FACENS Tecnicas de Construção Civil

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(Parte 7 de 7)

Sobre o fundo das valas devemos aplicar uma camada de concreto magro de traço 1:3:6 ou 1:4:8 (cimento, areia grossa e pedra 2 e 3) e espessura mínima de 5cm com a finalidade de:

· diminuir a pressão de contato, visto ser a sua largura maior do que a do alicerce;

• Uniformizar e limpar o piso sobre o qual será levantado o alicerce de alvenaria d) Alicerce de alvenaria ( Assentamento dos tijolos) • Ficam semi-embutidos no terreno;

paredes de 1 tijolo - feitos com tijolo e meio.
paredes de 1/2 tijolo - feitos com um tijolo.

• Tem espessuras maiores do que a das paredes sendo:

• seu respaldo deve estar acima do nível do terreno, a fim de evitar o contato das paredes com o solo;

• O tijolo utilizado é o maciço queimado ou requeimado;

• assentamento dos tijolos é feito em nível;

• Argamassa de assentamento é de cimento e areia traço 1:4.

e) Cinta de amarração

É sempre aconselhável a colocação de uma cinta de amarração no respaldo dos alicerces. Normalmente a sua ferragem consiste de barras "corridas", no caso de pretender a sua atuação como viga deverá ser calculada a ferragem e os estribos. Sobre a cinta será efetuada a impermeabilização.

Para economizar formas, utiliza-se tijolos em espelho, assentados com argamassa de cimento e areia traço 1:3.

A função das cintas de amarração é "amarrar" todo o alicerce e distribuir melhor as cargas, não podendo contudo serem utilizadas como vigas.

f) Reaterro das valas

Após a execução da impermeabilização das fundações, podemos reaterrar as valas. O reaterro deve ser feito em camadas de no máximo 20cm bem compactadas.

g) Tipos de alicerces para construção simples

Figura 3.9 - Sem cinta de amarração (Borges, 1972) parede de um tijolo

Figura 3.10 - Com cinta de amarração (Borges, 1972) parede de meio tijolo

Figura 3.1 - Com cinta de amarração (Borges, 1972)

Obs. Para manter os ferros corridos da cinta de amarração na posição, devem ser usados estribos, espaçados de mais ou menos 1,0m. A função desses estribos é somente posicionar as armaduras.

3.3.2 Sapatas Isoladas

São fundações de concreto simples ou armado.

As sapatas de concreto simples (sem armaduras), possuem grande altura, o que lhes confere boa rigidez. Também são denominadas de Blocos.

As sapatas de concreto armado, podem ter formato piramidal ou cônico, possuindo pequena altura em relação a sua base, que pode ter forma quadrada ou retangular (formatos mais comuns).

Figura 3.12 - Sapata isolada retangular

3.3.3 - Sapatas corridas

Executadas em concreto armado e possuem uma dimensão preponderante em relação às demais (Figura 3.13; 3.14; 3.15)

Figura 3.13 - Sapata corrida sob paredes

Figura 3.14 - Sapata corrida sob pilares h L

Figura 3.15 - Sapata corrida com viga

3.3.4 - Radiers

Quando todas as paredes ou todos os pilares de uma edificação transmitem as cargas ao solo através de uma única sapata, tem-se o que se denomina uma fundação em radier.

Os radiers são elementos contínuos que podem ser executados em concreto armado, protendido ou em concreto reforçado com fibras de aço.

Figura 3.16 - Radier h L

3.4 - FUNDAÇÕES INDIRETAS OU PROFUNDAS Os principais tipos de fundações profundas são:

3.4.1 - Estacas

São peças alongadas, cilíndricas ou prismáticas, cravadas ou confeccionadas no solo, essencialmente para:

a) Transmissão de carga a camadas profundas; b) Contenção de empuxos laterais (estacas pranchas); c) Compactação de terrenos.

Podem ser: - Pré-moldadas - Moldadas in loco

As estacas recebem esforços axiais de compressão. Esses esforços são resistidos pela reação exercida pelo terreno sobre sua ponta e pelo atrito entre as paredes laterais da estaca e o terreno. Nas estacas prancha além dos esforços axiais temos o empuxo lateral (esforços horizontais), Figura 3.17.

Figura 3.17 - Esforços nas estacas

3.4.2 Blocos de coroamento das estacas

Os blocos de coroamento das estacas são elementos maciços de concreto armado que solidarizam as "cabeças" de uma ou um grupo de estacas, distribuindo para ela as cargas dos pilares e dos baldrames (Figura 3.18; 3.19).

As estacas devem ser preparadas previamente, através de limpeza e remoção do concreto de má qualidade que, normalmente, se encontra acima da cota de arrasamento das estacas moldadas "in loco".

Os blocos de coroamento têm também a função de absorver os momentos produzidos por forças horizontais, excentricidade e outras solicitações (Caputo. H.P., 1973).

Figura 3.18 - Bloco de coroamento

UMA ESTACADUAS ESTACASTRÊS ESTACASQUATRO ESTACAS

Figura 3.19 - Configuração em planta dos blocos sobre estacas

Ø= diâmetro da estaca

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