Linha Guia Hipertenção e Diabetes

Linha Guia Hipertenção e Diabetes

(Parte 2 de 12)

Raça: Nos Estados Unidos, estudos mostram que a raça negra é mais propensa à Hipertensão Arterial que a raça branca. No Brasil, não há essa evidência.

Modificáveis

Sedentarismo: aumenta a incidência de hipertensão arterial. Indivíduos sedentários apresentam risco aproximado 30% maior de desenvolver hipertensão arterial em relação aos indivíduos ativos: a atividade física regular diminui a pressão arterial.

Tabagismo: o consumo de cigarros está associado ao aumento agudo da pressão arterial e ao maior risco de doenças cardiovasculares.

Excesso de sal: o sal pode desencadear, agravar e manter a hipertensão.

Bebida alcoólica: o uso abusivo de bebidas alcoólicas pode levar à hipertensão.

Peso: a obesidade está associada ao aumento dos níveis pressóricos.Ganho de peso e aumento da circunferência da cintura são índices prognósticos para hipertensão arterial, sendo a obesidade um importante indicador de risco cardiovascular aumentado.

Estresse: excesso de trabalho, angústia, preocupações e ansiedade podem ser responsáveis pela elevação aguda da pressão arterial.

1.3 OBJETIVOS DOS SERVIÇOS DE SAÚDE

Vincular os portadores de hipertensão arterial às Unidades de Saúde (US), garantindo-lhes acompanhamento e tratamento sistemáticos mediante ações de capacitação dos profissionais e reorganização do serviço.

Detectar, estabelecer diagnóstico, identificar lesões em órgãos alvo e/ou complicações crônicas e adotar tratamento adequado.

Dar subsídios e estimular os profissionais envolvidos na atenção básica, para que promovam medidas coletivas de prevenção primária, enfocando os fatores de risco cardiovascular.

Reconhecer as situações que requeiram atendimento nos serviços de referência secundários e terciários.

Auxiliar o indivíduo com hipertensão a fazer mudanças em seus hábitos de vida, aumentando o nível de conhecimento e de conscientização da população sobre a importância da promoção à saúde, de hábitos alimentares adequados, de manutenção do peso saudável e da vida ativa, favorecendo a redução da pressão arterial.

1.4 A META DE REDUÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL

Deve ser reduzida para valores inferiores a 140/90 mmHg.

Reduções para níveis menores que 130/85 mmHg propiciam maior benefício em pacientes de alto risco cardiovascular, com diabetes em especial com microalbuminúria, com insuficiência cardíaca, com nefropatia e na prevenção primária e secundária de acidente vascular cerebral.

1.5 AS ESTRATÉGIAS

A principal estratégia para o tratamento da Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é o processo de educação por meio do qual a aquisição do conhecimento permitirá mudanças de comportamento tanto em relação às doenças quanto em relação aos fatores de risco cardiovascular.

Educação pressupõe construção de novos entendimentos a respeito do processo de saúde e de doença, assim como de mecanismos envolvidos na prevenção e no controle das situações de saúde já existentes, partindo sempre do conteúdo já alcançado pelo indivíduo.

É fundamental dialogar com as pessoas e, principalmente, ouvi-las, para levantar o grau de conhecimento sobre suas condições de saúde e sobre os fatores que podem contribuir para a melhora ou a piora do quadro atual.

É importante também reconhecer as percepções sobre experiências anteriores e os mitos pessoais, familiares e culturais existentes.

O diálogo permanente, ao longo do tratamento, possibilitará a motivação necessária para a adoção de estilo saudáveis de vida e para a adesão ao tratamento medicamentoso eventualmente instituído.

Através do Programa Agita Minas _ programa da SES que propõe ações de promoção e de prevenção à saúde, sejam elas educativas ou recreativas _, objetivase um incremento de ações permanentes que possam ser mais efetivas a toda a população.

O Agita Minas por meio de materiais educativos como folders, cartazes, manuais para escolares, trabalhadores e idosos, informa sobre a prática de atividade física e seus benefícios para à saúde com objetivo de auxiliar, estimular toda a população.

O manual do Agita Minas é uma outra estratégia da SES para organizar, padronizar e orientar os profissionais de saúde sobre o que existe de mais atual em relação ao tratamento de portadores de diabetes e de Hipertensão com o menor custo e benefício, e adesão dos usuários do SUS.

2. A AVALIÇÃO CLÍNICA

A avaliação clínica deve ser criteriosa, com o objetivo de promover a classificação, diagnosticar a etiologia, avaliar os fatores de risco cardiovascular associados e a presença ou não de doença em órgãos-alvo ou doença cardiovascular clínica.

Portanto, é fundamental que sejam realizados anamnese detalhada, exame físico criterioso e exames laboratoriais regulares.

Para instituição do tratamento, deve-se considerar o nível pressórico e o risco do paciente.

2.1 A MEDIDA DA PRESSÃO ARTERIAL

A medida da pressão arterial deve ser obrigatoriamente realizada em toda avaliação clínica de pacientes de ambos os sexos, por médicos de todas as especialidades e pelos demais profissionais de saúde devidamente treinados.

O método mais utilizado é o indireto, o com técnica auscultatória, com esfigmomanômetro de coluna de mercúrio e estetoscópio. O esfigmomanômetro de coluna de mercúrio ainda é o equipamento mais adequado. O aparelho aneróide deve ser periodicamente testado e devidamente calibrado a cada seis meses. O uso de aparelhos eletrônicos afasta erros relacionados ao observador, porém somente são indicados quando validados de acordo com recomendações específicas e testados periodicamente.

2.2 A TÉCNICA PARA AFERIÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL

Para o preparo do paciente Repouso de pelo menos 5 minutos em ambiente calmo.

Evitar bexiga cheia.

Não praticar exercícios físicos há 60-90 minutos antes da averição da pressão.

Não ingerir bebidas alcoólicas, café ou alimentos, não fumar até 30 minutos.

Manter pernas descruzadas, pés apoiados no chão, dorso recostado na cadeira e relaxado.

Remover roupas do braço no qual será colocado o manguito.

Posicionar o braço na altura do coração (nível do ponto médio do esterno ou 4º- espaço intercostal) apoiado, com a palma da mão voltada para cima e o cotovelo ligeiramente fletido.

Solicitar para que não fale durante a medida.

A técnica para a medição da pressão arterial Medir a circunferência do braço do paciente.

Selecionar o manguito de tamanho adequado ao braço.

Colocar o manguito sem deixar folgas acima da fossa cubital, cerca de um dedo.

Centralizar o meio da parte compressiva do manguito sobre a artéria braquial.

Estimar o nível da pressão sistólica (palpar o pulso radial e inflar o manguito até seu desaparecimento, desinflar rapidamente e aguardar 1 minuto antes da medida).

Palpar a artéria braquial na fossa cubital e colocar a campânula do estetoscópio sem compressão excessiva.

Inflar rapidamente até ultrapassar 20 a 30 mmHg do nível estimado da pressão sistólica.

Proceder a deflação lentamente ( velocidade de 2 a 4 mmHg por segundo)

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