morte

Mortalidade segundo o desenvolvimento

  • Os óbitos por causas infecciosas e parasitárias (segundo a OMS) baixou, nos países desenvolvidos, de 5% em 1985 para 1% em 1997.

  • No 3º Mundo, passou de 45% para 43% no mesmo período.

  • Mas, como a população cresceu, também os óbitos aumentaram.

Principais doenças parasitárias

  • ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

  • Casos novos Óbitos Prevalência

  • estimada

  • _______________________________________________________________________________

  • Malária .................... 300-500 milhões 1,5-2,7 milhões ...

  • Tricomoníase .......... 170 “ ... 113.000.000

  • Amebíase ................ 48 “ 70 mil ...

  • Leishmaníases:

  • tegumentares ...... 1,5 “ ... 9.500.000

  • viscerais .............. 500 mil 80 “ 2.500.000

  • Tripanossomíases:

  • americana ........... 300 “ 45 “ 18.000.000

  • africana ............... 150 “ 100 “ 400.000

  • Ascaríase ............... ... 60 “ 250.000.000

  • Ancilostomíase ...... ... 65 “ 151.000.000

  • Oncocercíase ......... ... 45 “ 17.700.000

  • Esquistossomíases ... 20 “ 200.000.000

  • _______________________________________________________________________________

Conclusão

  • Nos últimos 50 anos, a prevalência das parasitoses pouco ou nada mudou, no 3º Mundo, o que mostra a importância que aí continuam tendo, na atualidade:

  • – os conhecimentos científicos

  • – e as ações a serem desenvolvidas no campo das doenças parasitárias, que afligem grande parte da humanidade e o Brasil, em particular.

Regras da Nomenclatura

  • Zoológica

  • Todo animal como qualquer ser vivo,recebe um nome científico,que permite sua identificação com certa facilidade em qualquer lugar do mundo,ele é designado,obrigatoriamente,por duas palavras em latim,que são:

  • GÊNERO

  • ESPÉCIE

  • As palavras de modo geral indicam características ou atributos destes animais (seres vivos).

  • Numa citação científica, o GÊNERO e a ESPÉCIE são escritos num tipo diferente de letra de textoítálico,negrito ou sublinhado.

  • Ex: Fascíola hepática

  • Eurytrema coelematicum

  • Taenia solium

  • O GÊNERO é escrito obrigatoriamente,com a letra inicial maiúscula.

  • Ex: Fascíola sp

Posição Sistemática

  • Sete unidades taxonômicas:

  • REINO.................................Animal

  • FILO...................................Arthropoda

  • CLASSE................................Insecta

  • ORDEM.................................Diptera

  • FAMÍLIA...............................Culicidade

  • GÊNERO................................Anopheles

  • ESPÉCIE................................A. darlingi

Grupos de Interesse em Parasitologia

  • Os animais que parasitam o homem estão incluídos em 5 grandes filos:

  • Protozoa

  • Helmintos :  Platyhelminthes

  •  Nemathelminthes

  • Acantochephala

  • Arthropoda

Classificação dos Parasitos

  • Segundo os modos de transmissão:

  • 1- Transmissão entre pessoas devido ao contato pessoal ou objetos de uso pessoal(fômites):

  • Ex: S.scabiei,P.pubis,P.humanus,T.vaginalis

  • 2- Pela água,alimentos,mão sujas ou poeira:

  • Ex: E.histolytica, G.lamblia, T.gondii,H.nana

  • 3- Por solos contaminados por larva (geo-helmintoses).

  • Ex: A.duodenale,S.stercoralis

  • 4- Transmitidos por vetores ou hospedeiros intermediários:

  • Ex: Leishmania sp, T.cruzi, Plasmodium sp, T.solium.

  • 5- Transmitidos por mecanismos diversos:

  • Ex: larvas de moscas (miíases)

  • T.penetrans (bicho de pé)

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