Linha Guia Hepatite Viral

Linha Guia Hepatite Viral

(Parte 1 de 8)

MINAS GERAIS, 2007

Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais

Superintendência de Epidemiologia Gerência de Vigilância Epidemiológica

Governador do Estado de Minas Gerais Aécio Neves

Secretário de Saúde do Estado de Minas Gerais Marcus Vinícius Caetano Pestana da Silva

Subsecretário de Vigilância em Saúde Luiz Felipe Almeida Caram Guimarães

Superintendente de Epidemiologia/SES – MG Aníbal Arantes Júnior

Diretora da Gerência de Vigilância Epidemiológica/SES – MG Jandira A. Campos Lemos

Referência Técnica Estadual do Programa de Vigilância das Hepatites Virais/SES – MG Soraia Zardini de Morais

Produção, elaboração, distribuição e informações:

Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais/Superintendência de Epidemiologia Avenida Afonso Pena, 2300 – 9º andar – Sala 901

CEP: 30.130-007, Belo Horizonte – MG

Tel.: (31) 3261.6314 /Fax: (31) 261.6391 E-mail: hepatites.viep@saude.mg.gov.br

Site: w.saude.mg.gov.br

Equipe de Elaboração e Revisão: Soraia Zardini de Morais

Ricardo do Carmo Andrade Patrícia Passos Botelho.

2ª Edição. 2007.

Visite na internet o site w.saude.gov.br/sps/areastecnicas/hepatite e encontre informações sobre o Programa Nacional de Hepatites Virais.

Representantes dos setores da Secretaria de Estado da Saúde e entidades envolvidas:

Superintendente de Epidemiologia – SES/MG

Superintendente de Atenção à Saúde (SAS) – SES/MG Superintendente de Vigilância Sanitária (VISA) – SES/MG

Diretor(a) de Vigilância Epidemiológica – SES/MG

Coordenador(a) de Doenças Transmissíveis e Imunização – SES/MG Colegiado de Epidemiologia – SES/MG

Superintendente de Assistência Farmacêutica (SAF) – SES/MG Fundação Ezequiel Dias – Instituto Octávio Magalhães/FUNED

Fundação Hemominas Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais/FHEMIG

Membros do Comitê – Entidades convidadas

Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte/SMSA–PBH

CTR Orestes Diniz – Centro de Treinamento em Referências em Doenças Infecto-Parasitárias do município de Belo Horizonte

Instituto Alfa de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas/UFMG Grupo de Transplante do Instituto Alfa de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas/UFMG

Sociedade Mineira de Infectologia

Associação Mineira de Epidemiologia Sociedade Brasileira de Hepatologia

Sociedade Brasileira de Medicina Tropical – Regional Minas Gerais

Associação Mineira dos Portadores de Hepatites Crônicas – AMIPHEC Associação dos Patologistas do Estado de Minas Gerais/APEMG

Ambulatório de Hepatologia do Hospital Eduardo de Menezes

Ambulatório Hepatites Virais – Instituto Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais/IPSEMG.

APRESENTAÇÃO
HISTÓRICO
HEPATITES VIRAIS
Introdução
Epidemiologia das hepatites virais
Transmissão oral-fecal – hepatites A e E

SUMÁRIO Transmissão parenteral, sexual e vertical – hepatites B, C, D e G...

Manifestações Clínicas
Principais características dos vírus que causam hepatite
Diagnóstico diferencial das hepatites virais
Hepatite A
Etiologia
Período de incubação
Modos de transmissão
Manifestações clínicas
Medidas de controle
Hepatite E
Etiologia
Período de incubação
Modos de transmissão
Manifestações clínicas
Medidas de controle
Hepatite B
Etiologia
Período de incubação
Modos de transmissão
Formas clínicas da hepatite B
1-Hepatite aguda
2-Hepatite crônica
3-Portador assintomático
4-Hepatite fulminante ou insuficiência hepática grave
Hepatite C
Etiologia
Modos de transmissão
Formas clínicas da hepatite C
Medidas de controle
Algoritmo da hepatite C
Hepatite Delta
Co-infecção: infecção simultânea pelo HBV e Delta em indivíduo suscetível
Fluxograma para diagnóstico da infecção aguda pelo HDV
Imunização
Superinfecção: infecção pelo vírus Delta em um portador crônico do HBV
Diagnóstico laboratorial
1Exames inespecíficos
2Exames bioquímicos
3Exames sorológicos de triagem das hepatites virais
Hepatite A
Hepatite B
HBV aguda
HBV crônica
Imunidade natural pela hepatite B
Hepatite C
Hepatite Delta
Co-infecção: infecção simultânea pelo HBV e Delta em indiíduo suscetível
Superinfecção: infecção pelo vírus Delta em um portador crônico do HBV
Hepatite E
4Biologia molecular
5Exames histológicos
Abordagem sindrômica
Figura 1 – Fluxograma diagnóstico para a hepatite A
Figura 2 – Fluxograma de investigação laboratorial da hepatite aguda
Figura 3 – Fluxograma diagnóstico para hepatite B crônica
Figura 4 – Fluxograma diagnóstico para hepatite C
Figura 5 – Fluxograma diagnóstico para hepatite Delta
Tratamento
Co-infecção com o HIV
Vigilância epidemiológica
Definição de caso
Investigação de comunicantes
Primeiras medidas a serem adotadas
ANEXOS

10 GUIA ESTADUAL DE ORIENTAÇÕES TÉCNICAS DAS HEPATITES VIRAIS

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que cerca de dois bilhões de pessoas já tiveram contato com o vírus da hepatite B (HBV). A infecção pelo vírus da hepatite B é endêmica em muitas partes do mundo, estimando-se que existam aproximadamente 325 milhões de portadores crônicos desse vírus, cerca de 5% da população mundial.

Atualmente, a infecção pelo vírus da hepatite C (HCV) é considerada a doença infecciosa crônica mais importante em todo o mundo, estimando-se cerca de 170 milhões de portadores. A hepatite C é a principal indicação de transplante hepático. Além disso, a forma crônica tem alto potencial evolutivo para cirrose hepática e carcinoma hepatocelular

(CHC) com alto custo diagnóstico.

No Brasil, o Ministério da Saúde (MS) estima que pelo menos 70% da população já teve contato com o vírus da hepatite A e 15% com o vírus da hepatite B. Os casos crônicos de hepatite B e C devem corresponder a cerca de 1,0% e 1,5% da população brasileira, respectivamente. A maioria das pessoas desconhece seu estado de portador, agravando ainda mais a cadeia de transmissão do HBV e HCV.

O Programa Estadual de Vigilância das Hepatites Virais (PEHV) está inserido na Secretaria de Estado da Saúde (SESMG) na Gerência de Agravos e Doenças Transmissíveis (GADT) da Superintendência de Epidemiologia (SE). Seus objetivos são: conhecer a pre- valência das hepatites virais e seu comportamento epidemiológico quanto ao agente etiológico, pessoa, tempo e lugar, identificando os principais fatores de risco; detectar, prevenir e controlar os surtos de hepatites virais (HV) oportunamente; avaliar o impacto das medidas de controle; ampliar estratégias de imunização contra as hepatites virais e reduzir a prevalência de infecção das hepatites virais.

O Sistema de Vigilância Epidemiológica das Hepatites (SVE) é fundamentado na notificação compulsória de casos suspeitos utilizando o sistema universal e passivo. Apresenta alta proporção de casos assintomáticos, contribuindo para que os indicadores epidemiológicos do sistema sejam de baixa sensibilidade, representatividade, utilidade e oportunidade para a detecção do vírus, o que dificulta a realização de estudos que permitam conhecer sua magnitude e monitorar sua ocorrência, para subsidiar estratégias de prevenção e controle

(WHO, 1996).

Visando a sua adequação conforme os parâmetros da assistência à saúde dentro do fluxo do Sistema Único de Saúde (SUS), torna-se necessário desenvolver um modelo de vigilância que envolva várias interfaces institucionais: Atenção à Saúde (SAS), Vigilância Ambiental (VA), Vigilância Sanitária (VISA), Assistência Farmacêutica (SAF), Programa

DST/aids, hemocentros, Organizações Não-Governamentais (ONGs) da sociedade civil e rede laboratorial. Para ampliar o acesso, incrementando a qualidade e a capacidade instalada dos serviços de saúde em todos os seus níveis de complexidade, faz-se necessária uma constante interação entre as áreas com capacitação do profissional da atenção básica, para a assistência efetiva e eficaz do paciente, e dos técnicos regionais e municipais da vigilância, para a investigação e a tomada de medidas de controle eficazes.

Com o objetivo de apresentar aos profissionais de saúde a estruturação do PEHV, para situar o atendimento na Rede Básica de Assistência do paciente portador de hepatite viral e atualizar os avanços no diagnóstico e tratamento, o PEHV elaborou este Guia de Orientações Técnicas.

Esperamos que seja útil a todos.

Belo Horizonte, setembro de 2007

Soraia Zardini de Morais Ref. Técnica do Programa Estadual das Hepatites virais

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