Linha Guia Saude Criança

Linha Guia Saude Criança

(Parte 1 de 17)

Atenção à Saúde da Criança

SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DE MINAS GERAIS Belo Horizonte, 2005

PRODUÇÃO, DISTRIBUIÇÃO E INFORMAÇÕESPRODUÇÃO, DISTRIBUIÇÃO E INFORMAÇÕESPRODUÇÃO, DISTRIBUIÇÃO E INFORMAÇÕESPRODUÇÃO, DISTRIBUIÇÃO E INFORMAÇÕESPRODUÇÃO, DISTRIBUIÇÃO E INFORMAÇÕES Gutenberg Publicações (31) 3423 3022

SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DE MINAS GERAIS Superintendência de Atenção à Saúde Diretoria de Normalização de Atenção à Saúde Programa Viva Vida

Aporte Financeiro: Vigilância em Saúde/Superintendência de Epidemiologia/SESMG

Endereço: Av. Afonso Pena, 2.300 – Funcionários CEP 30130 007 Telefone (31) 3261 – 7742 FAX (31) 3261 – 6192 E-mail: secr.ses@saude.mg.gov.br Site: w.saude.mg.gov.br 1ª Edição. 2005

Está publicação foi produzida com recursos da PPI

Governador Aécio Neves da Cunha

Secretário Marcus Vinícius Caetano Pestana da Silva

Superintendente Benedito Scaranci Fernandes

Diretor Marco Antônio Bragança de Matos

Coordenadora Marta Alice Venâncio Romanini

Minas Gerais.Secretaria de Estado da Saúde. Atenção à Saúde da Criança. Maria Regina Viana et al. Belo Horizonte: SAS/DNAS, 2004. 224p. : il.

1. Saúde da criança. 2. Criança vítima de violência - Atendimento. 3. Infância - Patologias. 4. Programa Viva Vida. I. Título

320 MI AT

Claudia Regina Lindgren Alves

Cristina Gonçalves Alvim Heloísa Santos Junqueira

Lúcia Maria Horta Figueiredo Goulart

Luciano Soares Dias

Maria Elizabeth Neves Magalhães

Maria Regina de Almeida Viana

Rosilene Miranda Barroso da Cruz

Tatiana Mattos do Amaral Zeína Soares Moulin

Atenção à Saúde da Criança

Minas Gerais vê nascer, a cada ano, 300 mil novos mineiros. Esse fato, por si só, já coloca para cada um de nós, profissionais ligados à saúde, uma grande responsabilidade: cuidar de cada gestante e de cada criança que nasce e começa a crescer.

Essa responsabilidade aumenta ainda mais diante do fato de que muitas dessas crianças morrem antes de completar um ano de idade. Os números relativos à mortalidade infantil e também à mortalidade materna, apesar de estarem em declínio nos últimos anos, são ainda preocupantes.

A taxa de mortalidade infantil, em 2000, chegou a 20,8 mortes de crianças menores de um ano para cada 1.0 nascidas vivas, sendo que, em algumas microrregiões, chegou a mais de 40. O diagnóstico dessa situação evidencia que as causas, de um lado, são relativas a agravos da gestação que levam ao nascimento prematuro e complicações no momento do parto e, de outro, a diarréias, pneumonias e desnutrição, todas elas, na maioria dos episódios, causas evitáveis.

A mortalidade materna é também considerada alta, segundo os parâmetros da Organização Mundial da Saúde. Em 20, para cada 100.0 nascidos vivos, 42,5 mulheres morreram durante a gravidez, parto e puerpério também por causas consideradas evitáveis: hipertensão, hemorragias, infecções.

Falar de causas consideradas evitáveis é falar de um trabalho a ser realizado.

O Programa Viva Vida foi proposto exatamente para enfrentar esta situação.

A meta prioritária de reduzir a mortalidade infantil em 25% nos próximos quatro anos e diminuir a mortalidade materna vai se desdobrar em uma série de ações voltadas à melhoria da assistência à gestante, ao recém-nascido e à criança no seu primeiro ano de vida.

Entre essas ações está o fortalecimento do Programa de Saúde da Família, através da ampliação do número de equipes em todos os municípios, a aquisição de equipamentos para a atenção básica e a capacitação de todos os profissionais em um sistema de educação permanente; o novo plano de regionalização da saúde, que identificará pólos microrregionais com maternidades, UTIs neonatais, ambulatórios de especialidades e serviços de exames complementares de referência equipados e capacitados para atendimento de mulheres e crianças com maior gravidade; e a instalação e funcionamento de Comitês de Prevenção da Mortalidade Materna e Infantil em todas as regiões e municípios do Estado, que se responsabilizarão pela investigação dos óbitos ocorridos, além do Comitê Estadual de Defesa da Vida, que reunirá várias instituições governamentais e a sociedade civil na realização de ações contínuas de promoção de saúde.

Para alcançar este objetivo, esse protocolo – Atenção à Saúde da Criança – reúne diretrizes e recomendações para que todos os profissionais de saúde possam realizar, com qualidade, as ações de assistência e cuidado para com a criança do nosso Estado.

Dr. Marcus Vinícius Pestana Secretário de Saúde do Estado de Minas Gerais

Agradecemos a todos os profissionais da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais que participaram da elaboração deste Protocolo, de maneira especial à Dra Marta Alice Venâncio Romanini que, com grande empenho e dedicação, vem coordenando os trabalhos do Programa Viva Vida.

Agradecemos a todos os professores do Grupo de Pediatria Social do

Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFMG, autores deste protocolo. O trabalho realizado confirma e fortalece uma parceria que é de grande importância para o desenvolvimento de políticas públicas que respondam concretamente às necessidades da população.

A Sociedade Mineira de Pediatria, através de seus departamentos científicos, valida este protocolo por reconhecer nele consistência científica e com possibilidade de se tornar um grande instrumento para melhorar a qualidade da assistência às crianças, através de uma gestão clínica eficiente.

José Orleans da Costa Presidente da Sociedade Mineira de Pediatria

SOBRE A HUMANIZAÇÃO DO ATENDIMENTO
I. O ACOMPANHAMENTO DA CRIANÇA
1.1 As Diretrizes para o Atendimento
1.2 O Acompanhamento do Crescimento e Desenvolvimento
1.3 A Abordagem do Recém-nascido
1.4 O Aleitamento Materno e a Orientação Alimentar
1.5 A Vacinação
I. A CRIANÇA VÍTIMA DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
2.1 O Atendimento da Criança
2.2 As Ações Preventivas
2.3 A Identificação do Problema
2.4 As Orientações Gerais
2.5 O Papel da Sociedade
I. AS PATOLOGIAS NA INFÂNCIA
3.1 A Criança com Desnutrição Energético-protéica
3.2 A Criança com Diarréia
3.3 A Criança com Tosse e/ou Dificuldade Respiratória
3.4 A Criança com Parasitose Intestinal
3.5 A Criança com Anemia Ferropriva
3.6 A Criança com Tuberculose
3.7 A Triagem Neonatal Positiva
3.8 As Doenças de Transmissão Vertical
IV. A ORGANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA
4.1 A Competência da Unidade de Saúde
4.2 Os Cuidados Básicos para o Acompanhamento da Criança
4.3 A Organização da Rede Integrada de Serviços de Saúde
V. O SISTEMA DE INFORMAÇÃO
5.1 Os Sistemas Informatizados do Ministério da Saúde
5.2 Os Endereços Eletrônicos
5.3 O Sistema de Informação Gerencial
ANEXOS
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

A elaboração deste protocolo pelo Grupo de Pediatria Social do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFMG é fruto da parceria desse grupo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), tendo contado com a colaboração de diferentes áreas dessa instituição.

Nos últimos anos, o Grupo de Pediatria Social tem se dedicado a refletir sobre o Programa de Saúde da Família (PSF), suas possibilidades, suas limitações e suas implicações, especialmente para a saúde da criança e do adolescente. A participação do grupo nos diversos programas do Curso de Especialização em Saúde da Família da UFMG, bem como a prática cotidiana em atenção básica, norteou a produção deste material.

Este protocolo faz parte de uma proposta mais ampla de educação permanente e destina-se às equipes de saúde, visando oferecer aos profissionais que trabalham com atenção básica instrumentos que possam orientar o seu desempenho.

A humanização é um enfoque que perpassa toda a proposta, é prioridade da Secretaria de Saúde e pode ser resumida em duas palavras: acolhimento e respeito. Humanizar, na maioria das vezes, é adotar soluções simples e criativas que se traduzem em um atendimento acolhedor, digno e solidário, mantendo sempre a qualidade da atenção.

O protocolo trata do acompanhamento da criança com ênfase ao crescimento e desenvolvimento nos seus múltiplos aspectos e diferentes atenções, distinguindo as peculiaridades do recém-nascido, o incentivo ao aleitamento materno, a vacinação e a atenção à criança vítima da violência.

Para o atendimento às doenças prevalentes na infância, que, na maior parte, são resolvidas no nível primário de atenção, os profissionais devem ter o conhecimento que lhes permita reconhecer situações que requeiram atendimento nos níveis de atenção de maior complexidade. São abordadas: desnutrição energética protéica, diarréia aguda, tosse/dificuldade respiratória, parasitoses intestinais, anemia ferropriva, tuberculose, triagem neonatal positiva e doenças de transmissão vertical.

A organização de sistemas integrados de serviços de saúde nas microrregiões é uma das propostas centrais da SES. A articulação entre municípios para estruturação de redes de atenção constitui-se em condição essencial para melhorar o acesso, a continuidade e a resolubilidade dos serviços de saúde. Da mesma forma, um sistema de informação de qualidade é peça fundamental no acompanhamento dos indicadores propostos.

O protocolo foi elaborado com competência e com idealismo e se propõe a contribuir para melhoria da qualidade da atenção à saúde das crianças do Estado de Minas Gerais, o que implica garantia de acesso e efetividade dos princípios da universalidade e da eqüidade.

Trabalhar em uma instituição de saúde com diversos profissionais de categorias e especialidades diferentes nos leva a pensar em um trabalho coletivo em saúde.

Como é trabalhar com o outro? De que maneira o trabalho do outro interfere no meu? Ajuda, acrescenta ou possibilita algo?

A interdisciplinaridade é construída com conhecimentos diferentes, olhares diferentes no nosso trabalho diário, no cotidiano, através da nossa prática, da comunicação clara e democrática em que todos podem e devem participar e através de parcerias. Não se trabalha mais isolado e sim integrado. Então o outro é meu parceiro.

(Parte 1 de 17)

Comentários